junho 08, 2011

Pão de ló "tipo" Alfeizeirão...


Desde a última Páscoa que tenho andado na onda do pão de ló!

Acho o bolo ideal para pôr em evidência o gosto dos ovos frescos caseiros, e tenho executado várias receitas, entre as quais o velho bolo de água, que não fazia há muito tempo, e que para mim é também um pão-de-ló...

Também faço pão de ló em creme há anos, seguindo uma receita que tenho de pão-de-ló de Alfeizeirão. Não sei se a receita é genuína ou não, mas que dá resultado não há dúvida.

Contudo, leva um ror de gemas e faz um bolo pequeno, e por isso desta vez decidi experimentar de novo a "táctica" aqui indicada pelo Luís, desta vez com excelentes resultados. Ao contrário da primeira vez , em que resultou num fiasco, por causa da minha grande impaciência e do  abre-e-fecha da porta do forno...

Depois disto acho que sempre que quiser comer pão-de-ló em creme vou fazer este, maior, mais económico, e delicioso!

Usem a medida que vos der mais jeito, sabendo que:

2 medidas de ovos
2 medidas de açucar
1 medida de farinha

(usei uma caneca de 220ml)

dão um belo pão de ló em creme. Quanto ao tempo de forno, cada um conhece o seu... Desta vez aqueci-o bem, coloquei o bolo lá dentro e baixei a temperatura para 180º. Durante 35 minutos resisti à tentação de abrir o forno. Quando olhei lá para dentro estava com uma cor linda, desliguei o forno. Deixei-o repousar lá dentro mais dez minutos. Ficou assim, tal qual eu desejava.

maio 22, 2011

Arroz do Cozido














Com a chegada de dias mais quentes passamos a fazer menos o Cozido, prato substancial mais  propício aos frios de inverno.  Notem que eu disse menos, não disse que deixava de fazer!

Mas, sabem, do que eu mais gosto no cozido é mesmo do arrozinho, e não é daquele que faço para o acompanhar, no próprio dia, mas o que resulta das sobras, que comemos normalmente no dia seguinte, e que meto no forno, a corar. Carnes, enchidos e legumes que não desapareceram à primeira entram todos nesta festa...

O facto de ser covilhanense e grande apreciadora da panela no forno não deve ser alheio a este meu gosto peculiar, mas só vos digo que me regalo com o dito arrozinho!


maio 17, 2011

Brioche "Chinois"



Tinha várias receitas de "chinois" anotadas, mas fui adiando, adiando, e nunca tinha feito nenhuma...
Desta vez é que foi! Já fiz e repeti esta receita que todos lá em casa adoraram. A minha mãe, então,  delirou com ela (sim, que eu, gulosa, havia de sair a alguém, não?...)!

Para poderem experimentar, cá vai a receita.

Para o creme de pasteleiro podem usar esta ou outra receita já testada aí em casa. Eu uso esta porque é mesmo muito simples.

300ml de leite
2 gemas de ovo
2 colheres de sopa de maizena
55g de açucar
1 colher de chá de extracto de baunilha

Colocar todos os ingredientes num recipiente que possa ir ao lume (eu começo por misturar os sólidos e junto depois as gemas e o leite), mexer constantemente em fogo baixo até a mistura engrossar. Verter para uma tigela, cobrir a superfície com filme plástico para evitar que se forme crosta à superfície e refrigerar até usar.

Para a massa de brioche propriamente dita:

220ml de leite
2 ovos batidos
140g de manteiga derretida
500g de farinha
1 colher de chá de sal
60g de açucar
1 pacotinho de fermento de padeiro seco ou 25g de levedura fresca.

Quem tem máquina de fazer pão pode fazer lá a massa, seguindo as instruções do fabricante. Na minha coloco primeiro os líquidos e depois os sólidos.

Mas há dias em que nos apetece "meter a mão na massa", verdade?

Nesse caso misturem primeiro a farinha com o sal o açucar e o fermento seco. Se usarem fresco, diluam no leite. 
Misturem o leite com a manteiga derretida e os ovos batidos.
Juntem gardualmente a mistura líquida aos sólidos, até obterem uma massa pegajosa. Amassem cuidadosamente até obterem uma massa macia que se descole das mãos, o que pode levar uns 20 minutos! 
Coloquem numa tigela com espaço para a massa crescer e tapem com um pano. Deixem levedar num local de temperatura aprazível, até dobrar de volume.

Nessa altura estendam a massa em rectângulo, cubram com o creme de pasteleiro (e pepitas de chocolate, se quiserem; eu não tinha), e enrolem como uma torta.

Cortem o rolo em fatias de 4 cm de espessura e coloquem lado a lado numa forma redonda, previamente untada e enfarinhada. Deixem levedar mais um bocadinho, até a massa preencher todos os espaços na forma.

Eu polvilhei com canela e açucar amarelo antes de levar a forno bem quente. Depois reduzi para 200ºC e deixei lá por uma meia hora, vigiando constantemente, não fosse o diabo tecê-las, que a brioche, assim cortada às rodelas não fica muito alta e coze com facilidade.

É muito palavreado, mas é muito simples de executar, acreditem. E, já que a chuva voltou, vem mesmo a calhar para um pequeno almoço reconfortante.




maio 11, 2011

Esquecidos



Andavam esquecidos há anos cá em casa, este bolinhos que fiz na Páscoa, e é assim mesmo que se chamam.
De uma simplicidade desconcertante, podem também ser utilizados na preparação de sobremesas, como tiramisú e trifle... Um dia destes deixo cá um exemplo.

Por agora anotem a simplicíssima receita dos esquecidos:

3 ovos
200g de açucar
250g de farinha

Batem-se os ovos com o açucar muito bem batidos, até obter uma massa esbranquiçada; junta-se gradualmente a farinha, sem bater.

Dispõem-se colheradas da massa num tabuleiro forrado com papel vegetal, como eu fiz, ou untado com manteiga e polvilhado com farinha (mas depois tem que se lavar o tabuleiro... bahh).

Cozem muito rapidamente, em forno pré-aquecido a 200ºC. Vigiem, porque torrados não são bons.

Nota: Colocar as colheradas de massa bem espaçadas umas das outras, porque alastra bastante.

Também fiz o tradicional pão de ló, à minha maneira :



Mas será que ainda alguém quer a receita deste?...


abril 07, 2011

Tagliatelle gratinada













Jantar de recurso para as meninas...

Enfim, eu falo das minhas filhas como se tivessem 10 anos, mas na verdade acabaram de fazer 21! O que não impede que continuem a ser as minhas meninas, ahaha!

Quem me segue já sabe que as gémeas não morrem de amor por carne, sobretudo aquelas "partes " que nós outros adoramos: língua, pézinhos de coentrada, pipis à lisboeta, feijoadas, ranchos e afins...

Não, as meninas são mais light, mais delicadinhas... Ai, que se cá vêm, depois tenho sermão e missa cantada!

Bom, mas então, em dias que as nossas refeições são assim mais para o tradicional, procuro encontrar uma solução mais do agrado delas. Mãe é mãe, não é? Mesmo que os filhos sejam uns calmeirões queremo-los bem alimentados :)

Havia então dois peitinhos de frango assado que tinham sobrado do dia anterior.
Cozi uns ninhos de tagliatelle de espinafre, outros tantos de ovo, uns cubos de espinafres congelados, e fiz um molho béchamel bem temperado com pimenta e noz moscada, Salteei cogumelos laminados em azeite e alho, e juntei ao molho. Na gordura que ficou na frigideira saltei igualmente a carne cortada aos pedacinhos; a seguir foi fazer companhia aos cogumelos, no molho. 

Depois foi misturar  a massa cozido com os espinafres com o molho  béchamel e levar ao forno até a superfície ficar douradinha.

As pequenas adoraram. Servi com uma salada verde e fresca.

março 28, 2011

Tarte de maçã da tia Irene












Eu já por cá falei diversas vezes da tia Irene... claro que o motivo são os bolos e pastéis deliciosos que ela faz.
Ora a minha tia Irene nunca faz uma visita sem que traga consigo um miminho, doce ou salgado.
Quase sempre lhe peço a receita, que ela dá assim "de cabeça" e que eu anoto o mais sucintamente possível.

Sábado passado lembrei-me de uma tarte de maçã muito simple e saborosa que ela costuma fazer e fui à procura da receita... Rezava assim:

3 ovos
125g de manteiga
100g de açucar (desconfio que a tia cortou na quantidade... mas para o meu gosto fica muito bem assim; os mais gulosos podem acrescentar um pouco)
150g de farinha com fermento
Maçãs em fatias (duas pelo menos, de qualquer qualidade)
Geleia de marmelo ou maçã para pincelar

Mais nada... ou seja, nada  de nada, nada de "modo de preparação"...

Porquê? porque quando peço assim receitas à pressa tenho sempre intenção de passar a limpo logo de seguida, com todas as indicações que me são dadas na altura. Claro que isso nunca acontece, e depois não me resta senão inventar o que falta.

Fiz assim:
Bati a manteiga amolecida à temperatura ambiente com o açucar. Fui acrescentando ovo a ovo, alternando com a farinha. Juntei por minha inicitaiva meio pacotinho de açucar baunilhado e uma pitada de sal.
Tudo isto foi mesmo muito rápido!

Verti a massa numa tarteira untada com manteiga e polvilhada de farinha, cobri com rodelas de maçã a que tirei previamente o caroço e polvilhei com um pouco de canela e açucar mascavado que por ali tinha.
Na verdade a tia sempre corta as maçãs em quartos, e depois em fatias que sobrepõe artisticamente sobre a massa, mas eu, preguiçosa, limitei-me a cobri-la com as rodelas e pronto.
O que no fim provocou um efeito engraçado: a massa subiu no sítio das rodelas de maçã onde foi retirado o caroço e formou uns relevos curiosos.



À saída do forno pincelei-a com a geleia de marmelo, que lhe deu brilho e sabor.

Deliciosa ainda morna, com uma chávena de chá.





março 10, 2011

Blinis ultra rápidos com salmão fumado



O que me inspirou para esta entrada deliciosa foram as panquecas de batata com salmão fumado do livro "Na Cozinha Com Nigella".
O problema é que as panquecas lá descritas levam flocos de puré de batata, que eu não tinha em casa...
Mas a receita era muito simples e de grande efeito, e eu tinha o salmão fumado!
lembrei-me então de uma pequena receita que tinha visto no site Marmiton
, que tinha merecido bons comentários dos internautas: blinis facile maison. Como tinha excelentes iogurtes gregos,decidi-me por estas pequenas panquecas que já tinha experimentado com muito sucesso. Na verdade assemelham-se muito mais a panquecas que a blinis, e achei que ficariam muito bem.
Comecei por aí. As quantidades indicadas dão para uma dúzia de pequenas panquecas macias.
- 1 iogurte grego
- 1 ovo
- 1 medida (copo do iogurte) de farinha
- 1/2 pacote de fermento em pó para bolos
- 1 pitada de sal

A preparação não podia ser mais simples: misturam-se todos os ingredientes e deixa-se a massa em repouso durante uma hora.

Nota: o iogurte que usei era de tal forma espesso que juntei meia medida de leite gordo à massa.

Passado o tempo de repouso deita-se a massa na crepeira (ou numa frigideira anti-aderente) às colheradas. Eu fiz 4 blinis de cada vez, usando uma colher de sopa de massa.
Quando começam a fazer bolhinhas à superfície, como se vê na foto, viram-se com uma espátula.



Toda esta conversa leva apenas alguns minutos a pôr em prática, tirando a hora de repouso, e o resultado é francamente bom.

Blinis, ou panquecas, como queiram chamar, pronto(a)s, basta montar:

Um blini, uma bela colherada de molho, um pedaço de salmão fumado e, finalmente, uma folhinha de endro seria o ideal. Eu não tinha, por isso decorei com pedacinhos minúsculos de cornichons.

Para o molho: Também aqui não segui rigorosamente as indicações da Nigella... ela indica crème fraiche ou natas ácidas.
Eu misturei meio iogurte grego com uma boa colherada de maionese, sumo de meia lima, meio dente de alho ralado e alguns pickles "pulverizados" na picadora.

Adorámos esta fresca entrada no jantar do dia de Carnaval.

dezembro 23, 2010

Alegria!


Desejo a todos os meus leitores um Natal com muita paz e alegria. E façam favor de serem felizes em 2011!

dezembro 21, 2010

Sonhos...


Divirto-me imenso a fritar sonhos! Uma colherzinha de chá de massa no óleo quente e é vê-los inchar, rebolar, crescer a olhos vistos! É verdade que é precisa alguma paciência, porque o óleo não pode estar muito quente, de contrário fritam depressa demais e ficam crús por dentro.

Com a mesma massa com que fiz estes fiz também uma dúzia de profiteroles no forno. Ficaram perfeitas, por isso, a partir de agora, sempre que fizer sonhos vou aproveitar para cozer uma parte da massa no forno.

Obtenho assim "material" para uma sobremesa extra: congelo-as, e no dia é só bater o creme chantilly e fazer o molho de chocolate para as regar :).

Mas voltando aos sonhos:

Levam-se  2 chávenas de água e 1 de leite ao lume com 80g de manteiga ou margarina e uma pitada generosa de sal. Depois de levantar fervura, logo que a gordura esteja derretida juntam-se 250g de farinha (podem utilizar uma mistura de 200g de farinha normal e 50g de maisena) e mexe-se muito bem com a colher de pau, até obter uma bola de massa que se descola das paredes do tacho.

Transfere-se a massa para outro recipiente, deixa-se amornar, e vão-se juntando 6 ovos, um a um, até a massa formar um pico que se sustenta, ao levantar a colher (ou a batedeira). Os primeiros ovos são os mais difíceis de incorporar. Se forem ovos pequenos pode haver necessidade de acrescentar mais um, a massa deve ficar assim:

(fotos do site do Chef Simon, onde, quem dominar o francês, poderá aprender a técnica)

Depois é só fritar em pequenas porções (eu uso uma colher de chá) e escorrem-se sobre papel absorvente.

Como disse antes, com a mesma massa podem fazer-se choux, profiteroles, etc, cozendo-a no forno.

Quanto aos sonhos podem comer-se envoltos em açucar e canela, recheados com creme, ou mergulhados em calda de açucar aromatizada com casca de limão e pau de canela, regados com chocolate quente... ai , ai...




setembro 24, 2010

Pão


Saber fazer pão é das coisas mais gratificantes e que mais alegria me dá! Tão simples, tão bom... os cuidados com a temperatura e as correntes de ar, para não matar o fermento, a macieza da massa nas mãos, o cheirinho do pão a cozer!

Quem é que não gosta de pãozinho quente com manteiga?...


Estes pãezinhos são óptimos para lanche e pequeno almoço. A receita é de um blog francês, que não anotei... se o(a) autor(a) por cá vir a receita, aceite as minhas desculpas por não poder citá-lo(a), e os parabéns por uns dos pãezinhos mais deliciosos que já fiz!

Eu tenho para mim que deve ser de um desses meus blogs favoritos aqui ao lado... 






A receita, para uma dúzia de pãezinhos pequenos:


500g de farinha sem fermento
260g de leite, morno
70g de manteiga amolecida (ou margarina)
30g de açucar
1 ovo batido
1 colher de chá de sal
1 pacotinho de levedura seca (usei 20g de levedura fresca) 

Numa tigela grande, misturam-se a farinha, o açucar e o sal. Abre-se uma cova no meio, desfaz-se o fermento no leite morno e junta-se à farinha, bem como a manteiga amolecida e o ovo, previamente batido. Misturam-se bem todos os ingredientes.
Bate-se a massa convenientemente até ficar macia e elástica, cobre-se com um pano limpo e deixa-se levedar cerca de 1 hora ou até que dobre de volume, em local abrigado de correntes de ar. No Inverno convém procurar um local onde a temperatura seja amena.
Depois, amassar ligeiramente, dividir a massa em doze partes e moldar os pães. Deixar levedar de novo e levar a cozer em forno previamente aquecido, até ficarem lourinhos. Verificar a cozedura com um palito.


Update: Já descobri, a receita é do blog "Les Gourmands Disent..." Merci beaucoup à Allulou!

setembro 19, 2010

Dias... felizes

Esta minha ausência ficou a dever-se a uns dias de férias. Entre outras coisas aproveitei para pôr a leitura "culinaresca" em dia.
Eis as minhas duas últimas aquisições:




"Dias Com Mafalda" e "Cozinha Para Quem Não Tem Tempo", que adorei, e dos quais já adaptei  algumas receitas. Eu e muitos mais na blogosfera, porque as recitas da Mafalda Pinto Leite começam a pulular por aí...

A minha primeira experiência foi uma esparguete com bacon e cogumelos, simples, rápida e muito saborosa.


Deixo as quantidades por vossa conta...
Comecem por cozinhar a massa como habitualmente. Entretanto, numa frigideira, aqueçam um pouco de azeite e juntem-lhe o bacon cortado aos cubinhos e o alho esmagado, e a mistura de cogumelos. Eu usei pleurotos e cogumelos de Paris frescos, era o que havia em casa.
Escorram a massa e devolvam-na à panela. Juntem-lhe os ovos batidos e a mistura de cogumelos. Temperam com pimenta, sal e salsa picada. Aqueçam bem antes de servir, deixando o ovo cremoso. Polvilhem com queijo parmesão, melhor se ralado na hora.


Delícia!

agosto 25, 2010

Ratatouille



















Quando por aqui digo que sou fanática por legumes estou certamente a repetir-me... Mas é mesmo assim! E acho que ultimamente esta minha tendência para os "verdes" se tem acentuado e muito.

Em pleno Verão, com a abundância de ingredientes próprios deste prato não podia deixar de fazer a clássica ratatouille, muito mediterrânica, colorida, vitaminada e deliciosa!

Juntei-lhe um ovinho muito fresco, escalfado (outra das minhas paixões...) e comi assim, simplesmente, com uma boa fatia de pão caseiro. Que bom!

O que sobra ainda sabe melhor ao outro dia, reaquecido, e se quiserem uma sugestão original para aproveitar as sobras, espreitem aqui... Omelete recheada com ratatouille ;)

Receitas de ratatouille há muitas e com variantes; para fazerem uma igual à minha precisam de:

2 cebolas grandes
2 ou 3 pimentos, se tiverem de várias cores mais bonito fica
2 beringelas
3 courgettes
bons tomates, maduros, pelo menos 4 grandes
alho, louro
Coentros frescos, para juntar no final, picadinhos, ou outras ervas aromáticas a gosto
azeite, sal e pimenta

Aquecer o azeite num tacho e juntar o alho e a cebolas, picados. Pessoalmente, neste prato, gosto da cebola aos cubinhos, pouco picada.
Deixar a amolecer sem ganhar cor e juntar os pimentos às tirinhas ou aos quadradinhos, depois de limpos de peles e sementes.
Quando os pimentos estiverem tenros chegou a altura de juntar os tomates, cortados miúdo,também sem sementes.
Aqui deixo apurar longamente, até o tomate se desfazer quase todo e o molho se apresentar grosso e apurado. Nessa altura junto as beringelas e as courgettes, também cortadas os cubos, bem lavadas e com casca.
Agora é só temperar e deixar cozer em lume muito brando para apurar bem. Perto do final junto os coentros picados.

Aqui encontram uma versão muito diferente deste prato, que hei-de experimentar brevemente, embora estranhe a ausência do tomate ...

agosto 17, 2010

Semi-frio de queijo ou cheesecake, se quiserem...


No Rap'ó Tacho podem encontrar uma outra receita de cheesecake, na versão "cozido no forno" de que gosto muito.
Mas agora, durante o Verão, para evitar o forno, podemos sempre recorrer à versão fria, com a cobertura de que gostarmos mais ou que esteja mais à mão...


A base é a clássica: 200g biscoitos triturados (podem ser bolachas digestivas, de amêndoa, de chocolate...), 125g de manteiga. Há quem junte um ovo para dar liga, eu não costumo pôr.


Forra-se o fundo de uma tarteira com esta massa e leva-se ao frigorífico enquanto se prepara o recheio com:


2 pacotes de natas para bater
5 folhas de gelatina incolor
1/2 lata de leite condensado
1 colher de café de essência de baunilha
200 grs. de queijo fresco ou mascarpone


Eu vou pelo fresco, mais barato e tão bom quanto o outro... faço isto em quase todos os doces, com óptimo resultado. Não vejo porque não valorizamos mais os nossos próprios produtos, tantas vezes tão bons ou melhores que os estrangeiros.


Bate-se o queijo com o leite condensado, até não apresentar grumos. O truque é começar a bater o queijo e ir juntando o leite condensado aos poucos. 
Junta-se a gelatina previamente demolhada em água fria e dissolvida em duas colheres de sopa de água a ferver, e a essência de baunilha.
Batem-se as natas, que devem estar bem frias, em chantilly e juntam-se ao preparado de queijo.


Verte-se tudo sobre a massa que já está na forma e coloca-se novamente no frigorífico para prender bem.


Para a cobertura pode usar-se compota a gosto, de morango ou framboesa, por exemplo, gelatina de qualquer sabor (foi o que usámos no doce da foto, a nossa era de morango), ou uma calda de frutos vermelhos, para maior requinte... enfim, o que gostarem mais.


Se usarem gelatina tenham o cuidado de roubar um pouco na quantidade de água necessária à preparação, e deixem arrefecer bem, até começar a prender, antes de cobrirem o cheesecake, senão tem tendência a afundar...


Sirvam bem frio!



agosto 14, 2010

Sopa de ervilhas com presunto estaladiço


Cá em casa nunca pode faltar a sopa.... Curiosamente aqui no blog só postei quatro, entre as quais a sopa de salsa, tradicional nesta zona.

Esta de que hoje vos falo foi feita com o que havia no frigorífico: uma vista de olhos rápida e verifiquei que tinha com que fazer um purezinho de legumes, mas nada de folhagem verde para acrescentar... Resolvi juntar à base algumas ervilhas congeladas.

A sopa foi então feita com:

4 batatas grandes
3 cenouras
1 cebola
2 dentes de alho
a parte branca de um alho francês que andava perdida
1 pedaço de abóbora "moganga"
2 chávenas de ervilhas congeladas
azeite e sal q.b.

Comecei por levar a panela ao lume com um fundo de azeite, juntei a cebola, o alho francês e os dentes de alho laminados. Deixei suar, juntei as cenouras, a abóbora e as batatas, tudo cortado aos cubos, e acrescentei água a ferver e sal "a olho".
Quando tudo ficou cozido, reduzi a puré e rectifiquei os temperos. Foi então que me lembrei de umas fatias de presunto pouco curadas (e por isso por mim pouco apreciadas) que ainda havia, e resolvi pô-las a fritar na frigideira sem gordura alguma. O que resultou numa espécie de "telhas" de presunto que quebrei sobre os pratos ao servir. E não é que combinou lindamente com a sopinha?

E agora que falo nisto, acho que umas folhinhas de coentros também não ficariam mal...

julho 05, 2010

Tralha nova na cozinha ...

Tenho quase a certeza que, tal como eu adoram tralhas de cozinha...
Ultimamente não consegui resistir a um maçarico de cozinha com o qual já consegui crocantes crostas de caramelo no leite creme e, mais recentemente, a uma sorveteira. Do maçarico em breve teremos mais notícias, pois ando cá com umas ideias, e, quanto à sorveteira, a primeira experiência consistiu num gelado simples de baunilha, receita retirada do manual da máquina, confeccionada pela minha filha J., que ficou muito bom!

Já eu resolvi improvisar um gelado de maracujá da seguinte forma:

Bati um pacote de natas com duas colheres de sopa de açucar, juntei dois iogurtes naturais e meia lata de polpa de maracujá.

Levei a mistura ao frigorífico duarante umas horas e depois coloquei-a na sorveteira, seguindo as instruções do fabricante.

Decorridos os 40 minutos necessários à confecção do gelado obtivemos  isto:


Ou seja, uma mistura cremosa e cheia de sabor, onde gostei especialmente do crocante proporcionado pelas sementinhas do maracujá, mas pouco consistente para gelado...

Nem pensar em deitar fora tão bons ingredientes! Lembrei-me dos picolés da Fer, e, como tenho umas forminhas parecidas, fizemos isto:




E foi assim que salvámos o improviso, mas aconselho a seguirem sempre receitas fiáveis...

julho 01, 2010

Pá de porco no forno

A minha filha J. tirou uma foto ao que restou do assado após o jantar, porque antes só pensámos em comer, não em fotografar, mas esta carne merece aqui referência, por ser uma das mais tenras e saborosas que sai do forno.

A pá de porco é uma peça económica que se encontra muitas vezes em promoção nos talhos e hipermercados, vendida com osso, o que só abona a favor do resultado final, já que a carne com osso é sempre mais saborosa.

A parte que comprei incluía a "pá" propriamente dita, isto é, a omoplata do porquito. Pedi ao talhante para  descolar o osso a toda a volta, afim de poder temperar a carne por dentro e reconstituir a peça depois (tenho pena de não ter fotografado a peça aberta quando a temperei, para perceberem melhor como fiz).

O tempero, muito simples, consistiu numa pasta feita com alho esmagado, pimentão doce, pimenta, sal (marinho, sempre!), louro, azeite e uma pitada de cominhos em pó, porque me apeteceu...

Barrei a carne toda por dentro e por fora com a mistura e deixei assim no frigorífico até ao dia seguinte, quando foi assada para o jantar.

Antes de ir para o forno, pré-aquecido em temperatura média, reguei com um copo de vinho branco. Durante o tempo que por lá esteve (cerca de duas horas) fui regando com o molho que se ia formando na assadeira, e perto do final liguei o grill para tostar bem por cima.

Comêmo-la com um arrozinho de ervilhas, que também estava muito bom.

junho 26, 2010

Do quintal



Algumas das frutas que mais aprecio são também das mais efémeras. Espero ansiosamente durante meses pela sua chegada e logo desaparecem, como acontece com as cerejas do nosso quintal.

Evidentemente há por cá ainda muitas cerejas à venda (o Fundão é mesmo aqui ao lado...), mas comprá-las não é a mesma coisa que empoleirar-me na cerejeira, colher e comer... Sim, podem não acreditar, mas eu continuo a trepar à cerejeira, tal qual como quando era pequena!

Como agora começam a cair ao chão, meias murchas, estou a pensar seriamente em recolher algumas para secar como se fossem passas, e utilizá-las em futuras realizações culinárias...

junho 11, 2010

Fogão novo...


Nem todos os meus blogs preferidos constam da lista ao lado, pois quase todos os dias encontro algum novo, que vasculho avidamente, encantada...

Entre esses tenho passado horas de puro deleite no da Maria Regina, e no da Ana Elisa, ambas brasileiras.

Este mundo virtual é fantástico: leva-nos a casa de pessoas que passamos a considerar e que quase de certeza jamais viremos a conhecer pessoalmente!

Nos meus blogs favoritos, tanto quanto as receitas e a comida aprecio, e muito, a escrita e as histórias. Os dois blogs que citei são por isso sinónimo de muitos momentos bem passados.

Dedico-lhes este post:

À Maria Regina a minha sincera admiração por conservar o precioso fogão azul de sua mãe, com a profícua idade de 40anos... Devo dizer que acabei de despachar da cozinha do Rap'ó Tacho, para grande alívio meu, o fogão que também era de minha mãe. E era mais "jovem" por sinal, andava pelos 30...

Do fogão novo, que podem ver na foto, já saiu uma bela feijoada de chocos, e um bolo de fubá, receita de família postada pela Ana Elisa, para lhe testar a performance... Eis a foto do bolinho, já que me esqueci de fotografar a feijoada :



















Ficou assim amarelinho por conta dos ovos, que são produzidos no nosso galinheiro :) Receita aqui.

E aí em casa? Como são os vossos fogões?

maio 14, 2010

Novidades...

Tenho cozinhado bastante, mas nada muito "blogável", ou que ainda não tenha postado, acho eu...

Contudo, venho dar uma novidade, há um novo habitante cá em casa, que passo a apresentar: é o temível Simba, que podem ver na foto abaixo =) Uma ternura, não é?

abril 19, 2010

Empadas Minuto

Estas empadinhas são uma solução muito prática para aqueles restos de carne estufada ou assada que quase sempre sobram. Também já as fiz com atum, e ficaram muito boas. Preparam-se num instante e comem-se ainda mais depressa !
Estas foram recheadas com um resto de carne à bolonhesa.

Levam:

200g de farinha
½ chávena de leite
2 colheres de sopa de azeite
2 ovos (claras em castelo)
1 colher de chá de fermento
sal , pimenta, e um cheiro a gosto, que combine com o recheio - salsa, orégãos, coentros...

Misturar todos os ingredientes, excepto as claras, e bater apenas o suficiente para obter massa lisa.
Juntar as claras batidas em castelo, com delicadeza.
Untar formas pequenas com um pouco de manteiga e polvilhar com farinha (se forem de silicone, este trabalho é desnecessário). Colocar uma colher de sobremesa cheia de massa no fundo da forma, cobrir com uma colher de recheio, e outra de massa...
Levar ao forno já quente, e deixar cozer as empadinhas até se apresentarem lourinhas.

Acompanhadas com uma boa salada constituem uma refeição ligeira, daquelas bem práticas, de fim de semana...


março 31, 2010

Uma receita angelical...




...para a Páscoa que se avizinha.

Já os fiz muitas vezes, mas nunca os tinha publicado aqui no Rap'Ó Tacho.
Adoro Papos de Anjo, fofos, doces, rechonchudos, embebebidos na calda! Uma gulodice...

Estes eram apenas oito. Usei formas de queques untadas com manteiga e polvilhadas com farinha.

Bati 4 gemas com um ovo inteiro, uma pitada de sal e outra de açucar baunilhado. Nada mais. O segredo está no bater: a massa tem de ficar esbranquiçada e volumosa, a fazer fita.

Reparti-a pelas oito forminhas e levei ao forno já quente, a 180ºC. Não sei durante quanto tempo, não lhes tirei os olhos de cima, mas a cozedura é muito rápida e não podem deixá-los tostar!

Crescem bastante, mas evidentemente depois baixam um pouco, já que não levam farinha nenhuma. Recuperam o volume quando absorvem a calda.

Antes tinha feito a calda, com 250g de açucar que pûs num tachinho e cobri com água. Juntei uma casca de limão (só o vidrado amarelo, para vitar o amargor) e deixei ferver durante três a quatro minutos, depois de o açucar se ter dissolvido todo.

Quando os papitos sairam do forno foi só colocá-los numa taça larga de sobremesa, picá-los com um palito (os pobres...) e regá-los com a calda quente.

Ficaram assim até arrefecerem por completo, após o que foram servidos à sobremesa.

A repetir, em maior quantidade, já no próximo Domingo de Páscoa!

dezembro 18, 2009

Natal




Com o meu pai em convalescença no Hospital depois de uma intervenção cirúrgica, o brilho do Natal está um pouco apagado cá por casa. Contudo deixo aqui, para todos os que me visitarem, uma lista de algumas guloseimas já publicadas no Rap'ó Tacho, e que talvez possam servir de inspiração nesta quadra, que considero das mais belas do ano.

A todos, Feliz Natal!



Broas de mel de Abrantes
Bolachinhas coloridas
Broas de canela da Avó
Beijinhos de Côco
Bolo Inglês
Bolo de Maçã e Nozes
Tarte de Limão Merengada
Rabanadas no Forno
Cabeça Negra
Torta de Laranja e Côco
Picado de Abelha
Butcheln
Filhós da Beira Baixa



Imagem da Web:http://www.your-soul.com/archives/e-natal.gif

novembro 26, 2009

Pão de Nozes















Vão perdoar-me a ausência de mais de um mês (andamos em obras cá em casa...) quando provarem este delicioso pão de nozes!

Embora na fotografia apareça em fundo um frasco de doce de abóbora caseiro, é com queijo que mais gostamos dele. Uma sugestão a ter em conta para acompanhar a tábua de queijos nos dias festivos que se aproximam...


Ingredientes:

+ ou -600 g de farinha de trigo
30 g de fermento de padeiro
1 colher de café de flor de sal
3 ml de água
100 g de nozes partidas em pedacinhos
50 g de nozes moídas


Numa tigela grande, misturam-se a farinha e o sal.
Desfaz-se o fermento na água morna e junta-se à farinha.
Misturam-se bem todos os ingredientes.
Bater a massa convenientemente até ficar macia e elástica e, se necessário, juntar um pouco mais de farinha.
Juntar então as nozes moídas e os pedaços de nozes.
Cobrir com um pano e deixar levedar cerca de 1 hora ou até que dobre de volume, em lugar morno.
Amassar ligeiramente, dividir a massa em duas partes e moldar 2 pães. Levar a cozer em forno quente cerca de 50 minutos.

Nota: A qualidade das nozes é aqui muito importante!



Esta receita foi adaptada por mim, a partir desta aqui.

outubro 22, 2009

Venho agradecer o convite do Pedro Rolo Duarte para participar na Revista "Nós Gulosos" do jornal "i" de sábado passado, e o exemplar que teve a gentileza de me enviar, e de que gostei muito!

O Rap'Ó Tacho fez-se representar com esta "velha" mousse de ananás.

outubro 17, 2009

Vamos então às migas...

Já não é sem tempo...

Cozi duas postas de bacalhau e escorri-o. Na água da cozedura do bacalhau levei a cozer dois olhos de couve portuguesa, a que juntei 5 dentes de alho picados e 1/2 dl de azeite.

Quando a couve ficou cozida, mas sem se desfazer, juntei quatro carcaças cortadas em pedacinhos, o bacalhau desfeito em lascas, mais 1/2 dl de azeite. Rectifiquei o sal e deitei uma pitada de pimenta, deixei apurar durante cinco minutos e servi de imediato.

Aí têm!

outubro 09, 2009

Migas de couve com bacalhau e borrego grelhado nas brasas



Folgosinho, vista do castelo









No dia em que almoçámos em Linhares da Beira na verdade tínhamos saído de casa para almoçar em Folgosinho, n' "O Albertino"...

Estávamos preparados para aquele rodízio de pratos deliciosos: o queijo da serra e o chouriço no couvert, a cabidela, o arroz de coelho, o cabrito e o leitão assados, enfim... Devo ter esquecido qualquer coisa...


Uma das atracções de Folgosinho são as inúmeras e bonitas fontes, decoradas com azulejos onde se podem ler alguns versos, às vezes profundos, às vezes brejeiros...



















Pormenor do castelo de Folgosinho








Chegados lá, descobrimos que o Albertino estava de férias e abria no dia seguinte! Com a barriga a dar horas, já preparada para tão saborosas iguarias, rumámos a Linhares da Beira, onde chegámos a desoras e sem saber onde podíamos almoçar.





Linhares da Beira, janela manuelina








Um simpático casal de velhinhos informou-nos que podíamos almoçar na "Taberna do Alcaide", para onde nos dirigimos, segundo as indicações recebidas.
Dado o adiantado da hora, e sendo a Taberna pequenina, não tivemos outro remédio senão esperar que vagasse uma mesa.

















Uma porta do castelo de Linhares e vista geral sobre a vila

Quando finalmente nos acomodámos, pudemos apreciar o sítio com vagar: a Taberna é pequena, tem um número de mesas reduzido, uma grande lareira antiga onde não falta a panela de ferro e a vara para secar o enchido ao fumeiro. Em vez de cadeiras sentámo--nos em banquinhos de madeira; na mesa, os pratos, enormes, têm o logotipo da Taberna gravado.

O serviço é agradável e despretensioso.

Há na lista pratos que têm que ser encomendados com antecedência, como a chanfana e outros; nós tínhamos à nossa disposição: migas de couve com bacalhau, borrego grelhado na brasa com batatinhas salteadas, aba e naco de vitela igualmente grelhados e acompanhados com as famosas migas de couve, que são o objecto deste post.

Para sobremesa há simplesmente leite creme, arroz doce, e o inevitável e delicioso doce de abóbora com requeijão. Ou melhor havia, porque à hora a que chegámos só restava o doce com requeijão, e nós não tivemos pena nenhuma que não houvesse mais nada...
Toda a comida é saborosíssima, de uma grande simplicidade, e foi isso que mais me agradou.

No "couvert" foram-nos servidas salada de feijão frade e grão de bico, e azeitonas.

Seguiram-se as migas de couve com bacalhau, onde sobressaía o sabor do bom azeite e a couve, cozida no ponto, ainda estaladiça... Consistência perfeita.

O borrego era tenro e suculento, e não lhe achei outro tempero que não fosse sal, e umas pinceladas de azeite... estava dourado e apetitoso.

Nota 10 para o maravilhoso requeijão de ovelha que nos foi servido com o doce de abóbora, à sobremesa!

Regressada a casa, resolvi que aquelas migas de couve com bacalhau passariam a fazer parte das ementas cá de casa. O pior é que não tinha outra receita delas que não fosse a memória dos sabores...
Mas fi-las, e ficaram deliciosas. Receita já a seguir, para quem quiser experimentar...

outubro 04, 2009

Ainda o bolo de canela...



Este bolo é um clássico cá em casa. Grande, económico e perfeito para acompanhar uma chávena de café, que é com o que me sabe melhor.

Mas desta vez cozi-o na mfp... Ficou lindo, a cozinha não aqueceu como acontece inevitavelmente quando ligamos o forno, e não tive que me preocupar com o tempo de cozedura: o pré-estabelecido na máquina revelou-se perfeito para o cozer.

Um pormenor: como o bolo tem tendência a pegar-se à forma, deve untar-se o fundo da cuba da máquina com um pouco de margarina ou azeite antes de verter a massa, apesar de esta ser anti-aderente.













Nestes últimos dias passeámos pela linda Serra da Estrela: Estivemos em Manteigas, Covão da Ponte, Folgosinho, Videmonte, Linhares da Beira... A propósito desta última vila tenho uma história gulosa para contar no próximo post. Até lá!

setembro 16, 2009

Earth Water

Do blog de L. Pontes, por uma boa causa:


"Arrancou em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade.
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A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendo os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição.
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A nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.

Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a Earth Water, «A água que vale água», oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa de ajuda de água da ACNUR».
Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água potável.
Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.

http://earth-water.org/
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Ao desenvolver o conceito "You Never Drink Alone" pretende-se criar a noção de que só uma atitude solidária poderá minorar essa catástrofe que é, já hoje, a falta de água mundial.
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AJUDE!
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COPIE E PUBLIQUE ESTE POST NO SEU BLOG - TORNE ESTA MENSAGEM GLOBAL!"

setembro 11, 2009

Tarte de presunto e espargos brancos
















Em tempo de correrias nada como uma tarte salgada, acompanhada com uma salada, para um jantar feito em três tempos.

Esta saiu com os ingredientes que havia à mão : presunto e espargos brancos.

Resolvi também fazer uma experiência e torná-la "dietética": em lugar das natas (que se usam habitualmente nas quiches e tartes salgadas) usei igual quantidade de leite e uma colher se sobremesa de farinha maizena, para engrossar o creme.

Gostei do resultado final, um pouco mais leve para a linha, por isso cá vai:

Para uma forma grande de tarte, usei 200g de presunto e um frasco de espargos brancos em conserva, 5,5 dl de leite (na receita original 3 dl seriam de natas a 35%), 1 colher de sobremesa de maizena, 2 ovos grandes, noz moscada, sal e pimenta, e um ramo de salsa fresca.
Podem também usar 200g de gruyère, o que eu não fiz, pois que queria a tarte "aligeirada"...

Na pressa usei uma base de massa quebrada já pronta.
Estendi-a na forma e guardei no frio enquanto preparei o recheio:

Comecei por diluir a maizena num pouco de leite e juntei ao restante.
Numa tigela coloquei os ovos inteiros, desmanchei-os ligeiramente com a vara de arames, juntei o leite, o sal a noz moscada, a pimenta e a salsa picada.

Passei as fatias de presunto pela frigideira, sem gordura, e coloquei-as sobre a massa, na forma. Se usarem o queijo, coloquem-no também nesta altura.

Por cima dispus os espargos cortados em 3 pedaços cada um, e cobri com a mistura de leite e ovos. Foi assim para o forno a 180ºC, durante 40 minutos.

Se quiserem fazer a massa da tarte, podem usar a receita que dou aqui.

Embora não tenha ficado exactamente como a tarte tradicional, feita com as natas, estava muito boa e poupámos algumas calorias...



antes de ir ao forno

setembro 05, 2009

Ando com falta de tempo...
Tenho comentários simpáticos de pessoas novas a quem ainda não respondi, pelo que venho aqui agradecê-los: são muito apreciados, podem crer.

Também gasto o pouco tempo livre que tenho a espreitar os vossos blogues, para não perder pitada!

Prometo novidades assim que passar a "borrasca" :)