agosto 03, 2015

Petingas em molho de escabeche



Sabem que mais? aproveitem estarmos agora em plena estação do tomate, o bom, o verdadeiro, preparem um excelente arroz malandrinho ou não, conforme o gosto, com ele, bem madurinho, e comam com umas petingas de escabeche!

Se não gostarem de arroz de tomate não faz mal, porque as petingas também são boas com açorda, de tomate ou não, ou mesmo só com um naco de bom pão fresco.

Para as migas, ou açordas, façam clic!

Eu deixei-lhes as cabeças, e enfarinhei-as antes de as fritar, mas há quem não o faça. Para o meu molho de escabeche procedi como aqui.

Bom apetite! ;)




junho 05, 2015

Ainda o wok...


Com o calor perdemos a vontade de passar muito tempo na cozinha, mas não a vontade de comer comidinha saborosa!

Um bom aliado para cozinhados rápidos e deliciosos é o wok: Um almoço ou jantar delicioso prepara-se em poucos minutos.

Neste caso dei uso a 3 fatias de picanha que temperei com alho, pimenta, sal, molho de soja e uma colher de sopa de vinagre de arroz. Reservei.


Lavei e preparei os legumes; cozinhei uma embalagem de noodles segundo as instruções do pacote e reservei.

Entretanto aqueci o wok, juntei azeite e salteei a carne, depois de escorrida da marinada. Reservei, mantendo-a quente.

Comei então a saltear os legumes: uns flocos de malagueta, cebola às rodelas, pimento em tiras, e depois courgette aos quadradinhos e ervilhas tortas partidas ao meio.

Deixei cozinhar mexendo de vez em quando, juntei a marinada e rectifiquei os temperos. Quando ficaram a meu gosto (gosto dos legumes crocantes!) misturei a massa e finalmente a carne. Salpiquei com algumas sementes de sésamo e gotas de vinagre balsâmico.

Leva mais tempo a dizer que a fazer!


maio 19, 2015

Jantar de Domingo: Wraps caseiros!

O conceito "jantar de Domingo" cá em casa refere-se a comida simples, saborosa e que não dê muito trabalho, nem a preparar, nem a comer...

Ora para comer estes wraps nem são precisos faca e garfo! Com uma sopinha, são um jantar de Domingo perfeito.

Podem comprá-los feitos, mas estes são tão saborosos e tão simples de preparar que seria uma pena não experimentarem fazê-los em casa.

A receita é de Clara de Sousa no seu "A Minha Cozinha 2"

Precisam de:  

500g de farinha T65 sem fermento
30g de manteiga amolecida
2 colheres de chá de sal
2 colheres de chá de fermento em pó
240ml de água tépida

Juntam-se os ingredientes e amassam-se durante cerca de 5 minutos; deixa-se repousar a massa durante 20 a 30 minutos.
Depois retiram-se pedaços de massa que se estendem com o rolo, formando círculos finos.
Cozem-se numa frigideira não untada, de ambos os lados, sem os deixar secar demasiado (podem tapar-se com um pano de prato húmido enquanto se preparam os restantes).

Esta quantidade dá para 8 wraps grandes.



O recheio é ao gosto de cada um; estes foram recheados com a seguinte mistura:

1 embalagem de delícias do mar, trituradas
1 alface pequena cortada em juliana
1 tomate maduro cortado aos cubinhos
2 ovos cozidos esmagados grosseiramente com um garfo
alguns pickles picadinhos

Para temperar:

1 iogurte natural
molho cocktail
sal e pimenta
sumo de limão

Misturar todos os ingredientes e envolver na salada; provar e rectificar os temperos. Eu gosto com muito sumo de limão!

abril 05, 2015

Uma Páscoa Feliz!

Eis pois o "folar" de 2015! E como a Páscoa também dura 40 dias, tal como durou a Quaresma, ainda sobra tempo para prepararem esta delícia, caso estejam interessados ;)



Não se trata da receita de um folar tradicional; é uma adaptação minha à época pascal que se vive =)

Fiz assim:

- Coloquei 3 gemas no copo medidor e juntei leite morno até perfazer 250ml; deitei na tigela da batedeira, munida com a pá de amassar, e juntei:
- 90g de açucar
- 1 colher de sobremesa bem cheia de fermento de padeiro liofilizado
- 70g de manteiga mole
- 400g de farinha tipo 55
- 1 colher de café de canela
- 1 colher de café de erva-doce
- 1 colher de sobremesa de sal

Amassa-se bem até a massa formar uma bola elástica e mole. Deixa-se repousar em local quente, até duplicar de volume.

Enquanto a massa leveda leva-se um tachinho ao lume com 1 chávena de chá de açucar amarelo, 1/2 chávena de chá de manteiga e 1 colher de chá de canela em pó. Mexe-se com a colher de pau e retira-se do lume assim que a manteiga estiver derretida. Reserva-se.

Estende-se a massa já levedada sobre a bancada da cozinha polvilhada com farinha e estende-se em rectângulo (basta esticá-la com as mãos mas, se quiserem, podem usar o rolo da massa).
Cobre-se com o creme de açucar, manteiga e canela, reservando cerca de 2 colheres de sopa da mistura, e enrola-se em rolo.
Unem-se bem as pontas, formando uma argola, como se vê na foto. Se tiverem jeito para isso "torçam" a argola, o que dará um efeito engraçado de estrias depois de cozida.

Coloquem dentro de uma forma redonda forrada com papel vegetal, de tamanho adaptado à argola de massa e deixem levedar de novo.

Entretanto aqueçam o forno a 190ºC. Quando a massa tiver novamente aumentado de volume, introduzam no forno. Passados 20 minutos, quando começar a alourar, pincelem com o creme de canela que reservaram. Deixem cozer até que um palito inserido na massa saia limpo, ou até se apresentar bem dourada.

E aqui têm, dá mais trabalho a ler a receita que a pô-la em prática. Mãos à obra!

Acompanhem com uma bela chávena de chá ou café.




dezembro 24, 2014

dezembro 03, 2014

Beijinhos de Sambuca... ou não!


Do novo e apetitoso Nigellisima, os beijinhos de sambuca! Uns sonhos pequeninos e muito leves, que tomam o nome de um licor italiano de sabor anisado, que eu não usei... Na falta usei licor de anis, que não havia de ser por não ter o licor de Sambuca que ia deixar de provar esta pequenas gulodices!

Muito facéis de fazer, como quase todas as receitas deste novo livro de Nigella Lawson, acompanham bem um cafezinho, a qualquer hora :)

A receita dá para uma pequena quantidade de beijinhos, por isso ponderem duplicá-la...

Precisam de:

1 ovo
100g de ricotta
40g de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento
2 colheres de chá de licor de sambuca (usei anis)
1 colher de chá de raspa de laranja
açucar em pó q.b.
óleo para fritar

Misture bem o ovo com o queijo ricotta até obter uma mistura suave. Junte a farinha peneirada com o fermento, o açucar e a raspa de laranja. Misture bem.

Aqueça o óleo a 180ºC e frite 4 colheradas de massa de cada vez, usando uma colher de sobremesa.

Vire os beijinhos cuidadosamente para dourarem por igual; não deixe o óleo aquecer demasiado, para não queimarem.

Retire da frigideira e deixe escorrer sobre papel de cozinha. Polvilhe com açucar em pó antes de servir, quentinhos!


outubro 29, 2014

Bolo de Azeite e Mel da Beira Baixa ou.... uma boa sugestão para este Natal!


Eu sei que a fotografia não faz jus à DELÍCIA que é este bolo, hímido e de sabor intenso, mas foi o que sobrou para fotografar!... I'm sorry...

A receita veio direitinha do novo Sabores Com Histórias - Alimentos, Preceitos e Mais de 60 Receitas, de D. Maria de Lourdes Modesto.


Li-o todo, de enfiada, como se de um romance se tratasse... É o que faço com todos os livros dela, a que não resisto, e que nunca me desiludem. Parabéns à D. Mª de Lourdes Modesto por mais este!

Vamos então à receita do também chamado Bolo Podre da Beira Baixa. Nunca percebi porque se dá um nome tão feio a uma coisa tão boa; o mesmo acontece no Alentejo, que também tem a sua versão do bolo de azeite e mel. A receita alentejana também vem neste livro, eu escolhi a da minha terra por razões óbvias, embora adore tudo o que é alentejano...

Aqueça o forno a 160ºC. Unte muito bem uma forma grande, de buraco, com manteiga.

Peneire 200g de farinha com 1 colher de chá de fermento e 1/2 colher de chá de canela e reserve.

Bata 8 gemas  com 200g de açucar até obter um preparado fofo e volumoso.

Junte 1 chávena de chá mal cheia de mel (usei uma de 2,5dl), 1 chávena de chá de azeite virgem extra e raspa da casca de 1/2 limão.

Por fim junte as 8 claras batidas em castelo, alternando com a mistura de farinha.

Leve a cozer; o meu levou uma hora. Verificar com um fio de esparguete ou um palito, antes de retirar do forno.

Deixar arrefecer ligeiramente antes de desenformar.

Podem juntar algumas nozes em pedacinhos à massa, se gostarem.

outubro 18, 2014

Já experimentaram?... Baba de Camelo cozida


Já fiz muitas vezes baba de camelo, mas nunca tinha experimentado cozida... A sugestão veio do livro lindo da Clara de Sousa, "A Minha Cozinha".

Prepara- se a baba de camelo como habitualmente e reparte-se por pequenos ramequins bem untados com manteiga (os meus são brancos como a neve, mas nesta foto ficaram azuis, vá-se lá saber porquê!...). Levam-se ao forno até subirem e dourarem, como os soufflés. E é natural que, tal como os soufflés, depois de sairem do forno desçam um pouco. Atenção, porque cozem muito rapidamente!

Se os gostos se dividirem aí em casa entre a mousse crua ou cozida, optem por fazer as duas, isto é, cozam apenas metade!

1 lata de leite condensado cozido
4 ovos, claras batidas em castelo

Batem-se as gemas com o leite condensado e envolvem-se depois as claras cuidadosamente nesta mistura. Serve-se tal qual, polvilhada com algumas amêndoas laminadas ou bolacha ralada, se gostarem, ou leva-se ao forno em tacinhas resistentes ao calor, como na foto.

Bom apetite!