setembro 28, 2006

A cabidela

Pois é, às vezes as coisas não saem bem como as planeamos, já todos sabemos.
De facto inaugurei a minha cozinha nova na data prevista, mas Internet que é bom, nada…
Mudar da capital para o interior é assim, tem vantagens e inconvenientes. O problema ainda não está resolvido, mas pelo menos já posso dar notícias!

Bom, na cozinha tenho-me dedicado a experimentar algumas das receitas dos vossos blogs que se encontravam em stand-by, mas hoje vou dar a receita da minha cabidela de frango.
Foi feita numa quinta de familiares onde me cruzei com alguns bichinhos simpáticos ( e que servem para se fazerem outros petiscos...) :












E digam lá se este não é mesmo fotogénico?










Passemos então à cabidela:

Fica melhor com franguinho ou galinha caseiros, mas pode usar-se um bom frango do campo, que já se vende acompanhado com a saqueta de sangue respectiva. As almas sensíveis que me perdoem!... De qualquer forma deixem-me dizer-lhes que cozinho e como a cabidela na maior, mas só desde que outro mate o bicho!
Depois de cortada a ave em pedaços, esfrega-se com vinagre, vinho verde branco e sal.
Fazer um refogado puxadinho de azeite e banha, juntar uma pitada de colorau, pimenta branca e salsa picada. Juntar e deixar estufar o(s) franganote(s). No caso eram três, porque éramos muitos a almoçar!
Quando estiver no ponto, se houver gordura a mais, tira-se o excesso e deixa-se apenas a que for conveniente para a calda do arroz. Isto dependerá um pouco do gosto pessoal de cada um...
Junta-se chouriço de carne e bocadinhos de presunto, se for bom.
Medir a quantidade de água necessária e juntar igualmente o sangue (1), de forma a que o arroz não venha a ficar excessivamente aguado. Eu uso normalmente 3 medidas de água para uma de arroz (carolino, neste tipo de receitas). Quando a calda levantar fervura, juntar o arroz e deixá-lo abrir sem empapar; rectificar os temperos e servir assim que ficar no ponto.

(1) O sangue aproveita-se aquando do abate da ave; para o conservar líquido junta-se-lhe um pouco de vinagre.

8 comentários:

Anónimo disse...

Que bom, estava mesmo a precisar de uma receita de cabidela!

Mónica disse...

olá amiga Paula,

que saudades! gostei de saber novidades suas...

Adoroooooooo cabidela, a minha mãe costuma fazer, usa frangos ou então coelhos caseiros da minha avó.
Que delicia...

Bom fim-de-semana
1 beijinho!

chalabi red disse...

Cabidela ! Palavra mágica, que me faz crescer àgua na boca .

o avental disse...

É uma malvadez comer bichinhos tão lindos :) Deixei, por causa disso, de comer coelho manso e pombo, mas como coelho e pombo bravos e consolo-me com o bicho talvez mais bonito da criação, o cabrito. Vá lá a gente entender-se a si mesma :)

Quanto ao arroz, deve ser bem bom, e mudar da capital para o interior, ainda melhor, digo eu. Tomei nota da massagem de vinagre e vinho verde que dá ao frango antes de ir para o lume: vou aproveitá-la para melhorar o modo como faço esse arroz.

Anónimo disse...

Mas que maravilha de receita. Vou já copiar, alias já copiei muitas desde que encontrei este site na semana passada. Muito Obrigada. Irei experimentar as várias receitas e dizer como ficaram. Queria experimentar o "bolo rancoso" para os anos da filha em Novembro. (a ver se me atrevo)
Até logo
Barbara Rita

Eliana Scaramal disse...

Que bom ter noticias e saber que esta bem. Aqui no Brasil isso se chama frango ao molho pardo.

Elvira disse...

Bem vinda ao interior! A vida por cá tem coisas muito boas. Especialmente no que toca à comida. Sabe sempre melhor na província, não sabe? ;-)

Já estava com saudades, querida Paula!

Cristina disse...

Obg Paula! Folgo saber que por aqui anda novamente.
Não me esqueci do seu desafio, mas ainda ando a pensar no assunto!!