Deixei de lamentar a expulsão de Adão e Eva do Paraíso quando descobri que eles não tinham presunto nem ovos mexidos! (Dorothy Sayers)
fevereiro 14, 2007
Culinária e bom humor...
"Já há muito que Hermenegilda se andava a estranhar. Curiosamente, desde que conhecera Segismundo que até sonhava com polvo assado, pezinhos de coentrada e mesmo com feijoada à transmontana. Chegara a entrar em pânico, soccorrendo-se do psiquiatra que há muito a acompanhava, procurando desesperadamente um diagnóstico para os sintomas nos anais da medicina. No dia em que, incitada por Segismundo, lançou o garfo a uma orelhinha de porco, temperada com alho, decidiu que talvez necessitasse de internamento e tudo isto não passasse de uma tal bulimia de que tinha ouvido falar.
(...)Os amigos estranharam. Escondia deles a sua ida à lota e escapulia-se pela porta dos fundos do talho, para que não a vissem por lá. Mas gostava de exibir a Segismundo os seus progressos: "meu amor", dizia ela embevecida, "queres ver que já distingo um camarão de uma ostra?" Ou, noutra ocasião: "Querido, agora é que nunca mais me esqueço. Costoletas são aqueles bifes com osso, não são?"
Segismundo comovia-se. Hermenegilda ganhava carnes, as bochechas já rosadas, como devem ser as de uma moça com saúde. E decidiu que tinha a obrigação moral de fazer qualquer coisa pelos meninos, tão delgadinhos que metia pena.
(...)E no momento em que, por estranha coincidência, o padrasto lhes disse que a primeira lição seriam panquecas, limitaram-se a encolher os ombros. Hermenegilda até lhes tirou uma polaróide. Ah, como valia a pena seguir os manuais de psicologia. Afinal, não eram muito diferentes dos de cozinha: bastava juntar os ingredientes, tal e qual lá vinha escrito."
fevereiro 13, 2007
Ovos em Tomatada
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Não estamos em tempo de encontrar belos tomates maduros e saborosos, mas que querem, deu-me vontade de preparar estes ovos...
Sem outra alternativa que recorrer ao tomate pelado, baseei-me na receita tradicional da tomatada à portuguesa e cá vai disto...
A receita da tomatada:
1/2 kilo de tomates
250g de cebola às rodelas finas
1/2 dl de azeite
1 folha de louro
1 dente de alho
1 ramo de salsa
sal e pimenta q.b.
Limpam-se os tomates de peles e sementes e cortam-se em pedaços.
A cebola é cortada em rodelas finas e vai a refogar no azeite, com o alho picado. Deixar estufar bem, sem alourar demasiado. A meio da cozedura juntam-se os tomates, o louro e a salsa picadinha. Tempera-se com sal e pimenta e deixa-se apurar bem.
Para a tomatada com ovos:
Dispõe-se a tomatada de preferência em frigideiras de barro individuais que possam ir ao lume. Logo que ferva, abrem-se nela orifícios onde se introduzem os ovos. Temperam-se com sal e pimenta e deixam-se escalfar em lume brando, até a clara se tornar opaca. Servem-se na própria frigideira.
Como os escalfei todos juntos numa única frigideira, tive de servi-los no prato, mas ficam muito mais bonitos se os servirem como indiquei acima. Já o gosto não sofreu nada com isso.
Podem servi-los com fatias ou triângulos de pão frito : a fritura do pão deve ser feita em duas partes de óleo e uma de manteiga.
Tendo em vista a redução de calorias servi apenas com pão caseiro, torrado.
Como eram ovos do dia, não tive dúvidas em deixá-los com o aspecto abaixo, mas se não confiarem nos ovos (sobretudo nos tempos que correm...) podem sempre deixá-los cozer bem.
fevereiro 08, 2007
Ainda o Bolo de Azeite...
A história do bolito já foi toda contada pelo Avental, que para além de nos preparar deliciosas iguarias, tem esse dom de saber contar, como outros bloggers cujos links se encontram aí ao lado ou nos meus favoritos, e que tanto gosto de ler.
Todas as receitas que me deram foram ciosamente guardadas e vão ser postas em prática, ainda que leve algum tempo!
Aí o têm:
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Ficou grande e fofinho. O processo de preparação foi semelhante ao usado pelo Avental.
Na ausência de quantidades exactas, servi-me da minha experiência com outros bolos lêvedos e procedi assim:
Primeiro diluí o fermento de padeiro (umas 30 g) numa chávena almoçadeira de água morna. Juntei à mistura umas 3 colheres de sopa de farinha e deixei levedar a mistura.
Numa tigela funda coloquei 4 ovos inteiros e 1 gema, ligeiramente batidos. Os ovos eram caseiros, e estavam à temperatura ambiente. Juntei 1 dl de azeite virgem e a mistura de fermento, em plena actividade. Fui juntando farinha e amassando; juntei 1 colher de sobremesa de sal fino, e quando a massa atingiu a consistência de massa de pão sovei-a até sentir que tinha adquirido corpo e se descolava das mãos. Ao todo terei usado á volta de 600g de farinha.
Nessa altura formei com ela uma bola, cobri-a com um pano e deixei levedar para o dobro.
Depois, dei-lhe uma amassadela ligeira, só para tirar o ar, estendi-a em círculo e dobrei-a ao meio, para dar ao bolo o formato típico. Ao sair do forno estava assim:
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Tal como aconteceu com o Avental, o bolo saiu muito mais encorpado do que aqueles que compramos na padaria, já que juntam melhorantes à farinha que fazem com que o miolo dos pães se assemelhe às vezes a algodão doce...
Estava excelente, só têm que fazer um para o comprovar!
Tirei esta foto para terem uma ideia da consistência do miolo:
fevereiro 05, 2007
Broas de Canela da Avó
Por outro lado tenho tido menos tempo para me dedicar ao blog, mas sempre que posso vou visitar os vossos, e procuro não perder as novidades. Há por cá muitos "bloggers" bem simpáticos, e peço desculpa por nem sempre responder aos comentários que por cá deixam, mas podem ter a certeza que todos são lidos e apreciados, e quando leitor é novo vou logo espreitar a página correspondente...
Tenho uma imensa lista de receitas para testar, entre as quais o famigerado bolo de azeite de que por aqui falámos...
Entretanto às vezes deparo-me com estas receitas antigas e fora de moda, e quando são assim rápidas de preparar, quase nunca resisto.

Para fazer estas aromáticas broinhas usei:
1 kg de farinha
1/2 kg de açucar amarelo
2,5 dl de azeite morno
1 colher de chá de bicarbonato
1 pitada de sal
4 ovos
1 colher de chá de erva-doce
1 colher de sobremesa de canela
E as boas notícias? Misturar muito bem todos os ingredientes e moldar as broas com o feitio que se desejar, se quiserem polvilhem com açucar; levar a cozer em forno moderado até ficarem lourinhas.
É só!
Entretanto preparem um bom cafézinho para acompanhar e, logo que saiam do forno vão ver como a vida é bela!
janeiro 26, 2007
Torta de Laranja e Côco
A receita foi um dia rabiscada pelo meu pai, à pressa, enquanto o chefe Silva a apresentava na televisão, por isso muitos a devem já conhecer. Mas pelo sim pelo não... Cá vai.

8 ovos
1 chávena e meia de açucar (refiro-me a 1 chávena de chá)
1 colher de sopa rasa de maizena
60 gr de manteiga derretida
50 gr de côco
raspa e sumo de 1 laranja
1 pitada de sal
Numa tigela misturam-se primeiro todos os ingredientes secos (isto evita que se formem grumos posteriormente). Depois juntam-se os ovos, inteiros, e a manteiga derretida, apenas morna.
Mistura-se tudo muito bem , com uma colher de pau ou com a vara de arames manual, por forma a misturar apenas os elementos, não se trata de bater nada bem batido, acho que o sucesso da torta depende mesmo desta mistura "imperfeita"...
Verte-se num tabuleiro untado com manteiga, forrado com papel vegetal que se volta a untar. É importante que esta operação se faça correctamente, senão a torta não sai.
Levar a forno bem quente e não deixar secar demasiado; a consistência certa assemelha-se a pudim...
Depois de cozida desenforma-se sobre um pano polvilhado com açucar e, com a ajuda dele, enrola-se com cuidado.
Desde que a fizemos a primeira vez, adoptámo-la para sempre.Experimentem e digam qualquer coisa!
janeiro 22, 2007
Bolo de Azeite

Este bolo de azeite é na realidade uma espécie de folar, e não é doce. O miolo é fofinho e muito leve.
Típico da Páscoa e dos Santos por estas bandas, actualmente é possível encontrá-lo à venda durante todo o ano. É delicioso com manteiga, marmelada e geleia de marmelo.
Apesar de todos os meus esforços não consigo encontrar a receita... Será que algum dos meus leitores a tem?...
janeiro 16, 2007
Profiteroles
Profiteroles, choux, éclairs, duchesses ... são todos feitos com o mesmo tipo de massa.Quando se trata de bolinhos pequenos, como estes, o que requer mais paciência não é preparar a massa, é cozê-los, porque a massa rende muito, e depois de cozidos devem arrefecer dentro do forno com a porta entreaberta.
Quando ela me falta, preparo um enorme "paris-brest", e assim coze toda de uma só vez!
Levam-se ao lume:
1,5 dl de água
1 pitada de sal
75 g de manteiga
1 casca de limão
Quando a mistura levantar fervura, juntam-se de uma só vez 75 g de farinha e mexe-se com uma colher de pau até se formar uma bola.
Retira-se o tacho do lume e juntam-se 3 ovos, de um a um, batendo muito bem a massa, até o ovo ser completamente absorvido. A massa fica brilhante.
O truque que uso para verificar se está no ponto é tocá-la com o dedo; se formar um pico seguro, a quantidade de ovos é a necessária. Se pelo contrário não se formar, bato mais um ovo e adiciono aos poucos, até conseguir a consistência certa. Isto porque o tamanho dos ovos é sempre relativo. Bater o último ovo à parte permite que se adicione só a quantidade necessária, que pode não ser o ovo inteiro...
Para as profiteroles basta deitar pequenas colheradas de massa no tabuleiro bem untado e polvilhado de farinha, como na imagem; se fizerem éclairs ou outros, convém deitar a massa num saco de pasteleiro com boquilha e desenhar com ele os bolinhos no tabuleiro.
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Devem espaçar-se bem, porque crescem muito, e cozê-los em forno moderado (190ºC) até se apresentarem lourinhos. Não abrir a porta do forno durante a cozedura, que leva cerca de 20 minutos.
Depois de cozidos abrem-se com uma tesoura e recheiam-se com creme à escolha.
Recheei as profiteroles com creme chantilly e cobri com chocolate de leite derretido.
Também cobri algumas com chocolate branco, por ser o preferido de uma das minhas meninas...
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janeiro 11, 2007
Trutas recheadas, com presunto

Poço do Inferno, Manteigas
Quando damos um passeio por Manteigas, aproveitamos quase sempre para comprar trutas no viveiro.
Assim temos a certeza que são frescas, tão frescas que, se ao chegarmos a casa as lançassemos ao tanque do quintal muitas ressuscitariam!...
Mas não é esse o destino que lhes reservamos, e acabam quase sempre preparadas pelo processo que abaixo descrevo, tadinhas...
Trutas consoante o número de convivas, com cerca de 250g cada;
número de fatias de presunto a condizer;
raminhos de salsa;
pimento vermelho
umas boas colheres de queijo parmesão
vinagre, azeite e sal
Numa tigela mistura-se o queijo com o pimento esmigalhado, a salsa picadinha e um pouco de vinagre.
Introduz-se um pouco deste preparado na barriguita de cada truta, depois de devidamente limpa e amanhada, e temperada de sal, claro.
Envolvem-se os peixinhos nas fatias de presunto e fritam-se em azeite, cobertos com uma tampa, em lume fraco.
janeiro 06, 2007
Tantas Gulodices...

janeiro 03, 2007
O bolo de Ananás
200g de farinha
200 g de açucar
150 g de manteiga amolecida
5 ovos inteiros
2 colheres de café de fermento em pó
1 lata de 0,5l de ananás em calda
1 pitada de sal
2 pacotes de natas para bater
açucar em pó a gosto
2 folhas de gelatina branca demolhada
O processo de confecção deste bolo é um pouco diferente do habitual: começamos por peneirar a farinha com o femento, juntamos o açucar e a manteiga amolecida. batem-se os ovos inteiros com 1 pitada de sal e envolvem-se bem na mistura anterior, até a massa se apresentar homogénea.
Coze-se numa forma redonda sem buraco, bem untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Entretanto levamos ao lume a calda do ananás com um pouco mais de açucar e deixamos reduzir até obter um xarope.
Depois de cozido e frio, abre-se o bolo ao meio e rega-se com a calda de ananás. Recheia-se com chantilly e pedacinhos de anás e reconstitui-se. Cobre-se com o creme restante e leva-se ao frio até à hora de servir. Eu polvilhei-o com um pouco de drageia colorida, para um ar mais festivo.
Nota: Costumo juntar ao chantilly uma ou duas folhas de gelatina dissolvidas numa colher de sopa de água a ferver, para manter a consistência.
janeiro 02, 2007
dezembro 29, 2006
Pastéis de Molho
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Tipicamente covilhanenses, estes pastéis, acompanhados com o respectivo molho de açafrão constituem, como diz Maria de Lurdes Modesto, "a mais espantosa das sopas portuguesas".
"Nos anos 20, os empregados fabris não tinham tempo para fazer sopa e então substituíram-na por estes pastéis, uma vez que despendiam muito tempo a confeccioná-los, aguentando durante várias semanas, o que não sucede com a sopa. Este Pastel seco é feito com massa folhada cortada em tirinhas, que se enrolam em forma de espiral, dobrando uma das pontas do pastel para rechear com carne de vaca refogada.O Pastel de Molho era e continua a ser servido com molho de açafrão.
(O molho) prepara-se da seguinte forma: põe-se água a ferver com sal, vinagre, açafrão e um ramo de salsa; coloca-se o Pastel num prato, deitando o caldo por cima, tapa-se com outro prato e aguarda-se um pouco (para "abrir"); o Pastel de Molho "abre", fortalecendo a refeição.O Pastel de Molho é composto por uma massa de margarina ou banha de porco, sal, farinha e recheado com carne guisada (cebola, louro e sal).Para além de poder ser servido com molho de açafrão ou chá preto, pode ainda ser comido apenas como Pastel."
Fonte: Câmara Municipal da Covilhã http://www.cm-covilha.pt/
Eu tenho a receita da massa dos pastéis! Haverá clientes interessados? ...
dezembro 23, 2006
dezembro 19, 2006
Rissóis de Camarão
Nada têm de original, mas dão sempre jeito na mesa dos salgadinhos em tempos de festa, não é?Quando tirei a foto ainda faltava passá-los por ovo batido e pão ralado, mas já eram engraçadinhos...
Para a Massa:
2 chávenas de farinha
1 chávenas de água
1 chávena de leite
1 colher de sopa de margarina
1 casca de limão
sal q.b.
Para o Recheio:
200 grs. de camarão
1 cebola média
2 colheres de sopa de margarina
2 colheres de sopa de farinha
2,5 dl de leite ou caldo de camarão
salsa · sal e pimenta · sumo de limão · 2 gemas
Massa:
Leva-se a água e o leite ao lume com a margarina, a casca de limão e um pouco de sal.
Assim que ferver, retira-se rapidamente o tacho do lume e de uma só vez deita-se dentro a farinha. Mistura-se com a colher de pau e leva-se o tacho novamente a lume fraco, batendo a massa sem parar, até que seque e forme uma bola. Deita-se sobre a mesa de trabalho e amassa-se até arrefecer.Deixa-se descansar durante uns 20 minutos.
Estende-se a massa com o rolo e dispõem-se sobre ela montinhos de recheio que se cobrem com a massa dobrando-a.
Cortam-se com o auxílio dum copo ou de um corta-massa.
Passam-se os rissóis por ovo batido, depois por pão ralado e fritam-se em óleo bem quente.
Recheio:
Cozem-se os camarões e descascam-se. (Há quem prefira descascá-los em crú).
Pisam-se as cascas e as cabeças e levam-se a refogar com a cebola e um pouco de margarina.Cobrem-se com água e deixam-se ferver.Entretanto pica-se a cebola muito finamente e leva-se a alourar com a margarina.Polvilha-se com a farinha, deixa-se cozer um pouco e rega-se com um pouco de leite e o caldo obtido da cozedura dos camarões, tendo o cuidado de o coar antes de utilizar.
Deixa-se o creme cozer até estar bem espesso.Tempera-se com sal, pimenta e sumo de limão e adicionam-se-lhe 2 gemas de ovo. Junta-se um pouco de salsa fresca picada.
É melhor deixar arrefecer o creme antes de o utilizar, facilita o trabalho...
Como fiz 6 dúzias, congelei uma boa parte!
Agora já sabem porque levo às vezes tanto tempo a aparecer!...
dezembro 17, 2006
Bolo de Maçã e Nozes
E é muito fácil de preparar.

Para o bolo:
4 ovos
2 chávenas de chá de açucar
2 chávenas de chá de farinha
1 chávena de miolo de noz
1 chávena de azeite virgem
3 maçãs descascadas e cortadas em pedacinhos
1 colher de chá de essência de baunilha
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
Cobertura:
1 chávena de açucar amarelo
150 g de manteiga derretida
1/2 chávena de leite
1 pitada de canela
Bater muito bem os ovos com o açucar e juntar o azeite. Bater até não sentir o grão do açucar. Depois juntar a farinha peneirada com o fermento, o sal e a baunilha.
Juntar cuidadosamente as nozes e a maçã, em pedacinhos. Verter a massa num tabuleiro bem untado e cozer em forno médio.
Quando cozido, regar com a cobertura, que se prepara misturando simplesmente todos os ingredientes e levando ao lume até o açucar derreter por completo.
Cortar em quadradinhos, deixar arrefecer e deliciar-se, sem pensar muito no número de calorias por fatia... ;)
dezembro 15, 2006
Notícias do licor
O cheiro a tangerina é convidativo, o sabor é excelente, mas apesar de o ter coado cuidadosamente, não se apresenta perfeitamente límpido na garrafa.
Se mais alguém tentou a experiência, gostava que me dessem notícias do resultado.
E ainda: há alguns dias a esta parte não consigo fazer comentários em alguns dos vossos blogs que passaram para a versão beta, o que muito me aborrece...A conta do blogger, ao contrário do que é indicado, não dá acesso.
Sabem como ultrapassar este pequeno problema?
dezembro 12, 2006
Frango com Ameijoas
Fiz um destes dias um franguito com ameijoas, de que passo a dar notícias.
Começa-se por temperar o frango, partido aos pedaços, com sal, colorau e um pouco de vinho branco. Deixa-se tomar gosto durante algum tempo e depois passa-se o frango em margarina ou azeite e reserva-se (eu usei azeite) para ficar bronzeado... Faz-se o mesmo a duas ou três tiras de bacon cortadas em pedacinhos. Retiram-se as carnes e, na mesma gordura, aloura-se cebola às rodelas e uns dentitos de alho.
Adiciona-se um bocadinho de vinho branco e polpa de tomate, mexe-se e deixa-se levantar fervura. Nessa altura junta-se o frango e o bacon, e uma folha de louro sem o veio central. Juntam-se também as ameijoas, que devem estar já bem limpas de areia.
Tempera-se tudo com sal e um pouco de piri-piri.
Corta-se um pimento vermelho em tiras e dispõe-se por cima. Tapa-se o tacho e deixa-se cozinhar em lume brando.
Servir polvilhado com um pouco de salsa picada.
dezembro 04, 2006
Licor de Tangerina

Estas são as tangerinas do nosso quintal, mesmo a calhar para preparar o licor, porque não são tratadas com produtos químicos.
Estão agora bem mais maduras do que quando foi tirada a fotografia, e hoje resolvi-me a tentar esta receita, que ainda vai a tempo do Natal.
A primeira fase consiste apenas em lavar as tangerinas, cortar 75 grs de casca dos frutos em tirinhas finas e pô-las a macerar em 1/2 litro de aguardente. Foi o que fiz hoje.
Fica assim durante uma semana e tem de se mexer todos os dias. Depois retiram-se as cascas da aguardente e escorrem-se. Lavam-se em 3 dl de água que se aproveita para a calda.
À água juntam-se 600 grs de açucar, mistura-se tudo e leva-se ao lume até atingir ponto de pérola. Deixa-se arrefecer a calda e mistura-se com a aguardente onde maceraram as cascas; coa-se o licor e guarda-se.
Pelo mesmo processo pode preparar-se licor de laranja: basta que se use casca de laranja em vez de casca de tangerina.
A receita é do chefe Silva. Daqui a uma semana mostro o licor e digo se ficou aprovado.


