Qual virá a ser a fruta, qual será ela, que agora se vê assim, da minha janela?...
Deixei de lamentar a expulsão de Adão e Eva do Paraíso quando descobri que eles não tinham presunto nem ovos mexidos! (Dorothy Sayers)
março 28, 2007
março 26, 2007
Bolo de Amêndoa
Aqui fica a sugestão de um bolinho de amêndoa para a Páscoa, simples e amanteigado.
Fi-lo pela primeira vez há alguns dias e entrou imediatamente para o meu caderninho de favoritos.
Leva:
80 g de miolo de amêndoa moído
200 g de farinha com fermento
1/2 colher de café de bicarbonato
1 pitada de sal
300 g de açucar (340g na receita original)
170 g de manteiga amolecida
4 ovos grandes
1 e 1/2 iogurtes naturais
raspa de 1 limão
4 ou 5 gotas de extracto de amêndoa
Primeiro bate-se o açucar com a manteiga amolecida, em creme. Juntam-se os ovos, um a um, e bate-se bem entre cada adição. Junta-se o iogurte, a raspa de limão, o sal, e o extracto de amêndoa. Por fim vai a farinha, misturada com as amêndoas em pó e o bicarbonato. Mistura-se novamente para a massa ficar bem homogénea. Levar ao forno em forma bem untada com manteiga e polvilhada com farinha por cerca de 40 minutos, ou até que um palito inserido no centro do bolo saia seco.
Podem decorar a gosto, polvilhar com açucar glace e amêndoas coloridas, por exemplo...
É mais uma receita do blog "le hamburguer et le croissant", da Estelle, com as quantidades dobradas.
março 21, 2007
Do dia-a-dia...Penne com frutos do mar
Foi o nosso jantar um destes dias, e estava muito bom!
Lavei, limpei as lulas e cortei-as às rodelas e deixei em espera. Piquei uma cebola e um dente de alho e pûs a alourar em azeite. Quando a cebola ficou lourinha, juntei as lulas e deixei fritar uns 5 minutos. Juntei tomate, limpo de peles e sementes, cortado aos cubinhos, uma folhita de louro, uma pitada de orégãos, uma mão-cheia de ervilhas e um pouco de vinho branco (não mais que 1 dl).
Tapei e deixei cozer em lume fraco.
Entretanto tinha água ao lume para cozer o macarrão. Quando começou a ferver juntei-lhe sal e umas gotas de azeite, e introduzi a massa.
Fui tratar dos cogumelos: cortei-os em fatias e salteei-os num pouco de manteiga. Juntei-os às lulas. Juntei também alguns camarões descascados e uma colher de sopa de salsa picada, mais umas tiras de pimento vermelho. Se tivesse manjericão fresco também o teria asssociado, mas não havia... Pûs uma pitada de manjericão seco, que remédio.
Deixei apurar o molhinho e, quando a massa ficou no ponto, escorri-a e juntei-a a este preparado.
Para ficar perfeita faltavam-lhe uns belos mexilhões abertos ao natural; como não os tinha, escorri uma lata de mexilhão de conserva e juntei-os à massita, mas não é a mesma coisa.
A repetir, mas com os ingredientes que faltaram desta vez!
março 20, 2007
Bróculos com molho de queijo

Para preparar estes bróculos, comecei por branqueá-los durante alguns minutos em água a ferver,comm um pouco de sal, depois de bem limpos e separados em floretes. Escorri-os e dispu-los na travessa.
Para o molho, derreti um pouco de margarina e juntei-lhe, gota a gota, o sumo de meio limão. Juntei queijo fresco batido(seriam uns 100g), e bati tudo até o molho ficar aveludado. Para ficar menos espesso, juntei um gole de água quente.
Depois foi só regar os bróculos com o molho e misturar com cuidado.
Para variar dos bróculos simplesmente cozidos ou salteados...
Nota: Podem polvilhar-se com um pouco de raspa de limão, que eu esqueci....
março 16, 2007
Cake de chocolate
Vale a pena passear na blogolândia! As coisas deliciosas que eu tenho confeccionado e comido graças a este intercâmbio. Comparado com muitos dos vossos, o meu bloguito é bem modesto: serve-me como caderno de receitas mas, sobretudo, dá-me o prazer de interagir com outros amigos virtuais que também gostam de cozinhar, e por aqui partilham sucessos e fracassos.
Quem como eu põe a mesa para o almoço e o jantar não publica tudo o que faz, na maioria das vezes muito trivial...
Como sou gulosa e já experimentei, sempre quero dizer que não podem deixar passar o pudim de côco do Chalabi, os muffins de laranja e chocolate da Elvira, o pudim de bolacha da bcorrêa...
Nem este cake de chocolate que tem dado a volta à blogosfera culinária francesa:

Acho que foi a Mercotte quem primeiro o publicou. A foto não está grande coisa (que os olhos também comem) mas é realmente fantástico e desaparece num instantinho...
Para o fazer batem-se 3 ovos com 50g de mel e 80g de açucar. Juntam-se 50g de miolo de amêndoas ou de avelãs em pó, e 80 g de farinha peneirada com 15 g de bom cacau e 5g de fermento. Juntam-se 80g de natas e 50g de manteiga derretida, e por fim 15g de rum e 30g de chocolate negro derretido.
Verte-se a massa numa forma de bolo inglês bem untada e polvilhada com farinha. Coze durante cerca de 45 minutos em forno pré-aquecido a 160ºC.
Quem como eu põe a mesa para o almoço e o jantar não publica tudo o que faz, na maioria das vezes muito trivial...
Como sou gulosa e já experimentei, sempre quero dizer que não podem deixar passar o pudim de côco do Chalabi, os muffins de laranja e chocolate da Elvira, o pudim de bolacha da bcorrêa...
Nem este cake de chocolate que tem dado a volta à blogosfera culinária francesa:

Acho que foi a Mercotte quem primeiro o publicou. A foto não está grande coisa (que os olhos também comem) mas é realmente fantástico e desaparece num instantinho...
Para o fazer batem-se 3 ovos com 50g de mel e 80g de açucar. Juntam-se 50g de miolo de amêndoas ou de avelãs em pó, e 80 g de farinha peneirada com 15 g de bom cacau e 5g de fermento. Juntam-se 80g de natas e 50g de manteiga derretida, e por fim 15g de rum e 30g de chocolate negro derretido.
Verte-se a massa numa forma de bolo inglês bem untada e polvilhada com farinha. Coze durante cerca de 45 minutos em forno pré-aquecido a 160ºC.
março 14, 2007
Pataniscas de bacalhau com arroz de grelos
Gosto muito de pataniscas de bacalhau, mas a minha especialidade são os pastéis do dito. Levei tempo para conseguir que as pataniscas ficassem como queria: leves e fofas. Experimentei várias receitas e o resultado não era do meu agrado, mas a vontade de comer as pataniscas persistia. Vai daí, resolvi fazê-las à minha maneira.
E o resultado foi finalmente do meu agrado.
Como fiz:
Usei 2 boas postas de bacalhau demolhado, salsa picada, 1 cebola picadinha, 2 dentes de alho também picados, 3 ovos, 100g de farinha e um pouco de cerveja branca, uma colher de sopa de azeite, sal e pimenta.
Misturei a farinha com o azeite, o sal e a pimenta.
Juntei as gemas dos ovos e mexi tudo; juntei um pouco de cerveja e bati bem, com a colher de pau. Juntei o bacalhau, previamente limpo de peles e espinhas e desfiado, a cebola, o alho, e a salsa. Finalmente misturei no preparado as claras dos ovos, batidas em castelo.
Depois foi só fritar às colheradas, e pôr a escorrer sobre papel absorvente.
O arroz:
Estamos em época de grelos, que por aqui se chamam espigos. Na horta há os de nabo e os de couve. Eu prefiro os segundos, mas os gostos dividem-se...
O arroz foi feito com grelos de couve.
Limpos, lavados e cortados aos pedacinhos. Aproveitam-se para o arroz só as folhinhas mais tenras e as pontas.
Primeiro ponho uma cebola picada a cozer em azeite, sem alourar; depois junto os dentes de alho e os grelos e deixo-os saltear até ficarem macios. Nessa altura entra o arroz, e envolvo tudo. Rego com a água a ferver: para arroz seco e soltinho duas vezes o volume do arroz em água; se o quiserem malandrinho devem pôr 3 partes de água para uma de arroz. O da foto fiz seco. Deixo levantar fervura, tapo o tacho, baixo o lume, e deixo cozer 10 minutos.
Quando o preparo na versão malandrinho, ponho uma farinheira previamente picada com um garfo sobre o arroz, antes de tapar o tacho. Uma versão beirã que também é do meu agrado.
março 12, 2007
O nosso gato
Apresento o Tobias, o gato que nos adoptou... Apareceu em Janeiro ao portão do quintal, com um ar meigo e abandonado. Ficámos conquistados e demos-lhe abrigo; tem-se revelado um tremendo brincalhão e faz muitas travessuras: os cortinados da sala assim o atestam!
Calculamos que tenha agora cerca de um ano. Não é giro?
março 09, 2007
Migas Doces

Vi esta receita há anos, numa Teleculinária e, de então para cá, quando não há sobremesa e alguém está a morrer por um doce, faço-a para satisfazer desejos!
A receita dizia que as migas doces são alentejanas, mas acho que também as fazem em Trás-os-Montes, e tenho para mim que devem ser as parentes "pobres" das ricas sopas douradas dos casamentos de outrora, preparadas com fofas fatias de pão de ló!
Não sei onde pára a tal Teleculinária, e há muito que as faço a olho, sem erro.
precisamos de açucar
pão branco de véspera
água
gemas
Começo por colocar o açucar num tachinho e cobri-lo com água (cerca de 1 cm acima da quantidade de açucar). levo ao lume e deixo ferver alguns minutos. O objectivo é atingir o ponto de pérola. Feito isto junto o pão, cortado em pedacinhos e deixo ferver lentamente, até ficar desfeito. Nessa altura misturo as gemas ligeiramente, com um garfo, junto um pouco do preparado quente, misturo, e devolvo tudo ao tachinho, mexendo sempre, em lume brando, para não deixar talhar as gemas. Verto em tacinhas e polvilho com canela.
Não indico quantidades, porque preparo sempre o doce com base na quantidade de pão que vou utilizar, que pode ser variável. Para duas carcaças vulgares costumo utilizar cerca de 200g de açucar e 4 a 6 gemas de ovos.
Se eu fosse...
A Elvira passou-me este pequeno questionário, que passo a responder:
Se eu fosse...
...um legume: seria uma cenoura,legume modesto que toma parte na base das sopinhas, dos estufados, das saladas,e também se utiliza em doces.
...um fruto: uma laranja bem madura e sumarenta.
...uma especiaria: pimenta. Gosto de todas: verde, rosa, preta, branca...
...uma erva aromática: coentros. Não dispenso.
...uma sobremesa: aqui é mais difícil, sou uma gulosa inveterada! Clarinhas de Fão.
...um bombom: rebuçados de funcho da Madeira.
...um chocolate: contento-me com um Dove de caramelo.
...uma compota: doce de abóbora.
...uma cozinha: a Minhota.
...um talher: uma simples colher.
...uma bebida alcoólica: um belo vinho verde.
...uma bebida sem alcool: ginger ale.
...Se fosse a proprietária o meu seria um restaurante regional: bom fumeiro, bons queijos e bom vinho, comida tradicional portuguesa.
Passo a brincadeira ao Avental, à Colher de Pau, e a 5/4 de Laranja, se tiverem paciência para responder, claro está.
Se eu fosse...
...um legume: seria uma cenoura,legume modesto que toma parte na base das sopinhas, dos estufados, das saladas,e também se utiliza em doces.
...um fruto: uma laranja bem madura e sumarenta.
...uma especiaria: pimenta. Gosto de todas: verde, rosa, preta, branca...
...uma erva aromática: coentros. Não dispenso.
...uma sobremesa: aqui é mais difícil, sou uma gulosa inveterada! Clarinhas de Fão.
...um bombom: rebuçados de funcho da Madeira.
...um chocolate: contento-me com um Dove de caramelo.
...uma compota: doce de abóbora.
...uma cozinha: a Minhota.
...um talher: uma simples colher.
...uma bebida alcoólica: um belo vinho verde.
...uma bebida sem alcool: ginger ale.
...Se fosse a proprietária o meu seria um restaurante regional: bom fumeiro, bons queijos e bom vinho, comida tradicional portuguesa.
Passo a brincadeira ao Avental, à Colher de Pau, e a 5/4 de Laranja, se tiverem paciência para responder, claro está.
março 06, 2007
E o óscar vai para....

...A Conceição!
Sim, sim, são mesmo espinafres!! (Com talos de couve não me atrevo...)
Vá lá, não façam essa cara, o bolinho é tão bom quanto bonito. E só para atrevidos!
Se não acreditam, experimentem, os mais pequenos vão adorar o bolinho verde e comê-lo num ápice.
E obrigado à Estelle, que foi quem publicou esta receita tão surpreendente, à qual fiz pequenas alterações. Merci, Tetelita!
3 ovos
250g de açucar
200g de farinha
1 colher de café de baunilha em pó, ou extracto líquido de baunilha (indispensável!)
100 ml de óleo (eu misturei 50 ml de óleo com 50 ml de azeite virgem)
100 ml de puré de espinafres, bem picado na 1-2-3 (cerca de 2 colheres de sopa)
1 pitada de sal
2 colheres de café de fermento em pó
Aquecer o forno a 180ºC. Cozer os espinafres, espremê-los bem e reduzi-los a puré. Reservar. Bater muito bem os ovos com o açucar, até não sentir o grão; juntar os espinafres, o óleo, a baunilha, e a farinha peneirada com o fermento e o sal.
Bater para obter uma massa homogénea. Verter numa forma bem untada e polvilhada com farinha e levar ao forno, durante cerca de 40 minutos.
Desenformar sobre uma grelha, para arrefecer, e polvilhar com açucar em pó. Surpreender a família e os amigos, que não vão adivinhar que o bolo leva espinafres, já que não sabe a eles!
março 05, 2007
Why Not?
março 02, 2007
Açorda de Espargos

Cá vai ela, como foi publicada pela D. Maria de Lurdes Modesto, no Diário de Notícias, nas páginas da "boa vida".
E uma das coisas boas da vida é poder deliciar-se com esta açordinha, a que ela chamou "uma grande receita portuguesa". Assim que apanharem os espargos, experimentem!
Começa-se por alourar 200g de cebola em 2 dl de azeite. Rega-se com a quantidade de água necessária para embeber o pão (400g) e tempera-se com sal. A esta calda juntam-se 200g de presunto, 1/5 kg de galinha e 400 g de vitela, tudo em pedaços. Deixa-se cozer sem pressas, até as carnes ficarem tenras, o que pode levar de 60 a 90 minutos. A meio do tempo, junta-se 200g de salpicão às rodelas.
Quando o belo caldinho estiver apurado, juntam-se as pontas de 300g de espargos bravos e deixam-se amaciar. Entretanto desfazem-se 2 gemas num pouco do caldo e juntam-se à restante, apenas a fervilhar, para as gemas não talharem.
O pão corta-se em fatias que se dispões numa terrina que possa ir ao forno e à mesa; deita-se por cima uma parte do caldo e das carnes, mais uma camada de pão, e assim sucessivamente, até se esgotarem os ingredientes, e tendo em atenção que a última camada deve ser de pão. Deve ficar tudo bem embebido no caldo.
Rega-se o conjunto com 3 colheres de sopa de azeite a ferver e leva-se ao forno até alourar a superfície.
Aí têm a bela receita transmontana.
A imagem é daqui: http://www.lareault.com/asperges.html
fevereiro 28, 2007
Ovos Mexidos Com Espargos
Óptimos como entrada ou refeição ligeira, ficam muito melhores se forem preparados com espargos bravos mas, na falta, os de cultura ou mesmo de conserva também os podem substituir, que remédio...
1/2 Kg de espargos
100 g
de manteiga
1,5 dl de natas
10 ovos
sal e pimenta q.b.
Preparar primeiro os espargos: rejeitar a parte fibrosa e raspar-lhes o pé. lavar muito bem e cozer em água com sal durante alguns minutos (deixar estaladiços). Escorrer bem os espargos, cortá-los às rodelinhas e reservar as pontas.
Saltear numa frigideira com 2 terços da manteiga para a quecerem bem e alourarem ligeiramente. Adicionar os ovos batidos, temperados com sal e pimenta, e misturados com as natas.
Juntar o resto da manteiga e deixar prender os ovos a gosto, mexendo sempre, para que fiquem cremosos. Quando prontos, guarnecer com as pontas dos espargos que se reservaram.

E a famosa açorda de espargos, conhecem?
1/2 Kg de espargos
100 g
de manteiga
1,5 dl de natas
10 ovos
sal e pimenta q.b.
Preparar primeiro os espargos: rejeitar a parte fibrosa e raspar-lhes o pé. lavar muito bem e cozer em água com sal durante alguns minutos (deixar estaladiços). Escorrer bem os espargos, cortá-los às rodelinhas e reservar as pontas.
Saltear numa frigideira com 2 terços da manteiga para a quecerem bem e alourarem ligeiramente. Adicionar os ovos batidos, temperados com sal e pimenta, e misturados com as natas.
Juntar o resto da manteiga e deixar prender os ovos a gosto, mexendo sempre, para que fiquem cremosos. Quando prontos, guarnecer com as pontas dos espargos que se reservaram.

E a famosa açorda de espargos, conhecem?
fevereiro 26, 2007
Sopas
As sopas são fáceis de preparar e nunca nos deixam desprevenidos. E durante o Inverno são aconchegantes e fazem-nos sentir realmente em casa.
Aqui todos gostamos de sopa, mesmo as meninas. As crianças só não gostam da sopinha (como a famosa Mafalda!) se não forem habituadas a comê-la desde pequeninas, e é um valioso contributo para uma boa alimentação.
Às vezes são feitas ao sabor do conteúdo do frigorífico, outras vezes são mais "clássicas", como estas, com um ou outro toque que faça a diferença.
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À sopa de agrião costumo juntar rodelas de ovo cozido;

Na de feijão verde, quando o puré fica pronto e está na hora de juntar o feijão verde, para além do dito, cortado fininho, junto também uma cebolinha pequena bem picadinha e algumas folhinhas de serpão, uma erva aromática muito vulgar por aqui. Há falta de serpão um pouco de segurelha dará à sopinha um sabor muito especial.
As batatas, cenouras, cebolas e abóbora podem servir de base a quase todas as sopas; e pode-se brincar indefinidamente com os ingredientes, usando favas, lentilhas, couve-flor ou bróculos, ervilhas... Passadas, aos cubinhos, cremosas ou caldinhos, com ou sem carne ou peixe, vivam as sopas!
Aqui todos gostamos de sopa, mesmo as meninas. As crianças só não gostam da sopinha (como a famosa Mafalda!) se não forem habituadas a comê-la desde pequeninas, e é um valioso contributo para uma boa alimentação.
Às vezes são feitas ao sabor do conteúdo do frigorífico, outras vezes são mais "clássicas", como estas, com um ou outro toque que faça a diferença.
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À sopa de agrião costumo juntar rodelas de ovo cozido;

Na de feijão verde, quando o puré fica pronto e está na hora de juntar o feijão verde, para além do dito, cortado fininho, junto também uma cebolinha pequena bem picadinha e algumas folhinhas de serpão, uma erva aromática muito vulgar por aqui. Há falta de serpão um pouco de segurelha dará à sopinha um sabor muito especial.
As batatas, cenouras, cebolas e abóbora podem servir de base a quase todas as sopas; e pode-se brincar indefinidamente com os ingredientes, usando favas, lentilhas, couve-flor ou bróculos, ervilhas... Passadas, aos cubinhos, cremosas ou caldinhos, com ou sem carne ou peixe, vivam as sopas!
fevereiro 22, 2007
Empanada de Sardinhas

Esta receita foi postada pela Elvira em tempo de belas e gordas sardinhas assadas, e prepara-se com elas.
Já a fiz diversas vezes e fica sempre suculenta! Da última vez, à falta de sardinhas assadas, usei sardinhas de conserva e mesmo assim ficou óptima.
Obrigada, Elvira, pela receitinha.
Para obterem a receita visitem: http://elvirabistrot.blogspot.com/2006/08/empanada-de-sardinhas-assadas.html.
As fotos da Elvira são bem mais bonitas que as que eu tiro com o telemóvel, e abrem logo o apetite!
fevereiro 18, 2007
Queques de Cenoura
O tempo anda muito instável, um dia chove, outro faz sol. Os dia de chuva têm o condão de me mobilizar para a cozinha, porque o calor do forno aquece o ambiente e os odores que liberta convidam a um chá quentinho, acompanhado com bolinhos como estes. Para as minhas filhotas, que não apreciam chá, um sumo de laranja.

São macios e delicados; os sabores da laranja e da cenoura conjugam-se agradavelmente.
Batem-se 100 g de manteiga com 150 g de açucar até ficar em creme; juntam-se os 3 ovos, um a um, 1 chávena de chá de puré de cenoura, bem escorrido, e 200 g de farinha peneirada com 1 colher de chá de fermento em pó.
Quem gostar pode ainda juntar 60 g de corintos. Mexe-se bem a massa e verte-se em forminhas de queques, bem untadas com manteiga e polvilhadas com farinha. Levam-se ao forno a 180ºC durante cerca de 25 minutos.
Nota 1: Já preparei estes queques com abóbora cozida e escorrida em lugar da cenoura, e ficam igualmente muito bons.
Nota 2: Juntem um pouco de sumo ou raspa de laranja ou tangerina à massa, ficam ainda melhores!

São macios e delicados; os sabores da laranja e da cenoura conjugam-se agradavelmente.
Batem-se 100 g de manteiga com 150 g de açucar até ficar em creme; juntam-se os 3 ovos, um a um, 1 chávena de chá de puré de cenoura, bem escorrido, e 200 g de farinha peneirada com 1 colher de chá de fermento em pó.
Quem gostar pode ainda juntar 60 g de corintos. Mexe-se bem a massa e verte-se em forminhas de queques, bem untadas com manteiga e polvilhadas com farinha. Levam-se ao forno a 180ºC durante cerca de 25 minutos.
Nota 1: Já preparei estes queques com abóbora cozida e escorrida em lugar da cenoura, e ficam igualmente muito bons.
Nota 2: Juntem um pouco de sumo ou raspa de laranja ou tangerina à massa, ficam ainda melhores!
fevereiro 14, 2007
Culinária e bom humor...
De Isabel Stilwell, em Como Dei Com O Meu Psiquiatra Em Louco :
"Já há muito que Hermenegilda se andava a estranhar. Curiosamente, desde que conhecera Segismundo que até sonhava com polvo assado, pezinhos de coentrada e mesmo com feijoada à transmontana. Chegara a entrar em pânico, soccorrendo-se do psiquiatra que há muito a acompanhava, procurando desesperadamente um diagnóstico para os sintomas nos anais da medicina. No dia em que, incitada por Segismundo, lançou o garfo a uma orelhinha de porco, temperada com alho, decidiu que talvez necessitasse de internamento e tudo isto não passasse de uma tal bulimia de que tinha ouvido falar.
(...)Os amigos estranharam. Escondia deles a sua ida à lota e escapulia-se pela porta dos fundos do talho, para que não a vissem por lá. Mas gostava de exibir a Segismundo os seus progressos: "meu amor", dizia ela embevecida, "queres ver que já distingo um camarão de uma ostra?" Ou, noutra ocasião: "Querido, agora é que nunca mais me esqueço. Costoletas são aqueles bifes com osso, não são?"
Segismundo comovia-se. Hermenegilda ganhava carnes, as bochechas já rosadas, como devem ser as de uma moça com saúde. E decidiu que tinha a obrigação moral de fazer qualquer coisa pelos meninos, tão delgadinhos que metia pena.
(...)E no momento em que, por estranha coincidência, o padrasto lhes disse que a primeira lição seriam panquecas, limitaram-se a encolher os ombros. Hermenegilda até lhes tirou uma polaróide. Ah, como valia a pena seguir os manuais de psicologia. Afinal, não eram muito diferentes dos de cozinha: bastava juntar os ingredientes, tal e qual lá vinha escrito."
"Já há muito que Hermenegilda se andava a estranhar. Curiosamente, desde que conhecera Segismundo que até sonhava com polvo assado, pezinhos de coentrada e mesmo com feijoada à transmontana. Chegara a entrar em pânico, soccorrendo-se do psiquiatra que há muito a acompanhava, procurando desesperadamente um diagnóstico para os sintomas nos anais da medicina. No dia em que, incitada por Segismundo, lançou o garfo a uma orelhinha de porco, temperada com alho, decidiu que talvez necessitasse de internamento e tudo isto não passasse de uma tal bulimia de que tinha ouvido falar.
(...)Os amigos estranharam. Escondia deles a sua ida à lota e escapulia-se pela porta dos fundos do talho, para que não a vissem por lá. Mas gostava de exibir a Segismundo os seus progressos: "meu amor", dizia ela embevecida, "queres ver que já distingo um camarão de uma ostra?" Ou, noutra ocasião: "Querido, agora é que nunca mais me esqueço. Costoletas são aqueles bifes com osso, não são?"
Segismundo comovia-se. Hermenegilda ganhava carnes, as bochechas já rosadas, como devem ser as de uma moça com saúde. E decidiu que tinha a obrigação moral de fazer qualquer coisa pelos meninos, tão delgadinhos que metia pena.
(...)E no momento em que, por estranha coincidência, o padrasto lhes disse que a primeira lição seriam panquecas, limitaram-se a encolher os ombros. Hermenegilda até lhes tirou uma polaróide. Ah, como valia a pena seguir os manuais de psicologia. Afinal, não eram muito diferentes dos de cozinha: bastava juntar os ingredientes, tal e qual lá vinha escrito."
fevereiro 13, 2007
Ovos em Tomatada
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Não estamos em tempo de encontrar belos tomates maduros e saborosos, mas que querem, deu-me vontade de preparar estes ovos...
Sem outra alternativa que recorrer ao tomate pelado, baseei-me na receita tradicional da tomatada à portuguesa e cá vai disto...
A receita da tomatada:
1/2 kilo de tomates
250g de cebola às rodelas finas
1/2 dl de azeite
1 folha de louro
1 dente de alho
1 ramo de salsa
sal e pimenta q.b.
Limpam-se os tomates de peles e sementes e cortam-se em pedaços.
A cebola é cortada em rodelas finas e vai a refogar no azeite, com o alho picado. Deixar estufar bem, sem alourar demasiado. A meio da cozedura juntam-se os tomates, o louro e a salsa picadinha. Tempera-se com sal e pimenta e deixa-se apurar bem.
Para a tomatada com ovos:
Dispõe-se a tomatada de preferência em frigideiras de barro individuais que possam ir ao lume. Logo que ferva, abrem-se nela orifícios onde se introduzem os ovos. Temperam-se com sal e pimenta e deixam-se escalfar em lume brando, até a clara se tornar opaca. Servem-se na própria frigideira.
Como os escalfei todos juntos numa única frigideira, tive de servi-los no prato, mas ficam muito mais bonitos se os servirem como indiquei acima. Já o gosto não sofreu nada com isso.
Podem servi-los com fatias ou triângulos de pão frito : a fritura do pão deve ser feita em duas partes de óleo e uma de manteiga.
Tendo em vista a redução de calorias servi apenas com pão caseiro, torrado.
Como eram ovos do dia, não tive dúvidas em deixá-los com o aspecto abaixo, mas se não confiarem nos ovos (sobretudo nos tempos que correm...) podem sempre deixá-los cozer bem.
fevereiro 08, 2007
Ainda o Bolo de Azeite...
Fiz finalmente o meu bolo de azeite. Foi um sucesso! Muito graças à colaboração que aqui obtive. Agrada-me saber que os bons garfos continuam a perservar a memória das coisas boas da nossa gastronomia, e espero que esta pequena discussão faça com que, assim como nós temos ainda a memória das receitas das nossas avós, também os nossos netos se venham a lembrar das nossas...
A história do bolito já foi toda contada pelo Avental, que para além de nos preparar deliciosas iguarias, tem esse dom de saber contar, como outros bloggers cujos links se encontram aí ao lado ou nos meus favoritos, e que tanto gosto de ler.
Todas as receitas que me deram foram ciosamente guardadas e vão ser postas em prática, ainda que leve algum tempo!
Aí o têm:
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Ficou grande e fofinho. O processo de preparação foi semelhante ao usado pelo Avental.
Na ausência de quantidades exactas, servi-me da minha experiência com outros bolos lêvedos e procedi assim:
Primeiro diluí o fermento de padeiro (umas 30 g) numa chávena almoçadeira de água morna. Juntei à mistura umas 3 colheres de sopa de farinha e deixei levedar a mistura.
Numa tigela funda coloquei 4 ovos inteiros e 1 gema, ligeiramente batidos. Os ovos eram caseiros, e estavam à temperatura ambiente. Juntei 1 dl de azeite virgem e a mistura de fermento, em plena actividade. Fui juntando farinha e amassando; juntei 1 colher de sobremesa de sal fino, e quando a massa atingiu a consistência de massa de pão sovei-a até sentir que tinha adquirido corpo e se descolava das mãos. Ao todo terei usado á volta de 600g de farinha.
Nessa altura formei com ela uma bola, cobri-a com um pano e deixei levedar para o dobro.
Depois, dei-lhe uma amassadela ligeira, só para tirar o ar, estendi-a em círculo e dobrei-a ao meio, para dar ao bolo o formato típico. Ao sair do forno estava assim:
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Tal como aconteceu com o Avental, o bolo saiu muito mais encorpado do que aqueles que compramos na padaria, já que juntam melhorantes à farinha que fazem com que o miolo dos pães se assemelhe às vezes a algodão doce...
Estava excelente, só têm que fazer um para o comprovar!
Tirei esta foto para terem uma ideia da consistência do miolo:
A história do bolito já foi toda contada pelo Avental, que para além de nos preparar deliciosas iguarias, tem esse dom de saber contar, como outros bloggers cujos links se encontram aí ao lado ou nos meus favoritos, e que tanto gosto de ler.
Todas as receitas que me deram foram ciosamente guardadas e vão ser postas em prática, ainda que leve algum tempo!
Aí o têm:
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Ficou grande e fofinho. O processo de preparação foi semelhante ao usado pelo Avental.
Na ausência de quantidades exactas, servi-me da minha experiência com outros bolos lêvedos e procedi assim:
Primeiro diluí o fermento de padeiro (umas 30 g) numa chávena almoçadeira de água morna. Juntei à mistura umas 3 colheres de sopa de farinha e deixei levedar a mistura.
Numa tigela funda coloquei 4 ovos inteiros e 1 gema, ligeiramente batidos. Os ovos eram caseiros, e estavam à temperatura ambiente. Juntei 1 dl de azeite virgem e a mistura de fermento, em plena actividade. Fui juntando farinha e amassando; juntei 1 colher de sobremesa de sal fino, e quando a massa atingiu a consistência de massa de pão sovei-a até sentir que tinha adquirido corpo e se descolava das mãos. Ao todo terei usado á volta de 600g de farinha.
Nessa altura formei com ela uma bola, cobri-a com um pano e deixei levedar para o dobro.
Depois, dei-lhe uma amassadela ligeira, só para tirar o ar, estendi-a em círculo e dobrei-a ao meio, para dar ao bolo o formato típico. Ao sair do forno estava assim:
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Tal como aconteceu com o Avental, o bolo saiu muito mais encorpado do que aqueles que compramos na padaria, já que juntam melhorantes à farinha que fazem com que o miolo dos pães se assemelhe às vezes a algodão doce...
Estava excelente, só têm que fazer um para o comprovar!
Tirei esta foto para terem uma ideia da consistência do miolo:
fevereiro 05, 2007
Broas de Canela da Avó
Este está quase a tornar-se um blog de receitas de pastelaria e guloseimas... Não há dúvida que é dessa parte que mais gosto na cozinha, peço desculpa a quem estiver de dieta!
Por outro lado tenho tido menos tempo para me dedicar ao blog, mas sempre que posso vou visitar os vossos, e procuro não perder as novidades. Há por cá muitos "bloggers" bem simpáticos, e peço desculpa por nem sempre responder aos comentários que por cá deixam, mas podem ter a certeza que todos são lidos e apreciados, e quando leitor é novo vou logo espreitar a página correspondente...
Tenho uma imensa lista de receitas para testar, entre as quais o famigerado bolo de azeite de que por aqui falámos...
Entretanto às vezes deparo-me com estas receitas antigas e fora de moda, e quando são assim rápidas de preparar, quase nunca resisto.

Para fazer estas aromáticas broinhas usei:
1 kg de farinha
1/2 kg de açucar amarelo
2,5 dl de azeite morno
1 colher de chá de bicarbonato
1 pitada de sal
4 ovos
1 colher de chá de erva-doce
1 colher de sobremesa de canela
E as boas notícias? Misturar muito bem todos os ingredientes e moldar as broas com o feitio que se desejar, se quiserem polvilhem com açucar; levar a cozer em forno moderado até ficarem lourinhas.
É só!
Entretanto preparem um bom cafézinho para acompanhar e, logo que saiam do forno vão ver como a vida é bela!
Por outro lado tenho tido menos tempo para me dedicar ao blog, mas sempre que posso vou visitar os vossos, e procuro não perder as novidades. Há por cá muitos "bloggers" bem simpáticos, e peço desculpa por nem sempre responder aos comentários que por cá deixam, mas podem ter a certeza que todos são lidos e apreciados, e quando leitor é novo vou logo espreitar a página correspondente...
Tenho uma imensa lista de receitas para testar, entre as quais o famigerado bolo de azeite de que por aqui falámos...
Entretanto às vezes deparo-me com estas receitas antigas e fora de moda, e quando são assim rápidas de preparar, quase nunca resisto.

Para fazer estas aromáticas broinhas usei:
1 kg de farinha
1/2 kg de açucar amarelo
2,5 dl de azeite morno
1 colher de chá de bicarbonato
1 pitada de sal
4 ovos
1 colher de chá de erva-doce
1 colher de sobremesa de canela
E as boas notícias? Misturar muito bem todos os ingredientes e moldar as broas com o feitio que se desejar, se quiserem polvilhem com açucar; levar a cozer em forno moderado até ficarem lourinhas.
É só!
Entretanto preparem um bom cafézinho para acompanhar e, logo que saiam do forno vão ver como a vida é bela!
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