maio 31, 2009

Como a mãe, ninguém...



Gosto das receitas antigas, aquelas de que raramente nos lembramos, e que comíamos em casa das nossas avós avós ou que, com sorte, ainda fazem as nossas mães. Como esta:

Chicharro frito com molho de escabeche

As quantidades terão que ser adaptadas à quantidade de peixe que utilizarem, sabem que com as mães a medida é o olhómetro...

Arranja-se o peixe e corta-se em fatias. Salpica-se com sal e deixa-se tomar gosto durante algumas horas.

Depois envolve-se em farinha, de preferência de milho, e frita-se. Reserva-se.

Num tacho de barro coloca-se azeite e deixa-se aquecer. Juntam-se alguns dentes de alho laminados e deixam-se dourar, sem queimar. Junta-se cebola às rodelas, um belo ramo de salsa picada, pimenta em grão e uma folha de louro. Tempera-se com sal grosso.
Estando a cebola macia, junat-se um golpe de vinagre e uma colher de chá de pimentão doce.

Com este molho rega-se o peixe, que nele se conserva por vários dias. Quanto mais tempo passa mais saboroso fica.

Esta engenhosa receita conservava o peixe em tempos idos, quando o frigorífico não existia e o chicharro era a "três, vinte cinco tostões" !...

Gosto dele com batatas cozidas e azeitonas pretas.

maio 23, 2009

As vossas receitas...

Resolvi promover a post as receitas que me deixaram nos comentários às "migas" :


Do Alfredo Caiano Silvestre:

Um caldito pobre com alho, salsa ou hortelã, uma folhita de louro ou, em alternativa, um caldito knorr.

Corto o pão em cubitos pequenos e ponho-o de molho no caldo. Deixo estar, em cozinhês é "reserve".

Faço uma base de tomate, com um bocado de alho, um pedaço de cebola finamente picada, uma folhita de louro e um pouco de bom azeite e, obviamente, tomate, finamente picado, e em "cozinhês" sem peles. Quando estiver apuradinho, tiro do lume e passo pelo passe-vite, deve haver uma palavra em "cozinhês" mas não me lembro. Ao purézito acrescento o pão e deixo ferver até ter consistência mais dura que a expectável, isto para depois de juntar um ovito bem batido que lhe vai dar a cremosidade.

Pois! É assim e sei que sem 100 grs disto e 200 gr daquilo é pouca ajuda.

Tentativa e erro.

Umas posta de solha bem fritas ou umas petingas no forno acompanha divinamente.



Da Piteca:

Amiga eu faço a açorda bem simples. Primeiro que tudo desfaço o pão em água. Depois faço um refogado com alho e cebola picados e azeite e deito o pão bem escorrido. Tempero com um pouco de sal fino e deito ovos (o número de ovos depende da quantidade de açorda que fizeres) misturados com um pouco de leite. Deixo cozer um pouco até ficar cremosa e sirvo. Se quiseres podes juntar marisco no refogado ou mesmo tomate, também fica muito bom! E no fim de pronta, caso gostes podes juntar também coentros picados. :)


da Sónia Alexandra:

Amiga eu fiz uma açrda de camarão e ovas este fim de semana que passou...nunca tinha feito, mas resultou bem...Desfiz o miolo de um pão, daqueles que faço na mpf, demolhei ligeiramente na água quente de cozer as ovas, fiz um refogado com bastante alho, pus lá o miolo de camarão, deixei fritar ligeiramente...coloquei o pão e as ovas desfeitas(sem a pele exterior...fui-lhe dando umas voltas com a colher de pão, acrescentei um pouco de sopa de marisco diluída na água de cozer as ditas ovas...fui acrescentando a água necessária de modo a não ficar a çorda seca...polvilhei com um bom punhado de coentros...naõ sei se te ajudei e se me fiz entender.


Da Patanisca:

Aqueça o azeite e junte os alhos e a cebola picada. Junte as ameijoas, o camarão e o vinho branco. Salpique com o creme de marisco (em pó). Quando começar a ferver acrescente o miolo de pão previamente amolecido em água morna e envolva tudo. Rectifique os temperos e acrescente por fim os coentros e as delícias do mar partidas em pedaços. No final envolva as gemas na açorda.


Do José Feijão:

Na minha zona, o Redondo, colocam-se os coentros ou poejos picados, conforme o gosto do cozinheiro, o alho picado e sal grosso e pisa-se com um pisador até ficar bem moído. Depois disso junta-se uma gema de ovo e tiras de pimento verde e reserva-se na tijela da açorda. Entretanto cozem-se os ovos e postas de bacalhau ou pescada em água e depois de cozerem retiram-se os ovos e a pescada ou o bacalhau para um recepiente e junta-se a água da cozedura ao tempero preparado anteriormente e prova-se para ver se está bom de sal. Depois é só juntar as sopas de pão cortadas finas e está pronto a comer junto com o ovo e o peixe.
Peço desculpa se os terms que usei não são os mais correctos mas sou um cozinheiro amador.
Mas este prato foi o primeiro que fiz questão de aprender e tem feito muito sucesso fora da minha região.



E uma das minhas:

Açorda de Feijão à Moda do Avô


Pão de véspera, de preferência de 2ª, mais escurinho
1/2 l de feijão manteiga ou encarnado
1 cebola grande 1 batata grande
azeite q.b.
cominhos q.b.
3 bons dentes de alho
1 folha de louro
sal

De véspera pôr o feijão de molho, e no dia, cozê-lo juntamente com a cebola e a batata, um fio de azeite e sal a gosto.
Depois de cozido, passar tudo pelo passe-vite e juntar água se necessário, para rectificar a consistência do puré (esta açorda deve ficar tipo sopa, não muito grossa).
Levar novamente ao lume e, quando começar a ferver, juntar os dentes de alho picados e a folha de louro.
Cortar o pão em fatias fininhas e juntar à panela.
Deixar ferver suavemente até o pão se desfazer.
Por último juntar os cominhos, a gosto.
Deixar ainda um minuto ao lume.
Está pronta.

* Esta sopa, muito simples, é muito agradável nos dias frios de inverno.

Receita da Beira Baixa.
Antigamente era costume prepará-la pelo Natal; os cominhos dávam-lhe o toque de festa... O meu avô João não a dispensava.

maio 19, 2009

Mousse de morangos


















Esta sobremesa ocorreu-me à vista de 1/2 quilo de morangos maduros e cheirosos...

Fi-la com:

Os ditos morangos
1 lata de leite condensado
2 pacotes de natas
1 gelatina de morango

Primeiro dissolvi a gelatina em 2 dl de água a ferver e deixei arrefecer.
Triturei os morangos depois de bem lavados e misturei-os no leite condensado, bem como a gelatina, já fria.
Bati os dois pacotes de natas em chantilly e envolvi no preparado anterior.
Foi para o frigorífico durante 3 horas. Antes de servir decorei com os morangos cortados em quatro, como se vê na foto.


maio 17, 2009

Pois a açordita da foto abaixo foi feita mais ou menos segundo o processo do Alfredo C. Silvestre... e também a olhómetro. Cá em casa também costuma acompanhar o peixe frito, e é a preferida da minha filha Joana.

Adorei ler TODAS as vossa receitas! Obrigada por revelarem os vossos segredos...

Aqui na Beira Baixa fazem-se migas de tomate, no tempo deles (a receita já a publiquei por aqui), açorda com ovos batidos, que antigamente eram muito servidas aos bébés (não vou aqui discutir a qualidade nutricional destas refeições...), açorda de feijão com cominhos, que é deliciosa e era a preferida do meu avô João, e uma migas secas com rodelas de ovo cozido que, muitas vezes, constituem refeição completa.

Também não desconheço as migas de espargos com entrecosto, e também já por aqui deixei a receitas delas, segundo Maria de Lurdes Modesto.

Fui dar uma espreitadela nas migas gatas da Patanisca, que não conhecia, e gostei da ideia! A fazer brevemente.

Obrigada a todos pela participação, adoro estas pequenas discussões culinárias! :)

maio 03, 2009

O Rap'ó Tacho faz 3 anos!



Obrigada pelos três anos de visitas, comentários e partilha de experiências culinárias!

maio 01, 2009

Também fiz o doce de vinagre do blog Pão, Bolos & Cia...



Com ovos caseiros e leite gordo. Calórico e delicioso, bem ao meu gosto :D






Ando a tentar executar as receitas que retiro dos meus blogs preferidos, mas ainda faltam muuuuuiiiiitas!...


Receita aqui.

abril 30, 2009

Fiz os sablées da Leonor...



















Conhecem a Leonor, não conhecem?!

Fiz os sablées de vinho branco e óleo que ela publicou há dias, para nosso gáudio.

Não tinha açucar em pó, moí açucar vulgar no moinho do café... Não ficaram tão branquinhos como os dela, mas eram deliciosos!

Digo "eram" porque já não há nenhum...

abril 26, 2009

Favas de azeite à alentejana

Estas favas, que pelo menos uma vez por ano visitam a minha cozinha, começaram a ser feitas cá em casa depois de ter descoberto a receita no livro encantador de Maria Lurdes Modesto de que já por aqui falei: "Palavra Puxa Receita"., e que é uma compilação de artigos publicados no Diário de Notícias.

Eu sou fã desta simpática senhora, e quando ela diz que alguma coisa vale a pena, eu experimento...Segundo ela a receita foi-lhe transmitida por uma amiga alentejana, Catarina Murcho de seu nome.


Eu sei que nem todos gostam de favas; acho mesmo que enquanto crianças a maior parte as detesta! Comigo também foi assim, mas fui mudando de ideias com o tempo. Comecei por inclui-las na sopa e gostei... Depois atrevi-me com as clássicas favas à portuguesa (com enchidos) e não me dei mal, mas estas favinhas de azeite... são o máximo!

Para quem ainda não a conhece, cá vai a receita:

Deitar azeite num tacho, deixar aquecer bem e juntar coentros (espigados, diz a receita), hortelã e folhas de alho, se tiverem. Sabem o que eu faço? Quando não há as folhas de alho junto um pouco de rama de alho francês, que retiro depois, antes de servir. Deixar refogar e juntar as favas ao tacho. Saltear durante uns minutos e deixar cozer brandamente, juntando uns pinguinhos de água quando for necessário. Temperam-se com sal e colorau.

No alentejo as favas acompanham-se com salada de alface, cortada como o caldo verde, bem temperada.

Aqui têm um companhamento simples e delicioso para um peixinho frito.

Quando descobri esta receita sabem o que lembrou? Que a minha mãe faz desde sempre umas batatinhas miúdas novas, no tempo delas, com ervilhas de quebrar, ou de cavaca como lhe chamamos aqui, da mesma maneira!

Nota: foto a incluir um destes dias, pois vou fazê-las em breve.

abril 20, 2009

Enfarinhados de chocolate



















Estes bolinhos conservam-se muito bem durante vários dias, e mais, ganham em sabor com o passar do tempo! Óptimos para acompanhar uma chávena de café, não são excessivamente doces.

São lindos e fáceis de confeccionar.
A receita foi publicada na revista "Vaqueiro" nº 62, de 1999.

Para os fazer precisam de:

200g de chocolate para culinária
100g de margarina
100g de açucar amarelo
3 ovos
200g de farinha
20g de cacau em pó
1 colher sobremesa de fermento em pó
açucar em pó q.b.

Num tachinho derrete-se o chocolate com a manteiga em lume brando. Retira-se o tacho do lume e junta-se o açucar, mexendo até dissolver.

Transfere-se o preparado para uma tigela e juntam-se os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.

Finalmente envolve-se com uma colher de pau a farinha, previamente peneirada com o cacau e o fermento. Cobre-se a tigela e leva-se ao frigorífico durante 2 horas.

Se quiserem abreviar o tempo de espera guardem no congelador durante meia hora.
Aproveitem para pré-aquecer o forno a 170ºC.

Passado o tempo de repouso moldam-se bolinhas do tamanho de nozes, que se envolvem muito bem em açucar em pó.

Levam-se a cozer num tabuleiro de forno previamente untado, durante 10 1 15 minutos.
Atenção! Perdem muito se os deixarem cozer excessivamente...

Depois de frios, guardar em caixa hermética.

abril 19, 2009

Pão de alho e salsa


















A descoberta das receitas do blog Pão, Bolos & Cia tem-nos proporcionado momentos deliciosos cá por casa...

Fiz este pão para acompanhar um camembert aquecido no forno até ao ponto de fusão, para uma entrada muito simples. A combinação revelou-se muito interessante.

Encontram a receita aqui.

Muito versátil, este pão pode ser confeccionado segundo inúmeras declinações!

Obrigada ao Renato pela receita.

abril 17, 2009

Próxima colheita num quintal perto de mim...



Adivinhem... de que legume se trata?

Esta é fácil :)

abril 13, 2009

Pudim flan



Um pudim flan super fácil, cuja receita fica na memória à primeira e nunca falha!






Basta respeitar duas regras básicas: cozê-lo no forno em banho-maria, e à temperatura de 180ºC. Se for mais elevada, o pudim vai cozer demasiado rápido, largando grande quantidade de água e ficando cheio de buraquinhos...

Muito fácil de realizar, leva:












1 dúzia de ovos
1 litro de leite
12 colheres de sopa de açucar + o necessário para caramelizar a forma
1 colher de sobremesa de farinha maizena (facultativo)
essência de laranja ou baunilha (facultativo)

Pré-aquecer o forno a 180ºC e colocar um tabuleiro com água já quente, onde caiba a forma do pudim.Caramelizar uma forma de bolos, de buraco. Reservar.
Bater ligeiramente os ovos com o açucar e juntar o leite. Se optarem por juntar a maizena, convém dissolvê-la previamente no leite. Juntar, se gostarem, a essência de laranja ou baunilha. O pudim fica delicioso mesmo sem nenhum deste aditivos!...
É importante que não batam excessivamente a mistura!

Verter o preparado na forma através do chinês, para eliminar as películas dos ovos.

Colocar a forma do pudim dentro do tabuleiro que se encontra no forno e deixar cozer até que um palito inserido no centro do pudim saia limpo.
O tempo de cozedura deve variar de forno para forno, mas arrisco que nunca será inferior a uma hora...

Se virem que está a dourar muito à superfície, cubram com folha de alumínio, para evitar que queime.

Vai uma fatia? ;)

abril 08, 2009

O bolo de laranja e azeite de Mme Mahjoub


















Esta receita fez parte da lista (interminável) de receitas a testar dos meus blogs preferidos. Adorámos este bolo macio, húmido e de intenso sabor a laranja, do blog "Le Pétrin".


Se lá forem espreitar, vão ver as fotos maravilhosas que a Sandra tirou ao bolo dela, e vão ficar cheios de vontade de experimentar, como eu fiquei.




















Aqui fica a receita (em tradução livre da minha autoria):

2 laranjas de pele fina, biológicas ou não tratadas
70g de azeite
300g de farinha tipo 55
1 cc de fermento em pó
½ cc de bicarbonato de sódio
½ cc de sal
4 ovos
250g de açucar
1 cc de extracto de baunilha
½ cc de aroma de amêndoa


Pré-aquecer o forno a 180°C. Untar e enfarinhar uma forma de mola de 23 cm de diâmetro e retirar o excesso de farinha.

Lavar e escovar bem as laranjas sob água corrente, secá-las e cortar as extremidades mais espessas. Cortar as laranjas em oito partes, sem as descascar, eliminar as sementes, se as houver e triturá-las no robot de cozinha, até obter um puré grumoso. Juntar o azeite em fio, continuando a triturar até que a consistência se torne espessa e cremosa. Reservar.

Peneirar a farinha com o bicarbonato, o fermento e o sal.

Bater os ovos e juntar o açucar aos poucos: a massa deverá ficar espessa e esbranquiçada. Juntar os extractos de baunilha e amêndoa e misturar.
Juntar a farinha por 3 vezes, alternadamente com o puré de laranja, mexendo com uma colher de pau.
A massa apresentar-se-á um pouco rugosa, devido à casca e polpa de laranja, mas sem traços de farinha.

Deitar na forma, colocar no centro do forno e cozer durante aproximadamente 45 minutos. Verificar a cozedura com um palito.

Cá em casa fizemos-lhe uma cobertura muito simples de chocolate derretido com um pouco de natas.

abril 01, 2009

Codornizes


















Sei que há quem não goste, mas eu fui criada a comer coelhos bravos, perdizes, codornizes e tordos, caçados pelo meu pai.

à falta dessas iguarias, faço algumas vezes as codornizes como ele fazia os passarinhos, para matar saudades, como petisco.


Cortam-se as codornizes em quatro, temperam-se com alho, pimenta, sal e vinho branco.

Deixam-se assim por, pelo menos, uma hora ou duas.

Depois escorrem-se e alouram-se em azeite ou banha. Eu uso sempre o azeite. Quando louras, junta-se à frigideira a marinada e uma colherzinha de colorau, e deixa-se apurar bem o molho.
Um pouco de piripiri e uns coentros picados ( que desta vez não tinha, como é possível?!) completam o cozinhado. Pode não ser bonito, mas que é bom, hummmm, lá isso é!

A travessa da imagem é uma antiguidade; impossível dizer que idade tem, ou quem foram os antepassados que um dia a compraram...

março 21, 2009

Biscoitos Húngaros


















Quem fez estes biscoitinhos foi a minha filha Joana!
A receita é do Gastronomias.

Os ingredientes:

150 grs de farinha de trigo
125 grs de manteiga
50 grs de açúcar em pó
1 pitada de sal, que não estava indicada
100 grs de chocolate de culinária

Confecção:

Bater muito bem a manteiga com o açúcar até obter um preparado fofo.
Adicionar a farinha e misturar bem. Colocar o preparado num saco de pasteleiro (a receita diz para se usar um bico largo e canelado, mas ela resolveu inventar uns húngaros à portuguesa!) e, com a massa, desenhar os biscoitos sobre tabuleiros untados com manteiga. Em casa usámos um tapete de silicone.



Levam-se a cozer em forno quente por cerca de 10 a 15 minutos, até as bolachas ficarem lourinhas.

Entretanto, derrete-se o chocolate em banho-maria.

Depois de prontos mergulha-se uma das extremidades dos biscoitos no chocolate e deixam-se arrefecer sobre uma rede.



A receita original indica um creme de manteiga para unir os biscoitinhos dois a dois. Nesse caso devem desenhar apenas traços de cerca de 5 cm. Um pouco de geleia fará também o mesmo efeito.

Embora não o tenhamos usado, aqui fica a receita do creme, para quem quiser experimentar:

Bater 40 grs de manteiga com 60 grs de açúcar em pó e 2 gotas de baunilha. Unir os biscoitinhos dois a dois com um pouco de creme antes de os mergulhar no chocolate.

março 20, 2009

100.000

O Rap'ó Tacho atingiu as 100.000 visitas, agora que está quase a fazer três anos de vida!
Lembro-me de quando o criei, num período algo conturbado da minha vida, e do quanto contribuiu para que o ultrapassasse, bem como das pessoas que me permitiu conhecer, ainda que apenas virtualmente.
Obrigado a todos os que o visitam :)

março 18, 2009

Polvo no forno, à lagareiro



O sucesso que fez este polvo cá em casa ficou a dever-se não tanto à receita, que é muito simples, mas à qualidade do polvo, que era excelente. Ao contrário do que sucede tantas vezes, este não encolheu excessivamente e ficou cozido no ponto, muito tenro e suculento.


Depois de cozido, cortei o polvo em pedaços grandes e coloquei-o num tabuleiro do forno. Em volta dele arrumei batatinhas previamente cozidas com a pele, já descascadas e cortadas ao meio, e reguei com muito azeite e alhos picados. Polvilhei com um pouco de pimenta. Não pûs sal, porque o polvo e as batatas já tinham sido cozidos com sal. Levei ao forno até o polvo alourar, e antes de servir polvilhei com coentros picados.

Vai bem com uma saladinha de folhas verdes.

março 14, 2009

Tortilha



Outro dia sobraram-me umas (poucas) batatas cozidas e uns raminhos de bróculos, que guardei no frigorífico, porque não gosto nada de deitar comida fora... Além disso fazer alguma coisa de jeito com os restos é um desafio para mim.

Chegada a hora do jantar, deu-me para fazer uma tortilha...

Pûs uma frigideira ao lume, juntei-lhe azeite, um dente de alho esmagado e uma cebola cortada às rodelas finas.
Deixei amolecer a cebola, juntei uma rodelas de chouriço de carne beirão e um pimento morrone em tiras.

Cortei as batatas às rodelas e os bróculos em pedacinhos e juntei à mistura anterior. Bati 5 ovos, temperei com sal e pimenta e juntei à mistura de legumes e chouriço. (Os bróculos deixaram um "sarapintado" engraçado na tortilha).

Tendo antecipado que me seria difícil virar uma tortilha daquele tamanho (virar omeletes é uma tarefa que me não costuma correr bem,nem recorrendo ao truque do "passa para o prato, devolve à frigideira") já tinha o forno ligado e quente.

Untei ligeiramente uma forma pequena de tarte com manteiga e deitei lá dentro o preparado da frigideira. Coloquei por cima mais umas tiritas de morrone e levei ao forno para acabar de cozer, sem deixar secar demasiado os ovos.

Comêmo-la com uma salada mista, e soube muito bem!


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março 12, 2009

Bolo Danadinho



Este é um daqueles bolos que é só "atar e pôr ao fumeiro"!
Prepara-se em cinco minutos, nem dá tempo de aquecer o forno...


Estive a trabalhar no domingo, mas fui almoçar a casa. Preparei-o e deixei-o a cozer, ao cuidado das minhas meninas, para o lanche domingueiro, de que não participei. Comi-o à sobremesa, ao jantar, e estava muito bom!

A receita é uma revista brasileira, vê-se logo pelo nome do bolo, que o nome da revista agora não me lembro...

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Colocar no recipiente da batedeira:

2 chávenas de farinha
1 colher de chá fermento em pó
1 chávena de açucar
1 chávena de chocolate em pó (usei um pacote de chocolate Pingo Doce de 125g)
2 colheres de sopa bem cheias de manteiga amolecida
3 ovos
acrescentei uma pitada de sal e de açucar baunilhado

* 1 chávena = 200ml

Misturar tudo em velocidade média, sem bater excessivamente.
Colocar em forma untada e polvilhada com farinha e levar a forno médio até que um palito inserido no centro do bolo saia limpo.

Depois de cozido as meninas regaram-no com uma calda simples de leite com chocolate, ainda na forma, e depois polvilharam-no com granulado de chocolate. Boa ideia, não foi? ;)