agosto 26, 2007

Brioche "Flore"



Já por cá tinha dito que sou louca por brioches... À conta disso investiguei várias receitas em blogs franceses, e esta foi a que pûs em prática há dias. Foi feita na máquina do pão.
Se não é perfeita anda muito lá muito perto!

A receita é do blog Palais des Délices, da Céline, um dos meus preferidos.

Devo dizer que não achei farinha T45; usei só a T55, mas vou colocar a receita tal como ela a descreveu, porque a Céline não dá ponto sem nó... Teria por certo feito diferença na consistência do miolo.

Se experimentarem sejam rigorosos com o peso dos ingredientes porque com as brioches não se pode improvisar!

200g de farinha T55
150g de farinha T45
3 g de sal fino
70g de leite
160g de ovos (3 médios)
10g de fermento de padeiro
60g de açucar
175g de manteiga amolecida

Tal como a Céline aconselha, em vez dos ovos inteiros pode usar-se uma maior quantidade de gemas, o que melhora muito a consistência do miolo. Eu usei um ovo inteiro e juntei-lhe várias gemas, até perfazer as 160g indicadas na receita.

Depois foi só colocar os ingredientes na máquina pela ordem indicada pelo fabricante (primeiro os líquidos e depois os sólidos). A manteiga juntei-a com a máquina em funcionamento, quando tudo estava já semi-amassado.
Depois foi esperar para ver!

Outra perspectiva:











E o miolo:

agosto 20, 2007

Shortbread



Uma ideia (deliciosa) para o chá!









250g de farinha
100g de maisena
100g de açucar
200g de manteiga fria
1 pitada de sal
1 pacote de açucar baunilhado


A massa destes biscoitinhos pepara-se como a massa quebrada:
Juntam-se as farinhas, o açucar e o sal numa tigela; junta-se depois a manteiga cortada aos pedaços e desfaz-se tudo com os dedos, de forma a obter uma areia grossa. Amassa-se com as mãos até se obter uma bola de consistência homogénea. Não se deve trabalhar muito a massa!

Em seguida estende-se sobre um tabuleiro rectangular (20x30cm) e pica-se com um garfo. Deixa-se repousar no frigorífico durante uma hora e depois leva-se ao forno durante 25 a 30 minutos.
Depois da massa cozida, e enquanto quente, corta-se em rectângulos de 2x4 cm.

Os biscoitinhos ficam mais bonitos se forem polvilhados com açucar baunilhado.
Eu misturei um pouco de baunilha na massa e dispensei a cobertura de açucar... sempre são menos algumas calorias!

Nota: Como podem verificar, esta receita não leva ovos, o que pode ser uma mais-valia para quem, pelos mais diversos motivos, os não pode comer.
Receita do livro "Docinho Gostosinho", do Círculo de Leitores

agosto 14, 2007

Bifes de perú com recheio de espinafres



Para tornar os bifinhos de perú um pouco menos insípidos resolvi preparar um recheio de espinafres.

Foi assim:

Cozi os espinafres (cerca de 300 grs)em água e sal e escorri-os. Pûs de lado e misturei 40 grs de queijo ralado com uma colher de sopa de farinha, 1 ovo e 50 cl de natas.
Num tacho juntei este preparado aos espinafres e temperei com pimenta. Liguei tudo em lume baixo.

Os bifinhos foram bem espalmados e temperados também com sal e pimenta. Sobre cada um coloquei uma fatia fina de presunto e um pouco da mistura de espinafres. Enrolei-os e prendi com palitos, para que o recheio não escapasse durante a cozedura.

Em seguida alourei-os em manteiga sobre lume forte, reduzi o lume e deixei-os cozer suavemente, juntando um pouco de caldo de carne quando necessário.
Há que ter em conta que os bifes, assim enrolados, levam um pouco mais de tempo a cozer no interior. Antes de os servir piquei-os com um espeto, para me certificar que estavam no ponto.

A inspiração veio de uma receita Vaqueiro, em que os espinafres eram utilizados para rechear um naco de peito de vitela.

Quando repetir a receita vou tentar incrementar um pouco o molho...

julho 30, 2007

Mais pão caseiro...



Este foi o último pãozinho que fiz com a ajuda da minha máquina. O corte denota que foi cortado ainda muito quente, porque o cheirinho a pão acabado de cozer era tal na cozinha que, assim que saiu do forno, não resisti à tentação de o provar!

A receita tirei-a da net, muito antes de ter o blog, por isso não tive a preocupação de anotar a origem, pelo que peço desculpas ao autor (desconhecido)...

Para três pãezinhos:

1 colher de café de levedura desidratada
500g de farinha
250 ml de água morna
2,5 colheres de sopa de azeite
1 colher de café de sal fino

Coloquei os ingredientes na máquina pela ordem preconizada pelo fabricante; no caso da minha máquina colocam-se primeiro os líquidos e depois os sólidos.
É facultativo, mas eu junto sempre uma pitada de açucar às massas lêvedas, para ajudar o trabalho do fermento.

Escolhi o programa "massa" : estava com vontade de moldar os pãezinhos à mão.
Quando o programa acabou, retirei a massa para uma superfície enfarinhada e amassei ligeiramente, para retirar o ar à massa. Formei três pães e dei-lhes uns golpes com a lâmina da faca. Deixei-os levedar de novo.

Entretanto, aqueci o forno à temperatura máxima e introduzi os pães, que já tinham duplicado de volume. Coloquei um recipiente com água no forno, porque o vapor durante a cozedura favorece a formação de uma crosta estaladiça.

Após 20 minutos retirei-os do forno e deixei-os sobre uma grelha, para arrefecerem, mas acabei por provar um naco antes disso, generosamente barrado com manteiga!...

O Bolo do Dia dos Avós



Qualquer ocasião é boa para preparar uma gulodice! O dia dos avós foi o pretexto para nos regalarmos em família com este bolo, e as minhas filhas colaboraram activamente na sua preparação.

A receita é de um velho livro da Biblioteca Vida : "Aprenda a fazer bolos para festas infantis". Não dizem que de velhinho se torna a menino?...

A receita:

Batemos 4 claras em castelo com uma pitada de sal; sem parar de bater, juntámos as 4 gemas e uma chávena de chá de açucar. Em seguida juntámos uma chávena de leite quente, e 2 chávenas de farinha que já tinhamos peneirado com uma colher de sobremesa rasa de fermento em pó. Esta última operação faz-se sem bater muito a massa, envolvendo apenas a farinha cuidadosamente.

Vertemos num tabuleiro (37x25) untado com manteiga e polvilhado com farinha. Cozeu em forno médio (180ºC) durante cerca de 40 minutos.

Enauanto o bolo cozia preparámos o doce de ovos moles para o recheio, e o glacé para a cobertura.

Penso que já por aqui expliquei a confecção dos ovos moles...
Quanto ao glacé, batemos uma clara em castelo com umas gotas de sumo de limão e fomos juntando açucar em pó, até obter a consistência desejada.

Depois de frio cortámos o bolo ao meio na vertical, e depois cada metade na horizontal, por forma a obtermos 4 fatias iguias.
Sobrepusemo-las intercalando com o doce de ovos e obtivemos um bolo bastante alto!
Por fim barrámos o conjunto com o glacé.

A massa do bolo é muito fofa e leve. Os avós, que são gulosos, gostaram do presente.

Nota: A chávena que uso como medida para os bolos é grande: tem a capacidade de 350 ml.

julho 25, 2007

De regresso



Ausentei-me da cozinha por alguns dias, mas já regressei...

julho 10, 2007

Lombos de Pescada com Molho de Coentros



Os coentros no molho foram ideia minha. Na receita que utilizei, de um livro da Vaqueiro, não havia tal. Utiliza-los ou não fica pois ao critério de cada um...

Começar por escalfar rápida e suavemente os lombinhos de pescada num caldo feito com 1.25 dl de água, um pouco de vinho branco, uma colher de chá de sumo de limão, um fio de azeite, um ramo de salsa e sal.

Retirar os lombinhos do tacho e mantê-los quentes. Coar o líquido da cozedura.

Para preparar o molho:
Derreter 20g de manteiga, polvilhar com 20g de farinha e deixar cozer sem ganhar cor. Regar com 1 dl do caldo de cozer o peixe, mexendo sempre. Juntar 1 dl de vinho branco e deixar cozer durante mais 10 minutos.

Em seguida bate-se uma gema com 2 colheres de sopa de natas e adiciona-se a mistura ao molho, já fora do lume. Foi também por esta altura que entraram os meus coentros...

Cobre-se o peixe com o molho e serve-se o restante na molheira.

Da próxima vez que os fizer vou experimentar com uns raminhos de funcho.

julho 03, 2007

Bolinhos de Arroz


Que fazer quando sobrou um pouco de arroz de cenoura e um pouco de carne à bolonhesa?
Bolinhos de arroz!




300g de arroz já cozinhado
quatro colheradas de carne guisada com tomate
um pouco de pão duro ralado
dois ovos batidos
cinquenta gramas de queijo macio, ralado
sal e pimenta

Se necessário, pisar bem a carne (no caso esta operação foi dispensada, visto que se tratava de carne picada). Colocar o arroz numa terrina, juntar os outros ingredientes e temperar de sal e pimenta. Com a mistura formar bolinhas pouco maiores que almôndegas e passa-las no pão ralado.
















Eu optei por fazer um buraquinho em cada bolinha e colocar uma colherita (das de café) de carne; depois fechava de novo a bolinha...

Fritar em óleo ou, melhor ainda, azeite bem quente e colocá-los sobre papel absorvente.

Podem ainda levar-se ao forno previamente aquecido por cinco minutos, coisa que não fiz...

Servi-os bem quentes, com uma salada verde. Parecia tudo novo! :)


junho 29, 2007

Molotof



É um dos doces preferidos cá em casa. E uma bomba calórica, porque o cubro sempre com creme de ovos moles! Na foto ainda não tinha procedido a essa operação, mas mesmo assim já se comia...

Bati 9 claras em castelo, com uma pitada de sal. A meio do procedimento fui juntando o açucar: 1 colher de sopa por cada clara. Quando tudo ficou consistente juntei 2 colheres de sopa de caramelo líquido, feito por mim.

Com o mesmo caramelo barrei a forma onde deitei a massa do pudim, às colheradas. Convém ir apertando um pouco, de forma a que não fiquem bolhas de ar.

O tempo de cozedura (em forno médio) é de cerca de 3 minutos por clara; no caso 27 minutos, mais ou menos.

Deixo-o alguns minutos no forno, com a porta entreaberta, para não baixar abruptamente, e desenformo-o enquanto quente.

Com as gemas preparo os ovos moles para o cobrir.

junho 25, 2007

Crepes



Continuo quase sem tempo para actualizar este blog, que já foi objecto de dois posts diários!!...

Crepes faço-os há muito (basta ver o aspecto da crepière, mais velha que o avô do Obélix...), mas andava com vontade de experimentar esta receita, tirada do blog da Caroline, Les Culino-Tests, que infelizmente deixou de nos brindar com o seu invulgar sentido de humor e bom gosto na cozinha.

Mas vamos ao que interessa: todos sabemos que para se fazerem os crepes é preciso deixar repousar a massa no mínimo uma meia hora... Ora, com a minha actual falta de tempo, a sugestão da Caroline vinha mesmo a calhar. Segundo ela, aquecer o leite com a manteiga, antes de o adicionar à massa, evitava este contratempo.

Como a receita provou, cá vai, tal como ela a publicou:

Aquecer 1/4l de leite com 60g de manteiga num tacho.
Assim que a manteiga esteja derretida, retirar o tacho do lume e deixar arrefecer um pouco.
Bater 3 ovos com um garfo.
Colocar 125g de farinha num recipiente, abrir uma covinha e juntar os ovos batidos, 20g de açucar, 1 pitada de sal e bater com o batedor de varas.
Aromatizar com rum, baunilha ou outro ingrediente ditado pela inspiração do momento.
Finalmente incorporar aos poucos a mistura de leite e manteiga, mexendo energicamente.

A massa assim preparada pode utilizar-se de imediato.
Passa-se um papel de cozinha com um pouco de manteiga sobre a crepière, verte-se-lhe dentro uma concha de massa ao mesmo tempo que se roda rapidamente, de forma a cobrir o fundo com uma fina película de massa. Para tirar a foto esta operação foi prejudicada, e o crepe saiu grosso demais :)















Quando começam a aparecer as bolinhas está na altura de os virar...



















Depois toda a gente sabe o que fazer com eles, não é?
Apenas polvilhados com açucar, recheados com gelado ou enrolados com compota em forma de charuto, à la suzette... Quem lhes consegue resistir?...


As frigideiras anti-aderentes para crepes não devem ser lavadas; limpam-se o melhor possivel depois da utilização, a seco. Podem ficar feias, mas em compensação os crepes ficam cada vez melhores!

junho 23, 2007

ABC dos Sabores Portugueses e Mais Alguns


O livro de José de Roby Amorim:





Belíssimas fotografias e muitas receitas tradicionais recriadas pelo chefe Miguel Castro e Silva.




A última aquisição para a minha biblioteca culinária...

junho 15, 2007

Pizzas de sábado à noite...



Cá em casa o sábado à noite é o momento ideal para a pizza familiar, sobretudo se houver um bom filme para ver...

Esta é a receita da massa que nunca deixa ficar mal:

350g de farinha (reservar 150 a 200g para levar a massa ao "ponto")
10g de sal
10g de levedura desidratada ou fermento de padeiro
1 colher de sopa de azeite
250g de água

Misturam-se 200g de farinha com o sal, a levedura e a água morna (a + ou- 20ºC). Junta-se o azeite e amassa-se bem (nesta fase a massa fica mole).

Deixa-se levedar e depois trabalha-se de novo a massa, juntando a farinha reservada, para obter a consistência certa.

Deixar levedar de novo e voltar a amassar é o segredo para obter uma massa macia e não quebradiça. Deixar levedar ainda mais uma vez, voltar a amassar e dividir a massa em três partes (ou seja, três futuras pizzas...)sobre um plano de trabalho enfarinhado.

Deixar repousar as três bolas de massa durante um quarto de hora antes de as estender.

Espalmar as bolas com a mão até obter discos; prosseguir com o rolo da massa, voltando os discos de massa 1/4 de volta para que fiquem bem regulares. Fazer rebordo ou não depende do gosto de cada um...

Colocar a massa sobre o tabuleiro e guarnecer segundo o recheio do frigorífico e a imaginação: o belo molho de tomate, cebola às rodelas, pimentos marinados, azeitonas, chourição e cogumelos foram a minha escolha... Sobre estes ingredientes não podia faltar o queijo mozzarella (fui generosa...), um fio de azeite e orégãos, claro!

Noutra ocasião anchovas ou gambas, ou o salmão fumado e as natas serão as vedetas...

junho 07, 2007

Blogs com Tomates



O Rap'ó Tacho foi nomeado para o prémio "Blog com Tomates", da Brit, pela Laranja com Canela. Obrigada Laranjinha!


As minhas nomeções vão para:

Ardeu a Padaria
100% Açúcar
Elvira's Bistrot
Baú da Conceição
O Avental Gourmet

Os nomeados devem aceder ao blog da Brit e fazer as suas nomeações!

junho 05, 2007

Clafoutis de Cereja


De facto a melhor maneira de comer cerejas é ao natural...

Foi o que mais fiz nos últimos dias, mas são tantas que não tive pena do 1/2 quilo que usei nesta receita. As outras não sei, mas as nossas duas cerejeiras foram pródigas em frutos.

Agora já estão excessivamente maduras, e os melros podem banquetear-se à vontade, Avental.


No clafoutis gostei muito da combinação do doce com o sabor levemente ácido das cerejas.

A receita base pode ser preparada como aparelho para outras frutas, tais como alperces, maçãs, framboesas... Consoante a fruta escolhida pode ser aromatizada com canela, baunilha ou cardamomo.

Batem-se 4 ovos com 125g de açucar, uma pitada de sal e uma colher de chá de açucar baunilhado ou algumas gotas de essência de baunilha. Juntam-se 80g de farinha e 60g de manteiga derretida, fria.

Mistura-se tudo muito bem e verte-se por cima de 1/2 kilo de cerejas, dispostas num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha. Elas sobem imediatamente à superfície!

Podem descaroça-las previamente; eu não o fiz, porque acho que as cerejas perdem a graça e largam muito sumo.

Comêmo-lo ainda morno, à sobremesa, e gostámos muito.

maio 31, 2007

Cerejas

Lembram-se da cerejeira em flor? Está assim:



















Vamos fazer um clafoutis?...

maio 26, 2007

Pudim de pão com maçã



Que bom estava! Depois de pronto cobri-o com geleia de maçã, que aqueci ligeiramente.

Descasquei e cortei em pedacinhos miúdos duas belas maçãs. Pûs de lado.
Aqueci bem 7,5 dl de leite e deitei por cima de dois pãezinhos brancos, também cortados aos pedaços. Misturei com uma colher de pau, até o pão ficar bem desfeito.

À parte bati ligeiramente 6 ovos inteiros com uma chávena de chá de açucar (aqui manda o gosto pessoal de cada um, mais ou menos doce...). Misturei os dois preparados, juntei a maçã e uma colher de chá de canela em pó e verti tudo numa forma caramelizada.

Levei-a ao forno, previamente aquecido, dentro de um tabuleiro com água a ferver, ou seja, em banho-maria. Deixei assim em forno moderado até que, ao picar o pudim com um palito, este saiu seco. Devem ter sido cerca de 50 minutos.

Fiz assim, sem receita certa, baseada na minha magra experiência e nas leituras culinarescas.

maio 18, 2007

Pãezinhos



Apanhei a receita destes pãezinhos num site francês, muito antes de ter a preocupação de guardar o nome da fonte, pois ainda não existia este blog. Por esse motivo não a posso citar, e pelo facto peço desculpa ao autor... A quem também rendo a minha homenagem, porque são muito bons!

Preparei a massa na máquina do pão, que adoro e de que não tenho vergonha nenhuma! Pelo contrário, até tenho duas.

Como sei que temos por cá mais adeptos das MAP, cá vai a receita.

Trata-se de pãezinhos especialmente indicados para os hamburguers, embora eu os tenho comido de outras maneiras... Quem os fizer com esse fim deve salpicá-los com sementes de sésamo, a preceito.

600 grs de farinha
40 g de fermento de padeiro
40 cl de leite
1 ovo batido
30 grs de margarina
1 colher de sobremesa rasa de sal
2 colheres de sopa de sementes de sésamo

Diluir o fermento no leite morno e deixar repousar 10 minutos. Verter na cuba da máquina e juntar a farinha, o sal, o ovo batido e a margarina amolecida. Programar para "massa".
Quando o programa terminar, retirar a massa para um plano de trabalho enfarinhado, estendê-la e cortar em rodelas de + ou - 8cm de diâmetro (eu fiz bolinhas a olho...).
Dispô-las sobre o tabuleiro do forno e deixar levedar até voltarem a dobrar de volume.
Pincelar os pãezinhos com leite e salpicar som as sementes de sésamo (facultativo).
Levar ao forno, bem quente, até estarem cozidos e dourados.

Quem não tiver máquina, pode igualmente fazer os pãezinhos à mão; só terá que lhes dedicar um pouco mais de carinho...

maio 16, 2007

Bolo de salada de fruta


Há dias que não tinha internet... Desenganem-se os que pensam que na província não há pirataria! Alguém se andava a aproveitar subrepticiamente da nossa ligação... Espero que lhe caiam os dentinhos todos depois da gracinha :)

Tenho algumas coisas para postar, entre as quais este bolo, feito num ápice para alegrar o lanche das meninas. A receita é do marmiton.

O bolo é muito húmido, ensopado, mesmo... Tem um defeito: é pequeno!

A receita:

1 ovo
1 chávena de chá de farinha
1 chávena de chá de açucar
meia lata de salada de fruta, com o líquido correspondente
1 colher de café de fermento em pó
1 pitada de bicarbonato e outra de sal

Misturar tudo e verter numa forma muito bem untada e polvilhada com farinha. Levar ao forno, já quente, por aproximadamente 30 minutos.

A receita indicava ainda uma cobertura, que eu não fiz, porque achei desnecessário. Mas aqui fica, para quem quiser experimentar:

Misturar uma chávena de açucar amarelo com 1/2 chávena de natas e 30g de manteiga. Levar ao lume até levantar fervura e manter assim durante 1 minuto, mexendo.
Verter sobre o bolo, à saída do forno.

maio 04, 2007

1º Aniversário

O Rap'ó Tacho comemora um ano de existência,
Obrigado a todos os que o visitam!


Temos uma sericaia (ou cericá), para comemorar.

Consta que foi D. Constantino de Bragança que trouxe este doce da Índia. Tradicionalmente era levado ao forno em pratos de estanho, depois substituídos por pratos de faiança.

A receita que aqui publico é a dos "Tesouros da Cozinha Tradicional Portuguesa", das Selecções do Reader's Digest.

6 ovos
250g de açucar
6 colheres de sopa rasas de farinha peneirada
1/2 l de leite
1 pau de canela
casca de limão q.b.

Batem-se as gemas com o açucar e dilui-se a farinha no leite frio, junta-se o pau de canela e a casca do limão. Misturam-se os dois preparados e leva-se ao lume, brando, até se obter um creme. Quando ao mexer se começar a ver o fundo do tacho, retira-se do lume e deixa-se arrefecer. Retiram-se o pau de canela e a casca do limão.
Batem-se as claras em castelo e misturam-se no doce.
Deita-se o preparado às colheradas num prato de ir ao forno, alternando cada colherada disposta transversalmente com outra colocada no sentido longitudinal (parece que é nisto que consiste o segredo para a sericaia abrir as fendas que lhe são características...). Leva-se a forno forte.

Nota: o bolo cresce muito, mas baixa ao sair do forno; é assim mesmo.

maio 03, 2007

Amores-perfeitos



Lindos, no jardim...



Custava a crê-las ali,
Inertes, escondidas
Gelada e morta a terra,
As árvores despidas.


(Autor desconhecido)