julho 22, 2008



O Rapotacho vai de férias!...

Estarei de volta brevemente com novas receitinhas!

julho 06, 2008

Em tempo de piqueniques...

Para quem for apreciador dos piqueniques ao ar livre (ou não...), aqui fica a receita base de um bolo salgado, para dar asas à imaginação :

Fiambre, queijo, chouriço, salsichas, azeitonas, atum, salmão fumado, pinhões, nozes, tomate seco... Combinem e inventem!



Muito prosaico, ao meu juntei bacon em pedaços, previamente alourados na frigideira na própria gordura, cogumelos e cebola (salteados na quantidade de azeite indicada na receita), duas colheres de sopa de natas e um umas colheradas de gruyère...



Bom também como refeição ligeira, acompanhado de uma salada.

A receita:
200 g de farinha
- 3 ovos
- 10 cl de leite
- 5 cl de bom azeite
- 1 colher de sobremesa de fermento em pó
- Sal e pimenta a gosto
- ervas aromáticas(o funcho combina com o salmão fumado, os orégãos com o tomate, o estragão com o frango...)

Misturar todos os ingredientes da receita base, sem bater excessivamente, e juntar os restantes ingredientes, a gosto.

Cozer numa forma de bolo inglês previamente untada com manteiga e polvilhada de farinha, durante cerca de 40 minutos, forno a 200ºC.



Viram o que uns ovos caseiros podem fazer pela cor (e sabor) de um bolo?...

Na Serra

Nascida e criada na encosta da Estrela, apreciei sempre esta paisagem agreste e rochosa, e os recantos e clareiras das florestas.



















Voltar às origens após os anos passados na cidade grande fez-me redescobrir o prazer das coisas simples, como acordar com o canto dos pássaros, ou fazer um piquenique!








A propósito de piquenique...

junho 30, 2008

Mais uma tarte de maçã





Descobri esta receita no site Marmiton.

A massa quebrada fi-la eu mesma, mas pode optar-se por comprá-la já pronta. Da próxima vez vou experimentar com massa folhada de compra.

A tarte tem uma textura diferente, o que advém do facto de as maçãs se utilizarem raladas e não às fatias, como é habitual. É também bastante húmida, mas do meu (guloso) ponto de vista, pouco doce, por isso se quiserem a tarte bem doce podem ir até aos 200g de açucar...

A receita do recheio:

Descascar e ralar 3 maças para dentro de uma tigela e misturar-lhes, rapidamente para que não escureçam, o sumo e raspa de 2 limões. Juntar à mistura 2 ovos inteiros, 150g de açucar e 80 g de manteiga derretida; mexer tudo muito bem.

Como é meu costume, fiz uma pequena alteração: lembrei-me de juntar 50g de côco ralado...

Estender a massa na tarteira, verter-lhe dentro a mistura e levar a forno bem quente durante cerca de 40 minutos. A superfície deve ficar dourada.

junho 14, 2008

Risotto de cogumelos porcini



Sem grande inspiração para o jantar de ontem, lembrei-me de uma embalagem de cogumelos porcini que andava esquecida no armário e saiu este risotto, talvez o mais bem sucedido e cremoso que fiz até hoje.

Usei arroz arborio, mas da próxima vez hei-de tentar com um bom carolino português e depois dou conta do resultado...

Comecei então por passar os cogumelos por água fria corrente e pû-los a demolhar em duas chávenas de água morna, durante meia hora.

Entretanto piquei uma cebola e refoguei-a em manteiga até ficar lourinha. Nessa altura juntei o arroz e envolvi tudo. Acrescentei os cogumelos demolhados e, já sabem, com os risottos continuamos a mexer... Juntei um golo de vinho branco e deixei evaporar. Depois foi acrescentar o líquido onde demolharam os cogumelos, coado e a fervilhar, em pequenas porções, à medida que o arroz o ia absorvendo, e temperar de sal e pimenta. Esta operação leva um bom quarto de hora, sempre a mexer...

Pode usar-se também um bom caldo de galinha, mas achei uma pena deitar fora aquele líquido perfumado dos cogumelos.

Quando achei que estava no ponto, juntei ao arroz uma colher de sopa de manteiga, mexi bem e apaguei o lume.

Cada um juntou ao seu prato parmesão ralado a gosto e comêmo-lo assim, bem quente!

junho 10, 2008

Meias-Luas de Côco


Não tenho tido tanto tempo como gostaria para retribuir os comentários que por aqui deixam, nem para comentar as delícias que vão aparecendo nos vossos blogs, mas, sempre que posso, dou uma espreitadela!

Esta comunidade tem crescido a olhos vistos, o que torna ainda mais difícil acompanhar e comentar assiduamente.

A receita que se segue foi publicada pela Céline, do blog "Palais des Délices", de que já por aqui falei.
É de origem marroquina, e, tal como aconteceu com outras receitas dela que já testei, estes biscoitinhos revelaram-se deliciosos! Perfeitos para acompanhar uma chávena de chá ou café, e muito fáceis de fazer. Não mudei uma vírgula...

Depois de cozidos, os mais gulosos podem ainda mergulhar uma das extremidades dos biscoitos em chocolate derretido e deixá-los secar.

Então, para conseguir um belo prato de biscoitos são precisos:

250g de manteiga sem sal, amolecida
200g de açucar
20 cl de óleo alimentar
Algumas gotas de extracto de baunilha
100g côco ralado
2 colheres de café de fermento em pó
+ ou - 900g de farinha
2 ovos

Para envolver os biscoitos : 120g de côco ralado, misturado com 100g de açucar.


A preparação:

Num recipiente misturar bem a manteiga com o açucar, até obter uma mistura cremosa. Juntar o extracto de baunilha, o óleo, os ovos, o côco e o fermento. Juntar a farinha gradualmente, de forma a obter uma massa maleável e fácil de trabalhar.

Pré-aquecer o forno a 180°C. Preparar um tabuleiro para dispôr e cozer os biscoitos.
Moldar a massa em forma de pequenos dedos (crescem um pouco durante o preocesso de cozedura, mas não muito) e passá-los na mistura de côco e açucar. Arqueá-los ligeiramente, para lhes dar a forma de meias-luas.


Cozer durante 10 a 15 minutos, até que fiquem ligeiramente dourados.
A Céline adverte que não devem deixar-se corar em demasia... Pela minha parte acho que os deixei dourar um pouco mais que ela... Uma questão de gosto pessoal.
Também não resisti a "brincar" com as formas e fazê-los noutros formatos, nomeadamente luas-cheias :D

maio 07, 2008

Pudim de Padaria do Chucrute



O blog "Chucrute com salsicha" da Fernanda é um dos meus preferidos, não só pelas receitas mas também pelo sentido de humor e a leveza da escrita.

Há dias fiquei cheia de vontade de experimentar este pudim simples e guloso, que encontrei lá descrito.

Ao ler a receita pensei de imediato numa consistência firme e macia... E não é que o pudim saiu exactamente assim?

Eis a receita, tal como ela a escreveu:

"3 ovos caipiras *
2 xícaras de açúcar baunilhado
2 xícaras de leite integral
1 1/2 xícara de farinha de trigo
4 oz/ 100 gr.de queijo parmesão ralado
1 colher de sopa de manteiga amolecida.

Caramelize uma forma quadrada e funda. Reserve. Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem. Despeje a massa na forma caramelizada e asse em banho-maria, em forno pré-aquecido em 365ºF/185ºC, até a massa ficar firme e dourada. Remova da forma depois de frio, corte em retângulos e sirva."

* única alteração que fiz: acrescentei um ovo.


Obrigada, Fer, por ter partilhado esta simpática receita!



abril 26, 2008

Pequeno Almoço

Tenho o (bom) hábito de não sair de casa de manhã sem tomar o pequeno almoço, coisa corrente nos nossos dias. Mas confesso que muitas vezes o engulo já à pressa, de pé, com a tigela dos cereais ou a caneca do leite na mão.
Mas, como pela manhã não me falta o apetite, o que eu gostava mesmo era de tomar uns pequenos almoços como este :

Serviram sumo espremido das laranjas de Vila Viçosa - as melhores do mundo, na opinião geral - chá, torradas com manteiga, queijo de ovelha curado, compota de pêssego, e ovos mexidos com presunto.

Miguel Sousa Tavares, Equador


E o indispensável cafézinho para rematar! ;)

abril 19, 2008

Esparguete à francesa com camarão



Gostei muito desta receitinha simples e rápida, que para além do mais é deveras saborosa!

Encontrei-a em Sabores Sapo e testei-a no mesmo dia, ao jantar.

Na receita o camarão é apresentado como alternativa ao bacon, e foi o que eu usei.

Primeiro pûs o esparguete a cozer. Cortei um alho francês às rodelas fininhas e ralei duas cenouras, como para salada.
Depois fritei ligeiramente 1/2 kg de camarão descascado num pouco de azeite e reservei. No mesmo tacho, a que acrescentei um pouco mais de azeite, alourei então o alho francês e juntei a cenoura. Temperei com sal, pimenta e um pouco de noz moscada.
Qunado os legumes ficaram no ponto (não os deixei excessivamente moles) juntei os camarões reservados e um pacote de natas. Deixei fervilhar um pouco e juntei então o esparguete cozido e escorrido, envolvendo bem no molho.

Pode servir-se com queijo parmesão ralado, mas como nesse dia não havia, não usámos.

Um destes dias experimento a versão com o bacon em cubinhos...

abril 13, 2008

Bolo de Chocolate

Este foi mais ou menos inventado... Tenho várias receitas de bolo de chocolate parecidas. Peguei numa delas e fui avançando, mas quando cheguei ao fim já era tudo diferente...

Utilizei 6 ovos. Bati 3 claras em castelo, com uma pitada de sal, e reservei.

Aos 3 ovos restantes e às 3 gemas juntei chávena e meia (chá) de açucar e bati tudo muito bem. Em seguida juntei 100g de cacau magro, 1 chávena (chá) de óleo e duas chávenas (chá) de farinha, peneirada com uma colherzinha de fermento em pó.
Feito isto misturei na massa 1 chávena de água um pouco mais que morna, e as claras que tinha batido em castelo.

Dividi e cozi a massa em dois tabuleiros idênticos, para facilitar a operação de rechear e montar o bolo.

Enquanto cozia, pûs ao lume num tachinho uma lata de leite condensado e 1 tablete de chocolate de cobertura partido em pedaços. Fui mexendo tudo pacientemente até obter um ponto de brigadeiro mole, e nessa altura retirei do lume.

Foi com este creme que recheei e cobri o bolo, que depois polvilhei com granulado de chocolate, até metade, e com côco ralado na metade oposta.

Tal como aconteceu com o bolo de natas, também não provei este, mas as minhas filhas solicitaram imediatamente que fizesse um idêntico para comermos cá em casa, o que acontecerá em breve. Depois lhes direi...

Bolo de Natas

A receita do bolo de natas foi publicada pela CACAU em Setembro de 2007, e reza assim:

2 chávenas (chá) de açucar - só pûs 1 e 1/2
2 chávenas (chá) de farinha
2 pacotes de natas
5 ovos (os que usei eram frescos e caseiros)
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal (a receita não indicava, mas eu ponho sempre...)



No modo de fazer alterei a meu jeito : comecei por bater as claras em castelo firme e juntei-lhes a 1/2 chávena de açucar.
Depois bati as natas com o açucar restante e fui juntando as gemas, uma a uma. Pôr fim envolvi a farinha previamente misturada com o fermento e o sal, alternadamente com as claras, e sem bater.
O bolo ficou enorme, como podem verificar pela foto, e cheguei a temer que a forma vertesse...
Cozi-o em forno médio, durante uns bons 50 minutos.

Quando ficou pronto comecei a inventar (quem me conhece não estranha!) : Fiz uma calda com 1/4 l de leite, açucar a gosto e 3 colheres de sopa de manteiga e reguei o bolo com ela, ainda dentro da forma. Desenformei-o já frio e cobri-o com côco ralado.

Dado o fim a que se destinava não o provei, o que muito me custou!...

abril 09, 2008

De volta...

Bem sei que tenho andado desaparecida, mas não deixei de cozinhar :)

Para o regresso temos dois bolos que fiz para a mãe de uma amiga partilhar com as colegas, no dia do seu aniversário:

Um ENORME bolo de natas, que cobri com côco ralado :

















E um bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro:
















Receitas já a seguir!

janeiro 26, 2008

Violeta


Apresento a mais jovem habitante deste reino...

Não é linda? :)

janeiro 24, 2008

Pastéis de massa tenra



Sempre gostei muito de pastéis de massa tenra, mas foi a descrição da experiência do Chalabi Red ("Ardeu a Padaria")que definitivamente me fez embarcar nesta aventura...
Tendo ficado com a ideia de que ele, apesar de ter obtido bons resultados, pretendia refazer a receita e acertar a quantidade de gordura usada na massa, resolvi testar uma receita da Maria de Lourdes Modesto, a quem muito aprecio.

O resultado foi mesmo muito bom, os pasteizitos pareciam balões a inchar na frigideira, e a massa rendia a olhos vistos!

Não me vou demorar na descrição do recheio, que fiz com carne de vaca estufada a preceito, picada e misturada com um molho béchamel. Utilizo o mesmo procedimento no recheio dos pastéis de vinho, cuja receita já aqui postei; o recheio fica mais untuoso e húmido.

Para a massa:
500g de farinha
50g de banha de porco
1 colher de sopa de azeite
água morna q.b.
1/2 colher (café) de sal

Peneira-se a farinha para uma tigela, juntam-se as gorduras e mistura-se tudo com os dedos. A água vai-se juntando a pouco e pouco, até obter a consistência desejada. Depois é trabalhá-la e bat~e-la, até ficar elástica.

Antes de a tender deixa-se descansar pelo menos uma hora. Depois estende-se fina, dispõe-se o recheio e cortam-se os pastéis com uma carretilha.

Fritam-se em azeite ou óleo bem quente e escorrem-se sobre papel absorvente.

janeiro 15, 2008

Bolo Inglês (Cake aux fruits confits)


Depois das festas de fim de ano sobram sempre frutos secos e cristalizados.
Eu aproveitei parte deles neste bolo húmido e delicioso, a partir de uma receita da Pascale, publicada no livrinho de que já por aqui falei: "Cookies, Muffins & Co". Com algumas dúvidas sobre se os "fruits confits" da Pascale serão a mesma coisa que as nossas frutas cristalizadas... Mas como o resultado foi bom,

Eis a receita:

100g de passas de uva
100g de sultanas douradas
50g de casca de laranja cristalizada cortada em pequenos dados
50g de cerejas cristalizadas ou em calda cortadas em quatro
2 colheres de sopa de cognac
175g de manteiga amolecida
150g de açucar amarelo
1 colher de sopa de mel líquido
3 ovos
225g de farinha com fermento
1 pitada de sal
1 pontinha de 4 especiarias (usei apenas canela, noz moscada, gengibre e cravinho, numa quantidade ínfima)

As frutas põem-se previamente a macerar no cognac, durante uma hora.
Pré-aquecer o forno a 170º e barrar uma forma de bolo inglês com manteiga. Colocá-la no frigorífico enquanto espera a massa.
Numa recipiente misturar a manteiga, o mel o açucar. Juntar os ovos, ligeiramente batidos e voltar a misturar tudo.
Em seguida juntar a farinha, as especiarias e o sal. Juntar os frutos e bater ligeiramente para obter uma massa homogénea. Verter na forma e levar ao forno durante uma hora. Deve baixar-se a temperatura para os 150º após os 15 primeiros minutos de cozedura.
Deixar arrefecer antes de desenformar.

O bolo conserva-se durante uma semana, dentro de uma caixa hermética.

Bom em qualquer altura do ano!

dezembro 27, 2007


Tive o PC avariado e perdi a oportunidade de desejar a todos um Feliz Natal, mas não quero deixar de desejar um Bom Ano Novo, cheio de saúde, alegria e belos cozinhados!








O Presépio é da autoria e foi realizado pela minha filha Joana, em Fimo :)

novembro 26, 2007

Bolachinhas com corintos



Faz por cá muito frio, e à noite, um chá bem quentinho com bolachinhas é sempre bem vindo. Mais ainda se forem caseiras, como estas!

As quantidades indicadas só pecam por pequenas; para encher uma bela caixa de folha com elas, há que dobrar a receita.

Cá vai:

100g de manteiga
150g de açucar
raspa de 1 laranja
2 ovos
250g de farinha com fermento
50g de corintos

Amassar primeiro a manteiga com o açucar, a raspa de laranja e os ovos. Em seguida juntar a farinha, e por fim as passas.

Dispor colheradas da massa num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha. Levar ao forno (180ºC) já quente, até ficarem douradinhas. Descolar as bolachinhas assim que sairem do forno, deixar arrefecer e... guardar algumas, se sobrarem.

novembro 13, 2007

Flans de legumes



Um dos meus passatempos favoritos é bisbilhotar velhas revistas ou livros de culinária, e aposto que acontece o mesmo com muitos dos que me lêem...

O resultado é invariavelmente a preparação de uma qualquer receita que me chame a atenção, ou para a qual haja os ingredientes certos no frigorífico. Foi o que aconteceu com estes flanzinhos individuais. Preparam-se num instante, com ingredientes que normalmente todos temos à mão.
Ficam muito bem servidos com um molho de tomate caseiro.

Precisam de :

2 alhos franceses
300g de espinafres
5 ovos
150g de natas
60g de manteiga
1 ramo de salsa
sal e pimenta


Põe-se a manteiga a derreter, junta-se o alho francês cortado em rodelas finas. Deixa-se suar por cinco minutos e juntam-se os espinafres. Tempera-se com sal e pimenta e deixa-se cozinhar mais cinco minutos.

À parte misturam-se os ovos com as natas e temperam-se também com sal e pimenta. Juntam-se os dois preparados.

Barram-se forminhas individuais do tipo ramequin com manteiga e verte-se-lhes dentro o preparado.

Vão ao forno a 180ºC num tabuleiro, em banho-maria,durante cerca de 25 minutos, ou até que um palito inserido no centro do flan saia seco.

O molho de tomate:

Pelar tomates bem maduros, abri-los ao meio e retirar as sementes. Cortar aos cubinhos.
Levar azeite ao lume, com uma cebola picada, alho, também picado e uma folhinha de louro sem o veio central. Deixar refogar um pouco, juntar o tomate e cozinhar suavemente durante um bom quarto de hora. No fim reduzir a puré, com a varinha.

Desenformar os flans sobre o prato de serviço e servir com o molho de tomate.


Fonte: Teleculinária nº 1025, de Out. 98

novembro 08, 2007

Bolo de passas e limão (Grécia)



















Este bolo foi um ensaio que fiz à receita que encontram, na íntegra, mais abaixo.
Para o fazer como deve ser precisava de um quilo de passas, e só tinha 250g... Ou seja, fiz um quarto da receita.

Pela amostra fiquei com a sensação de que vai valer a pena fazê-lo "comme il faut" para este Natal.

Os ingredientes:

1 Kg de passas
1/2 chávena de sumo de limão
400g de manteiga
4 ovos
2 chávenas de açucar
2 colheres de sopa de raspa de limão
4 chávenas e 1/2 de farinha
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 chávena de leite

A preparação:

Colocar passas, sumo de limão e manteiga numa caçarola e aquecer até a manteiga derreter. Deixar arrefecer um pouco e adicionar os ovos, batendo com uma colher de pau. Juntar o açucar, a raspa do limão, a farinha peneirada o fermento e o leite. bater apenas o suficiente para misturar bem e colocar num tabuleiro untado e polvilhado. Levar ao forno, já quente, a 170ºC durante cerca de 50 minutos.

A receita indica cobertura de limão, eu barrei com um pouco de geleia de marmelo, previamente derretida em lume brando.





Receita retirada do livro "Doces do Mundo"

novembro 04, 2007

As filhós, como as fazia a minha avó
















Quando ela as fazia nunca tinham medida certa, e a receita anotava-se mentalmente vendo-a fazer...
As quantidades que vou indicar rendem pouco mais de duas dúzias de filhós.

Comecei por colocar 6 ovos, muito frescos, dentro de um alguidar com água morna, coisa que a avó fazia para os aquecer e assim ajudar a massa a fintar.

Depois desfiz 40g de fermento de padeiro numa chávena de água morna e juntei-lhe uma pitada de açucar.










Espremi o sumo de duas laranjas médias;

Coloquei à mão um cálice de aguardente, meio copo (de vinho) de azeite, 100g de açucar e uma colher de sobremesa cheia de sal fino.

Num alguidar juntei todos os elementos referidos, salvo o sal:












Bati muito bem, com a batedeira. Claro que a avó utilizava a colher de pau, mas os tempos são outros...

Feito isto há que ir juntando a farinha, cerca de um quilo, aos poucos, à medida que a massa a vai absorvendo. É nesta altura que se junta o sal, que nunca se deve misturar directamente ao fermento, sob pena de anular a sua acção.










Claro que pouco depois de se começar a juntar a farinha já não é possível misturá-la com a colher de pau: é essa a altura de meter as mãos à massa! O objectivo é obter uma massa com a consistência da massa do pão, por isso a quantidade de farinha indicada pode ser um pouco mais ou um pouco menos, dependendo do tamanho dos ovos, da quantidade de sumo de laranja... enfim.

A massa tem que ser sovada energicamente, com os punhos, até se descolar do alguidar e começar a formar bolhas de ar.

Feito isto, a avó costumava fazer com a mão o sinal da cruz sobre a massa, dizendo, "Deus vos acrescente!"; polvilhava a massa com farinha, cobria-a com um pano branco e embrulhava o alguidar num cobertor, que colocava perto do braseiro, ao quente.

Eu contento-me em colocar a massa, coberta com um pano, em local quente e fora do alcance das correntes de ar, que são fatais para o fermento, e espero pacientemente que duplique de volume.

Tender as filhós:











É uma das minhas tarefas preferidas, mas há quem a ache difícil... Não há como experimentar e perseverar.
Molham-se as mãos em azeite e retiram-se pequenas porções de massa que se estendem de forma a obter um círculo de espessura fina.

As filhós beirãs são finas no centro, com o rebordo mais grosso. Sei que há quem as tenda sobre um pano branco colocado no joelho, mas essa arte não pratico...

Fritam-se em óleo bem quente e viram-se quando louras:








Põem-se a escorrer sobre papel absorvente e quem gosta, como eu, polvilha-as com açucar e canela.






















Obviamente não desconheço outras versões de filhós, mas estas são aquelas de que mais gosto.