Aqui vão as receitas do creme de pasteleiro e do creme de manteiga.
Com os doces não há "olhómetro", é tudo devidamente pesado e medido!
O creme de pasteleiro :
Ferver 1/2 litro de de leite com uma vagem de baunilha ou com uma casca de limão, segundo as vossas preferências. Reservar.
Bater bem 4 ovos inteiros com 150 g de açucar, juntar 2 colheres de sopa de farinha e duas colheres de sopa de manteiga amolecida.
Quando tudo estiver bem batido e homogéneo, dissolver com o leite previamente fervido com o aroma escolhido e levar a mistura ao lume, num tachinho. Deixar engrossar o creme, em lume brando, mexendo sempre. Este creme não talha ao lume, se a temperatura for devidamente controlada, por isso deixem-no cozer devidamente.
O Creme de manteiga:
1ª fase - colocar uma tigela com 1 ovo inteiro e uma gema sobre um recipiente com água a ferver. Juntar 75 g de açucar e bater até a mistura ficar cremosa e leve e não se sentir o açucar (muito importante!)
Retirar a tigela do banho-maria e deixar arrefecer. Eventualmente colocá-la num recipiente com água fria ou mesmo gelo (agora, com o tempo frio, não é preciso).
2ª fase - bater 250 g de manteiga sem sal até ficar em creme, e juntar 40 g de açucar em pó. Bater bem, até a mistura se mostrar fofa. Adicionar cuidadosamente a mistura de ovos, aos poucos. Envolver bem, de modo a que o creme fique bem liso.
Este creme pode ser aromatizado com café, chocolate, ou licor... para o colorir basta juntar algumas gotas de corante alimentar.
Nota: Esta é a receita, na íntegra, do creme de manteiga.
Dado não ser aconselhável usar preparações com ovos crus, e apesar dos ovos utilizados aqui em casa serem recolhidos diariamente na capoeira, por se tratar de crianças não arrisquei... O creme que aparece nas fotos foi preparado como se explica na 2ª fase, não fiz a mistura de ovos. Aumentei apenas ligeiramente a quantidade de açucar em pó.
Deixei de lamentar a expulsão de Adão e Eva do Paraíso quando descobri que eles não tinham presunto nem ovos mexidos! (Dorothy Sayers)
novembro 16, 2006
novembro 14, 2006
O São Martinho e as 4 Primaveras
O dia de São Martinho foi por cá um dia de festa dupla: a minha afilhada faz anos nesse dia.Para além do magusto e da jeropiga, há festa de aniversário e criançada.
A madrinha também contribuiu, claro está!
Para além de outras coisas, fiz um bolo-comboio, composto por quatro carrugens multicolores, cheias de gomas, smarties e outras guloseimas.
As carruagens devem ser cozidas em formas de bolo inglês pequenas, de 10 x 15. O ideal são as formas de papel ou alumínio descartáveis. Como não me foi possível encontrá-las, tive de utilizar formas de bolo inglês de tamanho normal, e cortar cada "carruagem" ao meio. Claro que isto interfere no resultado estético final, para pior.Para cada "carruagem" são necessários :
3 ovos
125 g de açucar
80 g de farinha
raspa de meia laranja
1 pitada de sal
Batem-se as claras em castelo com a pitada de sal. Quando estão quase a atingir o ponto, junta-se-lhes metade do açucar e batem-se um pouco mais. Reservam-se.As gemas batem-se com o açucar restante, até formarem um creme volumoso e esbranquiçado. Nessa altura junta-se a farinha peneirada, aos poucos, alternando com as claras batidas anteriormente, e a raspa da laranja.
Verte-se a massa nas formas, untadas e polvilhadas com farinha. Cozem em forno a 180ºC.
Utilizei creme de pasteleiro para rechear cada bolo, e no fim barrei-os com creme de manteiga, que separei em quatro porções. A cada porção juntei um pouco de corante alimentar, para obter 4 cores diferentes.
Como sobraram ingredientes ainda lhe fiz mais este, para partilhar com os amiguinhos do infantário:

Aqui a decoração ficou a cargo da minha filha Joana, que se saiu muito bem, não acham? Pena que as cores da foto não sejam fiéis...
novembro 12, 2006
Pargo Assado no Forno
É quase sempre assim que asso peixe no forno, no dia-a-dia.Da última vez eram pargos pequenos, assei um por pessoa.
Começo por salpicá-los com sal, para tomarem gosto.
Depois disponho cebola cortada às rodelas na assadeira, tomate em lâminas, uma folha de louro e uns raminhos de salsa.
Coloco o peixe por cima desta "cama" e rego com azeite e sumo de limão, e uns dentes de alho esmagados. Tempero com um pouco mais de sal e pimenta.
À volta, junto batatinhas cortadas aos quartos, para assarem com o peixe, e sirvo com uma salada verde.
Assim, muito simples.
novembro 10, 2006
Doce de Abóbora

A simples receita do meu doce de abóbora:
Limpo e corto a abóbora em cubinhos;
Por cada quilo de abóbora limpa uso 900 grs de açucar, 200 grs de miolo de noz, e um pau de canela.
Ponho tudo numa panela, e deixo ficar assim de um dia para o outro. A abóbora larga água e o açucar transforma-se numa calda.
Levo a panela ao lume, destapada, e deixo-a ferver em lume brando até ganhar ponto.
Aqui é que reside o busílis, porque sem pesa-xarope só com a experiência... Para 3 quilos de abóbora, isso nunca leva menos que duas horas e meia, mais ou menos.
Para verificar,deita-se um pouco de doce num pratinho e passa-se o dedo; quando a "estrada" que abre se mantém, em princípio o doce está pronto.
Nessa altura junto-lhe as nozes partidas, e verto o doce em frascos esterilizados.
Nunca o desfaço com a varinha, gosto de encontrar os pedaços de abóbora que resitem à cozedura. Quem gostar dele desfeito pode sempre passá-lo, claro.
Se ultrapassar o ponto crítico, o doce ganhará crostas de açucar; se pelo contrário não tiver "ponto", não se conservará devidamente.
novembro 07, 2006
Réstias de Sol
novembro 06, 2006
Tarte à Florentina
Chama-se "à florentina" como tantas outras preparações, porque leva espinafres.
Segundo Mª de Lurdes Modesto, parece que a razão da denominação tem alguma coisa a ver com Catarina de Médicis, que foi rainha de França mas era natural de Florença, e gostava muito de espinafres... E ela merece todo o crédito.
Preparei esta tarte num daqueles dias em que o frigorífico não tinha muito para me inspirar e eu estava com pressa. Não fiquei desiludida!
Usei uma base de massa folhada comprada pronta e preparei assim o recheio:
Alourei 125 g de bacon cortado em tirinhas num pouquinho de azeite, retirei o bacon e salteei 350g de espinafres até amolecerem.
Juntei-os ao bacon e misturei tudo com um requeijão batido, 1 dente de alho espremido, um pouco de queijo parmesão ralado, 2 ovos inteiros e coentros picados.
Tudo temperado com sal, pimenta e uma raspa de noz-moscada.
verti na forma, previamente forrada com a massa:

Pûs-lhe as aparas da massa por cima do recheio e levei ao forno até solidificar, sem deixar cozer demasiado.

Gostei muito, e vou fazê-la mais vezes, também para alegria das minhas filhas, que gostam quase tanto de espinafres como Catarina de Médicis!
Segundo Mª de Lurdes Modesto, parece que a razão da denominação tem alguma coisa a ver com Catarina de Médicis, que foi rainha de França mas era natural de Florença, e gostava muito de espinafres... E ela merece todo o crédito.
Preparei esta tarte num daqueles dias em que o frigorífico não tinha muito para me inspirar e eu estava com pressa. Não fiquei desiludida!
Usei uma base de massa folhada comprada pronta e preparei assim o recheio:
Alourei 125 g de bacon cortado em tirinhas num pouquinho de azeite, retirei o bacon e salteei 350g de espinafres até amolecerem.
Juntei-os ao bacon e misturei tudo com um requeijão batido, 1 dente de alho espremido, um pouco de queijo parmesão ralado, 2 ovos inteiros e coentros picados.
Tudo temperado com sal, pimenta e uma raspa de noz-moscada.
verti na forma, previamente forrada com a massa:

Pûs-lhe as aparas da massa por cima do recheio e levei ao forno até solidificar, sem deixar cozer demasiado.

Gostei muito, e vou fazê-la mais vezes, também para alegria das minhas filhas, que gostam quase tanto de espinafres como Catarina de Médicis!
novembro 02, 2006
Outono...
outubro 31, 2006
Bolos de Soda
A despeito do nome, que pode parecer pouco apetitoso, são muito bons, estes bolinhos!
Com eles, fecho por agora esta série de bolos tradicionais. Gosto deles ao pequeno almoço, com uma caneca de café com leite quentinho...
As quantidades desta receita dão para 4 dúzias de bolinhos.
São muito fáceis de fazer.
Levam:
1 chávena de chá de açucar
1 chávena de chávena de chá de azeite
1 chávena de chá de leite
2 colheres de chá de fermento
1 colher de café de bicarbonato
1 colher de chá de aguardente
4 ovos
sal q.b.
farinha (cerca de 1 Kg)
Batem-se muito bem os ovos com o açucar até obter uma mistura espumosa; acrescentam-se os líquidos: azeite, leite e aguardente. Junta-se a farinha peneirada com o fermento, o sal e o bicarbonato, até a massa adquirir uma textura que permita tendê-la em pequenos bolinhos(eu usei 850 g).
Untam-se dois tabuleiros com azeite e polvilham-se com farinha. Dispõe-se a massa em montinhos alternados, com uma colher, para não se colarem uns aos outros.
Pincelam-se com gema de ovo e polvilham-se com açucar.
Cozem em forno esperto, durante cerca de 10 a 15 minutos.
Com a experiência, constatei que os últimos bolinhos a cozer são os que crescem mais... Por isso acho que a massa só tem a ganhar se a deixarem descansar uns 15 minutos antes de começarem a tender os bolinhos.
outubro 29, 2006
Bolo de Limão

Relacionada com o "tabuleiro de noiva" ainda me falta postar aqui a receita dos bolos de soda, mas entretanto fiz este cake de limão, e não resisto a dar a receita, porque foi um verdadeiro sucesso!
A receita é da Mercotte, que a postou como base para um bolo mármore. Da próxima vez aproveito a sugestão, mas garanto que mesmo assim, simples, é uma delícia!
Cá vai:
5 ovos
250 g de açucar
150g de natas espessas
225 g de farinha
5 g de fermento em pó
100 g de manteiga derretida
raspa de 2 limões
1 pitada de sal
25 g de rum
Bater bem os ovos inteiros com o açucar e uma pitada de sal. Adicionar as natas e bater bem. Juntar a raspa dos limões.
Adicionar a farinha peneirada com o fermento, o rum, e por fim a manteiga derretida.
Levar a cozer em forno moderado, numa forma de bolo inglês bem untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Aconselho a todos quantos gostem de limão; é simples de fazer e o resultado é mesmo gratificante.
outubro 25, 2006
Bolo Finto

A vida por aqui é um sossego... Esta é a igreja matriz da vila. Há outra, nova, mas menos pitoresca, embora bonita também.
Viram o bolo grande na foto do último post? Chama-se bolo finto ou sequilho, e é uma espécie de folar, óptimo para pequenos almoços ou lanches; eu gosto de comê-lo com manteiga ou geleia de marmelo.
A receita que tenho dá para 3 bolos:
14 ovos
700 g de açucar
cerca de 3 kg de farinha
60 g de fermento de padeiro
2,5 dl de leite
2 dl de azeite
1 cálice de aguardente
1/2 colher de sobremesa de erva-doce (facultativo)
sal q.b.
1 ovo batido e açucar para dourar.
Dilui-se o fermento num pouco de água morna; batem-se os ovos com o açucar e junta-se o azeite, o leite, a aguardente, o sal necessário e a erva-doce. Junta-se o fermento diluído. Aquece-se ligeiramente esta mistura em lume muito brando e depois vai-se juntando a farinha, até obter massa com consistência semelhante à massa de pão. Pode não ser necessário adicionar a farinha toda, depende muito do tamanho dos ovos e do grau de humidade.
Amassa-se muito bem, até formar bolhas. Deixa-se fintar durante cerca de 5 horas, abafada com um pano branco, longe de correntes de ar.
Quando finta (lembrem-se que a massa deve duplicar de volume e o tempo é indicativo, porque depende muito da temperatura ambiente), divide-se em 3 parte iguais e formam-se os bolos. Deixam-se crescer novamente, bem separados uns dos outros, sobre o tabuleiro onde vão cozer. Depois pincelam-se com ovo batido e polvilham-se com açucar.
O ideal é cozê-los em forno de lenha (acho que o Kuka tem um, que sorte!), mas na falta usamos o forno doméstico, com temperatura moderada.
Como vêem, é preciso um pouco de paciência, mas valem bem a pena!
Se quiserem experimentar podem sempre dividir as quantidades da receita ao meio, o que facilitará bastante a tarefa.
outubro 24, 2006
Esquecidos

"Esquecidos" é o nome que se dá aos bolos secos achatados, ao cimo, à esquerda na imagem. É uma foto de um "tabuleiro de noiva" beirão, mas todos os bolos que lá se vêem se comem durante o ano inteiro por estas bandas, tendo desaparecido o costume de oferecê-los aos vizinhos e amigos quando há casamento.
Os esquecidos são macios e leves, muito simples e fáceis de fazer.
Podem ser utilizados na preparação de sobremesas, em substituição dos biscoitos "la reine".
Precisamos de:
3 ovos
200 g de açucar
250 g de farinha com fermento
1 pitada de sal
Os ovos batem-se com o açucar, sem dó nem piedade, até a mistura ficar esbranquiçada e ter aumentado de volume. Nessa altura junta-se a farinha peneirada com o sal, aos poucos, sem bater excessivamente.
A massa dispõe-se às colheradas num tabuleiro forrado com papel vegetal, untado com manteiga e polvilhado com farinha.
Deve-se ter o cuidado de espaçar os bolos, porque têm tendência a alastrar, como se vê pela sua forma.
Vigiar, porque a cozedura é rápida!
Na foto há ainda:
- cavacas (reconhecem-se por estarem cobertas de açucar)
- um bolo finto (o maior, em baixo), que é uma espécie de pão doce muito fofo
- biscoitos de azeite, também chamados de de 3 pernas (em cima, à direita)
- bolos de soda, assim chamados por levarem bicarbonato de soda em vez de fermento
(vê-se apenas um, na imagem, a seguir ao bolo finto).
Esta receita é dedicada à minha leitora ou leitor da Idanha, que está longe da sua terra, e que me dá o prazer de ler este modesto blog...
outubro 09, 2006
Coisas de cá...
Obrigada a todos pelos comentários simpáticos que por cá têm deixado.
Não tenho dado muitas notícias, mas penso que a partir da próxima semana retome o ritmo normal; afinal parece que sempre é possível instalar o ADSL na minha nova casinha - cruzes, canhoto, não vá o diabo tecê-las!!...
Bom, isto é um blog de culinária, mas vou mostrar os nossos dois novos amiguinhos:

São o Faustino e o Fugêncio (este último chama-se assim porque foge por tudo e por nada... Parecem duas tartaruguinhas, mas não são: são dois cágados bébés que não deviam ter sido retirados do seu habitat e que eu e as minhas meninas tomámos ao nosso cuidado.
Não são giros? Adoram apanhar sol.

Agora coisas sérias: proponho-me dar-vos algumas receitas de biscoitos e bolinhos típicos desta região. Que acham?
A maior parte das receitas faz parte dos cadernos de culinária da família há anos.
Vamos começar pelos biscoitos de azeite.

São pouco doces, e têm uma textura semelhante à das cavacas. Vendem-se em quase todas as padarias e pastelarias de cá. Os da imagem são grandes, mas podem fazer-se mais maneirinhos, que é como eu gosto deles para servir com o cafézinho.
A receita base leva:
5 ovos inteiros e 3 gemas ;
1 chávena de açúcar ;
1/4 l de azeite ;
meio cálice de aguardente ;
farinha que baste, como se explica abaixo;
ovo para pincelar, e açucar para polvilhar
Batem-se os ovos inteiros com as gemas e o açúcar até duplicar de volume e não se sentir o açucar. Aquece-se um pouco o azeite em banho-maria e junta-se aos ovos; bate-se um pouco mais.
Em seguida vai-se adicionando a farinha (cerca de 500 g) à mão, e amassa-se bem. Junta-se a aguardente e, se for necessário, um pouco mais de farinha. A massa deve ficar macia mas permitir que se moldem os biscoitos, como explico a seguir, por isso a quantidade de farinha deve ser rectificada segundo diversos factores, como o tamanho dos ovos, ou o teor de humidade da própria farinha...
Deixa-se descansar um pouco a massa, e depois estende-se numa superfície enfarinhada.
Os biscoitos tendem-se formando 1º um pequeno rolo grosso, que se corta em dois sítios, separando a massa de modo a obter-se um biscoito com três pernas. Esta é a forma mais típica, mas também se podem moldar em S ou de qualquer outra forma.
Pincelam-se com ovo batido, e quem gostar pode também polvilhar com açucar, como se faz na Idanha. Levam-se a cozer em forno bem quente, até ficarem lourinhos.
Se experimentarem, dêem notícias!
Não tenho dado muitas notícias, mas penso que a partir da próxima semana retome o ritmo normal; afinal parece que sempre é possível instalar o ADSL na minha nova casinha - cruzes, canhoto, não vá o diabo tecê-las!!...
Bom, isto é um blog de culinária, mas vou mostrar os nossos dois novos amiguinhos:

São o Faustino e o Fugêncio (este último chama-se assim porque foge por tudo e por nada... Parecem duas tartaruguinhas, mas não são: são dois cágados bébés que não deviam ter sido retirados do seu habitat e que eu e as minhas meninas tomámos ao nosso cuidado.
Não são giros? Adoram apanhar sol.

Agora coisas sérias: proponho-me dar-vos algumas receitas de biscoitos e bolinhos típicos desta região. Que acham?
A maior parte das receitas faz parte dos cadernos de culinária da família há anos.
Vamos começar pelos biscoitos de azeite.

São pouco doces, e têm uma textura semelhante à das cavacas. Vendem-se em quase todas as padarias e pastelarias de cá. Os da imagem são grandes, mas podem fazer-se mais maneirinhos, que é como eu gosto deles para servir com o cafézinho.
A receita base leva:
5 ovos inteiros e 3 gemas ;
1 chávena de açúcar ;
1/4 l de azeite ;
meio cálice de aguardente ;
farinha que baste, como se explica abaixo;
ovo para pincelar, e açucar para polvilhar
Batem-se os ovos inteiros com as gemas e o açúcar até duplicar de volume e não se sentir o açucar. Aquece-se um pouco o azeite em banho-maria e junta-se aos ovos; bate-se um pouco mais.
Em seguida vai-se adicionando a farinha (cerca de 500 g) à mão, e amassa-se bem. Junta-se a aguardente e, se for necessário, um pouco mais de farinha. A massa deve ficar macia mas permitir que se moldem os biscoitos, como explico a seguir, por isso a quantidade de farinha deve ser rectificada segundo diversos factores, como o tamanho dos ovos, ou o teor de humidade da própria farinha...
Deixa-se descansar um pouco a massa, e depois estende-se numa superfície enfarinhada.
Os biscoitos tendem-se formando 1º um pequeno rolo grosso, que se corta em dois sítios, separando a massa de modo a obter-se um biscoito com três pernas. Esta é a forma mais típica, mas também se podem moldar em S ou de qualquer outra forma.
Pincelam-se com ovo batido, e quem gostar pode também polvilhar com açucar, como se faz na Idanha. Levam-se a cozer em forno bem quente, até ficarem lourinhos.
Se experimentarem, dêem notícias!
setembro 28, 2006
A cabidela
Pois é, às vezes as coisas não saem bem como as planeamos, já todos sabemos.
De facto inaugurei a minha cozinha nova na data prevista, mas Internet que é bom, nada…
Mudar da capital para o interior é assim, tem vantagens e inconvenientes. O problema ainda não está resolvido, mas pelo menos já posso dar notícias!
Bom, na cozinha tenho-me dedicado a experimentar algumas das receitas dos vossos blogs que se encontravam em stand-by, mas hoje vou dar a receita da minha cabidela de frango.
Foi feita numa quinta de familiares onde me cruzei com alguns bichinhos simpáticos ( e que servem para se fazerem outros petiscos...) :

E digam lá se este não é mesmo fotogénico?

Passemos então à cabidela:
Fica melhor com franguinho ou galinha caseiros, mas pode usar-se um bom frango do campo, que já se vende acompanhado com a saqueta de sangue respectiva. As almas sensíveis que me perdoem!... De qualquer forma deixem-me dizer-lhes que cozinho e como a cabidela na maior, mas só desde que outro mate o bicho!
Depois de cortada a ave em pedaços, esfrega-se com vinagre, vinho verde branco e sal.
Fazer um refogado puxadinho de azeite e banha, juntar uma pitada de colorau, pimenta branca e salsa picada. Juntar e deixar estufar o(s) franganote(s). No caso eram três, porque éramos muitos a almoçar!
Quando estiver no ponto, se houver gordura a mais, tira-se o excesso e deixa-se apenas a que for conveniente para a calda do arroz. Isto dependerá um pouco do gosto pessoal de cada um...
Junta-se chouriço de carne e bocadinhos de presunto, se for bom.
Medir a quantidade de água necessária e juntar igualmente o sangue (1), de forma a que o arroz não venha a ficar excessivamente aguado. Eu uso normalmente 3 medidas de água para uma de arroz (carolino, neste tipo de receitas). Quando a calda levantar fervura, juntar o arroz e deixá-lo abrir sem empapar; rectificar os temperos e servir assim que ficar no ponto.
(1) O sangue aproveita-se aquando do abate da ave; para o conservar líquido junta-se-lhe um pouco de vinagre.
De facto inaugurei a minha cozinha nova na data prevista, mas Internet que é bom, nada…
Mudar da capital para o interior é assim, tem vantagens e inconvenientes. O problema ainda não está resolvido, mas pelo menos já posso dar notícias!
Bom, na cozinha tenho-me dedicado a experimentar algumas das receitas dos vossos blogs que se encontravam em stand-by, mas hoje vou dar a receita da minha cabidela de frango.
Foi feita numa quinta de familiares onde me cruzei com alguns bichinhos simpáticos ( e que servem para se fazerem outros petiscos...) :

E digam lá se este não é mesmo fotogénico?

Passemos então à cabidela:
Fica melhor com franguinho ou galinha caseiros, mas pode usar-se um bom frango do campo, que já se vende acompanhado com a saqueta de sangue respectiva. As almas sensíveis que me perdoem!... De qualquer forma deixem-me dizer-lhes que cozinho e como a cabidela na maior, mas só desde que outro mate o bicho!
Depois de cortada a ave em pedaços, esfrega-se com vinagre, vinho verde branco e sal.
Fazer um refogado puxadinho de azeite e banha, juntar uma pitada de colorau, pimenta branca e salsa picada. Juntar e deixar estufar o(s) franganote(s). No caso eram três, porque éramos muitos a almoçar!
Quando estiver no ponto, se houver gordura a mais, tira-se o excesso e deixa-se apenas a que for conveniente para a calda do arroz. Isto dependerá um pouco do gosto pessoal de cada um...
Junta-se chouriço de carne e bocadinhos de presunto, se for bom.
Medir a quantidade de água necessária e juntar igualmente o sangue (1), de forma a que o arroz não venha a ficar excessivamente aguado. Eu uso normalmente 3 medidas de água para uma de arroz (carolino, neste tipo de receitas). Quando a calda levantar fervura, juntar o arroz e deixá-lo abrir sem empapar; rectificar os temperos e servir assim que ficar no ponto.
(1) O sangue aproveita-se aquando do abate da ave; para o conservar líquido junta-se-lhe um pouco de vinagre.
setembro 11, 2006
Há falta de novidades...
A nova cozinha vai ser estreada na semana que vem.
As minhas espreitadelas têm sido breves e feitas através de "soluções alternativas", visto que ainda não há net em casa, e mais: ainda não estou em casa!
Ficou por contar a história de uma cabidela feita nas férias, com 3 polhos da quinta de dois simpáticos primos, e que foi um sucesso.
Há também fotografias não publicadas da dita quinta, e de toda a criação que por lá há, desde cabras, porcos, patos, pombos... Ou seja, para os que me seguem, acho que descobri como fazer a tal chanfana de que aqui falei, lembram-se? ;)
Especialmente para a Elvira, que me desafiou:
CINCO COISAS PARA COMER ANTES DE MORRER
1- Uma bela lagosta suada num jantar romântico, vendo o mar como fundo e o céu estrelado. Acompanhada com um belo branco verde que a merecesse.
2 - Codornizes bravas estufadas a preceito com couve lombarda.
3 - Empanturrar-me de percebes e ameijoas pretas enormes, regadas a imperial.
4 - Comer um belo cabrito estonado à moda da Beira, de preferência preparado pela minha mãe.
5 - Um grande "pijama" de doces conventuais a transbordar de açucar e gemas de ovos, de todas as qualidades e feitios, porque quam vai morrer deixou de ter preocupações dietéticas!
Passo a batata quente à Mónica, ao Kuka, ao Chalabi e à Cristina, se quiserem responder, claro!
As minhas espreitadelas têm sido breves e feitas através de "soluções alternativas", visto que ainda não há net em casa, e mais: ainda não estou em casa!
Ficou por contar a história de uma cabidela feita nas férias, com 3 polhos da quinta de dois simpáticos primos, e que foi um sucesso.
Há também fotografias não publicadas da dita quinta, e de toda a criação que por lá há, desde cabras, porcos, patos, pombos... Ou seja, para os que me seguem, acho que descobri como fazer a tal chanfana de que aqui falei, lembram-se? ;)
Especialmente para a Elvira, que me desafiou:
CINCO COISAS PARA COMER ANTES DE MORRER
1- Uma bela lagosta suada num jantar romântico, vendo o mar como fundo e o céu estrelado. Acompanhada com um belo branco verde que a merecesse.
2 - Codornizes bravas estufadas a preceito com couve lombarda.
3 - Empanturrar-me de percebes e ameijoas pretas enormes, regadas a imperial.
4 - Comer um belo cabrito estonado à moda da Beira, de preferência preparado pela minha mãe.
5 - Um grande "pijama" de doces conventuais a transbordar de açucar e gemas de ovos, de todas as qualidades e feitios, porque quam vai morrer deixou de ter preocupações dietéticas!
Passo a batata quente à Mónica, ao Kuka, ao Chalabi e à Cristina, se quiserem responder, claro!
agosto 29, 2006
A minha cozinha está um caos... E uma sopa de garoupa

Quem costumava passar por cá diariamente à procura de novas experiências culinárias anda desiludido... dá com o mesmo "post" durante dias.
Ora isto tem uma explicação: estou em mudanças.
A minha cozinha já não é a minha cozinha, a maior parte dos equipamentos já viajou, e estou limitada ao estritamente necessário para sobreviver na "selva".
Por outro lado, o equipamento informático também está prestes a ser embalado...
Mas mesmo assim deu para fazer uma sopinha de garoupa, descomplicada e deliciosa!
Cá vai:
Utilizei uma cabeça da dita, que limpei e salguei.
Passada uma hora, cozi-a em água temperada com sal, cebola em pedaços, louro, alguns grãos de pimenta preta, cenoura e tomilho. Dez minutos em lume brando foram suficientes. Retirei-a da panela e coei o caldinho.
Fiz um refogado com cebola, azeite, alho e louro, a que juntei tomate pelado e picado, pimento cortado em pedacinhos, umas hastes de coentros e piripiri.
Apurou bem, e quando ficou no ponto, juntei o caldo do peixe.
Retirei as hastes de coentros e, quando levantou fervura, juntei uma mão-cheia de massa de cotovelinho. Provei, juntei um pouco de sal e pimenta e deixei a massa cozer em lume brando. Quando ficou macia juntei a carne do peixe, desfiada e limpa de espinhas.
Ao servir juntei uma folhinha de hortelã à tigela.
Depois do que, reconfortada, voltei às caixas e caixotes!...
agosto 25, 2006
Quiche de pimentos

Pimentinhos bons são o que não falta nesta época do ano, e eu que gosto tanto deles!
Os do quintal paterno que me vão chegando são gordos e carnudos, mesmo como eu gosto. Há que comê-los, e como não se fazem sardinhadas todos os dias, procurar novas formas de os utilizar. Esta receita saiu-me bem simpática!
Massa:
200 g de farinha
1 ovo
5 colheres de sopa de leite
80 g de manteiga fria
sal e pimenta
Recheio:
3 pimentos, se possível de cores diferentes
1 boa cebola
2 ou 3 dentes de alho
250 g de bom chouriço
3 colheres de sopa de azeite
temperos: cominhos, sal, pimenta preta acabada de moer
Creme:
200 g de natas
4 ovos
queijinho ralado
se tiverem, 1 ramo de cebolinho
pimenta, sal, noz moscada
Preparar a massa da forma habitual, deixar descansar no frio 1 quarto de hora e forrar com ela uma forma redonda. Picar a massa com um garfo e conservar no frio.
Alourar a cebola e o alho no azeite, juntar os pimentos cortados aos cubinhos e temperar. Deixar apurar tudo.
Misturar as natas com os ovos e o queijo, temperar, juntar o preparado de pimentos e o chouriço às rodelas.
Ditribuir o recheio sobre a massa e levar a forno bem quente durante cerca de quarenta minutos.
São mais as vozes que as nozes, é muito fácil de fazer. Boa quiche!
agosto 22, 2006
Tarte de manteiga e canela

Esta tarte dá um belo tabuleiro de bolo leve e macio...
Prepara-se a massa com:
400 grs de farinha
1.25dl de leite
40 grs de fermento de padeiro
100grs de açucar
150grs de manteiga
sal q.b.
raspa de limão
Numa tigela misturam-se os elementos secos. Dissolve-se o fermento no leite morno e junta-se à tigela. Amassa-se bem e junta-se a manteiga amolecida. Continua a amassar-se até incorporar bem toda a manteiga.
Forma-se uma bola com a massa e deixa-se levedar até duplicar de volume.
Depois, volta a amassar-se ligeiramente e estende-se sobre um tabuleiro previamente forrado com papel vegetal. Levanta-se ligeiramente a massa a toda a volta do tabuleiro, pica-se com um garfo fazem-se-lhe pequenas depressões com o dedo.
Pincela-se com 125 grs de mateiga derretida e cobre-se com uma mistura de 150 grs de açucar e uma colher de chá de canela.
Deixa-se repousar mais 15 minutos e leva-se ao forno bem quente. Se alourar muito antes de ficar cozida, cobrir com folha de alumínio.
Fantástica para o pequeno almoço!
agosto 17, 2006
Boas Notícias!
Do Diário Digital Sapo :
"Café Império volta a abrir portas na quarta-feira
Três meses depois de ter encerrado portas, por ordem da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), proprietária do imóvel, o Café Império foi devolvido, na última quarta-feira, aos lisboetas, com a promessa de abertura ao público já na próxima quarta-feira.
A notícia surge na edição desta quinta-feira do jornal Diário de Notícias, que recorda o edifício foi, entretanto, alvo de profundas obras de renovação, orçadas em 1,1 milhões de euros.
Aberto desde 1955 e um dos ex libris de Lisboa, o Café Império foi encerrado, pela IURD, numa medida que levou ao despedimento de 18 funcionários e provocou grande contestação popular, pelo receio que o histórico estabelecimento desse lugar a mais uma sala de culto daquela confissão religiosa, dona das instalações do antigo Cinema Império.
Um mês mais tarde, a IURD avançou com obras, entretanto embargadas pela Câmara de Lisboa, levando o proprietário a mudar de planos e a trespassar o café.
Desde Maio sob a gestão de Paulo Ribeiro, o espaço promete redinamizar a capital, atrair os turistas e promover o entrosamento das várias gerações.
Segundo o novo gerente do Café Império, o novo espaço vai ter um horário de funcionamento entre as 07.00 e as 2.00, o almoço será económico e servido num ambiente carregado de história, com o célebre bife à Império a manter-se na ementa.
O jantar, por sua vez, terá como acompanhamento música ambiente ou ao vivo, sendo que, a partir das 23.00, o restaurante transforma-se num bar nocturno, com uma tela de cinema.
O Café Império terá ainda um espaço reservado às crianças, outro para os mais jovens, com acesso à Internet, e um salão para casamentos e conferências."
"Café Império volta a abrir portas na quarta-feira
Três meses depois de ter encerrado portas, por ordem da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), proprietária do imóvel, o Café Império foi devolvido, na última quarta-feira, aos lisboetas, com a promessa de abertura ao público já na próxima quarta-feira.
A notícia surge na edição desta quinta-feira do jornal Diário de Notícias, que recorda o edifício foi, entretanto, alvo de profundas obras de renovação, orçadas em 1,1 milhões de euros.
Aberto desde 1955 e um dos ex libris de Lisboa, o Café Império foi encerrado, pela IURD, numa medida que levou ao despedimento de 18 funcionários e provocou grande contestação popular, pelo receio que o histórico estabelecimento desse lugar a mais uma sala de culto daquela confissão religiosa, dona das instalações do antigo Cinema Império.
Um mês mais tarde, a IURD avançou com obras, entretanto embargadas pela Câmara de Lisboa, levando o proprietário a mudar de planos e a trespassar o café.
Desde Maio sob a gestão de Paulo Ribeiro, o espaço promete redinamizar a capital, atrair os turistas e promover o entrosamento das várias gerações.
Segundo o novo gerente do Café Império, o novo espaço vai ter um horário de funcionamento entre as 07.00 e as 2.00, o almoço será económico e servido num ambiente carregado de história, com o célebre bife à Império a manter-se na ementa.
O jantar, por sua vez, terá como acompanhamento música ambiente ou ao vivo, sendo que, a partir das 23.00, o restaurante transforma-se num bar nocturno, com uma tela de cinema.
O Café Império terá ainda um espaço reservado às crianças, outro para os mais jovens, com acesso à Internet, e um salão para casamentos e conferências."
agosto 10, 2006
Crepes de batata moscovitas

São uma maneira de usar as batatas de forma diferente.
Primeiro convidamos os amigos, depois para os fazer usamos:
1 batata cozida com pele
1 cebola
1 ovo
2 colheres de sobremesa de natas
sal q.b.; pimenta (facultativo)
750 g de batatas (de preferência farinhentas)
Descascar a batata cozida e reduzi-la a puré. Juntar a cebola moída, misturar o ovo, as natas e o sal.
Descascar as batatas restantes e ralá-las. Misturar com o puré.
Colocar uma frigideira ao lume com duas colheres de sopa de óleo e deixar aquecer moderadamente, para não fazer fumo... Deitar 3 porções de massa na frigideira de cada vez e achatar (ficam + ou- com o tamanho da palma da mão). Deixar cozer em lume brando durante 3 a 4 minutos e virar os crepes. Repetir até esgotar a massa.
Servem-se quentes com fatias finas de salmão fumado ou marinado, e vão bem com um bom espumante português.
agosto 09, 2006
Bifes

É raro, mas de vez em quando dão-me umas súbitas vontades de comer um bom bife.
E digo que é raro porque eu gosto mesmo muito é de peixinho, e porque se a carne não for de muito boa qualidade os bifes acabam tipo sola-de-sapato, por mais caros que se comprem, e isso irrita-me muito.
Quando me dão estes apetites e apanho uns bifinhos a jeito, normalmente "trato-os" segundo a tradição da Ilha de São Miguel, simples e deliciosa. Experimentem!
Esmagam-se uns dentes de alho com um pouco de massa de malagueta e barram-se os bifes, que depois se deixam a descansar por meia a uma horita.
Derrete-se a manteiga necessária para cobrir o fundo da frigideira (usar mesmo manteiga!) e juntar-lhe uma folhinha de louro. Fritar os bifes em lume não muito forte, virando-os, e temperar de sal e pimenta moída na altura. Eu gosto (e acho que ficam muito bem) meio-passados.
Retirá-los para o prato de serviço e juntar um pouco de vinho branco aos sucos da frigideira. Deixar apurar e verter o molho por cima dos bifes.
Regalar-se com eles e um bom prato de batatas fritas, que é só de vez em quando!...
Outra forma de satisfazer a gulodice era ir até ao "Império", ali ao pé da Alameda... mas fechou, e é pena!
Sobra-nos o Tico-Tico, menos mal.
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