junho 29, 2007

Molotof



É um dos doces preferidos cá em casa. E uma bomba calórica, porque o cubro sempre com creme de ovos moles! Na foto ainda não tinha procedido a essa operação, mas mesmo assim já se comia...

Bati 9 claras em castelo, com uma pitada de sal. A meio do procedimento fui juntando o açucar: 1 colher de sopa por cada clara. Quando tudo ficou consistente juntei 2 colheres de sopa de caramelo líquido, feito por mim.

Com o mesmo caramelo barrei a forma onde deitei a massa do pudim, às colheradas. Convém ir apertando um pouco, de forma a que não fiquem bolhas de ar.

O tempo de cozedura (em forno médio) é de cerca de 3 minutos por clara; no caso 27 minutos, mais ou menos.

Deixo-o alguns minutos no forno, com a porta entreaberta, para não baixar abruptamente, e desenformo-o enquanto quente.

Com as gemas preparo os ovos moles para o cobrir.

junho 25, 2007

Crepes



Continuo quase sem tempo para actualizar este blog, que já foi objecto de dois posts diários!!...

Crepes faço-os há muito (basta ver o aspecto da crepière, mais velha que o avô do Obélix...), mas andava com vontade de experimentar esta receita, tirada do blog da Caroline, Les Culino-Tests, que infelizmente deixou de nos brindar com o seu invulgar sentido de humor e bom gosto na cozinha.

Mas vamos ao que interessa: todos sabemos que para se fazerem os crepes é preciso deixar repousar a massa no mínimo uma meia hora... Ora, com a minha actual falta de tempo, a sugestão da Caroline vinha mesmo a calhar. Segundo ela, aquecer o leite com a manteiga, antes de o adicionar à massa, evitava este contratempo.

Como a receita provou, cá vai, tal como ela a publicou:

Aquecer 1/4l de leite com 60g de manteiga num tacho.
Assim que a manteiga esteja derretida, retirar o tacho do lume e deixar arrefecer um pouco.
Bater 3 ovos com um garfo.
Colocar 125g de farinha num recipiente, abrir uma covinha e juntar os ovos batidos, 20g de açucar, 1 pitada de sal e bater com o batedor de varas.
Aromatizar com rum, baunilha ou outro ingrediente ditado pela inspiração do momento.
Finalmente incorporar aos poucos a mistura de leite e manteiga, mexendo energicamente.

A massa assim preparada pode utilizar-se de imediato.
Passa-se um papel de cozinha com um pouco de manteiga sobre a crepière, verte-se-lhe dentro uma concha de massa ao mesmo tempo que se roda rapidamente, de forma a cobrir o fundo com uma fina película de massa. Para tirar a foto esta operação foi prejudicada, e o crepe saiu grosso demais :)















Quando começam a aparecer as bolinhas está na altura de os virar...



















Depois toda a gente sabe o que fazer com eles, não é?
Apenas polvilhados com açucar, recheados com gelado ou enrolados com compota em forma de charuto, à la suzette... Quem lhes consegue resistir?...


As frigideiras anti-aderentes para crepes não devem ser lavadas; limpam-se o melhor possivel depois da utilização, a seco. Podem ficar feias, mas em compensação os crepes ficam cada vez melhores!

junho 23, 2007

ABC dos Sabores Portugueses e Mais Alguns


O livro de José de Roby Amorim:





Belíssimas fotografias e muitas receitas tradicionais recriadas pelo chefe Miguel Castro e Silva.




A última aquisição para a minha biblioteca culinária...

junho 15, 2007

Pizzas de sábado à noite...



Cá em casa o sábado à noite é o momento ideal para a pizza familiar, sobretudo se houver um bom filme para ver...

Esta é a receita da massa que nunca deixa ficar mal:

350g de farinha (reservar 150 a 200g para levar a massa ao "ponto")
10g de sal
10g de levedura desidratada ou fermento de padeiro
1 colher de sopa de azeite
250g de água

Misturam-se 200g de farinha com o sal, a levedura e a água morna (a + ou- 20ºC). Junta-se o azeite e amassa-se bem (nesta fase a massa fica mole).

Deixa-se levedar e depois trabalha-se de novo a massa, juntando a farinha reservada, para obter a consistência certa.

Deixar levedar de novo e voltar a amassar é o segredo para obter uma massa macia e não quebradiça. Deixar levedar ainda mais uma vez, voltar a amassar e dividir a massa em três partes (ou seja, três futuras pizzas...)sobre um plano de trabalho enfarinhado.

Deixar repousar as três bolas de massa durante um quarto de hora antes de as estender.

Espalmar as bolas com a mão até obter discos; prosseguir com o rolo da massa, voltando os discos de massa 1/4 de volta para que fiquem bem regulares. Fazer rebordo ou não depende do gosto de cada um...

Colocar a massa sobre o tabuleiro e guarnecer segundo o recheio do frigorífico e a imaginação: o belo molho de tomate, cebola às rodelas, pimentos marinados, azeitonas, chourição e cogumelos foram a minha escolha... Sobre estes ingredientes não podia faltar o queijo mozzarella (fui generosa...), um fio de azeite e orégãos, claro!

Noutra ocasião anchovas ou gambas, ou o salmão fumado e as natas serão as vedetas...

junho 07, 2007

Blogs com Tomates



O Rap'ó Tacho foi nomeado para o prémio "Blog com Tomates", da Brit, pela Laranja com Canela. Obrigada Laranjinha!


As minhas nomeções vão para:

Ardeu a Padaria
100% Açúcar
Elvira's Bistrot
Baú da Conceição
O Avental Gourmet

Os nomeados devem aceder ao blog da Brit e fazer as suas nomeações!

junho 05, 2007

Clafoutis de Cereja


De facto a melhor maneira de comer cerejas é ao natural...

Foi o que mais fiz nos últimos dias, mas são tantas que não tive pena do 1/2 quilo que usei nesta receita. As outras não sei, mas as nossas duas cerejeiras foram pródigas em frutos.

Agora já estão excessivamente maduras, e os melros podem banquetear-se à vontade, Avental.


No clafoutis gostei muito da combinação do doce com o sabor levemente ácido das cerejas.

A receita base pode ser preparada como aparelho para outras frutas, tais como alperces, maçãs, framboesas... Consoante a fruta escolhida pode ser aromatizada com canela, baunilha ou cardamomo.

Batem-se 4 ovos com 125g de açucar, uma pitada de sal e uma colher de chá de açucar baunilhado ou algumas gotas de essência de baunilha. Juntam-se 80g de farinha e 60g de manteiga derretida, fria.

Mistura-se tudo muito bem e verte-se por cima de 1/2 kilo de cerejas, dispostas num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha. Elas sobem imediatamente à superfície!

Podem descaroça-las previamente; eu não o fiz, porque acho que as cerejas perdem a graça e largam muito sumo.

Comêmo-lo ainda morno, à sobremesa, e gostámos muito.

maio 31, 2007

Cerejas

Lembram-se da cerejeira em flor? Está assim:



















Vamos fazer um clafoutis?...

maio 26, 2007

Pudim de pão com maçã



Que bom estava! Depois de pronto cobri-o com geleia de maçã, que aqueci ligeiramente.

Descasquei e cortei em pedacinhos miúdos duas belas maçãs. Pûs de lado.
Aqueci bem 7,5 dl de leite e deitei por cima de dois pãezinhos brancos, também cortados aos pedaços. Misturei com uma colher de pau, até o pão ficar bem desfeito.

À parte bati ligeiramente 6 ovos inteiros com uma chávena de chá de açucar (aqui manda o gosto pessoal de cada um, mais ou menos doce...). Misturei os dois preparados, juntei a maçã e uma colher de chá de canela em pó e verti tudo numa forma caramelizada.

Levei-a ao forno, previamente aquecido, dentro de um tabuleiro com água a ferver, ou seja, em banho-maria. Deixei assim em forno moderado até que, ao picar o pudim com um palito, este saiu seco. Devem ter sido cerca de 50 minutos.

Fiz assim, sem receita certa, baseada na minha magra experiência e nas leituras culinarescas.

maio 18, 2007

Pãezinhos



Apanhei a receita destes pãezinhos num site francês, muito antes de ter a preocupação de guardar o nome da fonte, pois ainda não existia este blog. Por esse motivo não a posso citar, e pelo facto peço desculpa ao autor... A quem também rendo a minha homenagem, porque são muito bons!

Preparei a massa na máquina do pão, que adoro e de que não tenho vergonha nenhuma! Pelo contrário, até tenho duas.

Como sei que temos por cá mais adeptos das MAP, cá vai a receita.

Trata-se de pãezinhos especialmente indicados para os hamburguers, embora eu os tenho comido de outras maneiras... Quem os fizer com esse fim deve salpicá-los com sementes de sésamo, a preceito.

600 grs de farinha
40 g de fermento de padeiro
40 cl de leite
1 ovo batido
30 grs de margarina
1 colher de sobremesa rasa de sal
2 colheres de sopa de sementes de sésamo

Diluir o fermento no leite morno e deixar repousar 10 minutos. Verter na cuba da máquina e juntar a farinha, o sal, o ovo batido e a margarina amolecida. Programar para "massa".
Quando o programa terminar, retirar a massa para um plano de trabalho enfarinhado, estendê-la e cortar em rodelas de + ou - 8cm de diâmetro (eu fiz bolinhas a olho...).
Dispô-las sobre o tabuleiro do forno e deixar levedar até voltarem a dobrar de volume.
Pincelar os pãezinhos com leite e salpicar som as sementes de sésamo (facultativo).
Levar ao forno, bem quente, até estarem cozidos e dourados.

Quem não tiver máquina, pode igualmente fazer os pãezinhos à mão; só terá que lhes dedicar um pouco mais de carinho...

maio 16, 2007

Bolo de salada de fruta


Há dias que não tinha internet... Desenganem-se os que pensam que na província não há pirataria! Alguém se andava a aproveitar subrepticiamente da nossa ligação... Espero que lhe caiam os dentinhos todos depois da gracinha :)

Tenho algumas coisas para postar, entre as quais este bolo, feito num ápice para alegrar o lanche das meninas. A receita é do marmiton.

O bolo é muito húmido, ensopado, mesmo... Tem um defeito: é pequeno!

A receita:

1 ovo
1 chávena de chá de farinha
1 chávena de chá de açucar
meia lata de salada de fruta, com o líquido correspondente
1 colher de café de fermento em pó
1 pitada de bicarbonato e outra de sal

Misturar tudo e verter numa forma muito bem untada e polvilhada com farinha. Levar ao forno, já quente, por aproximadamente 30 minutos.

A receita indicava ainda uma cobertura, que eu não fiz, porque achei desnecessário. Mas aqui fica, para quem quiser experimentar:

Misturar uma chávena de açucar amarelo com 1/2 chávena de natas e 30g de manteiga. Levar ao lume até levantar fervura e manter assim durante 1 minuto, mexendo.
Verter sobre o bolo, à saída do forno.

maio 04, 2007

1º Aniversário

O Rap'ó Tacho comemora um ano de existência,
Obrigado a todos os que o visitam!


Temos uma sericaia (ou cericá), para comemorar.

Consta que foi D. Constantino de Bragança que trouxe este doce da Índia. Tradicionalmente era levado ao forno em pratos de estanho, depois substituídos por pratos de faiança.

A receita que aqui publico é a dos "Tesouros da Cozinha Tradicional Portuguesa", das Selecções do Reader's Digest.

6 ovos
250g de açucar
6 colheres de sopa rasas de farinha peneirada
1/2 l de leite
1 pau de canela
casca de limão q.b.

Batem-se as gemas com o açucar e dilui-se a farinha no leite frio, junta-se o pau de canela e a casca do limão. Misturam-se os dois preparados e leva-se ao lume, brando, até se obter um creme. Quando ao mexer se começar a ver o fundo do tacho, retira-se do lume e deixa-se arrefecer. Retiram-se o pau de canela e a casca do limão.
Batem-se as claras em castelo e misturam-se no doce.
Deita-se o preparado às colheradas num prato de ir ao forno, alternando cada colherada disposta transversalmente com outra colocada no sentido longitudinal (parece que é nisto que consiste o segredo para a sericaia abrir as fendas que lhe são características...). Leva-se a forno forte.

Nota: o bolo cresce muito, mas baixa ao sair do forno; é assim mesmo.

maio 03, 2007

Amores-perfeitos



Lindos, no jardim...



Custava a crê-las ali,
Inertes, escondidas
Gelada e morta a terra,
As árvores despidas.


(Autor desconhecido)

abril 29, 2007

Arroz de Frango no Forno



O franguito para este arroz foi cozido num caldo aromatizado com um raminho de aipo, uma cenoura, uma cebola e alho francês.

Depois de cozido, desfiei-o e reservei. O caldo continuou a fervilhar, enquanto preparei um ligeiro refogado com dois dentes de alho e uma cebola nova. Juntei ao caldo alguns estames de açafrão, para ficar amarelinho.

Quando a cebola do refogado ficou translúcida, juntei o arroz, bem lavado e escorrido. Salteei-o e juntei o dobro do volume do arroz de caldo a ferver, e a carne.

Depois transferi tudo para um pirex untado com manteiga, e à falta de chouriço, coloquei por cima algumas fatias de bacon e levei ao forno, que já estava bem quente, para acabar de cozer e dourar à superfície.

Fiz uma saladinha verde para acompanhar. Não sobrou nada...

abril 20, 2007

Bolo de Côco

Estava eu sentada na esplanada do Pelourinho a beber o meu café, pronta a amarrotar o pacotinho de açucar vazio, quando dou comigo a ler no verso:

"Bolo de Côco
Misture 4 ovos inteiros e 4 gemas com 400g de açucar fino Sidul (pois claro!...).
Junte 200g de côco e misture ao de leve.
Leve ao forno numa forma untada.
Polvilhe com côco e açucar fino (Sidul, está-se mesmo a ver...)

Querem saber qual é o resultado?



Nada mau.

Não me lembro se o açucar que usei era Sidul, mas não fez a menor diferença :)

Os muffins de alperce



Uma receita da Scally, do livrinho "Cookies, Muffins And Co.", que se vê na imagem... Deliciosa e infalível, para seguir de olhos fechados, como todas as receitas dela!
Uns bolinhos excelentes, sem serem excessivamente doces.



Preparam-se com:
200g de farinha
3 colheres de café de fermento em pó (pûs um pouco menos)
50g de amêndoas em pó
100g de açucar
1 pitada de sal
30 g de amêndoas lascadas - não tinha :(
150g de alperces secos cortados em seis partes
125 ml de leite gordo
2 ovos
75g de manteiga derretida

Ponham o forno a aquecer a 200ºC. Untem e polvilhem as forminhas ou, como eu fiz, usem caixinhas de papel. Numa tigela misturem todos os elementos secos: farinha, açucar, amêndoas em pó, sal, fermento, e os pedaços de alperce. Em outra tigel misturem o leite com os ovos e a manteiga derretida.

Juntem esta mistura líquida à primeira tigela e misturem tudo, mas apenas o suficiente para incorporar a farinha. Resistam à tentação de bater "bem batido"... os grumos aqui não são importantes.

Vertam nas forminhas e disponham por cima as amêndoas lascadas; levem ao forno durante cerca de 25 minutos. Deixem arrefecer ligeiramente os bolinhos antes de os desenformar sobre uma grelha.

Este livrinho, tão pequenino, tem feito as nossas delícias!

abril 17, 2007

Batatas recheadas

Tenho um livrinho pequeno da Anne Wilson, dedicado às batatas. Chama-se "Receitas Populares de Batata" e é bem simpático.

Há dias dei-lhe uma vista de olhos e fiz as batatas assadas recheadas que se vêem na foto abaixo.

A autora dá várias sugestões de recheios: cogumelos e alho, espinafres e feta, camarões picantes...

Fiquei-me pelo soufflé de batata:

Primeiro aquece-se o forno a 210ºC. Espetam-se as batatas várias vezes com um garfo e levam-se ao forno, até que estejam cozidas (se as batatas forem grandes, cerca de uma hora). Para reduzirem o tempo de cozedura, podem introduzi-las um espeto de metal; como o metal é um bom condutor de calor, assam mais depressa...

Depois de assadas, dá-se-lhe um golpe em cruz, extrai-se a polpa com uma colher (com cuidado, para deixar a "caixa" intacta) e mistura-se numa tigela com queijo, sal, noz moscada, pimenta, e uma gema de ovo por cada batata assada.
Batem-se as claras dos ovos em castelo e acrescenta-se a mistura anterior.

Introduz-se a mistura nas cascas e levam-se as batatas ao forno, até que fiquem inchadas e alouradas. Decoram-se com salsa.

As próximas serão de cogumelos e alho...

Nota 1: as minhas não parecem muito louras, porque tive a ideia peregrina de as cobrir com mais queijo mesmo antes de as retirar para servir...

Nota 2: diz a Anne Wilson que para cozer as batatas com casca no microondas, se furam com o garfo, embrulham-se em papel de cozinha e levam-se a cozer durante 10 minutos na potência máxima. Deixam-se repousar durante 2 minutos, antes de abrir o forno. Uma grande poupança de tempo!

abril 13, 2007

Trabalho a quanto obrigas...

Novos afazeres profissionais têm-me impedido de postar com regularidade... E a leitura dos blogs favoritos também não está em dia. Espero recuperar durante a semana que vem!

Novas receitas a postar:

Batatas recheadas;









Muffins de alperce e amêndoa.

abril 02, 2007

Fatias de Milho (Cabo Verde)



São deliciosas quentes, estas fatias, barradas com manteiga ou doce, e tão fáceis de fazer!

Os ingredientes são:

125g de farinha de milho fina
100g de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó
4 colheres de sopa de açucar
uma pitada de sal
1 chávena de chá de leite
1 ovo grande
80 g de manteiga amolecida

Estas quantidades dão para um tabuleiro pequeno; por isso aconselho a que as dobrem...

Misturam-se as farinhas, o fermento, o sal, e o açucar. Peneiram-se para uma tigela grande. À parte mistura-se o leite com o ovo batido e a manteiga amolecida. Junta-se a mistura líquida às farinhas, misturando apenas o suficiente para a massa ficar homogénea, sem bater. Verte-se num tabuleiro bem untado e polvilhado com farinha e coze-se no forno pré-aquecido a 180ºC, durante cerca de 25 minutos (verificar a cozedura com um palito).

Servir como se disse acima, com uma boa chávena de chá.

março 30, 2007

A árvore que se vê na foto do post anterior é uma CEREJEIRA!

E enquanto não chegam as cerejas, que fazer quando nos sobraram meia dúzia de morangos, uma banana e um pêssego em calda?...

Estas espetadinhas coloridas que puseram a brilhar os olhinhos das minhas filhas e sobrinha pequenina!

março 28, 2007

Primavera




Qual virá a ser a fruta, qual será ela, que agora se vê assim, da minha janela?...

março 26, 2007

Bolo de Amêndoa



Aqui fica a sugestão de um bolinho de amêndoa para a Páscoa, simples e amanteigado.
Fi-lo pela primeira vez há alguns dias e entrou imediatamente para o meu caderninho de favoritos.

Leva:
80 g de miolo de amêndoa moído
200 g de farinha com fermento
1/2 colher de café de bicarbonato
1 pitada de sal
300 g de açucar (340g na receita original)
170 g de manteiga amolecida
4 ovos grandes
1 e 1/2 iogurtes naturais
raspa de 1 limão
4 ou 5 gotas de extracto de amêndoa

Primeiro bate-se o açucar com a manteiga amolecida, em creme. Juntam-se os ovos, um a um, e bate-se bem entre cada adição. Junta-se o iogurte, a raspa de limão, o sal, e o extracto de amêndoa. Por fim vai a farinha, misturada com as amêndoas em pó e o bicarbonato. Mistura-se novamente para a massa ficar bem homogénea. Levar ao forno em forma bem untada com manteiga e polvilhada com farinha por cerca de 40 minutos, ou até que um palito inserido no centro do bolo saia seco.
Podem decorar a gosto, polvilhar com açucar glace e amêndoas coloridas, por exemplo...

É mais uma receita do blog "le hamburguer et le croissant", da Estelle, com as quantidades dobradas.

março 21, 2007

Do dia-a-dia...Penne com frutos do mar



Foi o nosso jantar um destes dias, e estava muito bom!

Lavei, limpei as lulas e cortei-as às rodelas e deixei em espera. Piquei uma cebola e um dente de alho e pûs a alourar em azeite. Quando a cebola ficou lourinha, juntei as lulas e deixei fritar uns 5 minutos. Juntei tomate, limpo de peles e sementes, cortado aos cubinhos, uma folhita de louro, uma pitada de orégãos, uma mão-cheia de ervilhas e um pouco de vinho branco (não mais que 1 dl).
Tapei e deixei cozer em lume fraco.
Entretanto tinha água ao lume para cozer o macarrão. Quando começou a ferver juntei-lhe sal e umas gotas de azeite, e introduzi a massa.
Fui tratar dos cogumelos: cortei-os em fatias e salteei-os num pouco de manteiga. Juntei-os às lulas. Juntei também alguns camarões descascados e uma colher de sopa de salsa picada, mais umas tiras de pimento vermelho. Se tivesse manjericão fresco também o teria asssociado, mas não havia... Pûs uma pitada de manjericão seco, que remédio.
Deixei apurar o molhinho e, quando a massa ficou no ponto, escorri-a e juntei-a a este preparado.

Para ficar perfeita faltavam-lhe uns belos mexilhões abertos ao natural; como não os tinha, escorri uma lata de mexilhão de conserva e juntei-os à massita, mas não é a mesma coisa.
A repetir, mas com os ingredientes que faltaram desta vez!

março 20, 2007

Bróculos com molho de queijo



Para preparar estes bróculos, comecei por branqueá-los durante alguns minutos em água a ferver,comm um pouco de sal, depois de bem limpos e separados em floretes. Escorri-os e dispu-los na travessa.

Para o molho, derreti um pouco de margarina e juntei-lhe, gota a gota, o sumo de meio limão. Juntei queijo fresco batido(seriam uns 100g), e bati tudo até o molho ficar aveludado. Para ficar menos espesso, juntei um gole de água quente.

Depois foi só regar os bróculos com o molho e misturar com cuidado.
Para variar dos bróculos simplesmente cozidos ou salteados...

Nota: Podem polvilhar-se com um pouco de raspa de limão, que eu esqueci....

março 16, 2007

Cake de chocolate

Vale a pena passear na blogolândia! As coisas deliciosas que eu tenho confeccionado e comido graças a este intercâmbio. Comparado com muitos dos vossos, o meu bloguito é bem modesto: serve-me como caderno de receitas mas, sobretudo, dá-me o prazer de interagir com outros amigos virtuais que também gostam de cozinhar, e por aqui partilham sucessos e fracassos.

Quem como eu põe a mesa para o almoço e o jantar não publica tudo o que faz, na maioria das vezes muito trivial...

Como sou gulosa e já experimentei, sempre quero dizer que não podem deixar passar o pudim de côco do Chalabi, os muffins de laranja e chocolate da Elvira, o pudim de bolacha da bcorrêa...

Nem este cake de chocolate que tem dado a volta à blogosfera culinária francesa:



Acho que foi a Mercotte quem primeiro o publicou. A foto não está grande coisa (que os olhos também comem) mas é realmente fantástico e desaparece num instantinho...


Para o fazer batem-se 3 ovos com 50g de mel e 80g de açucar. Juntam-se 50g de miolo de amêndoas ou de avelãs em pó, e 80 g de farinha peneirada com 15 g de bom cacau e 5g de fermento. Juntam-se 80g de natas e 50g de manteiga derretida, e por fim 15g de rum e 30g de chocolate negro derretido.

Verte-se a massa numa forma de bolo inglês bem untada e polvilhada com farinha. Coze durante cerca de 45 minutos em forno pré-aquecido a 160ºC.

março 14, 2007

Pataniscas de bacalhau com arroz de grelos



Gosto muito de pataniscas de bacalhau, mas a minha especialidade são os pastéis do dito. Levei tempo para conseguir que as pataniscas ficassem como queria: leves e fofas. Experimentei várias receitas e o resultado não era do meu agrado, mas a vontade de comer as pataniscas persistia. Vai daí, resolvi fazê-las à minha maneira.
E o resultado foi finalmente do meu agrado.
Como fiz:

Usei 2 boas postas de bacalhau demolhado, salsa picada, 1 cebola picadinha, 2 dentes de alho também picados, 3 ovos, 100g de farinha e um pouco de cerveja branca, uma colher de sopa de azeite, sal e pimenta.

Misturei a farinha com o azeite, o sal e a pimenta.
Juntei as gemas dos ovos e mexi tudo; juntei um pouco de cerveja e bati bem, com a colher de pau. Juntei o bacalhau, previamente limpo de peles e espinhas e desfiado, a cebola, o alho, e a salsa. Finalmente misturei no preparado as claras dos ovos, batidas em castelo.
Depois foi só fritar às colheradas, e pôr a escorrer sobre papel absorvente.



O arroz:
Estamos em época de grelos, que por aqui se chamam espigos. Na horta há os de nabo e os de couve. Eu prefiro os segundos, mas os gostos dividem-se...

O arroz foi feito com grelos de couve.
Limpos, lavados e cortados aos pedacinhos. Aproveitam-se para o arroz só as folhinhas mais tenras e as pontas.

Primeiro ponho uma cebola picada a cozer em azeite, sem alourar; depois junto os dentes de alho e os grelos e deixo-os saltear até ficarem macios. Nessa altura entra o arroz, e envolvo tudo. Rego com a água a ferver: para arroz seco e soltinho duas vezes o volume do arroz em água; se o quiserem malandrinho devem pôr 3 partes de água para uma de arroz. O da foto fiz seco. Deixo levantar fervura, tapo o tacho, baixo o lume, e deixo cozer 10 minutos.

Quando o preparo na versão malandrinho, ponho uma farinheira previamente picada com um garfo sobre o arroz, antes de tapar o tacho. Uma versão beirã que também é do meu agrado.

março 12, 2007

O nosso gato


Apresento o Tobias, o gato que nos adoptou... Apareceu em Janeiro ao portão do quintal, com um ar meigo e abandonado. Ficámos conquistados e demos-lhe abrigo; tem-se revelado um tremendo brincalhão e faz muitas travessuras: os cortinados da sala assim o atestam!
Calculamos que tenha agora cerca de um ano. Não é giro?

março 09, 2007

Migas Doces



Vi esta receita há anos, numa Teleculinária e, de então para cá, quando não há sobremesa e alguém está a morrer por um doce, faço-a para satisfazer desejos!

A receita dizia que as migas doces são alentejanas, mas acho que também as fazem em Trás-os-Montes, e tenho para mim que devem ser as parentes "pobres" das ricas sopas douradas dos casamentos de outrora, preparadas com fofas fatias de pão de ló!

Não sei onde pára a tal Teleculinária, e há muito que as faço a olho, sem erro.

precisamos de açucar
pão branco de véspera
água
gemas

Começo por colocar o açucar num tachinho e cobri-lo com água (cerca de 1 cm acima da quantidade de açucar). levo ao lume e deixo ferver alguns minutos. O objectivo é atingir o ponto de pérola. Feito isto junto o pão, cortado em pedacinhos e deixo ferver lentamente, até ficar desfeito. Nessa altura misturo as gemas ligeiramente, com um garfo, junto um pouco do preparado quente, misturo, e devolvo tudo ao tachinho, mexendo sempre, em lume brando, para não deixar talhar as gemas. Verto em tacinhas e polvilho com canela.

Não indico quantidades, porque preparo sempre o doce com base na quantidade de pão que vou utilizar, que pode ser variável. Para duas carcaças vulgares costumo utilizar cerca de 200g de açucar e 4 a 6 gemas de ovos.

Se eu fosse...

A Elvira passou-me este pequeno questionário, que passo a responder:

Se eu fosse...

...um legume: seria uma cenoura,legume modesto que toma parte na base das sopinhas, dos estufados, das saladas,e também se utiliza em doces.

...um fruto: uma laranja bem madura e sumarenta.

...uma especiaria: pimenta. Gosto de todas: verde, rosa, preta, branca...

...uma erva aromática: coentros. Não dispenso.

...uma sobremesa: aqui é mais difícil, sou uma gulosa inveterada! Clarinhas de Fão.

...um bombom: rebuçados de funcho da Madeira.

...um chocolate: contento-me com um Dove de caramelo.

...uma compota: doce de abóbora.

...uma cozinha: a Minhota.

...um talher: uma simples colher.

...uma bebida alcoólica: um belo vinho verde.

...uma bebida sem alcool: ginger ale.

...Se fosse a proprietária o meu seria um restaurante regional: bom fumeiro, bons queijos e bom vinho, comida tradicional portuguesa.


Passo a brincadeira ao Avental, à Colher de Pau, e a 5/4 de Laranja, se tiverem paciência para responder, claro está.

março 06, 2007

E o óscar vai para....


...A Conceição!

Sim, sim, são mesmo espinafres!! (Com talos de couve não me atrevo...)

Vá lá, não façam essa cara, o bolinho é tão bom quanto bonito. E só para atrevidos!
Se não acreditam, experimentem, os mais pequenos vão adorar o bolinho verde e comê-lo num ápice.

E obrigado à Estelle, que foi quem publicou esta receita tão surpreendente, à qual fiz pequenas alterações. Merci, Tetelita!

3 ovos
250g de açucar
200g de farinha
1 colher de café de baunilha em pó, ou extracto líquido de baunilha (indispensável!)
100 ml de óleo (eu misturei 50 ml de óleo com 50 ml de azeite virgem)
100 ml de puré de espinafres, bem picado na 1-2-3 (cerca de 2 colheres de sopa)
1 pitada de sal
2 colheres de café de fermento em pó

Aquecer o forno a 180ºC. Cozer os espinafres, espremê-los bem e reduzi-los a puré. Reservar. Bater muito bem os ovos com o açucar, até não sentir o grão; juntar os espinafres, o óleo, a baunilha, e a farinha peneirada com o fermento e o sal.
Bater para obter uma massa homogénea. Verter numa forma bem untada e polvilhada com farinha e levar ao forno, durante cerca de 40 minutos.
Desenformar sobre uma grelha, para arrefecer, e polvilhar com açucar em pó. Surpreender a família e os amigos, que não vão adivinhar que o bolo leva espinafres, já que não sabe a eles!

março 05, 2007

Why Not?



Bolo Verde!

O bolo é delicioso. Adivinhem qual é o ingrediente mistério que lhe dá esta cor...

Nota: A Elvira já conhece a resposta, não vale dizer...

março 02, 2007

Açorda de Espargos




Cá vai ela, como foi publicada pela D. Maria de Lurdes Modesto, no Diário de Notícias, nas páginas da "boa vida".
E uma das coisas boas da vida é poder deliciar-se com esta açordinha, a que ela chamou "uma grande receita portuguesa". Assim que apanharem os espargos, experimentem!

Começa-se por alourar 200g de cebola em 2 dl de azeite. Rega-se com a quantidade de água necessária para embeber o pão (400g) e tempera-se com sal. A esta calda juntam-se 200g de presunto, 1/5 kg de galinha e 400 g de vitela, tudo em pedaços. Deixa-se cozer sem pressas, até as carnes ficarem tenras, o que pode levar de 60 a 90 minutos. A meio do tempo, junta-se 200g de salpicão às rodelas.

Quando o belo caldinho estiver apurado, juntam-se as pontas de 300g de espargos bravos e deixam-se amaciar. Entretanto desfazem-se 2 gemas num pouco do caldo e juntam-se à restante, apenas a fervilhar, para as gemas não talharem.

O pão corta-se em fatias que se dispões numa terrina que possa ir ao forno e à mesa; deita-se por cima uma parte do caldo e das carnes, mais uma camada de pão, e assim sucessivamente, até se esgotarem os ingredientes, e tendo em atenção que a última camada deve ser de pão. Deve ficar tudo bem embebido no caldo.

Rega-se o conjunto com 3 colheres de sopa de azeite a ferver e leva-se ao forno até alourar a superfície.

Aí têm a bela receita transmontana.

A imagem é daqui: http://www.lareault.com/asperges.html

fevereiro 28, 2007

Ovos Mexidos Com Espargos

Óptimos como entrada ou refeição ligeira, ficam muito melhores se forem preparados com espargos bravos mas, na falta, os de cultura ou mesmo de conserva também os podem substituir, que remédio...

1/2 Kg de espargos
100 g
de manteiga
1,5 dl de natas
10 ovos
sal e pimenta q.b.

Preparar primeiro os espargos: rejeitar a parte fibrosa e raspar-lhes o pé. lavar muito bem e cozer em água com sal durante alguns minutos (deixar estaladiços). Escorrer bem os espargos, cortá-los às rodelinhas e reservar as pontas.
Saltear numa frigideira com 2 terços da manteiga para a quecerem bem e alourarem ligeiramente. Adicionar os ovos batidos, temperados com sal e pimenta, e misturados com as natas.
Juntar o resto da manteiga e deixar prender os ovos a gosto, mexendo sempre, para que fiquem cremosos. Quando prontos, guarnecer com as pontas dos espargos que se reservaram.











E a famosa açorda de espargos, conhecem?

fevereiro 26, 2007

Sopas

As sopas são fáceis de preparar e nunca nos deixam desprevenidos. E durante o Inverno são aconchegantes e fazem-nos sentir realmente em casa.

Aqui todos gostamos de sopa, mesmo as meninas. As crianças só não gostam da sopinha (como a famosa Mafalda!) se não forem habituadas a comê-la desde pequeninas, e é um valioso contributo para uma boa alimentação.

Às vezes são feitas ao sabor do conteúdo do frigorífico, outras vezes são mais "clássicas", como estas, com um ou outro toque que faça a diferença.



À sopa de agrião costumo juntar rodelas de ovo cozido;



Na de feijão verde, quando o puré fica pronto e está na hora de juntar o feijão verde, para além do dito, cortado fininho, junto também uma cebolinha pequena bem picadinha e algumas folhinhas de serpão, uma erva aromática muito vulgar por aqui. Há falta de serpão um pouco de segurelha dará à sopinha um sabor muito especial.

As batatas, cenouras, cebolas e abóbora podem servir de base a quase todas as sopas; e pode-se brincar indefinidamente com os ingredientes, usando favas, lentilhas, couve-flor ou bróculos, ervilhas... Passadas, aos cubinhos, cremosas ou caldinhos, com ou sem carne ou peixe, vivam as sopas!

fevereiro 22, 2007

Empanada de Sardinhas


Esta receita foi postada pela Elvira em tempo de belas e gordas sardinhas assadas, e prepara-se com elas.
Já a fiz diversas vezes e fica sempre suculenta! Da última vez, à falta de sardinhas assadas, usei sardinhas de conserva e mesmo assim ficou óptima.

Obrigada, Elvira, pela receitinha.

Para obterem a receita visitem: http://elvirabistrot.blogspot.com/2006/08/empanada-de-sardinhas-assadas.html.

As fotos da Elvira são bem mais bonitas que as que eu tiro com o telemóvel, e abrem logo o apetite!

fevereiro 18, 2007

Queques de Cenoura

O tempo anda muito instável, um dia chove, outro faz sol. Os dia de chuva têm o condão de me mobilizar para a cozinha, porque o calor do forno aquece o ambiente e os odores que liberta convidam a um chá quentinho, acompanhado com bolinhos como estes. Para as minhas filhotas, que não apreciam chá, um sumo de laranja.




São macios e delicados; os sabores da laranja e da cenoura conjugam-se agradavelmente.

Batem-se 100 g de manteiga com 150 g de açucar até ficar em creme; juntam-se os 3 ovos, um a um, 1 chávena de chá de puré de cenoura, bem escorrido, e 200 g de farinha peneirada com 1 colher de chá de fermento em pó.
Quem gostar pode ainda juntar 60 g de corintos. Mexe-se bem a massa e verte-se em forminhas de queques, bem untadas com manteiga e polvilhadas com farinha. Levam-se ao forno a 180ºC durante cerca de 25 minutos.


Nota 1: Já preparei estes queques com abóbora cozida e escorrida em lugar da cenoura, e ficam igualmente muito bons.

Nota 2: Juntem um pouco de sumo ou raspa de laranja ou tangerina à massa, ficam ainda melhores!

fevereiro 14, 2007

Culinária e bom humor...

De Isabel Stilwell, em Como Dei Com O Meu Psiquiatra Em Louco :

"Já há muito que Hermenegilda se andava a estranhar. Curiosamente, desde que conhecera Segismundo que até sonhava com polvo assado, pezinhos de coentrada e mesmo com feijoada à transmontana. Chegara a entrar em pânico, soccorrendo-se do psiquiatra que há muito a acompanhava, procurando desesperadamente um diagnóstico para os sintomas nos anais da medicina. No dia em que, incitada por Segismundo, lançou o garfo a uma orelhinha de porco, temperada com alho, decidiu que talvez necessitasse de internamento e tudo isto não passasse de uma tal bulimia de que tinha ouvido falar.
(...)Os amigos estranharam. Escondia deles a sua ida à lota e escapulia-se pela porta dos fundos do talho, para que não a vissem por lá. Mas gostava de exibir a Segismundo os seus progressos: "meu amor", dizia ela embevecida, "queres ver que já distingo um camarão de uma ostra?" Ou, noutra ocasião: "Querido, agora é que nunca mais me esqueço. Costoletas são aqueles bifes com osso, não são?"
Segismundo comovia-se. Hermenegilda ganhava carnes, as bochechas já rosadas, como devem ser as de uma moça com saúde. E decidiu que tinha a obrigação moral de fazer qualquer coisa pelos meninos, tão delgadinhos que metia pena.
(...)E no momento em que, por estranha coincidência, o padrasto lhes disse que a primeira lição seriam panquecas, limitaram-se a encolher os ombros. Hermenegilda até lhes tirou uma polaróide. Ah, como valia a pena seguir os manuais de psicologia. Afinal, não eram muito diferentes dos de cozinha: bastava juntar os ingredientes, tal e qual lá vinha escrito."

fevereiro 13, 2007

Ovos em Tomatada


Não estamos em tempo de encontrar belos tomates maduros e saborosos, mas que querem, deu-me vontade de preparar estes ovos...

Sem outra alternativa que recorrer ao tomate pelado, baseei-me na receita tradicional da tomatada à portuguesa e cá vai disto...


A receita da tomatada:

1/2 kilo de tomates
250g de cebola às rodelas finas
1/2 dl de azeite
1 folha de louro
1 dente de alho
1 ramo de salsa
sal e pimenta q.b.

Limpam-se os tomates de peles e sementes e cortam-se em pedaços.

A cebola é cortada em rodelas finas e vai a refogar no azeite, com o alho picado. Deixar estufar bem, sem alourar demasiado. A meio da cozedura juntam-se os tomates, o louro e a salsa picadinha. Tempera-se com sal e pimenta e deixa-se apurar bem.

Para a tomatada com ovos:

Dispõe-se a tomatada de preferência em frigideiras de barro individuais que possam ir ao lume. Logo que ferva, abrem-se nela orifícios onde se introduzem os ovos. Temperam-se com sal e pimenta e deixam-se escalfar em lume brando, até a clara se tornar opaca. Servem-se na própria frigideira.

Como os escalfei todos juntos numa única frigideira, tive de servi-los no prato, mas ficam muito mais bonitos se os servirem como indiquei acima. Já o gosto não sofreu nada com isso.

Podem servi-los com fatias ou triângulos de pão frito : a fritura do pão deve ser feita em duas partes de óleo e uma de manteiga.

Tendo em vista a redução de calorias servi apenas com pão caseiro, torrado.

Como eram ovos do dia, não tive dúvidas em deixá-los com o aspecto abaixo, mas se não confiarem nos ovos (sobretudo nos tempos que correm...) podem sempre deixá-los cozer bem.

fevereiro 08, 2007

Ainda o Bolo de Azeite...

Fiz finalmente o meu bolo de azeite. Foi um sucesso! Muito graças à colaboração que aqui obtive. Agrada-me saber que os bons garfos continuam a perservar a memória das coisas boas da nossa gastronomia, e espero que esta pequena discussão faça com que, assim como nós temos ainda a memória das receitas das nossas avós, também os nossos netos se venham a lembrar das nossas...

A história do bolito já foi toda contada pelo Avental, que para além de nos preparar deliciosas iguarias, tem esse dom de saber contar, como outros bloggers cujos links se encontram aí ao lado ou nos meus favoritos, e que tanto gosto de ler.

Todas as receitas que me deram foram ciosamente guardadas e vão ser postas em prática, ainda que leve algum tempo!

Aí o têm:


Ficou grande e fofinho. O processo de preparação foi semelhante ao usado pelo Avental.

Na ausência de quantidades exactas, servi-me da minha experiência com outros bolos lêvedos e procedi assim:

Primeiro diluí o fermento de padeiro (umas 30 g) numa chávena almoçadeira de água morna. Juntei à mistura umas 3 colheres de sopa de farinha e deixei levedar a mistura.

Numa tigela funda coloquei 4 ovos inteiros e 1 gema, ligeiramente batidos. Os ovos eram caseiros, e estavam à temperatura ambiente. Juntei 1 dl de azeite virgem e a mistura de fermento, em plena actividade. Fui juntando farinha e amassando; juntei 1 colher de sobremesa de sal fino, e quando a massa atingiu a consistência de massa de pão sovei-a até sentir que tinha adquirido corpo e se descolava das mãos. Ao todo terei usado á volta de 600g de farinha.

Nessa altura formei com ela uma bola, cobri-a com um pano e deixei levedar para o dobro.

Depois, dei-lhe uma amassadela ligeira, só para tirar o ar, estendi-a em círculo e dobrei-a ao meio, para dar ao bolo o formato típico. Ao sair do forno estava assim:



Tal como aconteceu com o Avental, o bolo saiu muito mais encorpado do que aqueles que compramos na padaria, já que juntam melhorantes à farinha que fazem com que o miolo dos pães se assemelhe às vezes a algodão doce...

Estava excelente, só têm que fazer um para o comprovar!

Tirei esta foto para terem uma ideia da consistência do miolo:

fevereiro 05, 2007

Broas de Canela da Avó

Este está quase a tornar-se um blog de receitas de pastelaria e guloseimas... Não há dúvida que é dessa parte que mais gosto na cozinha, peço desculpa a quem estiver de dieta!

Por outro lado tenho tido menos tempo para me dedicar ao blog, mas sempre que posso vou visitar os vossos, e procuro não perder as novidades. Há por cá muitos "bloggers" bem simpáticos, e peço desculpa por nem sempre responder aos comentários que por cá deixam, mas podem ter a certeza que todos são lidos e apreciados, e quando leitor é novo vou logo espreitar a página correspondente...

Tenho uma imensa lista de receitas para testar, entre as quais o famigerado bolo de azeite de que por aqui falámos...

Entretanto às vezes deparo-me com estas receitas antigas e fora de moda, e quando são assim rápidas de preparar, quase nunca resisto.



Para fazer estas aromáticas broinhas usei:

1 kg de farinha
1/2 kg de açucar amarelo
2,5 dl de azeite morno
1 colher de chá de bicarbonato
1 pitada de sal
4 ovos
1 colher de chá de erva-doce
1 colher de sobremesa de canela

E as boas notícias? Misturar muito bem todos os ingredientes e moldar as broas com o feitio que se desejar, se quiserem polvilhem com açucar; levar a cozer em forno moderado até ficarem lourinhas.
É só!
Entretanto preparem um bom cafézinho para acompanhar e, logo que saiam do forno vão ver como a vida é bela!