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julho 11, 2012

Quiche de Courgette e Parmesão, sem massa...


Uma receita leve, que pode servir de entrada ou refeição ligeira, nestes dias mais quentes de Verão.


Os ingredientes são: 

2 courgettes
Sal q.b.
Caril q.b.
20g de sêmola de trigo
30g de parmesão ralado
½ pote de crème fraiche, que pode ser "light"
2 ovos

Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Pôr a ferver 250ml de água com uma pitada de sal. Juntar a courgette cortada em cubos e deixar cozer durante 4 minutos, tapada.

Entretanto, numa tigela misturar a crème fraîche com uma colher de café de caril, e o queijo parmesão. Juntar os ovos. Reservar.

Juntar a sêmola à courgette e tirar a tampa, para que a água evapore na totalidade (são 2 ou 3 minutos). Juntar a courgette à mistura de ovos. Misturar bem e verter numa travessa que possa ir ao forno, previamente untada com manteiga e levar ao forno por 35 a 40 minutos. Deixar arrefecer ligeiramnte antes de servir.


abril 19, 2010

Empadas Minuto

Estas empadinhas são uma solução muito prática para aqueles restos de carne estufada ou assada que quase sempre sobram. Também já as fiz com atum, e ficaram muito boas. Preparam-se num instante e comem-se ainda mais depressa !
Estas foram recheadas com um resto de carne à bolonhesa.

Levam:

200g de farinha
½ chávena de leite
2 colheres de sopa de azeite
2 ovos (claras em castelo)
1 colher de chá de fermento
sal , pimenta, e um cheiro a gosto, que combine com o recheio - salsa, orégãos, coentros...

Misturar todos os ingredientes, excepto as claras, e bater apenas o suficiente para obter massa lisa.
Juntar as claras batidas em castelo, com delicadeza.
Untar formas pequenas com um pouco de manteiga e polvilhar com farinha (se forem de silicone, este trabalho é desnecessário). Colocar uma colher de sobremesa cheia de massa no fundo da forma, cobrir com uma colher de recheio, e outra de massa...
Levar ao forno já quente, e deixar cozer as empadinhas até se apresentarem lourinhas.

Acompanhadas com uma boa salada constituem uma refeição ligeira, daquelas bem práticas, de fim de semana...


junho 08, 2009

Fofo de atum















A receita deste bolo salgado veio da Mesa para 4, onde foi feito na Bimby.
Não tenho Bimby, mas apeteceu-me fazer o bolinho, por isso adaptei-o, com sucesso, à cozinha tradicional.

É perfeito para piqueniques e refeições ligeiras. Obrigada pela receita!

Quem quiser experimentar não vai ficar desiludido, porque é muito saboroso. Serviu-nos de jantar, precedido por uma sopa e acompanhado por uma salada.

Fazer um refogado com pouco azeite, 1 cebola média e 2 dentes de alho. Juntar duas colheres de sopa de polpa de tomate. Juntar o atum (na receita uma lata, eu usei duas) desfeito com um garfo e rectificar de sal. Reservar.

Preparar a massa:

Bater 4 ovos com 200ml de leite e 100ml de óleo (usei azeite e só pûs 50ml, tendo em conta o já usado para o refogado).
Juntar 300g de farinha misturada com 1 colher de chá de fermento, uma pitada de sal, pimenta e noz moscada (não usei a última). Juntei também um ramo de salsa picada, não indicado na receita.

Juntar a mistura do atum à massa reservada e envolver bem.

Levar em forma untada a forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 40 minutos.

setembro 14, 2008

Os bolinhos de arroz da Eliana



Tinha esta receita da Eliana na manga, e como me tinha sobrado uma certa quantidade de arroz branco, e achei a ocasião perfeita para experimentar.


São uns simpáticos e saborosos bolinhos de arroz.

Na minha cozinha desperdiçar as sobras está fora de questão, e estas receitinhas vêm mesmo a calhar!

Transcrevo a receita da Eliana, que fiz tal qual, mas da próxima vez vou retirar uma das farinhas indicadas: ou o amido, ou a farinha de trigo, pois pela consistência dos bolinhos parece-me desnecessário usar ambas...

3 xícaras (chá) de sobras de arroz cozido
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colherinha de fermento em pó,
1 ovo
salsinha (bastante), pimenta de cheiro, sal

Passar tudo pelo processador (aqui reside a principal diferença em relação aos meus bolinhos de arroz habituais, onde a mistura é feita manualmente e o arroz se mantém inteirinho), moldar os bolinhos e fritar em óleo quente.

Outros bolinhos de arroz que postei.

janeiro 24, 2008

Pastéis de massa tenra



Sempre gostei muito de pastéis de massa tenra, mas foi a descrição da experiência do Chalabi Red ("Ardeu a Padaria")que definitivamente me fez embarcar nesta aventura...
Tendo ficado com a ideia de que ele, apesar de ter obtido bons resultados, pretendia refazer a receita e acertar a quantidade de gordura usada na massa, resolvi testar uma receita da Maria de Lourdes Modesto, a quem muito aprecio.

O resultado foi mesmo muito bom, os pasteizitos pareciam balões a inchar na frigideira, e a massa rendia a olhos vistos!

Não me vou demorar na descrição do recheio, que fiz com carne de vaca estufada a preceito, picada e misturada com um molho béchamel. Utilizo o mesmo procedimento no recheio dos pastéis de vinho, cuja receita já aqui postei; o recheio fica mais untuoso e húmido.

Para a massa:
500g de farinha
50g de banha de porco
1 colher de sopa de azeite
água morna q.b.
1/2 colher (café) de sal

Peneira-se a farinha para uma tigela, juntam-se as gorduras e mistura-se tudo com os dedos. A água vai-se juntando a pouco e pouco, até obter a consistência desejada. Depois é trabalhá-la e bat~e-la, até ficar elástica.

Antes de a tender deixa-se descansar pelo menos uma hora. Depois estende-se fina, dispõe-se o recheio e cortam-se os pastéis com uma carretilha.

Fritam-se em azeite ou óleo bem quente e escorrem-se sobre papel absorvente.

julho 03, 2007

Bolinhos de Arroz


Que fazer quando sobrou um pouco de arroz de cenoura e um pouco de carne à bolonhesa?
Bolinhos de arroz!




300g de arroz já cozinhado
quatro colheradas de carne guisada com tomate
um pouco de pão duro ralado
dois ovos batidos
cinquenta gramas de queijo macio, ralado
sal e pimenta

Se necessário, pisar bem a carne (no caso esta operação foi dispensada, visto que se tratava de carne picada). Colocar o arroz numa terrina, juntar os outros ingredientes e temperar de sal e pimenta. Com a mistura formar bolinhas pouco maiores que almôndegas e passa-las no pão ralado.
















Eu optei por fazer um buraquinho em cada bolinha e colocar uma colherita (das de café) de carne; depois fechava de novo a bolinha...

Fritar em óleo ou, melhor ainda, azeite bem quente e colocá-los sobre papel absorvente.

Podem ainda levar-se ao forno previamente aquecido por cinco minutos, coisa que não fiz...

Servi-os bem quentes, com uma salada verde. Parecia tudo novo! :)


fevereiro 22, 2007

Empanada de Sardinhas


Esta receita foi postada pela Elvira em tempo de belas e gordas sardinhas assadas, e prepara-se com elas.
Já a fiz diversas vezes e fica sempre suculenta! Da última vez, à falta de sardinhas assadas, usei sardinhas de conserva e mesmo assim ficou óptima.

Obrigada, Elvira, pela receitinha.

Para obterem a receita visitem: http://elvirabistrot.blogspot.com/2006/08/empanada-de-sardinhas-assadas.html.

As fotos da Elvira são bem mais bonitas que as que eu tiro com o telemóvel, e abrem logo o apetite!

dezembro 29, 2006

Pastéis de Molho


Tipicamente covilhanenses, estes pastéis, acompanhados com o respectivo molho de açafrão constituem, como diz Maria de Lurdes Modesto, "a mais espantosa das sopas portuguesas".

"Nos anos 20, os empregados fabris não tinham tempo para fazer sopa e então substituíram-na por estes pastéis, uma vez que despendiam muito tempo a confeccioná-los, aguentando durante várias semanas, o que não sucede com a sopa. Este Pastel seco é feito com massa folhada cortada em tirinhas, que se enrolam em forma de espiral, dobrando uma das pontas do pastel para rechear com carne de vaca refogada.O Pastel de Molho era e continua a ser servido com molho de açafrão.

(O molho) prepara-se da seguinte forma: põe-se água a ferver com sal, vinagre, açafrão e um ramo de salsa; coloca-se o Pastel num prato, deitando o caldo por cima, tapa-se com outro prato e aguarda-se um pouco (para "abrir"); o Pastel de Molho "abre", fortalecendo a refeição.O Pastel de Molho é composto por uma massa de margarina ou banha de porco, sal, farinha e recheado com carne guisada (cebola, louro e sal).Para além de poder ser servido com molho de açafrão ou chá preto, pode ainda ser comido apenas como Pastel."

Fonte: Câmara Municipal da Covilhã http://www.cm-covilha.pt/

Eu tenho a receita da massa dos pastéis! Haverá clientes interessados? ...

dezembro 19, 2006

Rissóis de Camarão

Nada têm de original, mas dão sempre jeito na mesa dos salgadinhos em tempos de festa, não é?

Quando tirei a foto ainda faltava passá-los por ovo batido e pão ralado, mas já eram engraçadinhos...

Para a Massa:
2 chávenas de farinha
1 chávenas de água
1 chávena de leite
1 colher de sopa de margarina
1 casca de limão
sal q.b.

Para o Recheio:
200 grs. de camarão
1 cebola média
2 colheres de sopa de margarina
2 colheres de sopa de farinha
2,5 dl de leite ou caldo de camarão
salsa · sal e pimenta · sumo de limão · 2 gemas

Massa:
Leva-se a água e o leite ao lume com a margarina, a casca de limão e um pouco de sal.
Assim que ferver, retira-se rapidamente o tacho do lume e de uma só vez deita-se dentro a farinha. Mistura-se com a colher de pau e leva-se o tacho novamente a lume fraco, batendo a massa sem parar, até que seque e forme uma bola. Deita-se sobre a mesa de trabalho e amassa-se até arrefecer.Deixa-se descansar durante uns 20 minutos.
Estende-se a massa com o rolo e dispõem-se sobre ela montinhos de recheio que se cobrem com a massa dobrando-a.
Cortam-se com o auxílio dum copo ou de um corta-massa.
Passam-se os rissóis por ovo batido, depois por pão ralado e fritam-se em óleo bem quente.

Recheio:
Cozem-se os camarões e descascam-se. (Há quem prefira descascá-los em crú).
Pisam-se as cascas e as cabeças e levam-se a refogar com a cebola e um pouco de margarina.Cobrem-se com água e deixam-se ferver.Entretanto pica-se a cebola muito finamente e leva-se a alourar com a margarina.Polvilha-se com a farinha, deixa-se cozer um pouco e rega-se com um pouco de leite e o caldo obtido da cozedura dos camarões, tendo o cuidado de o coar antes de utilizar.
Deixa-se o creme cozer até estar bem espesso.Tempera-se com sal, pimenta e sumo de limão e adicionam-se-lhe 2 gemas de ovo. Junta-se um pouco de salsa fresca picada.
É melhor deixar arrefecer o creme antes de o utilizar, facilita o trabalho...

Como fiz 6 dúzias, congelei uma boa parte!

Agora já sabem porque levo às vezes tanto tempo a aparecer!...

novembro 21, 2006

Pãezinhos de Queijo


Enquanto não mostro o feijão arroz, sempre vos digo que fiz pãezinhos de queijo, segundo uma receita da Eliana, e que ficaram muito bons. Uma delícia , para quem gosta muito de queijo, como eu...
Receita textual da Eliana:

"1/2 ql de polvilho (doce ou azedo)
400 g de queijo ralado
1/2 xícara (chá) óleo
3/4 xícara (chá) farinha de milho
200 ml de leite frio
sal a gosto
1/2 xícara (chá) água fria
2 ovos

Preparo:

Coloque o polvilho numa vasilha grande e tempere com o sal, pegue a água e faça uma chuva com ela sobre o polvilho, e comece a sovar, até ficar bem fininho, esquente bastante o óleo e escalde o polvilho e reserve. Em um prato fundo coloque a farinha de milho e vá adicionando o leite até virar um mingau bem molhinho e molhadinho, se sobrar leite reserve você pode precisar dele. Ai você vai juntar ao polvilho reservado o mingau de farinha de milho, o queijo ralado, os ovos e sovar bastante, se perceber que a massa esta um pouco dura vai pingando leite e sovando até ficar macia. Faça as bolinhas e asse em forno 180 graus até dourar. Você pode também fazer as bolinhas e levar ao freezer por até 3 meses".



Obrigada, Eliana! :D

novembro 06, 2006

Tarte à Florentina

Chama-se "à florentina" como tantas outras preparações, porque leva espinafres.
Segundo Mª de Lurdes Modesto, parece que a razão da denominação tem alguma coisa a ver com Catarina de Médicis, que foi rainha de França mas era natural de Florença, e gostava muito de espinafres... E ela merece todo o crédito.

Preparei esta tarte num daqueles dias em que o frigorífico não tinha muito para me inspirar e eu estava com pressa. Não fiquei desiludida!

Usei uma base de massa folhada comprada pronta e preparei assim o recheio:

Alourei 125 g de bacon cortado em tirinhas num pouquinho de azeite, retirei o bacon e salteei 350g de espinafres até amolecerem.
Juntei-os ao bacon e misturei tudo com um requeijão batido, 1 dente de alho espremido, um pouco de queijo parmesão ralado, 2 ovos inteiros e coentros picados.
Tudo temperado com sal, pimenta e uma raspa de noz-moscada.

verti na forma, previamente forrada com a massa:



Pûs-lhe as aparas da massa por cima do recheio e levei ao forno até solidificar, sem deixar cozer demasiado.





Gostei muito, e vou fazê-la mais vezes, também para alegria das minhas filhas, que gostam quase tanto de espinafres como Catarina de Médicis!

agosto 25, 2006

Quiche de pimentos




Pimentinhos bons são o que não falta nesta época do ano, e eu que gosto tanto deles!
Os do quintal paterno que me vão chegando são gordos e carnudos, mesmo como eu gosto. Há que comê-los, e como não se fazem sardinhadas todos os dias, procurar novas formas de os utilizar. Esta receita saiu-me bem simpática!

Massa:
200 g de farinha
1 ovo
5 colheres de sopa de leite
80 g de manteiga fria
sal e pimenta

Recheio:
3 pimentos, se possível de cores diferentes
1 boa cebola
2 ou 3 dentes de alho
250 g de bom chouriço
3 colheres de sopa de azeite
temperos: cominhos, sal, pimenta preta acabada de moer

Creme:
200 g de natas
4 ovos
queijinho ralado
se tiverem, 1 ramo de cebolinho
pimenta, sal, noz moscada

Preparar a massa da forma habitual, deixar descansar no frio 1 quarto de hora e forrar com ela uma forma redonda. Picar a massa com um garfo e conservar no frio.

Alourar a cebola e o alho no azeite, juntar os pimentos cortados aos cubinhos e temperar. Deixar apurar tudo.
Misturar as natas com os ovos e o queijo, temperar, juntar o preparado de pimentos e o chouriço às rodelas.
Ditribuir o recheio sobre a massa e levar a forno bem quente durante cerca de quarenta minutos.

São mais as vozes que as nozes, é muito fácil de fazer. Boa quiche!

julho 04, 2006

Mini-pizzas de courgette e camarão


Gosto de fazer massas levedadas e por isso costumo preparar eu mesma as pizas cá em casa.
Gostei desta receita, que associa dois ingredientes que não é muito comum ver juntos.

Podem fazê-las para petiscar durante o jogo Portugal - França, para comemorar a vitória!...

Em vez das pequeninas também podem fazer uma grande, evidentemente.

Para a massa:
250 g de farinha
10 g de fermento de padeiro
1 pitada de açucar (o fermeno alimenta-se dele por isso junto sempre um bocadinho)
1, 25 dl de água morna
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de azeite

Para o recheio:
250 g de courgette
1 cebola pequena
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de natas
sal, pimenta, noz moscada
tomilho ou orégãos a gosto
1 fio de sumo de limão
150 g de camarões descascados
100 g de queijo emmental ralado

Coloca-se a farinha numa tigela e abre-se uma cova; desfaz-se o fermento num pouco de água morna e junta-se a pitada de açucar. Verte-se na cova da farinha. Deixa-se repousar durante uns 15 minutos até o fermento começar a borbular. Nessa altura junta-se o resto da água, o sal e o azeite e amassa-se até descolar da tigela. Polvilha-se com farinha e deixa-se levedar, coberta, até duplicar de volume.

Enquanto isso, raspem 2/3 das courgettes e cortem a restante às rodelas.
Alourem a cebola na manteiga e juntem a courgette raspada; deixem cozer 3 minutinhos.
Misturar as natas e temperar com o sal, pimenta, noz moscada e tomilho ou orégãos, e umas gotas de sumo de limão.

Estende-se a massa, deixa-se o rebordo um pouco mais grosso, cobre-se com o recheio e algumas rodelas de courgette, e dispõem-se por cima os camarões e o queijo.

Levam-se a forno médio durante uns 15 minutos, e comem-se quentinhas, acabadas de sair de lá!

junho 27, 2006

Pastéis de Vinho



A receita de hoje é uma das minhas jóias da coroa...
E é... da tia Irene, que já aqui apresentei!
Quando faz uma visitinha a alguém, a tia traz sempre com ela uma qualquer delícia e depois dá-nos a receita. Sim, que ela nunca seguiu aquela regra antipática de se fazer rogada com as receitas ou esconder o truquezinho que faz a diferença, tão irritante. E depois, lá diz o provérbio, quem tem unhas é que toca guitarra...

Tenho outras receitas de pastéis de forno, também dela, mas esta é a minha preferida, para além de ser a mais fácil, porque dispensa longos processos de amassar.
Também gosto muito de pastéis de massa tenra, mas por causa da trabalheira com a massa e por serem fritos, faço-os menos vezes.

Ora então :

Primeiro fazem uma carne estufada a preceito, com nem muito nem pouco molho; picam no robot ou na máquina de passar carne e obtêm um preparado untuoso, não deixem seco demais.
Eu prefiro cozinhar a carne aos quadradinhos e passá-la depois; comprar carne já picada para esta receita não gosto.
Se vos sobrou carne de um qualquer guisado, também serve.

Coloquem numa tijela grande duas chávenas de chá de farinha,
meia chávena de óleo ou azeite
meia chávena de vinho branco bom
sal (uma colher de chá cheia) e pimenta preta moída.

Misturem tudo com a colher de pau; forma rapidamente uma bola. Dêem 2 ou 3 amassadelas com a mão e atirem a massa ao fundo da tigela 2 ou 3 vezes. Já está. Se estavam irritados, atirar a massa descarregou a fúria!

Ponham no frigorífico enquanto preparam a superfície de trabalho: polvilham com farinha, vão buscar o rolo e o corta-massas.

Esta massa não se pega às mãos mas é relativamente mole, por isso não se estende muito fina, 3 ou 4mm de espessura. Não é muito fácil de trabalhar, mas é só dar-lhe o jeito. Eu perdoo-lhe do coração, porque depois de cozida fica estaladiça e friável, para além de se manter muito bem por muito tempo (o que quase nunca acontece, porque estes pastéis voam num instante!)

Estendem, colocam uma boa colher de sobremesa de recheio a intervalos certos, dobram e cortam os pastéis do feitio que quiserem (rectangulares, redondos...)










Coloquem num tabuleiro forrado com papel vegetal e pincelem com ovo batido.










Levem a forno quente até ficarem lourinhos e deliciem-se!

junho 21, 2006

Crepes de camarão

Costumo fazer crepes, quer doces quer salgados. Estes podem ser servidos como entrada, ou como refeição ligeira.

Com a prática deixei de utilizar qualquer receita para os fazer, faço a massa "a olho". Aliás, quase só sigo receitas cuidadosamente quanto se trata de bolos e doces, porque aí é importante manter as proporções!

Para as outras, leio, concentro-me na técnica, e ponho em prática sem ligar muito a pesos e medidas. Já são alguns anos de experiência!

Mas compreendo que por vezes este meu "modus operandi" pode ser embaraçante para quem começa nestas lides, por isso :

Para os crepes:
200g de farinha
4 ovos
1 colher de sopa de azeite, óleo ou margarina derretida
1/4 L de leite
sal q.b.

Numa tigela misturar muito bem com a vara de arames a farinha de trigo com os ovos e uma pitada de sal.
Em seguida, juntar o leite aos poucos, mexendo bem para não deixar grumos.
Mexendo sempre, adicionar o azeite, ou o óleo, ou a margarina derretida (escolher a gordura que combine melhor com o recheio...). Deixar repousar um pouco a massa.

Aquecer uma frigideira para crepes, levemente untada com óleo.
Deitar nela uma pequena quantidade de massa a cobrir o fundo e espalhar rapidamente para ficar uma camada fina. Quando estiver cozido desse lado, virar o crepe ao contrário.
Proceder da mesma forma até esgotar a massa.

O recheio:
Cozer e descascar os camarões. Não esquecer que os camarões cozem muito rapidamente (cerca de 3 minutos depois de levantarem fervura) e devem ser arrefecidos de imediato, senão ficam secos e/ou moles!
Pisar as cascas e as cabeças e levar a refogar com 1 cebola e um pouco de margarina.
Cobrem-se com água e deixa-se ferver, para apurar bem.

Entretanto pica-se a cebola muito fina e leva-se a alourar com margarina.
Polvilha-se com farinha, deixa-se cozer um pouco e rega-se com leite e o caldo obtido da cozedura dos camarões, coado (até obter cerca de 2 dl de molho).
Deixa-se cozer o creme, para espessar e cozer bem a farinha.
Tempera-se com sal, pimenta e sumo de limão e adicionam-se 2 gemas.
Junta-se um pouco de salsa picada, e deixa-se arrefecer antes de utilizar.

Quando frio, misturam-se os camarões descascados no creme, coloca-se um pouco sobre cada crepe, dobram-se as pontas dos lados e enrolam-se.

Passam-se por ovo e pão ralado e levam-se a fritar.


Ei-los, prontos a panar e fritar:


junho 02, 2006

Ovos Verdes


8 ovos cozidos
1 colher de sopa de manteiga (há quem utilize maionese para ligar)
2 colheres de sopa de salsa picada
sal e pimenta
1 ovo inteiro
farinha e óleo q.b.

Cozem-se os ovos como expliquei na receita anterior. Depois de frios cortam-se ao meio no sentido do comprimento, e com a ajuda de uma colher de chá retiram-se as gemas, tendo o cuidado de deixar as claras intactas. Deitam-se as gemas numa tigela, esmagam-se com um garfo e misturam-se com a salsa e a margarina, ou a maionese.Temperam-se com sal e pimenta.
Enchem-se as claras com o preparado, passam-se os ovos assim recheados por farinha e depois pelo ovo batido; fritam-se em óleo bem quente.

Aqui as salmonelas estão fritas... ;)

junho 01, 2006

Ovos cozidos recheados

Os ovos... às vezes esquecemo-nos deles, e há tantas formas e oportunidades de os consumir. Tornaram-se quase proscritos, coitados, são apontados como responsáveis pelos níveis de colesterol, e depois enchemo-nos de carnes vermelhas, batatas fritas e afins, muito piores para a saúde.

Eu gosto muito de ovos, principalmente todos os que são preparados de forma a deixar a gema líquida: estrelados, mollets, gemada...

Já as minhas filhas são muito reticentes a comê-los assim, o que eu acho uma pena. Que coisa boa molhar um pedaço de pão na gema de um ovo estrelado a preceito! Sim, que isto de se dizer "nem sabe estrelar um ovo" ...

E agora ralham comigo quando me vêem comê-los assim, quase crus, por causa da gripe aviária!

Mas garanto-vos que, com gripe ou sem gripe, tenho comido a minha parte. Tenho é sempre muito cuidado a comprá-los e submeto-os ao teste do costume, para verificar se são mesmo frescos: um ovo imerso num recipiente com água só é irrepreensivelmente fresco se permanecer no fundo. Se fizer menção de boiar já teve melhores dias, e se flutuar vai para o lixo.

Para elas faço ovos verdes, recheados, em omelete...

Para os rechear:

Cozo-os primeiro em água com sal grosso e vinagre. À partida a água deve estar fria, para não racharem. Se acontecer, o vinagre acelera a coagulação e não vazam. Assim que ficam cozidos (cerca de 15 minutos após a água levantar fervura) arrefecem-se em água fria. Isto evita a película acizentada à volta da gema...

Cortam-se ao meio no sentido longitudinal e retiram-se cuidadosamente as gemas para uma tijela. Temperam-se com maionese, mostarda, cornichons e cebolinho picados e uma lata de atum esmagado. Quem estiver de mal com a mionese pode sempre usar queijo fresco.

Põe-se a mistura no saco de pasteleiro e recheiam-se as claras. Enfeitam-se com cebolinho, tiras de morrone ou tomates cereja, e servem-se fresquinhos, sobre folhas de alface.

E uns ovinhos verdes com salada de feijão frade? E os ovos à la tripe?

Continuação nos próximos episódios...

maio 18, 2006

Cherovias

Pois é, áqueles legumes brancos, em forma de cenoura, chama-se na Beira Baixa cherovias...
O Chalabi Red acertou, e agora já as conhece... de vista.
O Kuka, como cozinheiro que é, também acertou, porque o nome delas é mesmo pastinaga. Mas já sabem: cada terra com seu uso, e os beirões arranjaram-lhe uma alcunha...
A Elvira também as identificou, pois os franceses chamam-lhe "panais".

As cherovias são desconhecidas porque são um bocadinho mal-amadas, na minha opinião, sem razões para isso.

Com elas e com as beringelas, faz-se na Beira Baixa uma espécie de tempura gigante.

Porque quem ensinou os japoneses a fazer fritos foram os jesuítas portugueses. Era um método de cozedura desconhecido para eles até então.
A palavra tempura deriva da palavra portuguesa Têmpora, quer dizer da época das Têmporas (por alturas da Páscoa), designação que para nós caiu em desuso. Contudo continuamos a chamar aos primeiros frutos da estação "frutos temporãos"...
Se repararem, na tempura entram apenas vegetais e peixes ou mariscos, nunca carne. Isto deriva do facto de na Páscoa os jesuítas fazerem abstinência de carne, costume que ainda se mantém em muitas regiões do interior do país.

Tudo isto para explicar que as cherovias se descascam, cozem-se às fatias (cortadas no sentido do comprimento) em água e sal, passam-se por um polme, como o que se faz para os peixinhos-da-horta, e fritam-se em azeite.

O mesmo fazem os beirões com as beringelas, cortadas às rodelas, salpicadas com sal, sem as cozer previamente.

As cherovias devem ser sempre muito frescas e tenras, caso contrário o gosto delas altera-se, amolecem e ficam francamente desagradáveis, e as beringelas maduras, de pele bem esticada e firmes, sem sementes formadas; se forem demasiado grandes tornam-se esponjosas.

O gosto delas: um pouco como a cenoura, mas mais acentuado, também são adocicadas como as cenouras, e eu diria que há ali também qualquer coisa que nos faz lembrar o nabo... Enfim, só provando!

Quando tenho muitas saudades delas, escolho cenouras grandes e tenras e preparo-as da mesma maneira, coisa que também podem fazer.

Obrigado a todos os que participaram na brincadeira :)

Como Maria de Lurdes Modesto apetece-me dizer :

Será que depois disto não mereço que um agricultor beirão cultive e faça chegar a todo o país as cherovias da minha paixão?

maio 15, 2006

Bolo salgado de bacon e cebola



É um cake muito simpático para entrada, para um piquenique ou lanche, ou como refeição ligeira, acompanhado com uma salada.

3 ovos
150 g de farinha
120 ml de leite
1 dl de óleo
1 colher de sopa de natas
100 g de cebola
200 g de bacon
100 g de queijo gruyère ralado
1 colher chá de fermento em pó
sal e pimenta q.b.

Cortar as cebolas em rodelas finas e levar a alourar numa colher de sopa de óleo; juntar o bacon cortado em tirinhas e deixar alourar alguns minutos. Retirar do lume e misturar as natas.
Numa tigela juntar a farinha e o fermento, abrir uma cavidade ao centro e deitar aí os ovos, o óleo restante e o leite e misturar tudo.
Adicionar o queijo ralado e a mistura de cebola e bacon, mexendo com cuidado.
Temperar com sal e pimenta.
Deitar a massa numa forma untada e levar a cozer durante 45 minutos, em forno pré-aquecido a 180ºC. Verificar se o bolo está cozido espetando-lhe um palito no centro; quando sair seco, está pronto. Desenformar e servir morno.

Uma das receitas que encontrei na minha última aquisição.... Sou uma compradora compulsiva de livros de culinária!...