setembro 24, 2011

Bolinhos de Aveia Irlandeses

Do mesmo livro do post anterior: uns bolinhos de aveia que já foram feitos e refeitos cá em casa, e que ganharam o estatuto de snack preferido da Joana... Ela gosta deles por serem nutritivos, terem muitas fibras e não serem doces, ou seja, pelas suas boas qualidades. Eu gosto especialmente deles ainda mornos, cheios de manteiga! Pecaminoso, vá... É por estas e por outras que eu engordo e ela não.

Os restantes membros da família não os apreciam... Também se passará o mesmo com os meus leitores? Uma parte da família é ultra-tradicional a comer, e a outra parte gosta de inovações? Como resolvem o dilema?... Aceitam-se (e agradecem-se) sugestões ;)


Podem fazer bolinhos ou uma broa grande.
Comecem por pré-aquecer o forno a 200ºC e revestir um tabuleiro com papel vegetal.

Os ingredientes:

400g de farinha integral
100g de flocos de aveia (não instantâneos)
+ 2 colheres de chá para salpicar os bolinhos
1 colher de chá de sal fino
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
300ml de cerveja sem alcool (ou "morta"*, se não tiverem sem alcool)
150ml de soro de leite ou iogurte natural (usei o segundo)
4 colheres de sopa de oléo de amendoim ou outro óleo vegetal
4 colheres de sopa de mel (usei apenas duas, por ter em casa um mel de sabor muito acentuado)

* abrir a cerveja e deixá-la perder todo o gás antes de a utilizar na receita.

Numa taça misturar todos os ingredientes secos; numa caneca misturar todos os ingredientes líquidos.
Se medir primeiro o óleo e usar a mesma colher para medir o mel, este deslizará com facilidade...

Junte os ingredientes líquidos aos secos e misture com uma colher de pau. A princípio parecerá mole demais, mas com o bicarbonato a actuar tornar-se-á como areia molhada.

A receita diz para se moldarem 12 bolinhos, mas nós fazêmo-los mais pequenos, obtendo assim uns 18. Polvilham-se com as duas colheres de chá de aveia e levam-se a cozer durante cerca de 15 minutos (não ganham crosta).

Se os não congelarem metam-nos alguns minutos a aquecer no forno, nos dois dias seguintes, ou então tostem-nos!


setembro 21, 2011

Delícia de Laranja

 

A ideia de fazer este bolo surgiu pelo facto de ter em casa um frasco de doce de laranja que nunca mais acabava. Não que eu não goste de doce de laranja, pelo contrário! Mas como vamos tendo que contar calorias, os doces são sempre dos primeiros a pôr de parte... Já ao queijo não resisto... incongruências. É óbvio que o queijo, gorduroso, tem mais calorias que o doce de laranja. Enfim.

Bom, ao que interessa.

O bolo é muito simples mas com um intenso sabor a laranja, e uma textura surpreendentemente leve.

Os ingredientes são os seguintes, à temperatura ambiente:

4 ovos
raspa e sumo de uma laranja (o sumo utiliza-se na cobertura do bolo)
250g de manteiga sem sal
75g de açucar branco
75g de açucar mascavado castanho (usei açucar amarelo corrente)
150g de compota de laranja (mais 75g g para cobrir o bolo)
225g de farinha sem fermento
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento

Reserve 75g de compota e o sumo de laranja.

Aqueça o forno a 180ºC.

E agora, veja com atenção: junte os ingredientes restantes e misture tudo com um processador de alimentos;  verta num tabuleiro ou pirex de 24cm de lado e leve ao forno durante 40 minutos. Mais fácil é impossível...

Depois aqueça bem a mistura de sumo de laranja e compota,  até esta  derreter. Espalhe com um pincel sobre o bolo, depois de cozido, e sirva morno ou frio, acompanhado com creme de pasteleiro ou natas batidas. Eu comi o meu com uma bola de gelado de baunilha.



A receita é da Nigella Lawson, em Cozinha, o Coração da Casa.

setembro 16, 2011

Batatinhas Dauphine


Todos conhecemos aquelas batatinhas em bolinhas, pré-fritas, a que se chama "noisette" (pelo menos as do Pingo Doce). São feitas de puré de batata e, apesar de serem fritas e eu andar sempre a fugir dos fritos, gosto muito delas. Mas é raro comprá-las, porque eu e a comida pré-cozinhada não nos damos bem.
Solução? Cozinhar eu própria as ditas batatinhas.

Não sei se foi sorte de principiante, mas ficaram mesmo muito boas. Congelei algumas, para ver como se comportariam se as fritasse congeladas e o resultado não podia ser melhor.
Assim, logo que tenha tempo disponível, pretendo preparar uma quantidade considerável destas pequenas pérolas e fazer stock delas no congelador, para emergências.

A receita que usei, do chef Simon chama-lhes "pommes dauphine", e é pois com esse nome que aqui ficam batizadas.

A receita:
1 kg de puré de batata, temperado apenas com sal, pimenta, manteiga e noz moscada (a última é facultativa, as minhas filhas não gostam...)

NB: Não se põe leite neste puré de batata! Deve ficar seco.

300g de massa de choux ou profiteroles,  feita com:
250ml de água
60g de manteiga
2 ou 3 ovos
125g de farinha
sal q.b.

Penso que todos sabem como se prepara esta massa básica de pastelaria ou massa cozida.
Quem não souber pode espreitar aqui, e seguir o método, usando os ingredientes agora indicados.

Logo que estejam prontos o puré e a massa cozida, há que misturá-los muito, muito bem.
Depois é deixar descansar até o preparado ficar frio e moldar as bolinhas, do tamanho de avelãs grandes. Levam-se a fritar em óleo bem quente, escorrem-se sobre papel de cozinha e servem-se como acompanhamento.

Fazê-las em casa foi uma experiência muito gratificante :)



setembro 13, 2011

Bolachas (cookies?) de chocolate das Joanas...


 Estas bolachas foram feitas pela minha filha Joana, a partir de uma receita de outra Joana...
São absolutamente deliciosas e viciantes! Cuidado, chocoólatras, porque é muito difícil parar sem as comer todas!
Em casa não as voltamos a fazer sem dobrar as quantidades, mas aqui fica a receita original:

100g de manteiga sem sal
100g de açucar mascavado
100g de açucar branco, normal
1 ovo batido
1/4 café de essência de baunilha
150g de farinha sem fermento
1 pitada de fermento em pó
50g de cacau
100g de chocolate de culinária partido em pedacinhos










Aquecer o forno a 180ºC e forrar 2 tabuleiros com papel vegetal.

Bater a manteiga com os açucares, em creme. Juntar o ovo e a baunilha.
Peneirar juntos a farinha, o cacau e o fermento; juntar à mistura anterior.
Por fim adicionar os pedacinhos de chocolate (eu bati a tablete, ainda na embalagem, com o martelo dos bifes e resultou em pedaços pequeninos e apropriados).

Com a ajuda de uma pequena colher colocar porções de massa, espaçadas, nos tabuleiros.
Levar ao forno - vigiando, porque cada forno é um forno! - durante 10 a 15 minutos.

Descolar com cuidado, porque as bolachas saem ainda moles do forno, e deixar arrefecer sobre uma grelha.
Assim que arrefecem ficam na consistência ideal. Guardem numa caixa hermética, se sobrarem algumas!


P.S. Um grande obrigado à Joana Roque pela receita destas delícias.


setembro 07, 2011

Mousse de chocolate da Nigella (sem ovos, com marshmallows)


Eu gosto da Nigella Lawson e das receitas dela. Também gosto do Jamie Oliver e da Mafalda Pinto Leite, e tenho os livros deles. Estou-me pouco ralando se são "tias" e "tios" ou não; eu compro, leio e cozinho o que me apetece, e ninguém tem nada com isso...

Fiquei curiosa com esta receita de mousse de chocolate "instantânea" da Nigella, e há tempos que tinha comprado os marshmellows necessários para a fazer, mas ainda não tinha calhado. Foi desta.

Aqui fica a receita, embora eu goste mais da minha boa velha mousse de chocolate tradicional, com ovos.
O que não quer dizer que esta não seja também muito boa...

Leva:

150g de marshmallows
50g de manteiga macia
250g de chocolate negro 70% cacau
60ml de água acabada de ferver
284g de natas (gordas, diz a Nigella... usei meio gordas)
1 colher de chá de extracto de baunilha

Juntam-se as gomas, o chocolate partido em pedaços, a manteiga e a água a ferver numa caçarola. Leva-se a lume brando para derreter tudo, mexendo de vez em quando. Depois de tudo derretido, deixa-se arrefecer.

Entretanto batem-se as natas  com o extracto de baunilha até engrossarem e envolvem-se na mistura de chocolate já fria, até obter uma mistura homogénea e macia.

Distribui-se por tacinhas (dá 6 de 125ml) e leva-se ao frigorífico até servir.

Nota: Assim que se acaba de preparar, a mousse fica logo com a consistência final. Levá-la ao frigorífico tem apenas como objectivo refrescá-la. Deve ser por isso que a Nigella lhe chama instantânea...


setembro 04, 2011

Arroz de Atum ou comida de aconchego...


Muito poucas vezes caí na tentação de comprar comida pré-preparada ou ultra-congelada para aqueles momentos de aflição em que ficamos em cima da hora para preparar o jantar, depois de um dia cansativo de trabalho. E quando o fiz fiquei sempre desiludida... Ná, aquilo não é para mim!

Este arrozinho tão simples é prova disso. No dia em que o preparei cheguei a casa às 19H25 e às 20H10 o jantar estava pronto! É o tempo que leva a aquecer e cozinhar no forno uma lasanha congelada de qualidade duvidosa...

Um exemplo da comidinha agora chamada confort food ou, como  gosto de lhe chamar, comida de aconchego, que nos faz lembrar da mãe ou da avó...

Preparação:

Num tacho refogar uma boa cebola e dois dentes de alho em azeite. Eu tenho o hábito de pôr primeiro o alho esmagado a estalar, e juntar depois a cebola (atenção para não deixar alourar o alho!).

Quando a cebola estiver macia e a dar sinais de começar a alourar, juntar dois belos tomates maduros sem pele nem sementes, cortados em pedacinhos. Podem usar tomate enlatado, mas agora, que é verão e abunda o bom tomate madurinho, seria uma pena... temperar com sal.

Para retirar as sementes basta abrir os tomates ao meio na horizontal e espremer ligeiramente.
Deixar cozinhar bem o tomate e juntar um gole de vinho branco. Deixar evaporar o alcool, juntar a água necessária à confecção do arroz: eu usei 3 medidas de água para uma de arroz, para um arroz malandrinho (medida de 220ml).

Deixar levantar fervura, rectificar o sal, juntar uma pitada de pimenta, orégãos, salsa ou coentros. O que gostarem...
Juntar o arroz e o conteúdo de três ou quatro  latas de atum. Após levantar fervuradeixar cozer tapado, em lume brando, durante 10 minutos.

Sirvam sem demora, polvilhado com mais salsa picada ou coentros.

Nota: Se usarem atum de conserva em azeite, usem o azeite das latas de atum logo no refogado. Eu junto o atum apenas na fase final do cozinhado para que não se desfaça em demasia. Podem juntá-lo após cozinharem o tomate, se gostarem mais desfeito.



agosto 29, 2011

Bolo de Chocolate sem leite nem ovos...



Andei à procura desta receita para satisfazer o desejo de bolo de chocolate de dois amigos vegan, que como é sabido, não comem carne nem peixe nem quaisquer produtos de origem animal. Sabia que a tinha guardado algures, mas nunca tinha experimentado fazê-la. Se soubessem a quantidade de receitas que eu tenho para experimentar... nem que eu tivesse outra vida depois desta!...

Mas dar uma receita a alguém sem saber se resulta não me parece boa política. Então lá tivemos que testar o bolinho. Ui, que sacrifício ... ;) Foi a minha filha Joana que o preparou mas, confesso, fui eu quem comeu a maior parte!

Foi uma boa surpresa, é mesmo muito bom e a quem não é vegan também não faz mal nenhum poupar no colesterol. É um bolo relativamente pequeno, por isso escolham a forma de acordo com a quantidade de massa.

A receita é do Blog "From Our Home To Yours", onde é chamado 6 Minute Chocolate Cake.

Para o fazer precisam de:


1 1/2 Chávena de farinha
1/3 chávena de chocolate em pó
1 colher de chá de bicarbonato
1/2 colher de chá de sal
1 chávena de açucar
1/2 chávena de óleo
1 chávena de água ou café
2 colheres de chá de extracto de baunilha
2 colheres de sopa de vinagre


Preparação:
Pré-aqueçam o forno a 190ºC.
Numa tigela misturam-se primeiro todos os ingredientes secos; noutro recipiente juntam-se os ingredientes líquidos, menos o vinagre. Misturar os ingredientes líquidos à tigela e mexer até a mistura ficar cremosa. Adicionar o vinagre e envolver rapidamente. A mistura vai fazer espuma: é a reacção do vinagre com o bicarbonato; é normal e só vai ajudar o bolinho a crescer.
Verta na forma escolhida, previamente untada e enfarinhada, e leve ao ao forno durante 25 a 30 minutos.
Sirva com a sua calda preferida.



agosto 20, 2011

Torta de Bacalhau


Esta torta de bacalhau foi cozinhada e comida em muito boa companhia, durante as férias que passaram. Feita a partir de uma receita facultada à minha amiga Lena, muito alterada por nós duas, que a cozinhámos a quatro mãos, resultou em cheio!
Comêmo-la ao jantar, acompanhada por uma salada fresca. Deliciosa!

Vou descrever a receita tal como nós a executámos, fazendo apelo à memória. É muito fácil de fazer.

Usamos:
2 embalagens de migas de bacalhau de 400g
5 ovos (gemas e claras separadas)
4 colheres de sopa cheias de farinha de trigo
Salsa picada e pimenta
1 cebola média
azeite q.b. e sal, se necessário
2 dentes de alho

Recheio:
1/2 frasco pequeno de maionese de compra
500g de camarão descascado, congelado
1/2 frasco pequeno de pickles

Papel vegetal para forrar o tabuleiuro do forno (grande... 40x40)

Demolhar o bacalhau atempadamente,escorrer bem e desfiá-lo muito, muito fininho.

Fazer um refogado com a cebola, os alhos e o azeite, sem deixar alourar demasiado.Juntar o bacalhau e deixar suar durante uns minutinhos. Juntar a salsa picada e temperar com pimenta. Verificar o sal.
Deixar arrefecer um pouco e, já fora do lume, juntar a farinha e as gemas. Nós fizemos estas operações com a batedeira eléctrica, o que desfiou ainda mais o bacalhau. Por fim juntar as claras, previamente batidas em castelo.

Forrar o tabuleiro com o papel vegetal e untá-lo com azeite; espalhar a massa no tabuleiro e levar a forno bem quente até cozer e alourar ligeiramente por cima. Aqui não sei dizer quanto tempo demorou... fomos deitando o olho, e no último minuto liguei o grill só para dar cor. Mas foi muito rápido.

Para o recheio cozemos os camarões apenas em água e sal (cuidado para não cozerem demais!). Barrámos a torta com a maionese, espalhámos por cima os pickles picadinhos e os camarões cozidos, e enrolámos.

Enfeitámos com um fio de maionese e azeitonas sem caroço, às rodelas.


julho 27, 2011

Bolo de limão


Quando vou visitar alguém amigo ou familiar gosto de levar um miminho da cozinha.

O último foi feito a contra-relógio antes de fazer uma visita à tia D.
Parecia uma barata tonta: em cima da hora e ainda não tinha feito nada, não me ocorria nada fácil e rápido.
Peguei num caderno de receitas tiradas da net já há alguns anos, e li "queques de  limão"... Humm, queques é coisa para forminhas pequenas, dá trabalho...
Ná.
Mas li melhor a receita e gostei do conjunto dos ingredientes, achei que o resultado devia ser saboroso.
Ok. Chamei a minha filha Joana e dei estas instruções perfeitamente idiotas:

"Filha, tás a ver esta receita de queques?
Ignora as instruções de preparação, mistura os ingredientes todos juntos com a batedeira, menos as passas, e coze numa tarteira bem untada".

A moça assim fez, e não é que resultou? Dezasseis fatiazinhas de um bolo de limão húmido e aromático com que a tia e as primas se regalaram. E ainda deu tempo para a filha Margarida tirar a fotografia antes de sairmos.

2 ovos
200g de açucar ( a receita indica 250g, mas nós cortamos sempre no açucar...)
1 dl de leite
1,7 dl de azeite virgem
250g de farinha
1 colher de chá de fermento
1 colher de chá de extracto de baunilha
raspa de um limão
1 pitada de sal
sultanas douradas q.b.

O modo de preparação foi o atrás indicado... Depois de verter a massa na tarteira salpicámos com as sultanas e levámos ao forno, já quente. A cozedura foi rápida. A Joana polvilhou o bolo / tarte com açucar de confeiteiro, depois de ter arrefecido um pouco.


julho 13, 2011

Sopa de Tomate à moda da mãe


Esta é uma especialidade da minha mãe. É muito simples e saborosa, como quase tudo que ela cozinha.
Deixo aqui a receita, porque em breve vai chegar a época forte dos tomates dos quintais, bem vermelhinhos e saborosos, sem nada a ver com os desenxabidos tomates de estufa de inverno.

Sabem como é, para as mães as quantidades são a olho, fruto da experiência de muitos anos! :)

Apenas como orientação:

azeite e sal q.b.
1 kg de tomate maduro
400g de batatas
2 cenouras 
1 nabo
1 cebola grande
2 dentes de alho
1 punhado de arroz
1 pitada de pimenta branca

croutons para servir (facultativo)


Comecem então por tratar dos tomates: um corte na base e um escaldão em água a ferver facilitam a tarefa de os pelar. Retirem-lhe também as sementes e cortem em pedacinhos miúdos. Reservem.

Numa panela coloquem um fundo de azeite. Juntem a cebola às rodelas e o alho picado. Levem ao lume e deixem murchar sem alourar a cebola. Juntem os restantes legumes cortados em pedaços e cubram com água suficiente para cozer. Temperem com sal. Quando estiverem tenros, passem a sopa com a varinha ou passe-vite e juntem o tomate. 
Deixem apurar até o tomate estar bem cozido e desfeito. Verifiquem a consistência da sopa e rectifiquem o sal; juntem um pouco de água se necessário, mais um fio de azeite e uma pitada de pimenta.

Um pouco antes de retirar a sopa do lume a minha mãe costuma juntar-lhe um bom punhado de arroz; acho que é o que lhe dá aquele toque materno...
Se o juntarem, deixem cozer mais uns cinco minutinhos. Depois desliguem o fogão e tapem a panela. 
O arroz continua a cozer e "abre" apenas com o calor da sopa.

Serviam simples ou com croutons.

Também gosto desta sopa fria, nos dias de calor intenso.


julho 07, 2011

Moody's

Como portuguesa que sou, tenho mesmo que deixar aqui esta nota:


Um dia depois de a agência de 'rating' baixar para 'lixo' a notação de Portugal, foi criado um evento no Facebook a convidar todos os portugueses a avaliarem negativamente o website da agência.

David Carvalho foi o criador da página 'Cortar na cotação da Moody's', que começa com o seguinte parágrafo:

"A Moody's mais uma vez acabou de prejudicar os portugueses, ao cortar o rating de Portugal e pondo o nosso país no lixo. Consequentemente os juros voltaram a atingir máximos históricos. Mas quem é esta gente para nos avaliar, e nos descredibilizar mesmo depois dos portugueses já estarem a esforçar-se e a sofrer com as medidas de austeridade? Vamos responder na mesma moeda na medida que podemos! A Moody's tem uma plataforma para avaliarmos o website deles!! Vamos portanto considerar o website deles LIXO!!!




junho 29, 2011

Muffins de banana e avelã

Será que a massa tricolor do post anterior intimidou os meus leitores? O certo é que ninguém sugeriu uma receita para a cozinhar... Assim, eu tratarei disso e depois mostro por cá o resultado.

Por agora deixo-vos com estes deliciosos e aromáticos bolinhos, inventados ontem à última hora, para aproveitar duas bananas já muito maduras. O forno ainda estava quente do assado que fiz para o jantar, por isso resolvi aproveitar. Por outro lado tinha um pacote de avelã moída ainda do Natal, imaginem, e a precisar que lhe dessem destino antes de terminar a data de validade. Uma pitada de canela e outra de noz moscada teriam acentuado ainda mais o aroma destes muffins; ficam para a próxima!

(Usei um copo medida de 200ml)

1 1/2 copos de farinha
1/2 copo de farinha de avelã (avelãs moídas)
1 copo de açucar
1/2 copo de óleo
1/2 copo de leite
1 ovo
2 bananas muito maduras, esmagadas
1 pitada de sal

A preparação é a tradicionalmente usada para fazer muffins: juntar primeiro todos os elementos sólidos; em seguida bater ligeiramente o ovo, juntar-lhe o leite e o óleo e misturar. Verter sobre os elementos sólidos, juntar a banana bem esmagada e envolver tudo. Misturar apenas o suficiente.
Verter em forminhas de queques untadas com manteiga ou óleo (usei o spray da Espiga).
Cozer em forno pré-aquecido,  até que um palito inserido no centro do bolinho saia limpo. Não tomei nota do tempo... mas é relativamente rápido.

Mornos estavam uma delícia, e hoje ao pequeno almoço só um soube-me a pouco!

A receita rendeu 8 muffins grandes. Acho que teria conseguido 10 com um pouco mais de parcimónia a encher as formas...

junho 17, 2011

Receita precisa-se...

A minha filha Margarida esteve em Milão e trouxe-me uma prenda:


Ora, o que eu quero é que os meus leitores me dêem sugestões para cozinhar esta massa tão bonita. Pode ser?
Fico à espera...
O(a) autor(a) da receita escolhida vai ter uma prenda! 

Entretanto vejam só algumas delícias com que a pequena se regalou:


Um vero capuccino...


Coppa la Castellan...


Coppa l'ortolano...


Risotto trevisana...


Não ficaram com fome? Eu fiquei :)



junho 08, 2011

Pão de ló "tipo" Alfeizeirão...


Desde a última Páscoa que tenho andado na onda do pão de ló!

Acho o bolo ideal para pôr em evidência o gosto dos ovos frescos caseiros, e tenho executado várias receitas, entre as quais o velho bolo de água, que não fazia há muito tempo, e que para mim é também um pão-de-ló...

Também faço pão de ló em creme há anos, seguindo uma receita que tenho de pão-de-ló de Alfeizeirão. Não sei se a receita é genuína ou não, mas que dá resultado não há dúvida.

Contudo, leva um ror de gemas e faz um bolo pequeno, e por isso desta vez decidi experimentar de novo a "táctica" aqui indicada pelo Luís, desta vez com excelentes resultados. Ao contrário da primeira vez , em que resultou num fiasco, por causa da minha grande impaciência e do  abre-e-fecha da porta do forno...

Depois disto acho que sempre que quiser comer pão-de-ló em creme vou fazer este, maior, mais económico, e delicioso!

Usem a medida que vos der mais jeito, sabendo que:

2 medidas de ovos
2 medidas de açucar
1 medida de farinha

(usei uma caneca de 220ml)

dão um belo pão de ló em creme. Quanto ao tempo de forno, cada um conhece o seu... Desta vez aqueci-o bem, coloquei o bolo lá dentro e baixei a temperatura para 180º. Durante 35 minutos resisti à tentação de abrir o forno. Quando olhei lá para dentro estava com uma cor linda, desliguei o forno. Deixei-o repousar lá dentro mais dez minutos. Ficou assim, tal qual eu desejava.

maio 22, 2011

Arroz do Cozido














Com a chegada de dias mais quentes passamos a fazer menos o Cozido, prato substancial mais  propício aos frios de inverno.  Notem que eu disse menos, não disse que deixava de fazer!

Mas, sabem, do que eu mais gosto no cozido é mesmo do arrozinho, e não é daquele que faço para o acompanhar, no próprio dia, mas o que resulta das sobras, que comemos normalmente no dia seguinte, e que meto no forno, a corar. Carnes, enchidos e legumes que não desapareceram à primeira entram todos nesta festa...

O facto de ser covilhanense e grande apreciadora da panela no forno não deve ser alheio a este meu gosto peculiar, mas só vos digo que me regalo com o dito arrozinho!


maio 17, 2011

Brioche "Chinois"



Tinha várias receitas de "chinois" anotadas, mas fui adiando, adiando, e nunca tinha feito nenhuma...
Desta vez é que foi! Já fiz e repeti esta receita que todos lá em casa adoraram. A minha mãe, então,  delirou com ela (sim, que eu, gulosa, havia de sair a alguém, não?...)!

Para poderem experimentar, cá vai a receita.

Para o creme de pasteleiro podem usar esta ou outra receita já testada aí em casa. Eu uso esta porque é mesmo muito simples.

300ml de leite
2 gemas de ovo
2 colheres de sopa de maizena
55g de açucar
1 colher de chá de extracto de baunilha

Colocar todos os ingredientes num recipiente que possa ir ao lume (eu começo por misturar os sólidos e junto depois as gemas e o leite), mexer constantemente em fogo baixo até a mistura engrossar. Verter para uma tigela, cobrir a superfície com filme plástico para evitar que se forme crosta à superfície e refrigerar até usar.

Para a massa de brioche propriamente dita:

220ml de leite
2 ovos batidos
140g de manteiga derretida
500g de farinha
1 colher de chá de sal
60g de açucar
1 pacotinho de fermento de padeiro seco ou 25g de levedura fresca.

Quem tem máquina de fazer pão pode fazer lá a massa, seguindo as instruções do fabricante. Na minha coloco primeiro os líquidos e depois os sólidos.

Mas há dias em que nos apetece "meter a mão na massa", verdade?

Nesse caso misturem primeiro a farinha com o sal o açucar e o fermento seco. Se usarem fresco, diluam no leite. 
Misturem o leite com a manteiga derretida e os ovos batidos.
Juntem gardualmente a mistura líquida aos sólidos, até obterem uma massa pegajosa. Amassem cuidadosamente até obterem uma massa macia que se descole das mãos, o que pode levar uns 20 minutos! 
Coloquem numa tigela com espaço para a massa crescer e tapem com um pano. Deixem levedar num local de temperatura aprazível, até dobrar de volume.

Nessa altura estendam a massa em rectângulo, cubram com o creme de pasteleiro (e pepitas de chocolate, se quiserem; eu não tinha), e enrolem como uma torta.

Cortem o rolo em fatias de 4 cm de espessura e coloquem lado a lado numa forma redonda, previamente untada e enfarinhada. Deixem levedar mais um bocadinho, até a massa preencher todos os espaços na forma.

Eu polvilhei com canela e açucar amarelo antes de levar a forno bem quente. Depois reduzi para 200ºC e deixei lá por uma meia hora, vigiando constantemente, não fosse o diabo tecê-las, que a brioche, assim cortada às rodelas não fica muito alta e coze com facilidade.

É muito palavreado, mas é muito simples de executar, acreditem. E, já que a chuva voltou, vem mesmo a calhar para um pequeno almoço reconfortante.




maio 11, 2011

Esquecidos



Andavam esquecidos há anos cá em casa, este bolinhos que fiz na Páscoa, e é assim mesmo que se chamam.
De uma simplicidade desconcertante, podem também ser utilizados na preparação de sobremesas, como tiramisú e trifle... Um dia destes deixo cá um exemplo.

Por agora anotem a simplicíssima receita dos esquecidos:

3 ovos
200g de açucar
250g de farinha

Batem-se os ovos com o açucar muito bem batidos, até obter uma massa esbranquiçada; junta-se gradualmente a farinha, sem bater.

Dispõem-se colheradas da massa num tabuleiro forrado com papel vegetal, como eu fiz, ou untado com manteiga e polvilhado com farinha (mas depois tem que se lavar o tabuleiro... bahh).

Cozem muito rapidamente, em forno pré-aquecido a 200ºC. Vigiem, porque torrados não são bons.

Nota: Colocar as colheradas de massa bem espaçadas umas das outras, porque alastra bastante.

Também fiz o tradicional pão de ló, à minha maneira :



Mas será que ainda alguém quer a receita deste?...


abril 07, 2011

Tagliatelle gratinada













Jantar de recurso para as meninas...

Enfim, eu falo das minhas filhas como se tivessem 10 anos, mas na verdade acabaram de fazer 21! O que não impede que continuem a ser as minhas meninas, ahaha!

Quem me segue já sabe que as gémeas não morrem de amor por carne, sobretudo aquelas "partes " que nós outros adoramos: língua, pézinhos de coentrada, pipis à lisboeta, feijoadas, ranchos e afins...

Não, as meninas são mais light, mais delicadinhas... Ai, que se cá vêm, depois tenho sermão e missa cantada!

Bom, mas então, em dias que as nossas refeições são assim mais para o tradicional, procuro encontrar uma solução mais do agrado delas. Mãe é mãe, não é? Mesmo que os filhos sejam uns calmeirões queremo-los bem alimentados :)

Havia então dois peitinhos de frango assado que tinham sobrado do dia anterior.
Cozi uns ninhos de tagliatelle de espinafre, outros tantos de ovo, uns cubos de espinafres congelados, e fiz um molho béchamel bem temperado com pimenta e noz moscada, Salteei cogumelos laminados em azeite e alho, e juntei ao molho. Na gordura que ficou na frigideira saltei igualmente a carne cortada aos pedacinhos; a seguir foi fazer companhia aos cogumelos, no molho. 

Depois foi misturar  a massa cozido com os espinafres com o molho  béchamel e levar ao forno até a superfície ficar douradinha.

As pequenas adoraram. Servi com uma salada verde e fresca.

março 28, 2011

Tarte de maçã da tia Irene












Eu já por cá falei diversas vezes da tia Irene... claro que o motivo são os bolos e pastéis deliciosos que ela faz.
Ora a minha tia Irene nunca faz uma visita sem que traga consigo um miminho, doce ou salgado.
Quase sempre lhe peço a receita, que ela dá assim "de cabeça" e que eu anoto o mais sucintamente possível.

Sábado passado lembrei-me de uma tarte de maçã muito simple e saborosa que ela costuma fazer e fui à procura da receita... Rezava assim:

3 ovos
125g de manteiga
100g de açucar (desconfio que a tia cortou na quantidade... mas para o meu gosto fica muito bem assim; os mais gulosos podem acrescentar um pouco)
150g de farinha com fermento
Maçãs em fatias (duas pelo menos, de qualquer qualidade)
Geleia de marmelo ou maçã para pincelar

Mais nada... ou seja, nada  de nada, nada de "modo de preparação"...

Porquê? porque quando peço assim receitas à pressa tenho sempre intenção de passar a limpo logo de seguida, com todas as indicações que me são dadas na altura. Claro que isso nunca acontece, e depois não me resta senão inventar o que falta.

Fiz assim:
Bati a manteiga amolecida à temperatura ambiente com o açucar. Fui acrescentando ovo a ovo, alternando com a farinha. Juntei por minha inicitaiva meio pacotinho de açucar baunilhado e uma pitada de sal.
Tudo isto foi mesmo muito rápido!

Verti a massa numa tarteira untada com manteiga e polvilhada de farinha, cobri com rodelas de maçã a que tirei previamente o caroço e polvilhei com um pouco de canela e açucar mascavado que por ali tinha.
Na verdade a tia sempre corta as maçãs em quartos, e depois em fatias que sobrepõe artisticamente sobre a massa, mas eu, preguiçosa, limitei-me a cobri-la com as rodelas e pronto.
O que no fim provocou um efeito engraçado: a massa subiu no sítio das rodelas de maçã onde foi retirado o caroço e formou uns relevos curiosos.



À saída do forno pincelei-a com a geleia de marmelo, que lhe deu brilho e sabor.

Deliciosa ainda morna, com uma chávena de chá.





março 10, 2011

Blinis ultra rápidos com salmão fumado



O que me inspirou para esta entrada deliciosa foram as panquecas de batata com salmão fumado do livro "Na Cozinha Com Nigella".
O problema é que as panquecas lá descritas levam flocos de puré de batata, que eu não tinha em casa...
Mas a receita era muito simples e de grande efeito, e eu tinha o salmão fumado!
lembrei-me então de uma pequena receita que tinha visto no site Marmiton
, que tinha merecido bons comentários dos internautas: blinis facile maison. Como tinha excelentes iogurtes gregos,decidi-me por estas pequenas panquecas que já tinha experimentado com muito sucesso. Na verdade assemelham-se muito mais a panquecas que a blinis, e achei que ficariam muito bem.
Comecei por aí. As quantidades indicadas dão para uma dúzia de pequenas panquecas macias.
- 1 iogurte grego
- 1 ovo
- 1 medida (copo do iogurte) de farinha
- 1/2 pacote de fermento em pó para bolos
- 1 pitada de sal

A preparação não podia ser mais simples: misturam-se todos os ingredientes e deixa-se a massa em repouso durante uma hora.

Nota: o iogurte que usei era de tal forma espesso que juntei meia medida de leite gordo à massa.

Passado o tempo de repouso deita-se a massa na crepeira (ou numa frigideira anti-aderente) às colheradas. Eu fiz 4 blinis de cada vez, usando uma colher de sopa de massa.
Quando começam a fazer bolhinhas à superfície, como se vê na foto, viram-se com uma espátula.



Toda esta conversa leva apenas alguns minutos a pôr em prática, tirando a hora de repouso, e o resultado é francamente bom.

Blinis, ou panquecas, como queiram chamar, pronto(a)s, basta montar:

Um blini, uma bela colherada de molho, um pedaço de salmão fumado e, finalmente, uma folhinha de endro seria o ideal. Eu não tinha, por isso decorei com pedacinhos minúsculos de cornichons.

Para o molho: Também aqui não segui rigorosamente as indicações da Nigella... ela indica crème fraiche ou natas ácidas.
Eu misturei meio iogurte grego com uma boa colherada de maionese, sumo de meia lima, meio dente de alho ralado e alguns pickles "pulverizados" na picadora.

Adorámos esta fresca entrada no jantar do dia de Carnaval.