maio 31, 2009

Como a mãe, ninguém...



Gosto das receitas antigas, aquelas de que raramente nos lembramos, e que comíamos em casa das nossas avós avós ou que, com sorte, ainda fazem as nossas mães. Como esta:

Chicharro frito com molho de escabeche

As quantidades terão que ser adaptadas à quantidade de peixe que utilizarem, sabem que com as mães a medida é o olhómetro...

Arranja-se o peixe e corta-se em fatias. Salpica-se com sal e deixa-se tomar gosto durante algumas horas.

Depois envolve-se em farinha, de preferência de milho, e frita-se. Reserva-se.

Num tacho de barro coloca-se azeite e deixa-se aquecer. Juntam-se alguns dentes de alho laminados e deixam-se dourar, sem queimar. Junta-se cebola às rodelas, um belo ramo de salsa picada, pimenta em grão e uma folha de louro. Tempera-se com sal grosso.
Estando a cebola macia, junat-se um golpe de vinagre e uma colher de chá de pimentão doce.

Com este molho rega-se o peixe, que nele se conserva por vários dias. Quanto mais tempo passa mais saboroso fica.

Esta engenhosa receita conservava o peixe em tempos idos, quando o frigorífico não existia e o chicharro era a "três, vinte cinco tostões" !...

Gosto dele com batatas cozidas e azeitonas pretas.

maio 23, 2009

As vossas receitas...

Resolvi promover a post as receitas que me deixaram nos comentários às "migas" :


Do Alfredo Caiano Silvestre:

Um caldito pobre com alho, salsa ou hortelã, uma folhita de louro ou, em alternativa, um caldito knorr.

Corto o pão em cubitos pequenos e ponho-o de molho no caldo. Deixo estar, em cozinhês é "reserve".

Faço uma base de tomate, com um bocado de alho, um pedaço de cebola finamente picada, uma folhita de louro e um pouco de bom azeite e, obviamente, tomate, finamente picado, e em "cozinhês" sem peles. Quando estiver apuradinho, tiro do lume e passo pelo passe-vite, deve haver uma palavra em "cozinhês" mas não me lembro. Ao purézito acrescento o pão e deixo ferver até ter consistência mais dura que a expectável, isto para depois de juntar um ovito bem batido que lhe vai dar a cremosidade.

Pois! É assim e sei que sem 100 grs disto e 200 gr daquilo é pouca ajuda.

Tentativa e erro.

Umas posta de solha bem fritas ou umas petingas no forno acompanha divinamente.



Da Piteca:

Amiga eu faço a açorda bem simples. Primeiro que tudo desfaço o pão em água. Depois faço um refogado com alho e cebola picados e azeite e deito o pão bem escorrido. Tempero com um pouco de sal fino e deito ovos (o número de ovos depende da quantidade de açorda que fizeres) misturados com um pouco de leite. Deixo cozer um pouco até ficar cremosa e sirvo. Se quiseres podes juntar marisco no refogado ou mesmo tomate, também fica muito bom! E no fim de pronta, caso gostes podes juntar também coentros picados. :)


da Sónia Alexandra:

Amiga eu fiz uma açrda de camarão e ovas este fim de semana que passou...nunca tinha feito, mas resultou bem...Desfiz o miolo de um pão, daqueles que faço na mpf, demolhei ligeiramente na água quente de cozer as ovas, fiz um refogado com bastante alho, pus lá o miolo de camarão, deixei fritar ligeiramente...coloquei o pão e as ovas desfeitas(sem a pele exterior...fui-lhe dando umas voltas com a colher de pão, acrescentei um pouco de sopa de marisco diluída na água de cozer as ditas ovas...fui acrescentando a água necessária de modo a não ficar a çorda seca...polvilhei com um bom punhado de coentros...naõ sei se te ajudei e se me fiz entender.


Da Patanisca:

Aqueça o azeite e junte os alhos e a cebola picada. Junte as ameijoas, o camarão e o vinho branco. Salpique com o creme de marisco (em pó). Quando começar a ferver acrescente o miolo de pão previamente amolecido em água morna e envolva tudo. Rectifique os temperos e acrescente por fim os coentros e as delícias do mar partidas em pedaços. No final envolva as gemas na açorda.


Do José Feijão:

Na minha zona, o Redondo, colocam-se os coentros ou poejos picados, conforme o gosto do cozinheiro, o alho picado e sal grosso e pisa-se com um pisador até ficar bem moído. Depois disso junta-se uma gema de ovo e tiras de pimento verde e reserva-se na tijela da açorda. Entretanto cozem-se os ovos e postas de bacalhau ou pescada em água e depois de cozerem retiram-se os ovos e a pescada ou o bacalhau para um recepiente e junta-se a água da cozedura ao tempero preparado anteriormente e prova-se para ver se está bom de sal. Depois é só juntar as sopas de pão cortadas finas e está pronto a comer junto com o ovo e o peixe.
Peço desculpa se os terms que usei não são os mais correctos mas sou um cozinheiro amador.
Mas este prato foi o primeiro que fiz questão de aprender e tem feito muito sucesso fora da minha região.



E uma das minhas:

Açorda de Feijão à Moda do Avô


Pão de véspera, de preferência de 2ª, mais escurinho
1/2 l de feijão manteiga ou encarnado
1 cebola grande 1 batata grande
azeite q.b.
cominhos q.b.
3 bons dentes de alho
1 folha de louro
sal

De véspera pôr o feijão de molho, e no dia, cozê-lo juntamente com a cebola e a batata, um fio de azeite e sal a gosto.
Depois de cozido, passar tudo pelo passe-vite e juntar água se necessário, para rectificar a consistência do puré (esta açorda deve ficar tipo sopa, não muito grossa).
Levar novamente ao lume e, quando começar a ferver, juntar os dentes de alho picados e a folha de louro.
Cortar o pão em fatias fininhas e juntar à panela.
Deixar ferver suavemente até o pão se desfazer.
Por último juntar os cominhos, a gosto.
Deixar ainda um minuto ao lume.
Está pronta.

* Esta sopa, muito simples, é muito agradável nos dias frios de inverno.

Receita da Beira Baixa.
Antigamente era costume prepará-la pelo Natal; os cominhos dávam-lhe o toque de festa... O meu avô João não a dispensava.

maio 19, 2009

Mousse de morangos


















Esta sobremesa ocorreu-me à vista de 1/2 quilo de morangos maduros e cheirosos...

Fi-la com:

Os ditos morangos
1 lata de leite condensado
2 pacotes de natas
1 gelatina de morango

Primeiro dissolvi a gelatina em 2 dl de água a ferver e deixei arrefecer.
Triturei os morangos depois de bem lavados e misturei-os no leite condensado, bem como a gelatina, já fria.
Bati os dois pacotes de natas em chantilly e envolvi no preparado anterior.
Foi para o frigorífico durante 3 horas. Antes de servir decorei com os morangos cortados em quatro, como se vê na foto.


maio 17, 2009

Pois a açordita da foto abaixo foi feita mais ou menos segundo o processo do Alfredo C. Silvestre... e também a olhómetro. Cá em casa também costuma acompanhar o peixe frito, e é a preferida da minha filha Joana.

Adorei ler TODAS as vossa receitas! Obrigada por revelarem os vossos segredos...

Aqui na Beira Baixa fazem-se migas de tomate, no tempo deles (a receita já a publiquei por aqui), açorda com ovos batidos, que antigamente eram muito servidas aos bébés (não vou aqui discutir a qualidade nutricional destas refeições...), açorda de feijão com cominhos, que é deliciosa e era a preferida do meu avô João, e uma migas secas com rodelas de ovo cozido que, muitas vezes, constituem refeição completa.

Também não desconheço as migas de espargos com entrecosto, e também já por aqui deixei a receitas delas, segundo Maria de Lurdes Modesto.

Fui dar uma espreitadela nas migas gatas da Patanisca, que não conhecia, e gostei da ideia! A fazer brevemente.

Obrigada a todos pela participação, adoro estas pequenas discussões culinárias! :)

maio 03, 2009

O Rap'ó Tacho faz 3 anos!



Obrigada pelos três anos de visitas, comentários e partilha de experiências culinárias!

maio 01, 2009

Também fiz o doce de vinagre do blog Pão, Bolos & Cia...



Com ovos caseiros e leite gordo. Calórico e delicioso, bem ao meu gosto :D






Ando a tentar executar as receitas que retiro dos meus blogs preferidos, mas ainda faltam muuuuuiiiiitas!...


Receita aqui.

abril 30, 2009

Fiz os sablées da Leonor...



















Conhecem a Leonor, não conhecem?!

Fiz os sablées de vinho branco e óleo que ela publicou há dias, para nosso gáudio.

Não tinha açucar em pó, moí açucar vulgar no moinho do café... Não ficaram tão branquinhos como os dela, mas eram deliciosos!

Digo "eram" porque já não há nenhum...

abril 26, 2009

Favas de azeite à alentejana

Estas favas, que pelo menos uma vez por ano visitam a minha cozinha, começaram a ser feitas cá em casa depois de ter descoberto a receita no livro encantador de Maria Lurdes Modesto de que já por aqui falei: "Palavra Puxa Receita"., e que é uma compilação de artigos publicados no Diário de Notícias.

Eu sou fã desta simpática senhora, e quando ela diz que alguma coisa vale a pena, eu experimento...Segundo ela a receita foi-lhe transmitida por uma amiga alentejana, Catarina Murcho de seu nome.


Eu sei que nem todos gostam de favas; acho mesmo que enquanto crianças a maior parte as detesta! Comigo também foi assim, mas fui mudando de ideias com o tempo. Comecei por inclui-las na sopa e gostei... Depois atrevi-me com as clássicas favas à portuguesa (com enchidos) e não me dei mal, mas estas favinhas de azeite... são o máximo!

Para quem ainda não a conhece, cá vai a receita:

Deitar azeite num tacho, deixar aquecer bem e juntar coentros (espigados, diz a receita), hortelã e folhas de alho, se tiverem. Sabem o que eu faço? Quando não há as folhas de alho junto um pouco de rama de alho francês, que retiro depois, antes de servir. Deixar refogar e juntar as favas ao tacho. Saltear durante uns minutos e deixar cozer brandamente, juntando uns pinguinhos de água quando for necessário. Temperam-se com sal e colorau.

No alentejo as favas acompanham-se com salada de alface, cortada como o caldo verde, bem temperada.

Aqui têm um companhamento simples e delicioso para um peixinho frito.

Quando descobri esta receita sabem o que lembrou? Que a minha mãe faz desde sempre umas batatinhas miúdas novas, no tempo delas, com ervilhas de quebrar, ou de cavaca como lhe chamamos aqui, da mesma maneira!

Nota: foto a incluir um destes dias, pois vou fazê-las em breve.

abril 20, 2009

Enfarinhados de chocolate



















Estes bolinhos conservam-se muito bem durante vários dias, e mais, ganham em sabor com o passar do tempo! Óptimos para acompanhar uma chávena de café, não são excessivamente doces.

São lindos e fáceis de confeccionar.
A receita foi publicada na revista "Vaqueiro" nº 62, de 1999.

Para os fazer precisam de:

200g de chocolate para culinária
100g de margarina
100g de açucar amarelo
3 ovos
200g de farinha
20g de cacau em pó
1 colher sobremesa de fermento em pó
açucar em pó q.b.

Num tachinho derrete-se o chocolate com a manteiga em lume brando. Retira-se o tacho do lume e junta-se o açucar, mexendo até dissolver.

Transfere-se o preparado para uma tigela e juntam-se os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.

Finalmente envolve-se com uma colher de pau a farinha, previamente peneirada com o cacau e o fermento. Cobre-se a tigela e leva-se ao frigorífico durante 2 horas.

Se quiserem abreviar o tempo de espera guardem no congelador durante meia hora.
Aproveitem para pré-aquecer o forno a 170ºC.

Passado o tempo de repouso moldam-se bolinhas do tamanho de nozes, que se envolvem muito bem em açucar em pó.

Levam-se a cozer num tabuleiro de forno previamente untado, durante 10 1 15 minutos.
Atenção! Perdem muito se os deixarem cozer excessivamente...

Depois de frios, guardar em caixa hermética.

abril 19, 2009

Pão de alho e salsa


















A descoberta das receitas do blog Pão, Bolos & Cia tem-nos proporcionado momentos deliciosos cá por casa...

Fiz este pão para acompanhar um camembert aquecido no forno até ao ponto de fusão, para uma entrada muito simples. A combinação revelou-se muito interessante.

Encontram a receita aqui.

Muito versátil, este pão pode ser confeccionado segundo inúmeras declinações!

Obrigada ao Renato pela receita.

abril 17, 2009

Próxima colheita num quintal perto de mim...



Adivinhem... de que legume se trata?

Esta é fácil :)

abril 13, 2009

Pudim flan



Um pudim flan super fácil, cuja receita fica na memória à primeira e nunca falha!






Basta respeitar duas regras básicas: cozê-lo no forno em banho-maria, e à temperatura de 180ºC. Se for mais elevada, o pudim vai cozer demasiado rápido, largando grande quantidade de água e ficando cheio de buraquinhos...

Muito fácil de realizar, leva:












1 dúzia de ovos
1 litro de leite
12 colheres de sopa de açucar + o necessário para caramelizar a forma
1 colher de sobremesa de farinha maizena (facultativo)
essência de laranja ou baunilha (facultativo)

Pré-aquecer o forno a 180ºC e colocar um tabuleiro com água já quente, onde caiba a forma do pudim.Caramelizar uma forma de bolos, de buraco. Reservar.
Bater ligeiramente os ovos com o açucar e juntar o leite. Se optarem por juntar a maizena, convém dissolvê-la previamente no leite. Juntar, se gostarem, a essência de laranja ou baunilha. O pudim fica delicioso mesmo sem nenhum deste aditivos!...
É importante que não batam excessivamente a mistura!

Verter o preparado na forma através do chinês, para eliminar as películas dos ovos.

Colocar a forma do pudim dentro do tabuleiro que se encontra no forno e deixar cozer até que um palito inserido no centro do pudim saia limpo.
O tempo de cozedura deve variar de forno para forno, mas arrisco que nunca será inferior a uma hora...

Se virem que está a dourar muito à superfície, cubram com folha de alumínio, para evitar que queime.

Vai uma fatia? ;)

abril 08, 2009

O bolo de laranja e azeite de Mme Mahjoub


















Esta receita fez parte da lista (interminável) de receitas a testar dos meus blogs preferidos. Adorámos este bolo macio, húmido e de intenso sabor a laranja, do blog "Le Pétrin".


Se lá forem espreitar, vão ver as fotos maravilhosas que a Sandra tirou ao bolo dela, e vão ficar cheios de vontade de experimentar, como eu fiquei.




















Aqui fica a receita (em tradução livre da minha autoria):

2 laranjas de pele fina, biológicas ou não tratadas
70g de azeite
300g de farinha tipo 55
1 cc de fermento em pó
½ cc de bicarbonato de sódio
½ cc de sal
4 ovos
250g de açucar
1 cc de extracto de baunilha
½ cc de aroma de amêndoa


Pré-aquecer o forno a 180°C. Untar e enfarinhar uma forma de mola de 23 cm de diâmetro e retirar o excesso de farinha.

Lavar e escovar bem as laranjas sob água corrente, secá-las e cortar as extremidades mais espessas. Cortar as laranjas em oito partes, sem as descascar, eliminar as sementes, se as houver e triturá-las no robot de cozinha, até obter um puré grumoso. Juntar o azeite em fio, continuando a triturar até que a consistência se torne espessa e cremosa. Reservar.

Peneirar a farinha com o bicarbonato, o fermento e o sal.

Bater os ovos e juntar o açucar aos poucos: a massa deverá ficar espessa e esbranquiçada. Juntar os extractos de baunilha e amêndoa e misturar.
Juntar a farinha por 3 vezes, alternadamente com o puré de laranja, mexendo com uma colher de pau.
A massa apresentar-se-á um pouco rugosa, devido à casca e polpa de laranja, mas sem traços de farinha.

Deitar na forma, colocar no centro do forno e cozer durante aproximadamente 45 minutos. Verificar a cozedura com um palito.

Cá em casa fizemos-lhe uma cobertura muito simples de chocolate derretido com um pouco de natas.

abril 01, 2009

Codornizes


















Sei que há quem não goste, mas eu fui criada a comer coelhos bravos, perdizes, codornizes e tordos, caçados pelo meu pai.

à falta dessas iguarias, faço algumas vezes as codornizes como ele fazia os passarinhos, para matar saudades, como petisco.


Cortam-se as codornizes em quatro, temperam-se com alho, pimenta, sal e vinho branco.

Deixam-se assim por, pelo menos, uma hora ou duas.

Depois escorrem-se e alouram-se em azeite ou banha. Eu uso sempre o azeite. Quando louras, junta-se à frigideira a marinada e uma colherzinha de colorau, e deixa-se apurar bem o molho.
Um pouco de piripiri e uns coentros picados ( que desta vez não tinha, como é possível?!) completam o cozinhado. Pode não ser bonito, mas que é bom, hummmm, lá isso é!

A travessa da imagem é uma antiguidade; impossível dizer que idade tem, ou quem foram os antepassados que um dia a compraram...

março 21, 2009

Biscoitos Húngaros


















Quem fez estes biscoitinhos foi a minha filha Joana!
A receita é do Gastronomias.

Os ingredientes:

150 grs de farinha de trigo
125 grs de manteiga
50 grs de açúcar em pó
1 pitada de sal, que não estava indicada
100 grs de chocolate de culinária

Confecção:

Bater muito bem a manteiga com o açúcar até obter um preparado fofo.
Adicionar a farinha e misturar bem. Colocar o preparado num saco de pasteleiro (a receita diz para se usar um bico largo e canelado, mas ela resolveu inventar uns húngaros à portuguesa!) e, com a massa, desenhar os biscoitos sobre tabuleiros untados com manteiga. Em casa usámos um tapete de silicone.



Levam-se a cozer em forno quente por cerca de 10 a 15 minutos, até as bolachas ficarem lourinhas.

Entretanto, derrete-se o chocolate em banho-maria.

Depois de prontos mergulha-se uma das extremidades dos biscoitos no chocolate e deixam-se arrefecer sobre uma rede.



A receita original indica um creme de manteiga para unir os biscoitinhos dois a dois. Nesse caso devem desenhar apenas traços de cerca de 5 cm. Um pouco de geleia fará também o mesmo efeito.

Embora não o tenhamos usado, aqui fica a receita do creme, para quem quiser experimentar:

Bater 40 grs de manteiga com 60 grs de açúcar em pó e 2 gotas de baunilha. Unir os biscoitinhos dois a dois com um pouco de creme antes de os mergulhar no chocolate.

março 20, 2009

100.000

O Rap'ó Tacho atingiu as 100.000 visitas, agora que está quase a fazer três anos de vida!
Lembro-me de quando o criei, num período algo conturbado da minha vida, e do quanto contribuiu para que o ultrapassasse, bem como das pessoas que me permitiu conhecer, ainda que apenas virtualmente.
Obrigado a todos os que o visitam :)

março 18, 2009

Polvo no forno, à lagareiro



O sucesso que fez este polvo cá em casa ficou a dever-se não tanto à receita, que é muito simples, mas à qualidade do polvo, que era excelente. Ao contrário do que sucede tantas vezes, este não encolheu excessivamente e ficou cozido no ponto, muito tenro e suculento.


Depois de cozido, cortei o polvo em pedaços grandes e coloquei-o num tabuleiro do forno. Em volta dele arrumei batatinhas previamente cozidas com a pele, já descascadas e cortadas ao meio, e reguei com muito azeite e alhos picados. Polvilhei com um pouco de pimenta. Não pûs sal, porque o polvo e as batatas já tinham sido cozidos com sal. Levei ao forno até o polvo alourar, e antes de servir polvilhei com coentros picados.

Vai bem com uma saladinha de folhas verdes.

março 14, 2009

Tortilha



Outro dia sobraram-me umas (poucas) batatas cozidas e uns raminhos de bróculos, que guardei no frigorífico, porque não gosto nada de deitar comida fora... Além disso fazer alguma coisa de jeito com os restos é um desafio para mim.

Chegada a hora do jantar, deu-me para fazer uma tortilha...

Pûs uma frigideira ao lume, juntei-lhe azeite, um dente de alho esmagado e uma cebola cortada às rodelas finas.
Deixei amolecer a cebola, juntei uma rodelas de chouriço de carne beirão e um pimento morrone em tiras.

Cortei as batatas às rodelas e os bróculos em pedacinhos e juntei à mistura anterior. Bati 5 ovos, temperei com sal e pimenta e juntei à mistura de legumes e chouriço. (Os bróculos deixaram um "sarapintado" engraçado na tortilha).

Tendo antecipado que me seria difícil virar uma tortilha daquele tamanho (virar omeletes é uma tarefa que me não costuma correr bem,nem recorrendo ao truque do "passa para o prato, devolve à frigideira") já tinha o forno ligado e quente.

Untei ligeiramente uma forma pequena de tarte com manteiga e deitei lá dentro o preparado da frigideira. Coloquei por cima mais umas tiritas de morrone e levei ao forno para acabar de cozer, sem deixar secar demasiado os ovos.

Comêmo-la com uma salada mista, e soube muito bem!


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março 12, 2009

Bolo Danadinho



Este é um daqueles bolos que é só "atar e pôr ao fumeiro"!
Prepara-se em cinco minutos, nem dá tempo de aquecer o forno...


Estive a trabalhar no domingo, mas fui almoçar a casa. Preparei-o e deixei-o a cozer, ao cuidado das minhas meninas, para o lanche domingueiro, de que não participei. Comi-o à sobremesa, ao jantar, e estava muito bom!

A receita é uma revista brasileira, vê-se logo pelo nome do bolo, que o nome da revista agora não me lembro...

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Colocar no recipiente da batedeira:

2 chávenas de farinha
1 colher de chá fermento em pó
1 chávena de açucar
1 chávena de chocolate em pó (usei um pacote de chocolate Pingo Doce de 125g)
2 colheres de sopa bem cheias de manteiga amolecida
3 ovos
acrescentei uma pitada de sal e de açucar baunilhado

* 1 chávena = 200ml

Misturar tudo em velocidade média, sem bater excessivamente.
Colocar em forma untada e polvilhada com farinha e levar a forno médio até que um palito inserido no centro do bolo saia limpo.

Depois de cozido as meninas regaram-no com uma calda simples de leite com chocolate, ainda na forma, e depois polvilharam-no com granulado de chocolate. Boa ideia, não foi? ;)

março 09, 2009

Lulas que eram para ser recheadas...















Comprei-as pequeninas, inteirinhas, mesmo a pedir recheio. Pensei recheá-las com broa de milho e chouriço, mas esqueci-me de comprar a broa e tinha que fazer o jantar.
Portanto, como quem não tem cão caça com gato, dispensei o recheio.

Fiz o molho refogando cebola e alho picados com azeite, tomate picado, salsa e louro. Juntei também um cravinho, 1/2 copo de vinho branco, e uma rodelas de chouriço. Temperei com sal, pimenta e pimenta-de-caiena.

Antes de introduzir as lulinhas, passei o molho, com o triturador (retirei as rodelas de chouriço, que queria inteiras, obviamente).
Introduzi as lulas e deixei cozer e apurar tapadas em lume brando. Atenção: as lulas e o polvo, quando excessivamente cozidos, tornam-se "borrachudos"...

Por fim provei o tempero e adicionei 3 colheres de sopa de natas.

Servi numa tigela, polvilhadas com salsa picada, e arroz branco simples.

março 08, 2009

Pão doce de laranja e canela



Parti para a confecção deste pão com a ideia de usar a receita de pão de canela da Conceição, mas as coisas não correram como previsto... Não resisti às pequenas alterações, apesar de ter a certeza de que o pãozinho do Baú deve ser delicioso, e saiu uma coisa diferente :)

Foi asim:

A receita da Conceição indica como ingredientes :

300 ml de leite
50 ml de óleo
2 ovos, que ela não usou mas eu sim
1 colher chá de sal
1 colher sopa de açucar
1 colher sopa de canela em pó
raspas de um limão
500 g de farinha tipo 55
2 colheres cha de fermento seco
~
Resolvi juntar também 60g de açucar.

Logo para começar não havia limões em casa, só laranjas... Pensei que uma raspazinha de laranja ia mesmo bem com a canela, por isso não desisti... E visto que ia usar raspa de laranja, diminuí a quantidade de canela, para que um sabor não anulasse o outro: usei apenas uma colher de café de canela.

Enquanto a MFP amassa, tenho a mania de controlar a consistência da massa. Ora, como a Conceição não usou os ovos na receita, as 500g de farinha devem ter sido suficientes para dar consistência à massa.
Já no meu caso, tendo usado os dois ovos, a quantidade de farinha revelou-se claramente insuficiente...
Fui acrescentando farinha aos poucos, até a massa ter consistência de pão, um pouco mole. Quanto terei acrescentado? Não sei dizer... provavelmente umas 100g ? Nestas coisas ajuda muito a experiência.

Quanto a máquina apitou, lembrei-me de juntar umas sultanas douradas que andavam lá por casa esquecidas. Seriam umas 60g, mas quando repetir esta receita vou juntar pelo menos 100g.

Adorei este pãozinho guloso, que comemos ao lanche. Eu comi o meu com compota de laranja.


março 07, 2009

Frango com alho francês



Do mesmo livro da receita anterior fiz também este frango.
Devo dizer que não sou grande apreciadora de frango, embora se preste a ser preparado das mais diversas formas.

Aqui fica mais uma maneira, muito simples, de o cozinhar. Lá em casa todos gostaram.

Coloca-se num tacho um pouco de azeite, alho e cebola picada. Deixa-se alourar um pouco o refogado e junta-se o frango cortado em pequenos pedaços, envolvendo bem. Quando perder a cor, junta-se o alho francês cortado às rodelas, a cenoura também cortada às rodelas ou em cubos, um gole de vinho do porto e uns pingos de água, se necessário.

Deixa-se estufar em lume brando.
No final, se acharem necessário podem engrossar o molho com o velho método da maizena diluída num pouco de leite. Não é um processo gourmet, mas resulta bem em receitas despretensiosas, como esta.

Para acompanhamento sugere-se um puré de batata e cenoura, temperado com noz-moscada ou uma pitada de cominhos. Eu prefiro a segunda hipótese. Bom apetite!

fevereiro 28, 2009

Fusili com atum



A falta de tempo e a correria do dia-a-dia fazem-me procurar receitas rápidas e saborosas para o jantar, como esta. Fácil de fazer, com ingredientes que temos sempre à mão.



A sugestão encontrei-a no livro da Paula Veloso, "Dietas sem Dieta". Quem disse que uma comidinha saudável não pode ser apetitosa?...

Então cá vai:

Cozi meio pacote de fusili tricolor em água com sal e um fio de azeite. Reservei.

Num tacho refoguei uma cebola média bem picadinha com dois dentes de alho.Quando ficou lourinha adicionei dois belos tomates maduros em pedaços, limpos de peles e sementes.

Estes tomates são do nosso quintal; na época deles, quando é impossível consumi-los todos, congelamos alguns, que depois nos permitem preparar bons cozinhados.

Juntei também duas colheres de sopa de polpa de tomate, para intensificar a cor. Temperei com sal, pimenta, e juntei um talo de aipo em pedacinhos, que não vinha indicado na receita. Apeteceu-me...

Deixei apurar e fui juntando uns golinhos de água, para não deixar secar.

Quando ficou no ponto,abri duas latas de atum e juntei ao tacho, bem como a massa reservada. Envolvi tudo, deixei aquecer bem, e servi com salada de alface. Faltaram-me os coentros picados, para polvilhar...

fevereiro 06, 2009

Pão de Deus

Fiz em versão FAMILIAR, mas pode moldar-se em pãezinhos individuais.
Gostamos dele ao pequeno almoço, quentinho, com manteiga. Hummm...

Não há foto da fatia, e já foi uma sorte dar tempo para tirar esta...

A receita veio do Gastronomias.

Preparei a massa na máquina do pão, mas pode fazer-se à mão, claro.














Ingredientes para a massa:

500 grs de farinha
150 grs de açúcar
2 ovos
30 grs de fermento de padeiro
100 grs de manteiga
1 dl de leite morno
raspa e sumo de 1/2 laranja
1 colher de chá de sal fino (acrecentei eu)

Para cobrir:

1 ovo
80 grs de coco ralado
2 colheres de sopa de açúcar
açúcar em pó a gosto

Escolhi o programa 7 da Biffinet (massa)e coloquei os ingredientes no recipiente da máquina pela ordem indicada pelo fabricante, ou seja, primeiro os líquidos e depois os sólidos.

Usei apenas 15g de fermento biológico fresco, desfeito no leite morno. Juntei logo uma colher de chá de açucar, para ajudar o trabalho das leveduras, e foi suficiente...

Quando o ciclo terminou amassei um pouco mais, formei uma bola com a massa e coloquei-a num tabuleiro enfarinhado. Deixei crescer novamente, velando para que não apanhasse nenhuma corrente de ar. Acho que já por aqui referi que as correntes de ar são fatais ao fermento... Convém encontrar um canto quentinho e abrigado!

Antes de levar ao forno misturei os ingredientes da cobertura, fiz um corte em cruz no topo do pão e espalhei a mistura. Levei a cozer em forno pré-aquecido, regulado para os 180ºC.

Não me lembro quanto tempo levou a cozer... penso que cerca de 45 minutos, mas como o tempo de cozedura depende sempre do forno de cada um, vigiem e retirem quando um palito inserido no centro do pão sair enxuto.

Depois de cozido polvilhei com açucar em pó.

Não o deixem tostar tanto como eu! ;)

Para fazer à mão, sugiro que usem a técnica da esponja, ou seja, amassem o fermento com um pouco de leite e farinha retirados da quantidade total da receita, deixem levedar, e juntem depois à massa preparada com os restantes ingredientes.

fevereiro 01, 2009

Selinho

Recebi da Piteca este prémio, que muito agradeço!



















Para continuarmos o jogo, as regras são as seguintes:

1- Oferecer a 10 blogs que têm compromisso, afecto e educação
2- Exibir a imagem do selo do troféu em seu blog que é o prémio
3- Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação
4- Deixar comentário nos blogs seleccionados permitindo assim que eles saibam saibam que foram presenteados e quem os presenteou.



Eu escolhi:

http://cincoquartosdelaranja.blogspot.com/
http://paobolosecia.blogspot.com/
http://receitasdapatanisca.blogspot.com/
http://tascadaelvira.blogspot.com/
http://paracozinhar.blogspot.com/
http://wwwcoisassimples.blogspot.com/
http://kafkanapraia.blogspot.com/
http://bau-receitas-conceicaocoelho.blogspot.com/
http://oquefazerprojantar.blogspot.com/
http://ovoestreladoemexido.blogspot.com/

janeiro 25, 2009

Mini-cakes de laranja



As últimas postagens têm sido muito doces...
Obviamente tenho cozinhado muita sopa, muitos pratos salgados, triviais, que não fotografo. Nos fins de semana saem os bolinhos, e como há mais tempo, as fotografias.

Esta receita é um clássico cá em casa. Há anos que a faço, mas já não me lembro de onde veio... Normalmente cozo o bolo numa forma normal, redonda ou de bolo inglês, mas há dias comprei uma de alvéolos, para mini-cakes, e resolvi cozer lá a massa.

O bolo é leve e macio, com um óptimo sabor a laranja, apreciado por todos.

Faço assim:

Bato 120g de manteiga com 200g de açucar até obter um creme. Junto 3 gemas, uma a uma, sumo e raspa de uma laranja, e 150g de farinha peneirada com uma colher de chá de fermento em pó, alternada com as 3 claras, batidas em castelo. Junto 3 colheres de sopa de leite e uma pitada de sal e temos a massa pronta.

Levo-a a cozer em forno médio até que um palito inserido no meio do bolo saia enxuto.

Depois de desenformar costumo polvilhar com côco ou açucar em pó, como na fotografia.


janeiro 12, 2009

Brownie

Este brownie tornou-se o bolo de chocolate preferido da minha filha Margarida!
Encontrei a receita no site do açucar RAR, e fiz-lhe algumas (pequenas) alterações, de que dou conta.

















Ingredientes

320g de açúcar branco granulado (depois de o ter feito a 1ª vez passei a pôr só 250g)
1 chávena de chá de farinha de trigo (a que eu uso leva 250ml)
80 g de manteiga
5 colheres de sopa de chocolate em pó
4 ovos médios
1/2 chávena de nozes picadas
1 pitada de sal (não indicado na receita)

Derrete-se, em banho-maria ou no microondas, a manteiga com o chocolate em pó. Reserva-se. Numa vasilha, colocam-se os ovos, o açúcar, a farinha de trigo, as nozes e o sal. Depois, mistura-se a calda derretida, feita com o chocolate e manteiga, até a massa ficar homogénea. Não se bate a massa.
Coze-se num tabuleiro durante 30 minutos em temperatura de 200°C, e corta-se em quadrados. É importante verificar o tempo de cozedura consoante os fornos; deve ficar ligeiramente mal cozido, ou não será um brownie...

É delicioso ainda quente, acompanhado de calda de chocolate.
Pode também servir-se com uma bola de gelado e / ou chantilly.

Notas:
A foto é do primeiro brownie que fiz; a quantidade de açucar indicada na receita era excessiva, e deu origem à crosta crocante que se vê na imagem. No entanto foi precisamente dessa crosta que a Margarida mais gostou!...


Passei também a fazê-lo com 100g de chocolate negro para culinária, que derreto com a manteiga, e gosto mais assim.

dezembro 24, 2008




Feliz Natal !

dezembro 07, 2008

Broas de Mel de Abrantes


Estas ficaram muito parecidas com o que procurava...
Não sei qual é a forma que lhe dão em Abrantes, mas achei que ficavam bonitinhas assim!

A receita é a que a MJ deixou no comentário que fez ao meu último post, e que passo a transcrever:

Ingredientes:
- 1 l de água
- 0,5 l de mel
- 0,5 l de azeite
- 250 gr de açúcar amarelo
- 1 Kg de farinha de trigo
- 100 gr de erva-doce
- 1 colher de chá de canela em pó
- 1 colher de chá de sal
- 2 colheres de sopa de nozes (partidas em pedacinhos)

Num tacho, deitam-se a água, o mel, o açúcar, a erva-doce, a canela, o sal e as nozes. Leva-se ao lume e deixa-se ferver durante aproximadamente 15 minutos. Fora do lume junta-se a farinha e leva-se novamente a ferver, mexendo sempre, até que a massa despegue do fundo do tacho. Deixe arrefecer a massa um pouco e tenda as broinhas em tabuleiros untados com margarina. Golpeiam-se com uma faca à superfície e levam-se ao forno.
Depois de cozidas, polvilham-se com açúcar (eu não polvilhei).

dezembro 04, 2008

Broas de Mel



Andei à procura de receitas de broas de mel. O objectivo era fazer uma broinhas compactas, escurinhas... enfim as broas de mel da minha infância, que nunca mais encontrei à venda.

Seleccionei duas receitas e fiz as duas no mesmo dia, mas nenhuma correpondeu ao que pretendia.


Porém as duas resultaram nuns bolinhos muito simpáticos e saborosos. Por isso as posto aqui.

Estas que vêem na foto ficaram leves, tipo biscoito, e são pouco doces. Os gulosos que as fizerem têm que aumentar a quantidade de açucar.

Os ingredientes:

5 ovos
1/4 l de mel
1/4 l de azeite
+ ou - 700g de farinha
2 colheres de sopa de açucar amarelo
1 colher de chá de fermento em pó

Muito fáceis de fazer: bate-se o mel com os ovos e o açucar, junta-se o azeite morno, bate-se de novo. Depois mistura-se aos poucos a farinha com o fermento, até a massa dar "ponto" para tender as broinhas.
A quantidade de farinha pode ser maior ou menor, dependendo do tamanho dos ovos, da taxa de humidade...
Na verdade a receita indicava apenas 400g, o que se revelou claramente insuficiente.

Por outro lado acho que uma pitada de canela ou erva-doce as pode tornar ainda mais saborosas.

Se tiverem outras receitas de broas de mel partilhem comigo...

dezembro 02, 2008

Pão de Água

O fantástico pão de água de Pão, Bolos & Cia :
















O melhor pão que fiz em casa até hoje!
Não deixem de experimentar, vão lá dar uma espreitadela...

novembro 22, 2008

Tarte de Limão Merengada


À tarde, quando chego a casa, normalmente por volta das 19H30, sou muitas vezes saudada com a pergunta: "Mãe, o que é hoje o jantar?" Ufff...

Recorro, como a grande maioria das mães trabalhadoras, acho eu, a receitas simples e rápidas. Só nas folgas posso dedicar um pouco mais de tempo à cozinha, como eu gosto.


Há muito que tinha vontade de pôr em prática a receita desta tarte de limão, um verdadeiro clássico da cozinha.

Pode usar-se uma base de massa areada de compra, mas esta fi-la eu mesma, e devo dizer que valeu muito a pena! Derretia-se na boca...

A receita é do Chef Simon, e não mudei uma vírgula. Chef é chef... Ficou deliciosa.

Aqui, já pronta, antes de passar sob o grill do forno, para dourar o merengue:


















Vamos então à receita:

Para a massa
250 g de farinha
125 g de manteiga
70 g de açucar
2 gemas de ovo
5 cl de água ou leite
1 pitada de sal

Bater as gemas com o açucar e distender a mistura com a água.
Misturar a farinha com a manteiga em pedacinhos e misturar até obter massa areada.
Juntar a mistura de ovos e misturar rapidamente para obter uma bola de massa. Pode eventualmente ser necessário juntar um pouco de água. No meu caso não foi necessário.
Esta massa não deve ser excessivamente trabalhada.
Deixar em descanso no frigorífico por 1/2 hora.

Enquanto a massa descansa, prepara-se

O recheio

80 g de manteiga sem sal
3 ovos + 3 gemas
25 cl de água
25 cl de sumo de limão
200 g de açucar
50 g de maizena

Juntar todos os ingredientes numa caçarola e levar a lume brando durante 7 a 10 minutos, mexendo constantemente. Atenção, vigiar cuidadosamente, pois tem tendência a pegar...

Estender a massa reservada numa tarteira de 30 cm de diâmetro e levar ao forno até ficar dourada.

Verter, sobre a base de massa já cozida, o recheio.

O merengue

4 claras de ovo
225 g de açucar
1 fio de sumo de limão

Bater as claras com o sumo de limão (algumas gotas); quando começarem a prender juntar o açucar. Bater bem.
O merengue está pronto quando as claras apresentarem um aspecto firme e brilhante.

Colocar o merengue sobre a tarte com a ajuda de um saco de pasteleiro. Na falta, vertê-lo dentro de um saco plástico vulgar, cortar um canto e usá-lo como se fosse um saco de pasteleiro. Foi o que fiz! ;)
Levar ao forno, posição grill, até que o merengue apresente um lindo tom dourado.

Et voilá! :)

PS:
Sei que as fotos andam a perder qualidade...
Isso deve-se ao facto de não poder contar presentemente com a colaboração da minha filha Margarida, a estudar na capital, e cujo nome consta neste blog como minha colaboradora, com todo o mérito. Sempre que por aqui viram uma foto espectacular, foi ela certamente que a tirou... É um dom que não tenho!
Fazes-me falta, filhinha! :)

outubro 19, 2008

O Crumble



Ao que parece este prato foi criado pelos nossos fleumáticos amigos ingleses no tempo da 2ª Grande Guerra, dado que a preparação das tartes exigia maior quantidade de ingredientes, que eram escassos nessa altura...

Certo é que a minha primeira experiência com o crumble de pêras me deixou encantada e até já fiz outro, desta feita de maçã. Igualmente delicioso!

Como não podia deixar de ser alterei um pouco a receita base...

Foi assim:

Descasquei as pêras (eram 6, não muito grandes), retirei-lhes o caroço e cortei-as em pedaços; coloquei-os numa caçarola com um pouco de açucar (as pêras eram doces) e uma colher de sobremesa de manteiga. Deixei-as suar um pouco, mexendo de vez em quando. Atenção! O objectivo não é cozer a fruta até obter puré... Deve-se deixar rijinha, pois ainda vai ao forno. Quem gostar pode ainda juntar um pouco de canela.

A fruta ficou a arrefecer num pirex enquanto preparei as "migalhas" com:

150g de farinha
75 g de manteiga (a recita indicava 150g)
100 g de açucar amarelo (a receita indicava 150g)
4 nozes picadinhas (esta adição foi da minha autoria)
1 ovo (o crumble tradicional não leva, mas eu juntei e acho que ficou muito bem)
1 pitada de sal

A manteiga corta-se em cubinhos e mistura-se numa tigela com os restantes ingredientes. Desfaz-se tudo com a ponta dos dedos e esfregando a massa entre as mãos, de forma a obter uma areia grossa. E é só. Esta mistura espalha-se por cima da fruta e leva-se o pirex ao forno(previamente aquecido), até a cobertura ficar douradinha, coisa de uns 20 minutos...


Faz-se em menos tempo do que se diz, e vale muito a pena! O aspecto final desta sobremesa não faz justiça ao seu excelente sabor, e à combinação do sabor da fruta com o crocante da massa... hummm!
É bem verdade que quem vê caras não vê corações :D

Já estou a pensar em juntar ao próximo algumas passas previamente demolhadas, mnisturar a pêra e a maçã, juntar nozes ... ...

outubro 15, 2008

Fiz um "crumble" de pêra...

... com umas pêras de inverno daquelas que praticamente só servem para cozer, absolutamente biológicas, quase selvagens.
Nunca tinha experimentado este tipo de receita, embora tivesse várias versões quardadas. Fiquei absolutamente rendida!

Depois conto tudo...

outubro 08, 2008

Invenções...



No dia em que o fiz cheguei a casa cheia de vontade de comer uma fatia de bolo caseiro e não havia...

Podia ter comido uma das três maçãs que estavam na fruteira, mas optei por confeccionar este muffin gigante com elas, sem recorrer a nenhuma receita...

Foi assim:

Liguei o forno, descasquei as três maças e cortei-as em pedaços.
Numa tigela grande misturei duas chávenas de açucar com duas de farinha com fermento, uma pitada de sal e 1/2 colher de café de canela.

Abri uma cova e juntei 4 ovos inteiros, 1 chávena de leite morno, 1/2 chávena de óleo e umas gotas de essência de baunilha. Misturei tudo com a colher de pau e juntei os pedaços de maçã.

O modo de proceder, idêntico ao que utilizamos para confeccionar os muffins, aconselhava que a massa fosse cozida nas forminhas individuais destinadas aqueles bolinhos, mas a preguiça falou mais alto: barrei uma forma de buraco com manteiga, polvilhei com farinha e verti lá dentro a massa toda! Levei ao forno já quente, regulei para temperatura média e esperei impacientemente que o bolo cozesse...

Ficou lindo, húmido, delicioso!

Será que se repetir o feito fica outra vez assim?...


setembro 14, 2008

Os bolinhos de arroz da Eliana



Tinha esta receita da Eliana na manga, e como me tinha sobrado uma certa quantidade de arroz branco, e achei a ocasião perfeita para experimentar.


São uns simpáticos e saborosos bolinhos de arroz.

Na minha cozinha desperdiçar as sobras está fora de questão, e estas receitinhas vêm mesmo a calhar!

Transcrevo a receita da Eliana, que fiz tal qual, mas da próxima vez vou retirar uma das farinhas indicadas: ou o amido, ou a farinha de trigo, pois pela consistência dos bolinhos parece-me desnecessário usar ambas...

3 xícaras (chá) de sobras de arroz cozido
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colherinha de fermento em pó,
1 ovo
salsinha (bastante), pimenta de cheiro, sal

Passar tudo pelo processador (aqui reside a principal diferença em relação aos meus bolinhos de arroz habituais, onde a mistura é feita manualmente e o arroz se mantém inteirinho), moldar os bolinhos e fritar em óleo quente.

Outros bolinhos de arroz que postei.

setembro 04, 2008

Prenúncios do Outono...














Scones...
Não são pão, não são biscoitos... Confesso que não os comeria todos os dias, mas de vez em quando lembro-me deles, sobretudo quando o tempo fica um pouco mais fresco e começa a lembrar o Outono.

Gosto das versões com passas, mas da última vez testei uma receita que vi no blog "Le Pétrin", um dos meus favoritos, e que tem a particularidade de incluir maçã. Gostei, e as minhas filhas também.

Os ingredientes :

400g farinha T55
22g de fermento em pó
90g de açucar
50g de manteiga fria
1 ovo
150ml de leite
1 maçã ácida
(eu juntei também uma pitada de sal)

Num recipiente misturar a farinha com o fermento,o açucar e o sal. Juntar a manteiga fria cortada em pequenos pedaços e incorporá-la, esfregando-a entre as mãos com a farinha,de forma a obter uma massa areada. Juntar o ovo e mexer com uma colher de pau. Depois juntar o leite e incorporá-lo na massa sem a trabalhar demasiado: basta que seja absorvido.

Juntar à massa a maçã, descascada e cortada aos pedacinhos.

Refrigerar durante uma hora e depois estender a massa com o rolo, utilizando um pouco de farinha para a não deixar colar, com a espessura de 3cm. Cortar os scones com um corta-massa de cerca de 4,5 cm de diâmetro, ou outra forma à escolha.
Colocar os bolinhos sobre um tabuleiro de ir ao forno (eu forro os meus com papel vegetal) e pincelá-los com uma gema diluída com um pouco de água ou leite.

levar ao forno pré-aquecido a 240ºC, até ficarem dourados, mas sem os deixar cozer excessivamente.

Para comer com manteiga e doce, acompanhados por um cházinho acabado de fazer.