fevereiro 26, 2007

Sopas

As sopas são fáceis de preparar e nunca nos deixam desprevenidos. E durante o Inverno são aconchegantes e fazem-nos sentir realmente em casa.

Aqui todos gostamos de sopa, mesmo as meninas. As crianças só não gostam da sopinha (como a famosa Mafalda!) se não forem habituadas a comê-la desde pequeninas, e é um valioso contributo para uma boa alimentação.

Às vezes são feitas ao sabor do conteúdo do frigorífico, outras vezes são mais "clássicas", como estas, com um ou outro toque que faça a diferença.



À sopa de agrião costumo juntar rodelas de ovo cozido;



Na de feijão verde, quando o puré fica pronto e está na hora de juntar o feijão verde, para além do dito, cortado fininho, junto também uma cebolinha pequena bem picadinha e algumas folhinhas de serpão, uma erva aromática muito vulgar por aqui. Há falta de serpão um pouco de segurelha dará à sopinha um sabor muito especial.

As batatas, cenouras, cebolas e abóbora podem servir de base a quase todas as sopas; e pode-se brincar indefinidamente com os ingredientes, usando favas, lentilhas, couve-flor ou bróculos, ervilhas... Passadas, aos cubinhos, cremosas ou caldinhos, com ou sem carne ou peixe, vivam as sopas!

fevereiro 22, 2007

Empanada de Sardinhas


Esta receita foi postada pela Elvira em tempo de belas e gordas sardinhas assadas, e prepara-se com elas.
Já a fiz diversas vezes e fica sempre suculenta! Da última vez, à falta de sardinhas assadas, usei sardinhas de conserva e mesmo assim ficou óptima.

Obrigada, Elvira, pela receitinha.

Para obterem a receita visitem: http://elvirabistrot.blogspot.com/2006/08/empanada-de-sardinhas-assadas.html.

As fotos da Elvira são bem mais bonitas que as que eu tiro com o telemóvel, e abrem logo o apetite!

fevereiro 18, 2007

Queques de Cenoura

O tempo anda muito instável, um dia chove, outro faz sol. Os dia de chuva têm o condão de me mobilizar para a cozinha, porque o calor do forno aquece o ambiente e os odores que liberta convidam a um chá quentinho, acompanhado com bolinhos como estes. Para as minhas filhotas, que não apreciam chá, um sumo de laranja.




São macios e delicados; os sabores da laranja e da cenoura conjugam-se agradavelmente.

Batem-se 100 g de manteiga com 150 g de açucar até ficar em creme; juntam-se os 3 ovos, um a um, 1 chávena de chá de puré de cenoura, bem escorrido, e 200 g de farinha peneirada com 1 colher de chá de fermento em pó.
Quem gostar pode ainda juntar 60 g de corintos. Mexe-se bem a massa e verte-se em forminhas de queques, bem untadas com manteiga e polvilhadas com farinha. Levam-se ao forno a 180ºC durante cerca de 25 minutos.


Nota 1: Já preparei estes queques com abóbora cozida e escorrida em lugar da cenoura, e ficam igualmente muito bons.

Nota 2: Juntem um pouco de sumo ou raspa de laranja ou tangerina à massa, ficam ainda melhores!

fevereiro 14, 2007

Culinária e bom humor...

De Isabel Stilwell, em Como Dei Com O Meu Psiquiatra Em Louco :

"Já há muito que Hermenegilda se andava a estranhar. Curiosamente, desde que conhecera Segismundo que até sonhava com polvo assado, pezinhos de coentrada e mesmo com feijoada à transmontana. Chegara a entrar em pânico, soccorrendo-se do psiquiatra que há muito a acompanhava, procurando desesperadamente um diagnóstico para os sintomas nos anais da medicina. No dia em que, incitada por Segismundo, lançou o garfo a uma orelhinha de porco, temperada com alho, decidiu que talvez necessitasse de internamento e tudo isto não passasse de uma tal bulimia de que tinha ouvido falar.
(...)Os amigos estranharam. Escondia deles a sua ida à lota e escapulia-se pela porta dos fundos do talho, para que não a vissem por lá. Mas gostava de exibir a Segismundo os seus progressos: "meu amor", dizia ela embevecida, "queres ver que já distingo um camarão de uma ostra?" Ou, noutra ocasião: "Querido, agora é que nunca mais me esqueço. Costoletas são aqueles bifes com osso, não são?"
Segismundo comovia-se. Hermenegilda ganhava carnes, as bochechas já rosadas, como devem ser as de uma moça com saúde. E decidiu que tinha a obrigação moral de fazer qualquer coisa pelos meninos, tão delgadinhos que metia pena.
(...)E no momento em que, por estranha coincidência, o padrasto lhes disse que a primeira lição seriam panquecas, limitaram-se a encolher os ombros. Hermenegilda até lhes tirou uma polaróide. Ah, como valia a pena seguir os manuais de psicologia. Afinal, não eram muito diferentes dos de cozinha: bastava juntar os ingredientes, tal e qual lá vinha escrito."

fevereiro 13, 2007

Ovos em Tomatada


Não estamos em tempo de encontrar belos tomates maduros e saborosos, mas que querem, deu-me vontade de preparar estes ovos...

Sem outra alternativa que recorrer ao tomate pelado, baseei-me na receita tradicional da tomatada à portuguesa e cá vai disto...


A receita da tomatada:

1/2 kilo de tomates
250g de cebola às rodelas finas
1/2 dl de azeite
1 folha de louro
1 dente de alho
1 ramo de salsa
sal e pimenta q.b.

Limpam-se os tomates de peles e sementes e cortam-se em pedaços.

A cebola é cortada em rodelas finas e vai a refogar no azeite, com o alho picado. Deixar estufar bem, sem alourar demasiado. A meio da cozedura juntam-se os tomates, o louro e a salsa picadinha. Tempera-se com sal e pimenta e deixa-se apurar bem.

Para a tomatada com ovos:

Dispõe-se a tomatada de preferência em frigideiras de barro individuais que possam ir ao lume. Logo que ferva, abrem-se nela orifícios onde se introduzem os ovos. Temperam-se com sal e pimenta e deixam-se escalfar em lume brando, até a clara se tornar opaca. Servem-se na própria frigideira.

Como os escalfei todos juntos numa única frigideira, tive de servi-los no prato, mas ficam muito mais bonitos se os servirem como indiquei acima. Já o gosto não sofreu nada com isso.

Podem servi-los com fatias ou triângulos de pão frito : a fritura do pão deve ser feita em duas partes de óleo e uma de manteiga.

Tendo em vista a redução de calorias servi apenas com pão caseiro, torrado.

Como eram ovos do dia, não tive dúvidas em deixá-los com o aspecto abaixo, mas se não confiarem nos ovos (sobretudo nos tempos que correm...) podem sempre deixá-los cozer bem.

fevereiro 08, 2007

Ainda o Bolo de Azeite...

Fiz finalmente o meu bolo de azeite. Foi um sucesso! Muito graças à colaboração que aqui obtive. Agrada-me saber que os bons garfos continuam a perservar a memória das coisas boas da nossa gastronomia, e espero que esta pequena discussão faça com que, assim como nós temos ainda a memória das receitas das nossas avós, também os nossos netos se venham a lembrar das nossas...

A história do bolito já foi toda contada pelo Avental, que para além de nos preparar deliciosas iguarias, tem esse dom de saber contar, como outros bloggers cujos links se encontram aí ao lado ou nos meus favoritos, e que tanto gosto de ler.

Todas as receitas que me deram foram ciosamente guardadas e vão ser postas em prática, ainda que leve algum tempo!

Aí o têm:


Ficou grande e fofinho. O processo de preparação foi semelhante ao usado pelo Avental.

Na ausência de quantidades exactas, servi-me da minha experiência com outros bolos lêvedos e procedi assim:

Primeiro diluí o fermento de padeiro (umas 30 g) numa chávena almoçadeira de água morna. Juntei à mistura umas 3 colheres de sopa de farinha e deixei levedar a mistura.

Numa tigela funda coloquei 4 ovos inteiros e 1 gema, ligeiramente batidos. Os ovos eram caseiros, e estavam à temperatura ambiente. Juntei 1 dl de azeite virgem e a mistura de fermento, em plena actividade. Fui juntando farinha e amassando; juntei 1 colher de sobremesa de sal fino, e quando a massa atingiu a consistência de massa de pão sovei-a até sentir que tinha adquirido corpo e se descolava das mãos. Ao todo terei usado á volta de 600g de farinha.

Nessa altura formei com ela uma bola, cobri-a com um pano e deixei levedar para o dobro.

Depois, dei-lhe uma amassadela ligeira, só para tirar o ar, estendi-a em círculo e dobrei-a ao meio, para dar ao bolo o formato típico. Ao sair do forno estava assim:



Tal como aconteceu com o Avental, o bolo saiu muito mais encorpado do que aqueles que compramos na padaria, já que juntam melhorantes à farinha que fazem com que o miolo dos pães se assemelhe às vezes a algodão doce...

Estava excelente, só têm que fazer um para o comprovar!

Tirei esta foto para terem uma ideia da consistência do miolo:

fevereiro 05, 2007

Broas de Canela da Avó

Este está quase a tornar-se um blog de receitas de pastelaria e guloseimas... Não há dúvida que é dessa parte que mais gosto na cozinha, peço desculpa a quem estiver de dieta!

Por outro lado tenho tido menos tempo para me dedicar ao blog, mas sempre que posso vou visitar os vossos, e procuro não perder as novidades. Há por cá muitos "bloggers" bem simpáticos, e peço desculpa por nem sempre responder aos comentários que por cá deixam, mas podem ter a certeza que todos são lidos e apreciados, e quando leitor é novo vou logo espreitar a página correspondente...

Tenho uma imensa lista de receitas para testar, entre as quais o famigerado bolo de azeite de que por aqui falámos...

Entretanto às vezes deparo-me com estas receitas antigas e fora de moda, e quando são assim rápidas de preparar, quase nunca resisto.



Para fazer estas aromáticas broinhas usei:

1 kg de farinha
1/2 kg de açucar amarelo
2,5 dl de azeite morno
1 colher de chá de bicarbonato
1 pitada de sal
4 ovos
1 colher de chá de erva-doce
1 colher de sobremesa de canela

E as boas notícias? Misturar muito bem todos os ingredientes e moldar as broas com o feitio que se desejar, se quiserem polvilhem com açucar; levar a cozer em forno moderado até ficarem lourinhas.
É só!
Entretanto preparem um bom cafézinho para acompanhar e, logo que saiam do forno vão ver como a vida é bela!

janeiro 26, 2007

Torta de Laranja e Côco

Enquanto não arregaço as mangas para amassar o bolo de azeite ( coisa que me vai dar muito prazer mas exige disponibilidade) vou mostrar a minha torta de laranja.
A receita foi um dia rabiscada pelo meu pai, à pressa, enquanto o chefe Silva a apresentava na televisão, por isso muitos a devem já conhecer. Mas pelo sim pelo não... Cá vai.



8 ovos
1 chávena e meia de açucar (refiro-me a 1 chávena de chá)
1 colher de sopa rasa de maizena
60 gr de manteiga derretida
50 gr de côco
raspa e sumo de 1 laranja
1 pitada de sal

Numa tigela misturam-se primeiro todos os ingredientes secos (isto evita que se formem grumos posteriormente). Depois juntam-se os ovos, inteiros, e a manteiga derretida, apenas morna.
Mistura-se tudo muito bem , com uma colher de pau ou com a vara de arames manual, por forma a misturar apenas os elementos, não se trata de bater nada bem batido, acho que o sucesso da torta depende mesmo desta mistura "imperfeita"...

Verte-se num tabuleiro untado com manteiga, forrado com papel vegetal que se volta a untar. É importante que esta operação se faça correctamente, senão a torta não sai.
Levar a forno bem quente e não deixar secar demasiado; a consistência certa assemelha-se a pudim...

Depois de cozida desenforma-se sobre um pano polvilhado com açucar e, com a ajuda dele, enrola-se com cuidado.

Desde que a fizemos a primeira vez, adoptámo-la para sempre.Experimentem e digam qualquer coisa!

janeiro 22, 2007

Bolo de Azeite



Este bolo de azeite é na realidade uma espécie de folar, e não é doce. O miolo é fofinho e muito leve.

Típico da Páscoa e dos Santos por estas bandas, actualmente é possível encontrá-lo à venda durante todo o ano. É delicioso com manteiga, marmelada e geleia de marmelo.

Apesar de todos os meus esforços não consigo encontrar a receita... Será que algum dos meus leitores a tem?...

janeiro 16, 2007

Profiteroles

Profiteroles, choux, éclairs, duchesses ... são todos feitos com o mesmo tipo de massa.

Quando se trata de bolinhos pequenos, como estes, o que requer mais paciência não é preparar a massa, é cozê-los, porque a massa rende muito, e depois de cozidos devem arrefecer dentro do forno com a porta entreaberta.

Quando ela me falta, preparo um enorme "paris-brest", e assim coze toda de uma só vez!


Levam-se ao lume:

1,5 dl de água


1 pitada de sal


75 g de manteiga


1 casca de limão

Quando a mistura levantar fervura, juntam-se de uma só vez 75 g de farinha e mexe-se com uma colher de pau até se formar uma bola.

Retira-se o tacho do lume e juntam-se 3 ovos, de um a um, batendo muito bem a massa, até o ovo ser completamente absorvido. A massa fica brilhante.


O truque que uso para verificar se está no ponto é tocá-la com o dedo; se formar um pico seguro, a quantidade de ovos é a necessária. Se pelo contrário não se formar, bato mais um ovo e adiciono aos poucos, até conseguir a consistência certa. Isto porque o tamanho dos ovos é sempre relativo. Bater o último ovo à parte permite que se adicione só a quantidade necessária, que pode não ser o ovo inteiro...


Para as profiteroles basta deitar pequenas colheradas de massa no tabuleiro bem untado e polvilhado de farinha, como na imagem; se fizerem éclairs ou outros, convém deitar a massa num saco de pasteleiro com boquilha e desenhar com ele os bolinhos no tabuleiro.



Devem espaçar-se bem, porque crescem muito, e cozê-los em forno moderado (190ºC) até se apresentarem lourinhos. Não abrir a porta do forno durante a cozedura, que leva cerca de 20 minutos.

Depois de cozidos abrem-se com uma tesoura e recheiam-se com creme à escolha.

Recheei as profiteroles com creme chantilly e cobri com chocolate de leite derretido.

Também cobri algumas com chocolate branco, por ser o preferido de uma das minhas meninas...






















janeiro 11, 2007

Trutas recheadas, com presunto



Poço do Inferno, Manteigas

Quando damos um passeio por Manteigas, aproveitamos quase sempre para comprar trutas no viveiro.

Assim temos a certeza que são frescas, tão frescas que, se ao chegarmos a casa as lançassemos ao tanque do quintal muitas ressuscitariam!...

Mas não é esse o destino que lhes reservamos, e acabam quase sempre preparadas pelo processo que abaixo descrevo, tadinhas...

Trutas consoante o número de convivas, com cerca de 250g cada;

número de fatias de presunto a condizer;

raminhos de salsa;

pimento vermelho

umas boas colheres de queijo parmesão

vinagre, azeite e sal

Numa tigela mistura-se o queijo com o pimento esmigalhado, a salsa picadinha e um pouco de vinagre.

Introduz-se um pouco deste preparado na barriguita de cada truta, depois de devidamente limpa e amanhada, e temperada de sal, claro.

Envolvem-se os peixinhos nas fatias de presunto e fritam-se em azeite, cobertos com uma tampa, em lume fraco.

janeiro 06, 2007

Tantas Gulodices...


Picado de Abelha

Gostamos muito desta tarte de amêndoa, cá em casa.

Querem experimentar?
Para a massa:
100 g de manteiga ou margarina
100 g de açucar
2 ovos
3 colheres de sopa de leite
150 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó.
Para a cobertura:
100 g de açucar
100 g de manteiga ou margarina
3 colheres de sopa de leite
100 g de amêndoas em palitos, lascadas ou simplesmente partidas
Bate-se a manteiga com o açucar, em creme. Juntam-se os ovos, um a um e por fim a farinha peneirada com o fermento, e o leite. Bater bem a massa e verter numa tarteira bem untada (a massa é espessa, será necessário alisá-la com uma espátula).
Para a cobertura, levar as amêndoas a tostar ligeiramente no forno bem quente. Misturá-las com os restantes ingredientes e levar ao lume durante 7 minutos.
Deitar por cima da massa, na forma, e levar ao forno, regulado nos 200ºC. Retirar quando lourinha.
Esta tarte, ainda morna, faz as minhas delícias! :)


janeiro 03, 2007

O bolo de Ananás

Foi feito com:

200g de farinha
200 g de açucar
150 g de manteiga amolecida
5 ovos inteiros
2 colheres de café de fermento em pó
1 lata de 0,5l de ananás em calda
1 pitada de sal

2 pacotes de natas para bater
açucar em pó a gosto
2 folhas de gelatina branca demolhada

O processo de confecção deste bolo é um pouco diferente do habitual: começamos por peneirar a farinha com o femento, juntamos o açucar e a manteiga amolecida. batem-se os ovos inteiros com 1 pitada de sal e envolvem-se bem na mistura anterior, até a massa se apresentar homogénea.

Coze-se numa forma redonda sem buraco, bem untada com manteiga e polvilhada com farinha.

Entretanto levamos ao lume a calda do ananás com um pouco mais de açucar e deixamos reduzir até obter um xarope.

Depois de cozido e frio, abre-se o bolo ao meio e rega-se com a calda de ananás. Recheia-se com chantilly e pedacinhos de anás e reconstitui-se. Cobre-se com o creme restante e leva-se ao frio até à hora de servir. Eu polvilhei-o com um pouco de drageia colorida, para um ar mais festivo.

Nota: Costumo juntar ao chantilly uma ou duas folhas de gelatina dissolvidas numa colher de sopa de água a ferver, para manter a consistência.

janeiro 02, 2007

FELIZ 2007!


Com muita saúde e alegria!

Receita do bolo em breve...

dezembro 29, 2006

Pastéis de Molho


Tipicamente covilhanenses, estes pastéis, acompanhados com o respectivo molho de açafrão constituem, como diz Maria de Lurdes Modesto, "a mais espantosa das sopas portuguesas".

"Nos anos 20, os empregados fabris não tinham tempo para fazer sopa e então substituíram-na por estes pastéis, uma vez que despendiam muito tempo a confeccioná-los, aguentando durante várias semanas, o que não sucede com a sopa. Este Pastel seco é feito com massa folhada cortada em tirinhas, que se enrolam em forma de espiral, dobrando uma das pontas do pastel para rechear com carne de vaca refogada.O Pastel de Molho era e continua a ser servido com molho de açafrão.

(O molho) prepara-se da seguinte forma: põe-se água a ferver com sal, vinagre, açafrão e um ramo de salsa; coloca-se o Pastel num prato, deitando o caldo por cima, tapa-se com outro prato e aguarda-se um pouco (para "abrir"); o Pastel de Molho "abre", fortalecendo a refeição.O Pastel de Molho é composto por uma massa de margarina ou banha de porco, sal, farinha e recheado com carne guisada (cebola, louro e sal).Para além de poder ser servido com molho de açafrão ou chá preto, pode ainda ser comido apenas como Pastel."

Fonte: Câmara Municipal da Covilhã http://www.cm-covilha.pt/

Eu tenho a receita da massa dos pastéis! Haverá clientes interessados? ...

dezembro 23, 2006

Feliz Natal


Para todos, muitas prendas e muitas gulodices!


dezembro 19, 2006

Rissóis de Camarão

Nada têm de original, mas dão sempre jeito na mesa dos salgadinhos em tempos de festa, não é?

Quando tirei a foto ainda faltava passá-los por ovo batido e pão ralado, mas já eram engraçadinhos...

Para a Massa:
2 chávenas de farinha
1 chávenas de água
1 chávena de leite
1 colher de sopa de margarina
1 casca de limão
sal q.b.

Para o Recheio:
200 grs. de camarão
1 cebola média
2 colheres de sopa de margarina
2 colheres de sopa de farinha
2,5 dl de leite ou caldo de camarão
salsa · sal e pimenta · sumo de limão · 2 gemas

Massa:
Leva-se a água e o leite ao lume com a margarina, a casca de limão e um pouco de sal.
Assim que ferver, retira-se rapidamente o tacho do lume e de uma só vez deita-se dentro a farinha. Mistura-se com a colher de pau e leva-se o tacho novamente a lume fraco, batendo a massa sem parar, até que seque e forme uma bola. Deita-se sobre a mesa de trabalho e amassa-se até arrefecer.Deixa-se descansar durante uns 20 minutos.
Estende-se a massa com o rolo e dispõem-se sobre ela montinhos de recheio que se cobrem com a massa dobrando-a.
Cortam-se com o auxílio dum copo ou de um corta-massa.
Passam-se os rissóis por ovo batido, depois por pão ralado e fritam-se em óleo bem quente.

Recheio:
Cozem-se os camarões e descascam-se. (Há quem prefira descascá-los em crú).
Pisam-se as cascas e as cabeças e levam-se a refogar com a cebola e um pouco de margarina.Cobrem-se com água e deixam-se ferver.Entretanto pica-se a cebola muito finamente e leva-se a alourar com a margarina.Polvilha-se com a farinha, deixa-se cozer um pouco e rega-se com um pouco de leite e o caldo obtido da cozedura dos camarões, tendo o cuidado de o coar antes de utilizar.
Deixa-se o creme cozer até estar bem espesso.Tempera-se com sal, pimenta e sumo de limão e adicionam-se-lhe 2 gemas de ovo. Junta-se um pouco de salsa fresca picada.
É melhor deixar arrefecer o creme antes de o utilizar, facilita o trabalho...

Como fiz 6 dúzias, congelei uma boa parte!

Agora já sabem porque levo às vezes tanto tempo a aparecer!...

dezembro 17, 2006

Bolo de Maçã e Nozes

Esta é a minha receita preferida de bolo de maçã, hipercalórica mas deliciosa!
E é muito fácil de preparar.



Para o bolo:
4 ovos
2 chávenas de chá de açucar
2 chávenas de chá de farinha
1 chávena de miolo de noz
1 chávena de azeite virgem
3 maçãs descascadas e cortadas em pedacinhos
1 colher de chá de essência de baunilha
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal

Cobertura:
1 chávena de açucar amarelo
150 g de manteiga derretida
1/2 chávena de leite
1 pitada de canela

Bater muito bem os ovos com o açucar e juntar o azeite. Bater até não sentir o grão do açucar. Depois juntar a farinha peneirada com o fermento, o sal e a baunilha.
Juntar cuidadosamente as nozes e a maçã, em pedacinhos. Verter a massa num tabuleiro bem untado e cozer em forno médio.
Quando cozido, regar com a cobertura, que se prepara misturando simplesmente todos os ingredientes e levando ao lume até o açucar derreter por completo.
Cortar em quadradinhos, deixar arrefecer e deliciar-se, sem pensar muito no número de calorias por fatia... ;)

dezembro 15, 2006

Notícias do licor

Na segunda-feira passada acabei de preparar o licor de tangerina, mas não fiquei satisfeita com ele...
O cheiro a tangerina é convidativo, o sabor é excelente, mas apesar de o ter coado cuidadosamente, não se apresenta perfeitamente límpido na garrafa.
Se mais alguém tentou a experiência, gostava que me dessem notícias do resultado.


E ainda: há alguns dias a esta parte não consigo fazer comentários em alguns dos vossos blogs que passaram para a versão beta, o que muito me aborrece...A conta do blogger, ao contrário do que é indicado, não dá acesso.
Sabem como ultrapassar este pequeno problema?

dezembro 12, 2006

Frango com Ameijoas

Nos últimos dias, mais ocupada com a confecção de algumas prendas de Natal do que com a cozinha, tenho recorrido muito ao prático e trivial para as refeições da família.

Fiz um destes dias um franguito com ameijoas, de que passo a dar notícias.

Começa-se por temperar o frango, partido aos pedaços, com sal, colorau e um pouco de vinho branco. Deixa-se tomar gosto durante algum tempo e depois passa-se o frango em margarina ou azeite e reserva-se (eu usei azeite) para ficar bronzeado... Faz-se o mesmo a duas ou três tiras de bacon cortadas em pedacinhos. Retiram-se as carnes e, na mesma gordura, aloura-se cebola às rodelas e uns dentitos de alho.
Adiciona-se um bocadinho de vinho branco e polpa de tomate, mexe-se e deixa-se levantar fervura. Nessa altura junta-se o frango e o bacon, e uma folha de louro sem o veio central. Juntam-se também as ameijoas, que devem estar já bem limpas de areia.
Tempera-se tudo com sal e um pouco de piri-piri.
Corta-se um pimento vermelho em tiras e dispõe-se por cima. Tapa-se o tacho e deixa-se cozinhar em lume brando.
Servir polvilhado com um pouco de salsa picada.

dezembro 04, 2006

Licor de Tangerina



Estas são as tangerinas do nosso quintal, mesmo a calhar para preparar o licor, porque não são tratadas com produtos químicos.
Estão agora bem mais maduras do que quando foi tirada a fotografia, e hoje resolvi-me a tentar esta receita, que ainda vai a tempo do Natal.

A primeira fase consiste apenas em lavar as tangerinas, cortar 75 grs de casca dos frutos em tirinhas finas e pô-las a macerar em 1/2 litro de aguardente. Foi o que fiz hoje.

Fica assim durante uma semana e tem de se mexer todos os dias. Depois retiram-se as cascas da aguardente e escorrem-se. Lavam-se em 3 dl de água que se aproveita para a calda.
À água juntam-se 600 grs de açucar, mistura-se tudo e leva-se ao lume até atingir ponto de pérola. Deixa-se arrefecer a calda e mistura-se com a aguardente onde maceraram as cascas; coa-se o licor e guarda-se.
Pelo mesmo processo pode preparar-se licor de laranja: basta que se use casca de laranja em vez de casca de tangerina.

A receita é do chefe Silva. Daqui a uma semana mostro o licor e digo se ficou aprovado.

dezembro 02, 2006

Travia... Sabem o que é?

Não?

Dêem uma vista de olhos aqui.

dezembro 01, 2006

Amarelo da Beira Baixa



Queijo de mistura (ovelha e cabra)curado, de pasta compacta e ligeiramente picante.

novembro 26, 2006

Caldeirada à Fragateira

Na sexta-feira passada, ao passar pela banca do peixe na praça, ocorreu-me a ideia de preparar uma bela caldeirada, daquelas que apuram com calma, e para onde a colher de pau não é chamada.
Comprei safio, raia, cação e cantaril. Se houvesse enguias teria juntado uma, e o tamboril também teria sido boa companhia. mas tudo o que não há se escusa.

Chegada a casa limpei e lavei o peixinho, cortei-o em pedaços e salpiquei-o com sal.
Descasquei duas belas cebolas e uns dentes de alho. À falta de melhor, porque a época dos tomates já acabou, abri uma lata de tomate pelado.

Posto isto, escolhi o tacho de fundo mais espesso e começei a acomodar os ingredientes assim:
Um fundo de azeite no tacho, rodelas de cebola, uma folha de louro, um dente de alho picado, uns ramos de salsa acabada de colher. Uma camada de peixe e uma de tomate às rodelas, mais a polpa respectiva. Mais cebola, mais peixe, mais tomate... Tudo temperado com sal, pimenta, e umas gotas de piri-piri. Mais um golinho de azeite.
Tapei o tacho e levei ao lume, brando, durante cerca de 30 a 40 minutos.
Durante esse tempo fui sacudindo suavemente o tacho, para que nada se pegasse ao fundo, e a tampa permanecer no lugar.
Quando ficou pronto, servi sobre fatias de pão de mistura.

Se tivesse sobrado caldo, cozia umas massinhas à parte e fazia a sopa da caldeirada, mas tal não aconteceu.

Tirei esta foto, que peca por não ter cheirinho...

Feijão Arroz

Eis finalmente o feijão-arroz, comparado com outros dois tipos de feijão bem conhecidos:



- Em cima o feijão catarino
- Em baixo o feijão frade comum
- À direita o pequeno feijão-arroz

Curioso, não é?

novembro 21, 2006

Pãezinhos de Queijo


Enquanto não mostro o feijão arroz, sempre vos digo que fiz pãezinhos de queijo, segundo uma receita da Eliana, e que ficaram muito bons. Uma delícia , para quem gosta muito de queijo, como eu...
Receita textual da Eliana:

"1/2 ql de polvilho (doce ou azedo)
400 g de queijo ralado
1/2 xícara (chá) óleo
3/4 xícara (chá) farinha de milho
200 ml de leite frio
sal a gosto
1/2 xícara (chá) água fria
2 ovos

Preparo:

Coloque o polvilho numa vasilha grande e tempere com o sal, pegue a água e faça uma chuva com ela sobre o polvilho, e comece a sovar, até ficar bem fininho, esquente bastante o óleo e escalde o polvilho e reserve. Em um prato fundo coloque a farinha de milho e vá adicionando o leite até virar um mingau bem molhinho e molhadinho, se sobrar leite reserve você pode precisar dele. Ai você vai juntar ao polvilho reservado o mingau de farinha de milho, o queijo ralado, os ovos e sovar bastante, se perceber que a massa esta um pouco dura vai pingando leite e sovando até ficar macia. Faça as bolinhas e asse em forno 180 graus até dourar. Você pode também fazer as bolinhas e levar ao freezer por até 3 meses".



Obrigada, Eliana! :D

novembro 17, 2006

Adivinha...

Viver e aprender...
Alguém sabe o que é feijão arroz?

:) Fico à espera das vossas sugestões!

novembro 16, 2006

A pedido da Vandinha...

Aqui vão as receitas do creme de pasteleiro e do creme de manteiga.
Com os doces não há "olhómetro", é tudo devidamente pesado e medido!

O creme de pasteleiro :
Ferver 1/2 litro de de leite com uma vagem de baunilha ou com uma casca de limão, segundo as vossas preferências. Reservar.

Bater bem 4 ovos inteiros com 150 g de açucar, juntar 2 colheres de sopa de farinha e duas colheres de sopa de manteiga amolecida.

Quando tudo estiver bem batido e homogéneo, dissolver com o leite previamente fervido com o aroma escolhido e levar a mistura ao lume, num tachinho. Deixar engrossar o creme, em lume brando, mexendo sempre. Este creme não talha ao lume, se a temperatura for devidamente controlada, por isso deixem-no cozer devidamente.


O Creme de manteiga:
1ª fase - colocar uma tigela com 1 ovo inteiro e uma gema sobre um recipiente com água a ferver. Juntar 75 g de açucar e bater até a mistura ficar cremosa e leve e não se sentir o açucar (muito importante!)
Retirar a tigela do banho-maria e deixar arrefecer. Eventualmente colocá-la num recipiente com água fria ou mesmo gelo (agora, com o tempo frio, não é preciso).

2ª fase - bater 250 g de manteiga sem sal até ficar em creme, e juntar 40 g de açucar em pó. Bater bem, até a mistura se mostrar fofa. Adicionar cuidadosamente a mistura de ovos, aos poucos. Envolver bem, de modo a que o creme fique bem liso.

Este creme pode ser aromatizado com café, chocolate, ou licor... para o colorir basta juntar algumas gotas de corante alimentar.

Nota: Esta é a receita, na íntegra, do creme de manteiga.
Dado não ser aconselhável usar preparações com ovos crus, e apesar dos ovos utilizados aqui em casa serem recolhidos diariamente na capoeira, por se tratar de crianças não arrisquei... O creme que aparece nas fotos foi preparado como se explica na 2ª fase, não fiz a mistura de ovos. Aumentei apenas ligeiramente a quantidade de açucar em pó.

novembro 14, 2006

O São Martinho e as 4 Primaveras

O dia de São Martinho foi por cá um dia de festa dupla: a minha afilhada faz anos nesse dia.


Para além do magusto e da jeropiga, há festa de aniversário e criançada.
A madrinha também contribuiu, claro está!
Para além de outras coisas, fiz um bolo-comboio, composto por quatro carrugens multicolores, cheias de gomas, smarties e outras guloseimas.


As carruagens devem ser cozidas em formas de bolo inglês pequenas, de 10 x 15. O ideal são as formas de papel ou alumínio descartáveis. Como não me foi possível encontrá-las, tive de utilizar formas de bolo inglês de tamanho normal, e cortar cada "carruagem" ao meio. Claro que isto interfere no resultado estético final, para pior.

Para cada "carruagem" são necessários :

3 ovos
125 g de açucar
80 g de farinha
raspa de meia laranja
1 pitada de sal

Batem-se as claras em castelo com a pitada de sal. Quando estão quase a atingir o ponto, junta-se-lhes metade do açucar e batem-se um pouco mais. Reservam-se.As gemas batem-se com o açucar restante, até formarem um creme volumoso e esbranquiçado. Nessa altura junta-se a farinha peneirada, aos poucos, alternando com as claras batidas anteriormente, e a raspa da laranja.
Verte-se a massa nas formas, untadas e polvilhadas com farinha. Cozem em forno a 180ºC.

Utilizei creme de pasteleiro para rechear cada bolo, e no fim barrei-os com creme de manteiga, que separei em quatro porções. A cada porção juntei um pouco de corante alimentar, para obter 4 cores diferentes.

Como sobraram ingredientes ainda lhe fiz mais este, para partilhar com os amiguinhos do infantário:



Aqui a decoração ficou a cargo da minha filha Joana, que se saiu muito bem, não acham? Pena que as cores da foto não sejam fiéis...

novembro 12, 2006

Pargo Assado no Forno

É quase sempre assim que asso peixe no forno, no dia-a-dia.
Da última vez eram pargos pequenos, assei um por pessoa.

Começo por salpicá-los com sal, para tomarem gosto.
Depois disponho cebola cortada às rodelas na assadeira, tomate em lâminas, uma folha de louro e uns raminhos de salsa.
Coloco o peixe por cima desta "cama" e rego com azeite e sumo de limão, e uns dentes de alho esmagados. Tempero com um pouco mais de sal e pimenta.
À volta, junto batatinhas cortadas aos quartos, para assarem com o peixe, e sirvo com uma salada verde.

Assim, muito simples.

novembro 10, 2006

Doce de Abóbora



A simples receita do meu doce de abóbora:

Limpo e corto a abóbora em cubinhos;
Por cada quilo de abóbora limpa uso 900 grs de açucar, 200 grs de miolo de noz, e um pau de canela.

Ponho tudo numa panela, e deixo ficar assim de um dia para o outro. A abóbora larga água e o açucar transforma-se numa calda.
Levo a panela ao lume, destapada, e deixo-a ferver em lume brando até ganhar ponto.
Aqui é que reside o busílis, porque sem pesa-xarope só com a experiência... Para 3 quilos de abóbora, isso nunca leva menos que duas horas e meia, mais ou menos.
Para verificar,deita-se um pouco de doce num pratinho e passa-se o dedo; quando a "estrada" que abre se mantém, em princípio o doce está pronto.

Nessa altura junto-lhe as nozes partidas, e verto o doce em frascos esterilizados.
Nunca o desfaço com a varinha, gosto de encontrar os pedaços de abóbora que resitem à cozedura. Quem gostar dele desfeito pode sempre passá-lo, claro.

Se ultrapassar o ponto crítico, o doce ganhará crostas de açucar; se pelo contrário não tiver "ponto", não se conservará devidamente.

novembro 07, 2006

Réstias de Sol

Tanta chuva, tanta chuva! E o Verão de São Martinho que não chega...

As últimas flores do meu jardim:










E as cascatas que correm pelas encostas:

novembro 06, 2006

Tarte à Florentina

Chama-se "à florentina" como tantas outras preparações, porque leva espinafres.
Segundo Mª de Lurdes Modesto, parece que a razão da denominação tem alguma coisa a ver com Catarina de Médicis, que foi rainha de França mas era natural de Florença, e gostava muito de espinafres... E ela merece todo o crédito.

Preparei esta tarte num daqueles dias em que o frigorífico não tinha muito para me inspirar e eu estava com pressa. Não fiquei desiludida!

Usei uma base de massa folhada comprada pronta e preparei assim o recheio:

Alourei 125 g de bacon cortado em tirinhas num pouquinho de azeite, retirei o bacon e salteei 350g de espinafres até amolecerem.
Juntei-os ao bacon e misturei tudo com um requeijão batido, 1 dente de alho espremido, um pouco de queijo parmesão ralado, 2 ovos inteiros e coentros picados.
Tudo temperado com sal, pimenta e uma raspa de noz-moscada.

verti na forma, previamente forrada com a massa:



Pûs-lhe as aparas da massa por cima do recheio e levei ao forno até solidificar, sem deixar cozer demasiado.





Gostei muito, e vou fazê-la mais vezes, também para alegria das minhas filhas, que gostam quase tanto de espinafres como Catarina de Médicis!

novembro 02, 2006

Outono...































Às castanhas, que estão a "velar" vai fazer companhia a jeropiga, que está na adega, já no dia de São Martinho!

A geleia de marmelo e a marmelada já estão prontas...

Da abóbora vou fazer o meu doce preferido, com nozes, claro. Depois mostro.

outubro 31, 2006

Bolos de Soda



A despeito do nome, que pode parecer pouco apetitoso, são muito bons, estes bolinhos!
Com eles, fecho por agora esta série de bolos tradicionais. Gosto deles ao pequeno almoço, com uma caneca de café com leite quentinho...

As quantidades desta receita dão para 4 dúzias de bolinhos.
São muito fáceis de fazer.

Levam:
1 chávena de chá de açucar
1 chávena de chávena de chá de azeite
1 chávena de chá de leite
2 colheres de chá de fermento
1 colher de café de bicarbonato
1 colher de chá de aguardente
4 ovos
sal q.b.
farinha (cerca de 1 Kg)

Batem-se muito bem os ovos com o açucar até obter uma mistura espumosa; acrescentam-se os líquidos: azeite, leite e aguardente. Junta-se a farinha peneirada com o fermento, o sal e o bicarbonato, até a massa adquirir uma textura que permita tendê-la em pequenos bolinhos(eu usei 850 g).

Untam-se dois tabuleiros com azeite e polvilham-se com farinha. Dispõe-se a massa em montinhos alternados, com uma colher, para não se colarem uns aos outros.

Pincelam-se com gema de ovo e polvilham-se com açucar.

Cozem em forno esperto, durante cerca de 10 a 15 minutos.

Com a experiência, constatei que os últimos bolinhos a cozer são os que crescem mais... Por isso acho que a massa só tem a ganhar se a deixarem descansar uns 15 minutos antes de começarem a tender os bolinhos.

outubro 29, 2006

Bolo de Limão



Relacionada com o "tabuleiro de noiva" ainda me falta postar aqui a receita dos bolos de soda, mas entretanto fiz este cake de limão, e não resisto a dar a receita, porque foi um verdadeiro sucesso!

A receita é da Mercotte, que a postou como base para um bolo mármore. Da próxima vez aproveito a sugestão, mas garanto que mesmo assim, simples, é uma delícia!

Cá vai:

5 ovos
250 g de açucar
150g de natas espessas
225 g de farinha
5 g de fermento em pó
100 g de manteiga derretida
raspa de 2 limões
1 pitada de sal
25 g de rum

Bater bem os ovos inteiros com o açucar e uma pitada de sal. Adicionar as natas e bater bem. Juntar a raspa dos limões.
Adicionar a farinha peneirada com o fermento, o rum, e por fim a manteiga derretida.
Levar a cozer em forno moderado, numa forma de bolo inglês bem untada com manteiga e polvilhada com farinha.

Aconselho a todos quantos gostem de limão; é simples de fazer e o resultado é mesmo gratificante.

outubro 25, 2006

Bolo Finto



A vida por aqui é um sossego... Esta é a igreja matriz da vila. Há outra, nova, mas menos pitoresca, embora bonita também.

Viram o bolo grande na foto do último post? Chama-se bolo finto ou sequilho, e é uma espécie de folar, óptimo para pequenos almoços ou lanches; eu gosto de comê-lo com manteiga ou geleia de marmelo.

A receita que tenho dá para 3 bolos:

14 ovos
700 g de açucar
cerca de 3 kg de farinha
60 g de fermento de padeiro
2,5 dl de leite
2 dl de azeite
1 cálice de aguardente
1/2 colher de sobremesa de erva-doce (facultativo)
sal q.b.
1 ovo batido e açucar para dourar.

Dilui-se o fermento num pouco de água morna; batem-se os ovos com o açucar e junta-se o azeite, o leite, a aguardente, o sal necessário e a erva-doce. Junta-se o fermento diluído. Aquece-se ligeiramente esta mistura em lume muito brando e depois vai-se juntando a farinha, até obter massa com consistência semelhante à massa de pão. Pode não ser necessário adicionar a farinha toda, depende muito do tamanho dos ovos e do grau de humidade.

Amassa-se muito bem, até formar bolhas. Deixa-se fintar durante cerca de 5 horas, abafada com um pano branco, longe de correntes de ar.
Quando finta (lembrem-se que a massa deve duplicar de volume e o tempo é indicativo, porque depende muito da temperatura ambiente), divide-se em 3 parte iguais e formam-se os bolos. Deixam-se crescer novamente, bem separados uns dos outros, sobre o tabuleiro onde vão cozer. Depois pincelam-se com ovo batido e polvilham-se com açucar.

O ideal é cozê-los em forno de lenha (acho que o Kuka tem um, que sorte!), mas na falta usamos o forno doméstico, com temperatura moderada.

Como vêem, é preciso um pouco de paciência, mas valem bem a pena!

Se quiserem experimentar podem sempre dividir as quantidades da receita ao meio, o que facilitará bastante a tarefa.

outubro 24, 2006

Esquecidos



"Esquecidos" é o nome que se dá aos bolos secos achatados, ao cimo, à esquerda na imagem. É uma foto de um "tabuleiro de noiva" beirão, mas todos os bolos que lá se vêem se comem durante o ano inteiro por estas bandas, tendo desaparecido o costume de oferecê-los aos vizinhos e amigos quando há casamento.

Os esquecidos são macios e leves, muito simples e fáceis de fazer.
Podem ser utilizados na preparação de sobremesas, em substituição dos biscoitos "la reine".

Precisamos de:
3 ovos
200 g de açucar
250 g de farinha com fermento
1 pitada de sal

Os ovos batem-se com o açucar, sem dó nem piedade, até a mistura ficar esbranquiçada e ter aumentado de volume. Nessa altura junta-se a farinha peneirada com o sal, aos poucos, sem bater excessivamente.

A massa dispõe-se às colheradas num tabuleiro forrado com papel vegetal, untado com manteiga e polvilhado com farinha.
Deve-se ter o cuidado de espaçar os bolos, porque têm tendência a alastrar, como se vê pela sua forma.
Vigiar, porque a cozedura é rápida!

Na foto há ainda:
- cavacas (reconhecem-se por estarem cobertas de açucar)
- um bolo finto (o maior, em baixo), que é uma espécie de pão doce muito fofo
- biscoitos de azeite, também chamados de de 3 pernas (em cima, à direita)
- bolos de soda, assim chamados por levarem bicarbonato de soda em vez de fermento
(vê-se apenas um, na imagem, a seguir ao bolo finto).

Esta receita é dedicada à minha leitora ou leitor da Idanha, que está longe da sua terra, e que me dá o prazer de ler este modesto blog...

outubro 09, 2006

Coisas de cá...

Obrigada a todos pelos comentários simpáticos que por cá têm deixado.
Não tenho dado muitas notícias, mas penso que a partir da próxima semana retome o ritmo normal; afinal parece que sempre é possível instalar o ADSL na minha nova casinha - cruzes, canhoto, não vá o diabo tecê-las!!...

Bom, isto é um blog de culinária, mas vou mostrar os nossos dois novos amiguinhos:




São o Faustino e o Fugêncio (este último chama-se assim porque foge por tudo e por nada... Parecem duas tartaruguinhas, mas não são: são dois cágados bébés que não deviam ter sido retirados do seu habitat e que eu e as minhas meninas tomámos ao nosso cuidado.

Não são giros? Adoram apanhar sol.





Agora coisas sérias: proponho-me dar-vos algumas receitas de biscoitos e bolinhos típicos desta região. Que acham?
A maior parte das receitas faz parte dos cadernos de culinária da família há anos.

Vamos começar pelos biscoitos de azeite.



São pouco doces, e têm uma textura semelhante à das cavacas. Vendem-se em quase todas as padarias e pastelarias de cá. Os da imagem são grandes, mas podem fazer-se mais maneirinhos, que é como eu gosto deles para servir com o cafézinho.

A receita base leva:

5 ovos inteiros e 3 gemas ;
1 chávena de açúcar ;
1/4 l de azeite ;
meio cálice de aguardente ;
farinha que baste, como se explica abaixo;
ovo para pincelar, e açucar para polvilhar

Batem-se os ovos inteiros com as gemas e o açúcar até duplicar de volume e não se sentir o açucar. Aquece-se um pouco o azeite em banho-maria e junta-se aos ovos; bate-se um pouco mais.

Em seguida vai-se adicionando a farinha (cerca de 500 g) à mão, e amassa-se bem. Junta-se a aguardente e, se for necessário, um pouco mais de farinha. A massa deve ficar macia mas permitir que se moldem os biscoitos, como explico a seguir, por isso a quantidade de farinha deve ser rectificada segundo diversos factores, como o tamanho dos ovos, ou o teor de humidade da própria farinha...
Deixa-se descansar um pouco a massa, e depois estende-se numa superfície enfarinhada.

Os biscoitos tendem-se formando 1º um pequeno rolo grosso, que se corta em dois sítios, separando a massa de modo a obter-se um biscoito com três pernas. Esta é a forma mais típica, mas também se podem moldar em S ou de qualquer outra forma.
Pincelam-se com ovo batido, e quem gostar pode também polvilhar com açucar, como se faz na Idanha. Levam-se a cozer em forno bem quente, até ficarem lourinhos.

Se experimentarem, dêem notícias!

setembro 28, 2006

A cabidela

Pois é, às vezes as coisas não saem bem como as planeamos, já todos sabemos.
De facto inaugurei a minha cozinha nova na data prevista, mas Internet que é bom, nada…
Mudar da capital para o interior é assim, tem vantagens e inconvenientes. O problema ainda não está resolvido, mas pelo menos já posso dar notícias!

Bom, na cozinha tenho-me dedicado a experimentar algumas das receitas dos vossos blogs que se encontravam em stand-by, mas hoje vou dar a receita da minha cabidela de frango.
Foi feita numa quinta de familiares onde me cruzei com alguns bichinhos simpáticos ( e que servem para se fazerem outros petiscos...) :












E digam lá se este não é mesmo fotogénico?










Passemos então à cabidela:

Fica melhor com franguinho ou galinha caseiros, mas pode usar-se um bom frango do campo, que já se vende acompanhado com a saqueta de sangue respectiva. As almas sensíveis que me perdoem!... De qualquer forma deixem-me dizer-lhes que cozinho e como a cabidela na maior, mas só desde que outro mate o bicho!
Depois de cortada a ave em pedaços, esfrega-se com vinagre, vinho verde branco e sal.
Fazer um refogado puxadinho de azeite e banha, juntar uma pitada de colorau, pimenta branca e salsa picada. Juntar e deixar estufar o(s) franganote(s). No caso eram três, porque éramos muitos a almoçar!
Quando estiver no ponto, se houver gordura a mais, tira-se o excesso e deixa-se apenas a que for conveniente para a calda do arroz. Isto dependerá um pouco do gosto pessoal de cada um...
Junta-se chouriço de carne e bocadinhos de presunto, se for bom.
Medir a quantidade de água necessária e juntar igualmente o sangue (1), de forma a que o arroz não venha a ficar excessivamente aguado. Eu uso normalmente 3 medidas de água para uma de arroz (carolino, neste tipo de receitas). Quando a calda levantar fervura, juntar o arroz e deixá-lo abrir sem empapar; rectificar os temperos e servir assim que ficar no ponto.

(1) O sangue aproveita-se aquando do abate da ave; para o conservar líquido junta-se-lhe um pouco de vinagre.

setembro 11, 2006

Há falta de novidades...

A nova cozinha vai ser estreada na semana que vem.
As minhas espreitadelas têm sido breves e feitas através de "soluções alternativas", visto que ainda não há net em casa, e mais: ainda não estou em casa!
Ficou por contar a história de uma cabidela feita nas férias, com 3 polhos da quinta de dois simpáticos primos, e que foi um sucesso.
Há também fotografias não publicadas da dita quinta, e de toda a criação que por lá há, desde cabras, porcos, patos, pombos... Ou seja, para os que me seguem, acho que descobri como fazer a tal chanfana de que aqui falei, lembram-se? ;)

Especialmente para a Elvira, que me desafiou:

CINCO COISAS PARA COMER ANTES DE MORRER

1- Uma bela lagosta suada num jantar romântico, vendo o mar como fundo e o céu estrelado. Acompanhada com um belo branco verde que a merecesse.

2 - Codornizes bravas estufadas a preceito com couve lombarda.

3 - Empanturrar-me de percebes e ameijoas pretas enormes, regadas a imperial.

4 - Comer um belo cabrito estonado à moda da Beira, de preferência preparado pela minha mãe.


5 - Um grande "pijama" de doces conventuais a transbordar de açucar e gemas de ovos, de todas as qualidades e feitios, porque quam vai morrer deixou de ter preocupações dietéticas!

Passo a batata quente à Mónica, ao Kuka, ao Chalabi e à Cristina, se quiserem responder, claro!