abril 13, 2008

Bolo de Chocolate

Este foi mais ou menos inventado... Tenho várias receitas de bolo de chocolate parecidas. Peguei numa delas e fui avançando, mas quando cheguei ao fim já era tudo diferente...

Utilizei 6 ovos. Bati 3 claras em castelo, com uma pitada de sal, e reservei.

Aos 3 ovos restantes e às 3 gemas juntei chávena e meia (chá) de açucar e bati tudo muito bem. Em seguida juntei 100g de cacau magro, 1 chávena (chá) de óleo e duas chávenas (chá) de farinha, peneirada com uma colherzinha de fermento em pó.
Feito isto misturei na massa 1 chávena de água um pouco mais que morna, e as claras que tinha batido em castelo.

Dividi e cozi a massa em dois tabuleiros idênticos, para facilitar a operação de rechear e montar o bolo.

Enquanto cozia, pûs ao lume num tachinho uma lata de leite condensado e 1 tablete de chocolate de cobertura partido em pedaços. Fui mexendo tudo pacientemente até obter um ponto de brigadeiro mole, e nessa altura retirei do lume.

Foi com este creme que recheei e cobri o bolo, que depois polvilhei com granulado de chocolate, até metade, e com côco ralado na metade oposta.

Tal como aconteceu com o bolo de natas, também não provei este, mas as minhas filhas solicitaram imediatamente que fizesse um idêntico para comermos cá em casa, o que acontecerá em breve. Depois lhes direi...

Bolo de Natas

A receita do bolo de natas foi publicada pela CACAU em Setembro de 2007, e reza assim:

2 chávenas (chá) de açucar - só pûs 1 e 1/2
2 chávenas (chá) de farinha
2 pacotes de natas
5 ovos (os que usei eram frescos e caseiros)
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal (a receita não indicava, mas eu ponho sempre...)



No modo de fazer alterei a meu jeito : comecei por bater as claras em castelo firme e juntei-lhes a 1/2 chávena de açucar.
Depois bati as natas com o açucar restante e fui juntando as gemas, uma a uma. Pôr fim envolvi a farinha previamente misturada com o fermento e o sal, alternadamente com as claras, e sem bater.
O bolo ficou enorme, como podem verificar pela foto, e cheguei a temer que a forma vertesse...
Cozi-o em forno médio, durante uns bons 50 minutos.

Quando ficou pronto comecei a inventar (quem me conhece não estranha!) : Fiz uma calda com 1/4 l de leite, açucar a gosto e 3 colheres de sopa de manteiga e reguei o bolo com ela, ainda dentro da forma. Desenformei-o já frio e cobri-o com côco ralado.

Dado o fim a que se destinava não o provei, o que muito me custou!...

abril 09, 2008

De volta...

Bem sei que tenho andado desaparecida, mas não deixei de cozinhar :)

Para o regresso temos dois bolos que fiz para a mãe de uma amiga partilhar com as colegas, no dia do seu aniversário:

Um ENORME bolo de natas, que cobri com côco ralado :

















E um bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro:
















Receitas já a seguir!

janeiro 26, 2008

Violeta


Apresento a mais jovem habitante deste reino...

Não é linda? :)

janeiro 24, 2008

Pastéis de massa tenra



Sempre gostei muito de pastéis de massa tenra, mas foi a descrição da experiência do Chalabi Red ("Ardeu a Padaria")que definitivamente me fez embarcar nesta aventura...
Tendo ficado com a ideia de que ele, apesar de ter obtido bons resultados, pretendia refazer a receita e acertar a quantidade de gordura usada na massa, resolvi testar uma receita da Maria de Lourdes Modesto, a quem muito aprecio.

O resultado foi mesmo muito bom, os pasteizitos pareciam balões a inchar na frigideira, e a massa rendia a olhos vistos!

Não me vou demorar na descrição do recheio, que fiz com carne de vaca estufada a preceito, picada e misturada com um molho béchamel. Utilizo o mesmo procedimento no recheio dos pastéis de vinho, cuja receita já aqui postei; o recheio fica mais untuoso e húmido.

Para a massa:
500g de farinha
50g de banha de porco
1 colher de sopa de azeite
água morna q.b.
1/2 colher (café) de sal

Peneira-se a farinha para uma tigela, juntam-se as gorduras e mistura-se tudo com os dedos. A água vai-se juntando a pouco e pouco, até obter a consistência desejada. Depois é trabalhá-la e bat~e-la, até ficar elástica.

Antes de a tender deixa-se descansar pelo menos uma hora. Depois estende-se fina, dispõe-se o recheio e cortam-se os pastéis com uma carretilha.

Fritam-se em azeite ou óleo bem quente e escorrem-se sobre papel absorvente.

janeiro 15, 2008

Bolo Inglês (Cake aux fruits confits)


Depois das festas de fim de ano sobram sempre frutos secos e cristalizados.
Eu aproveitei parte deles neste bolo húmido e delicioso, a partir de uma receita da Pascale, publicada no livrinho de que já por aqui falei: "Cookies, Muffins & Co". Com algumas dúvidas sobre se os "fruits confits" da Pascale serão a mesma coisa que as nossas frutas cristalizadas... Mas como o resultado foi bom,

Eis a receita:

100g de passas de uva
100g de sultanas douradas
50g de casca de laranja cristalizada cortada em pequenos dados
50g de cerejas cristalizadas ou em calda cortadas em quatro
2 colheres de sopa de cognac
175g de manteiga amolecida
150g de açucar amarelo
1 colher de sopa de mel líquido
3 ovos
225g de farinha com fermento
1 pitada de sal
1 pontinha de 4 especiarias (usei apenas canela, noz moscada, gengibre e cravinho, numa quantidade ínfima)

As frutas põem-se previamente a macerar no cognac, durante uma hora.
Pré-aquecer o forno a 170º e barrar uma forma de bolo inglês com manteiga. Colocá-la no frigorífico enquanto espera a massa.
Numa recipiente misturar a manteiga, o mel o açucar. Juntar os ovos, ligeiramente batidos e voltar a misturar tudo.
Em seguida juntar a farinha, as especiarias e o sal. Juntar os frutos e bater ligeiramente para obter uma massa homogénea. Verter na forma e levar ao forno durante uma hora. Deve baixar-se a temperatura para os 150º após os 15 primeiros minutos de cozedura.
Deixar arrefecer antes de desenformar.

O bolo conserva-se durante uma semana, dentro de uma caixa hermética.

Bom em qualquer altura do ano!

dezembro 27, 2007


Tive o PC avariado e perdi a oportunidade de desejar a todos um Feliz Natal, mas não quero deixar de desejar um Bom Ano Novo, cheio de saúde, alegria e belos cozinhados!








O Presépio é da autoria e foi realizado pela minha filha Joana, em Fimo :)

novembro 26, 2007

Bolachinhas com corintos



Faz por cá muito frio, e à noite, um chá bem quentinho com bolachinhas é sempre bem vindo. Mais ainda se forem caseiras, como estas!

As quantidades indicadas só pecam por pequenas; para encher uma bela caixa de folha com elas, há que dobrar a receita.

Cá vai:

100g de manteiga
150g de açucar
raspa de 1 laranja
2 ovos
250g de farinha com fermento
50g de corintos

Amassar primeiro a manteiga com o açucar, a raspa de laranja e os ovos. Em seguida juntar a farinha, e por fim as passas.

Dispor colheradas da massa num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha. Levar ao forno (180ºC) já quente, até ficarem douradinhas. Descolar as bolachinhas assim que sairem do forno, deixar arrefecer e... guardar algumas, se sobrarem.

novembro 13, 2007

Flans de legumes



Um dos meus passatempos favoritos é bisbilhotar velhas revistas ou livros de culinária, e aposto que acontece o mesmo com muitos dos que me lêem...

O resultado é invariavelmente a preparação de uma qualquer receita que me chame a atenção, ou para a qual haja os ingredientes certos no frigorífico. Foi o que aconteceu com estes flanzinhos individuais. Preparam-se num instante, com ingredientes que normalmente todos temos à mão.
Ficam muito bem servidos com um molho de tomate caseiro.

Precisam de :

2 alhos franceses
300g de espinafres
5 ovos
150g de natas
60g de manteiga
1 ramo de salsa
sal e pimenta


Põe-se a manteiga a derreter, junta-se o alho francês cortado em rodelas finas. Deixa-se suar por cinco minutos e juntam-se os espinafres. Tempera-se com sal e pimenta e deixa-se cozinhar mais cinco minutos.

À parte misturam-se os ovos com as natas e temperam-se também com sal e pimenta. Juntam-se os dois preparados.

Barram-se forminhas individuais do tipo ramequin com manteiga e verte-se-lhes dentro o preparado.

Vão ao forno a 180ºC num tabuleiro, em banho-maria,durante cerca de 25 minutos, ou até que um palito inserido no centro do flan saia seco.

O molho de tomate:

Pelar tomates bem maduros, abri-los ao meio e retirar as sementes. Cortar aos cubinhos.
Levar azeite ao lume, com uma cebola picada, alho, também picado e uma folhinha de louro sem o veio central. Deixar refogar um pouco, juntar o tomate e cozinhar suavemente durante um bom quarto de hora. No fim reduzir a puré, com a varinha.

Desenformar os flans sobre o prato de serviço e servir com o molho de tomate.


Fonte: Teleculinária nº 1025, de Out. 98

novembro 08, 2007

Bolo de passas e limão (Grécia)



















Este bolo foi um ensaio que fiz à receita que encontram, na íntegra, mais abaixo.
Para o fazer como deve ser precisava de um quilo de passas, e só tinha 250g... Ou seja, fiz um quarto da receita.

Pela amostra fiquei com a sensação de que vai valer a pena fazê-lo "comme il faut" para este Natal.

Os ingredientes:

1 Kg de passas
1/2 chávena de sumo de limão
400g de manteiga
4 ovos
2 chávenas de açucar
2 colheres de sopa de raspa de limão
4 chávenas e 1/2 de farinha
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 chávena de leite

A preparação:

Colocar passas, sumo de limão e manteiga numa caçarola e aquecer até a manteiga derreter. Deixar arrefecer um pouco e adicionar os ovos, batendo com uma colher de pau. Juntar o açucar, a raspa do limão, a farinha peneirada o fermento e o leite. bater apenas o suficiente para misturar bem e colocar num tabuleiro untado e polvilhado. Levar ao forno, já quente, a 170ºC durante cerca de 50 minutos.

A receita indica cobertura de limão, eu barrei com um pouco de geleia de marmelo, previamente derretida em lume brando.





Receita retirada do livro "Doces do Mundo"

novembro 04, 2007

As filhós, como as fazia a minha avó
















Quando ela as fazia nunca tinham medida certa, e a receita anotava-se mentalmente vendo-a fazer...
As quantidades que vou indicar rendem pouco mais de duas dúzias de filhós.

Comecei por colocar 6 ovos, muito frescos, dentro de um alguidar com água morna, coisa que a avó fazia para os aquecer e assim ajudar a massa a fintar.

Depois desfiz 40g de fermento de padeiro numa chávena de água morna e juntei-lhe uma pitada de açucar.










Espremi o sumo de duas laranjas médias;

Coloquei à mão um cálice de aguardente, meio copo (de vinho) de azeite, 100g de açucar e uma colher de sobremesa cheia de sal fino.

Num alguidar juntei todos os elementos referidos, salvo o sal:












Bati muito bem, com a batedeira. Claro que a avó utilizava a colher de pau, mas os tempos são outros...

Feito isto há que ir juntando a farinha, cerca de um quilo, aos poucos, à medida que a massa a vai absorvendo. É nesta altura que se junta o sal, que nunca se deve misturar directamente ao fermento, sob pena de anular a sua acção.










Claro que pouco depois de se começar a juntar a farinha já não é possível misturá-la com a colher de pau: é essa a altura de meter as mãos à massa! O objectivo é obter uma massa com a consistência da massa do pão, por isso a quantidade de farinha indicada pode ser um pouco mais ou um pouco menos, dependendo do tamanho dos ovos, da quantidade de sumo de laranja... enfim.

A massa tem que ser sovada energicamente, com os punhos, até se descolar do alguidar e começar a formar bolhas de ar.

Feito isto, a avó costumava fazer com a mão o sinal da cruz sobre a massa, dizendo, "Deus vos acrescente!"; polvilhava a massa com farinha, cobria-a com um pano branco e embrulhava o alguidar num cobertor, que colocava perto do braseiro, ao quente.

Eu contento-me em colocar a massa, coberta com um pano, em local quente e fora do alcance das correntes de ar, que são fatais para o fermento, e espero pacientemente que duplique de volume.

Tender as filhós:











É uma das minhas tarefas preferidas, mas há quem a ache difícil... Não há como experimentar e perseverar.
Molham-se as mãos em azeite e retiram-se pequenas porções de massa que se estendem de forma a obter um círculo de espessura fina.

As filhós beirãs são finas no centro, com o rebordo mais grosso. Sei que há quem as tenda sobre um pano branco colocado no joelho, mas essa arte não pratico...

Fritam-se em óleo bem quente e viram-se quando louras:








Põem-se a escorrer sobre papel absorvente e quem gosta, como eu, polvilha-as com açucar e canela.






















Obviamente não desconheço outras versões de filhós, mas estas são aquelas de que mais gosto.

outubro 30, 2007

Almôndegas de Peixe em Fricassé



Estas almôndegas, propostas pelo João Vasconcelos Costa no se livro "O Gosto de Bem Comer", foram muito apreciadas, embora tenham sido preparadas com uma certa pressa... A refazer muitas vezes, com todo o tempo e cuidado que merecem.

Como se tratava de um simples jantar do dia-a-dia usei para as confeccionar o caldo onde cozi as postas de peixe.

Foi assim:

Cozi 4 postas de peixe num caldo aromático a que juntei 1 cenoura cortada em pedaços, 1 cebola, algumas rodelas de limão, 1 raminho de salsa, sal, pimenta e 1/2 copo de vinho branco.

Depois de cozido, o peixe foi limpo de peles e espinhas e desmanchado em lascas. Misturei-o com 1 cebola picada, 1 ovo batido e 1 colher de sopa de manteiga. Como tinha usado vinho branco no caldo, não juntei o meio cálice de Porto indicado na receita. Juntei dois pãezinhos da véspera demolhados e espremidos para dar consistência ao preparado.

Depois foi rectificar o sal e a pimenta e moldar as bolinhas, passá-las por clara de ovo - as gemas utilizam-se no molho - e pão ralado. Fritá-las ligeiramente.

Coei e pûs ao lume o caldo onde o peixe tinha sido cozido e juntei as almôndegas, para acabarem de cozer.

O molho:
Bati 3 gemas com o sumo de 1/2 limão, 1/2 pacote de natas e uma pitada de noz moscada. Rejeitei parte do caldo da cozedura e ao restante juntei esta mistura, e um pouco de salsa picada. Voltou tudo a lume brando, mexendo sempre, para engrossar.
No final juntei de novo as almôndegas, deixei aquecer bem e levei para a mesa. Acompanhamento: um puré de batata.

Nota: para evitar que o molho talhe, juntar um pouco de caldo quente à mistura de gemas e natas e só depois devolver tudo ao tacho.

outubro 27, 2007

ANIL

A ANIL está para a Covilhã como a FIL está para Lisboa. Em miniatura, claro!...

A última feira que lá houve era de têxteis, mas olhem só o que eu encontrei na entrada:
















Reconhecem-nos? Esquecidos, biscoitos de azeite, bolos de soda...














Filhós, bolos lêvedos....



Comprei os bolos de soda (ou de leite, como também são chamados) a que não resisto, e que nem sempre correspondem às expectativas....
Estes eram excelentes! Vi a etiqueta: Padaria Formiguinha, do Fundão.

Se por lá passarem já sabem...

outubro 24, 2007

Tarte de Côco


Não sei se sou suspeita, porque gosto muito de côco, mas esta tarte é uma delícia!

Muito fácil de fazer:

É só misturar 200g de côco ralado com uma lata de leite condensado e oito ovos inteiros; bater ligeiramente com a vara de arames para misturar tudo e verter numa forma de tarte, forrada com uma base de massa folhada, de compra.

Levar a forno pré-aquecido até ficar douradinha.
Para verificar a cozedura, façam o teste do palito.















Receita Teleculinária

outubro 23, 2007

Têmo-la aqui no quintal; sabem de que árvore se trata?...

outubro 18, 2007

Rabanadas no forno



Na verdade esta receita é uma versão diferente do pain perdu francês, que é mais ou menos o equivalente das nossas portuguesíssimas rabanadas, e veio do blog da Tetellita. Agradou-me principlamente pelo facto de dispensar a fritura, o que tem duas grandes vantagens: menos sujeira e menos calorias!

Para as fazer começamos por untar um recipiente que possa ir ao forno com manteiga.
Dispomos por cima fatias de pão (que deve ter alguns dias), barradas com manteiga (1 baguette).
À parte batem-se dois ovos com uma pitada de sal, juntam-se 4 dl de leite e rega-se o pão com esta mistura.
Preferencialmente deixamos no frigorífico durante a noite, para que o pão absorva bem todo o líquido.









Pela manhã polvilham-se as fatias com 3 colheres de sopa de açucar e levam-se ao forno, bem quente, durante 20 ou 30 minutos, até o pão inchar e ficar bem douradinho.

Depois é só servir com açucar e canela ou doce a gosto.

Gostámos muito da simplicidade desta receita, que nos proporcionou um pequeno almoço diferente.

Nota: Os mais gulosos podem juntar um pouco de açucar à mistura de ovos e leite; obtêm umas fatias mais doces...
Também não será má ideia prepará-las de manhã para as comer ao lanche!

outubro 15, 2007

Rolhas



Fim do suspense...

Pois é, Avental, o bolinho é mesmo um babá! E o açucar em que está envolto é desnecessário.

Esta versão de babás, menos conhecida e mais difícil de encontrar nas pastelarias, é a minha preferida.
Aqui na Covilhã só conheço uma pastelaria que ainda os faz, à boa maneira antiga.

Os mais vulgares (e não menos bons) são aqueles redondinhos, recheados com chantilly e a tampinha por cima.

Este não fui eu que o fiz, mas bem o comi! As merecidas honras cabem ao pasteleiro que fabrica para a "Lisbonense", a pastelaria que por cá vende estas maravilhas, e que não me dá percentagem pela publicidade...

O certo é que tenho a receita, e um destes dias vou pôr as mãos na massa.

Aqui vô-la deixo, se tiverem vontade e tempo para se aventurar antes de mim :

Ingredientes:

100g de corintos ou frutas cristalizadas em pedacinhos (o da foto tinha fruta cristalizada)
3 dl de rum
250g de farinha
1 pitada de sal
25g de açucar
10g de levedura seca
4 ovos
100g de manteiga amolecida

Para a calda:
1 l de água
500g de açucar
1 dl de rum

Os corintos ou a fruta põem-se de molho na véspera no rum.
Mistura-se a farinha com o sal, o açucar, a levedura e os ovos. Trabalha-se a massa até ficar homogénea e junta-se a manteiga e os corintos ou a fruta, escorridos. Mistura-se bem e verte-se em formas de pudim, altas, untadas com manteiga. As formas utilizadas é que lhe vão dar a forma típica de rolhas, nome pelo qual são aqui conhecidos estes bolinhos.

Ter em conta que os bolinhos vão crescer, por isso não se devem encher as formas para além dos 2/3...

Deixam-se levedar ao abrigo das correntes de ar, em local aquecido (o forno morno desligado é uma boa opção).

Depois de lêvedos levam-se a cozer em forno moderado (200ºC) por 15 minutos, mais ou menos.

Desenformam-se e deixam-se arrefecer. Entretanto fervem-se juntos o açucar e a água para a calda até obter ponto de fio, e aromatiza-se com o rum. Quando frios, mergulham-se os babás nesta calda, retiram-se com a escumadeira e deixam-se arrefecer novamente.

Passá-los ou não por açucar granulado é facultativo; eu acho que não faz falta nenhuma...

Devem dar uma trabalheira, só compensada pela gulodice...

Outra gulodice de que falaram e de que ando cheia de saudades são os sonhos de abóbora... Sobra vontade, mas falta sempre tempo!

Adivinha...

Sabem que bolinho é este?...



outubro 13, 2007

Hoje é dia não...

Não consigo inserir imagens, não consigo deixar comentários nos meus blogs favoritos, não consigo responder aos comentários recebidos... Chiça!!

outubro 09, 2007

Notícias do Tobias...


Lembram-se do Tobias?

Continua a fazer-nos companhia e muitas travessuras. É muito independente, passa o dia a vadiar pelo quintal e, apesar de bem alimentado - a despensa está cheia de latas Friskies - é exímio caçador de roedores, gafanhotos, borboletas, e outros bicharocos!

Não é mesmo nada lamechas, mas de vez em quando pede festinhas, como no dia em que, tendo começado chover lá fora, veio anichar-se no meu colo. Todo molhado, o maroto!...

outubro 02, 2007

Batatas gratinadas com alho francês e cogumelos



Gostámos muito destas batatinhas, inspiradas numa receita do chefe Hernâni Ermida a que fiz pequenas alterações, de que vou dar conta. Ele chamou-lhe "flan de batata".
As minhas filhas, que são assim meio vegetarianas, ficaram encantadas com o jantar, que não carecia de proteínas, dado ter sido preparado com ovos e natas :)

Primeiro cozem-se as batatas, com casca. Cozi cinco batatas médias. Depois de cozidas pelam-se e cortam-se às rodelas. Lava-se e corta-se também em rodelas finas a parte branca do alho francês (eu usei três alhos).
Salteiam-se os cogumelos (300g) num pouco de manteiga, até largarem a água e ficarem douradinhos.
Unta-se com manteiga um recipiente que possa ir ao forno e colocam-se camadas alternadas de rodelas de batata, alho francês e cogumelos. A última camada deve ser de batatas.

Eu passei previamente o alho francês num pouco de manteiga, mas fica ao vosso critério fazê-lo ou usá-lo em crú, como indica a receita.

Numa tigela batem-se seis a oito ovos com dois pacotes de natas (aqui substituí um pacote de natas pelo equivalente em leite) e tempera-se com sal e pimenta, tendo em conta que as batatas foram cozidas com sal.

Regam-se as batatas com esta mistura e polvilha-se a superfície com queijo ralado.

Levam-se ao forno, pré-aquecido, até a superfície ficar bem douradinha.

Servi com uma salada verde.

setembro 26, 2007

Caril de Gambas



Um dia destes apeteceu-me caril... Tenho cá em casa uma mistura que comprei numa mercearia indiana em Lisboa que cheira divinamente! E o melhor é aproveitar enquanto não perde a graça.

Por sorte encontrei umas belas gambas, a preço convidativo. Pensavam logo o mesmo que eu, não era?...

Chegada a casa dediquei-me à tarefa de lhes retirar a casca, o que se revelou tarefa fácil. Deixei-lhes a cabeça e a cauda, como se vê na imagem acima. Podia ter retirado também as cabeças, porque com as cascas fiz um caldinho que reservei. Com as cabeças, bem esmagadas, teria ficado ainda mais apaladado, mas apetecia-me encontrar os bichinhos assim inteirinhos... Enfim.

Salpiquei-os com um nadinha de sal e assim ficaram, enquanto preparei um refogado com uma cebola, um dente de alho e uma mão-cheia de coentros picados. Quando a cebola ficou murchita e transparente juntei o caril e duas colheres de chá de farinha de trigo.
Envolvi bem, juntei o lindo tomate da imagem desfeito, sem peles nem sementes, um pouco de gengibre fresco raspado, mais umas sementes de coentros esmagadas e uma pitada de sal. Dissolvi tudo com o caldo feito com as cascas dos bichinhos e ficou a apurar em lume brando.



Quando me pareceu no ponto, juntei as gambas e deixei ao lume durante mais uns 3 minutos para cozerem. No fim polvilhei com mais coentros picados.

Servi com arroz branco solto. Bem sei que não será uma grande versão, mas regalei-me!




O próximo será de legumes...

setembro 22, 2007

Cabeça Negra

Cabeça Negra é o nome de um delicioso bolo de chocolate, cuja receita figura no livro "Doçaria Tradicional Portuguesa", do Chefe Silva:



Fi-lo para o aniversário do meu irmão. É uma guloseima irresístivel! Os amantes do chocolate não o podem perder!
Só há um senão: modifiquei o processo de preparação... Como o resultado foi excelente, vou dar a receita tal como a executei.

Para a massa precisam de :

100g de farinha
25 g de bom chocolate em pó
5 ovos
200g de açucar
1 colherinha de café de fermento em pó (a receita não o indica, mas eu pûs)
1 pitada de sal (a receita também não o indica)

E para o recheio e cobertura:

2,5 dl de natas frescas
50g de açucar
100g de chocolate de cobertura, negro
50g de chocolate de cobertura, doce
um pouco de óleo

Peneirei a farinha com o chocolate, o fermento e o sal.
bati as cinco claras em castelo bem firme e juntei o açucar. Bati de novo e juntei as gemas. Em seguida juntei delicadamente a mistura de farinha, já sem bater, envolvendo apenas.

Foi a cozer numa forma bem untada e polvilhada de farinha, em forno a 160ºC, previamente aquecido.leva cerca de uma hora a cozer.
Convém deixá-lo arrefecer na forma. Eu deixei-o arrefecer no forno, com a porta aberta, para evitar que descesse muito, porque é muito fofo.

Para o recheio basta bater as natas em chantilly e juntar-lhes as 50g de açucar.

Depois de frio e desenformado corta-se o bolo em três partes e recheia-se com o chantilly. Reconstitui-se e barra-se também por fora.

feito isto convém pôr o bolo no congelador por algum tempo, para o chantilly prender.
Entretanto derretem-se o chocolate negro e de cobertura, misturam-se e junta-se um nadinha de óleo, para que a mistura fique mais fluida e fácil de aplicar. Quando frio verte-se sobre o bolo, de forma a cobri-lo completamente.

A sugestão de apresentação mostra-o decorado na base com rosetas de chantilly, e foi isso mesmo que eu fiz.

Servir bem frio!

setembro 19, 2007

Bifes com pimenta e natas

Um dia destes passei pelo Lidl e vi por lá uns bifes de novilho com muito bom aspecto. Devo dizer que desconfio muito dos bifes: têm sempre bom aspecto mas depois de passarem pela frigideira e em contacto com os dentes lembram muitas vezes sola de sapato...

Nunca tinha comprado bifes lá, e arrisquei; não me arrependi. Antes de os cozinhar, pelo sim pelo não bati-os com o maço de madeira, não fosse o diabo tecê-las, mas nem precisavam, eram muito tenros.

Chegada a casa, com pressa para fazer o jantar (como de costume!) pequei num livrito velho de fichas de cozinha do "Correio da Manhã" que anda a cair aos bocados, li a receita com o título acima e fiz isto:



(desculpem a falta de apresentação, mas no dia-a-dia estamos mais interessados em comer do que em tirar grandes fotografias... )

Os cogumelos juntei por minha iniciativa, pensando na minha filha Joana, que os adora.

A receita é rápida de preparar e saborosa.

Pûs a frigideira ao lume e salteei primeiro os cogumelos, que reservei. Depois aqueci mais manteiga na frigideira e dourei os bifes em lume forte dos dois lados, durante escassos minutos, porque gosto deles meio termo. Retirei-os e temperei-os nessa altura com sal e pimenta preta. Pûs a travessa sobre um tacho com água a ferver, para os manter quentes.

Depois juntei um pouco dedo de conhaque à frigideira, para descolar os resíduos dos bifes (não tinha vinho da Madeira...). Isto feito, juntei umas boas colheradas de natas e uma colher de chá de mostarda. Misturei bem, deixei ferver e reduzir um pouco o molho, introduzi os cogumelos que tinha salteado antes, rectifiquei o sal e verti por cima dos bifes.

Dispensei a fécula que vem indicada na receita para engrossar o molho (1 colher de café), porque achei a consistência óptima sem ela; as natas eram espessas.

Servi os bifitos com puré de batata.

setembro 18, 2007

Este blog nasceu motivado pelas possibilidades de intercâmbio e convívio, e pela vontade de aprender, mais do que para mostrar grandes realizações ou criações.
Tem-me dado prazer actualizá-lo (nos últimos tempos com maior dificuldade, dada a escassez de tempo) e, apesar de não ser recordista em número de comentários recebidos, tem sido gratificante interagir com os meus leitores e com alguns autores, cujas receitas experimento com verdadeiro agrado. Quantas vezes o almoço ou o jantar não foram inspirados nessas leituras!
Sempre que postei receitas vistas noutros blogs procurei indicar a respectiva origem, pois no fundo é a esta troca que acho graça, para além de me parecer uma atitude de elementar honestidade.
Ora encontrei recentemente algumas receitas já publicadas por mim num blog relativamente recente, cuja "técnica" consiste em copiá-las trocando um dos ingredientes, e publicá-las como se da primeira vez se tratasse, sem qualquer referência à fonte. Esta consta sempre nos meus posts e consiste numa hiperligação ao blog de origem da receita.
Não sabia que os brandos costumes portugueses tinham chegado à esfera culinária, mas devia ter desconfiado...
Resta-me um consolo: a fazer fé na frase de Beethoven que publiquei anteriormente, a autora do dito blog por certo não faz uma boa sopa!...

setembro 16, 2007

Frases célebres

"Só quem tem um coração puro
pode fazer uma boa sopa"


Ludwig van Beethoven

setembro 10, 2007

Bolachinhas coloridas

Esta é a reportagem de uma tarde bem passada, em que as minhas filhas e a minha sobrinha muito se divertiram, e todos nos regalámos com as bolachas, que são mesmo muito boas.

Miúdos gostam de amassar, cortar e decorar, não é?

Foram as mais velhas que prepararam a massa:


Os ingredientes:
300g de farinha
5 colheres de açucar
2 gemas
200g de manteiga fria
2 a 3 colheres de sopa de água
1 pitada de sal

Colocam-se os elementos secos em monte, abre-se uma covinha e deitam-se aí as gemas e a manteiga, cortada em pedacinhos. Amassa-se tudo à mão e vai-se juntando a água, aos poucos, até se obter massa lisa. Forma-se uma bola, cobre-se com película aderente e leva-se ao frio durante pelo menos 1/2 hora.

Depois começa a parte divertida:
Estende-se a massa com o rolo sobre uma superfície enfarinhada até ficar com uma espessura de 1,5 cm.


Isto feito, convidam-se as mãozinhas sapudas para cortar as bolachinhas:















Ficam bonitas, não ficam?




Em seguida colocam-se num tabuleiro untado e enfarinhado e levam-se ao forno (previamente aquecido) por 10 a 15 minutos.


Saem de lá assim (entretanto já estão todas cheias de fome, porque cheira muito bem na cozinha):
















Depois fornecemos açucar em pó, corantes, gomas, chocolate granulado e drageias. E a miudagem decora as bolachinhas a seu gosto:



Dignas de uma festa, não ficaram? Têm talento, as miúdas... E sempre fizeram a festa, enquanto as comiam!

agosto 26, 2007

Brioche "Flore"



Já por cá tinha dito que sou louca por brioches... À conta disso investiguei várias receitas em blogs franceses, e esta foi a que pûs em prática há dias. Foi feita na máquina do pão.
Se não é perfeita anda muito lá muito perto!

A receita é do blog Palais des Délices, da Céline, um dos meus preferidos.

Devo dizer que não achei farinha T45; usei só a T55, mas vou colocar a receita tal como ela a descreveu, porque a Céline não dá ponto sem nó... Teria por certo feito diferença na consistência do miolo.

Se experimentarem sejam rigorosos com o peso dos ingredientes porque com as brioches não se pode improvisar!

200g de farinha T55
150g de farinha T45
3 g de sal fino
70g de leite
160g de ovos (3 médios)
10g de fermento de padeiro
60g de açucar
175g de manteiga amolecida

Tal como a Céline aconselha, em vez dos ovos inteiros pode usar-se uma maior quantidade de gemas, o que melhora muito a consistência do miolo. Eu usei um ovo inteiro e juntei-lhe várias gemas, até perfazer as 160g indicadas na receita.

Depois foi só colocar os ingredientes na máquina pela ordem indicada pelo fabricante (primeiro os líquidos e depois os sólidos). A manteiga juntei-a com a máquina em funcionamento, quando tudo estava já semi-amassado.
Depois foi esperar para ver!

Outra perspectiva:











E o miolo:

agosto 20, 2007

Shortbread



Uma ideia (deliciosa) para o chá!









250g de farinha
100g de maisena
100g de açucar
200g de manteiga fria
1 pitada de sal
1 pacote de açucar baunilhado


A massa destes biscoitinhos pepara-se como a massa quebrada:
Juntam-se as farinhas, o açucar e o sal numa tigela; junta-se depois a manteiga cortada aos pedaços e desfaz-se tudo com os dedos, de forma a obter uma areia grossa. Amassa-se com as mãos até se obter uma bola de consistência homogénea. Não se deve trabalhar muito a massa!

Em seguida estende-se sobre um tabuleiro rectangular (20x30cm) e pica-se com um garfo. Deixa-se repousar no frigorífico durante uma hora e depois leva-se ao forno durante 25 a 30 minutos.
Depois da massa cozida, e enquanto quente, corta-se em rectângulos de 2x4 cm.

Os biscoitinhos ficam mais bonitos se forem polvilhados com açucar baunilhado.
Eu misturei um pouco de baunilha na massa e dispensei a cobertura de açucar... sempre são menos algumas calorias!

Nota: Como podem verificar, esta receita não leva ovos, o que pode ser uma mais-valia para quem, pelos mais diversos motivos, os não pode comer.
Receita do livro "Docinho Gostosinho", do Círculo de Leitores

agosto 14, 2007

Bifes de perú com recheio de espinafres



Para tornar os bifinhos de perú um pouco menos insípidos resolvi preparar um recheio de espinafres.

Foi assim:

Cozi os espinafres (cerca de 300 grs)em água e sal e escorri-os. Pûs de lado e misturei 40 grs de queijo ralado com uma colher de sopa de farinha, 1 ovo e 50 cl de natas.
Num tacho juntei este preparado aos espinafres e temperei com pimenta. Liguei tudo em lume baixo.

Os bifinhos foram bem espalmados e temperados também com sal e pimenta. Sobre cada um coloquei uma fatia fina de presunto e um pouco da mistura de espinafres. Enrolei-os e prendi com palitos, para que o recheio não escapasse durante a cozedura.

Em seguida alourei-os em manteiga sobre lume forte, reduzi o lume e deixei-os cozer suavemente, juntando um pouco de caldo de carne quando necessário.
Há que ter em conta que os bifes, assim enrolados, levam um pouco mais de tempo a cozer no interior. Antes de os servir piquei-os com um espeto, para me certificar que estavam no ponto.

A inspiração veio de uma receita Vaqueiro, em que os espinafres eram utilizados para rechear um naco de peito de vitela.

Quando repetir a receita vou tentar incrementar um pouco o molho...