outubro 31, 2006

Bolos de Soda



A despeito do nome, que pode parecer pouco apetitoso, são muito bons, estes bolinhos!
Com eles, fecho por agora esta série de bolos tradicionais. Gosto deles ao pequeno almoço, com uma caneca de café com leite quentinho...

As quantidades desta receita dão para 4 dúzias de bolinhos.
São muito fáceis de fazer.

Levam:
1 chávena de chá de açucar
1 chávena de chávena de chá de azeite
1 chávena de chá de leite
2 colheres de chá de fermento
1 colher de café de bicarbonato
1 colher de chá de aguardente
4 ovos
sal q.b.
farinha (cerca de 1 Kg)

Batem-se muito bem os ovos com o açucar até obter uma mistura espumosa; acrescentam-se os líquidos: azeite, leite e aguardente. Junta-se a farinha peneirada com o fermento, o sal e o bicarbonato, até a massa adquirir uma textura que permita tendê-la em pequenos bolinhos(eu usei 850 g).

Untam-se dois tabuleiros com azeite e polvilham-se com farinha. Dispõe-se a massa em montinhos alternados, com uma colher, para não se colarem uns aos outros.

Pincelam-se com gema de ovo e polvilham-se com açucar.

Cozem em forno esperto, durante cerca de 10 a 15 minutos.

Com a experiência, constatei que os últimos bolinhos a cozer são os que crescem mais... Por isso acho que a massa só tem a ganhar se a deixarem descansar uns 15 minutos antes de começarem a tender os bolinhos.

outubro 29, 2006

Bolo de Limão



Relacionada com o "tabuleiro de noiva" ainda me falta postar aqui a receita dos bolos de soda, mas entretanto fiz este cake de limão, e não resisto a dar a receita, porque foi um verdadeiro sucesso!

A receita é da Mercotte, que a postou como base para um bolo mármore. Da próxima vez aproveito a sugestão, mas garanto que mesmo assim, simples, é uma delícia!

Cá vai:

5 ovos
250 g de açucar
150g de natas espessas
225 g de farinha
5 g de fermento em pó
100 g de manteiga derretida
raspa de 2 limões
1 pitada de sal
25 g de rum

Bater bem os ovos inteiros com o açucar e uma pitada de sal. Adicionar as natas e bater bem. Juntar a raspa dos limões.
Adicionar a farinha peneirada com o fermento, o rum, e por fim a manteiga derretida.
Levar a cozer em forno moderado, numa forma de bolo inglês bem untada com manteiga e polvilhada com farinha.

Aconselho a todos quantos gostem de limão; é simples de fazer e o resultado é mesmo gratificante.

outubro 25, 2006

Bolo Finto



A vida por aqui é um sossego... Esta é a igreja matriz da vila. Há outra, nova, mas menos pitoresca, embora bonita também.

Viram o bolo grande na foto do último post? Chama-se bolo finto ou sequilho, e é uma espécie de folar, óptimo para pequenos almoços ou lanches; eu gosto de comê-lo com manteiga ou geleia de marmelo.

A receita que tenho dá para 3 bolos:

14 ovos
700 g de açucar
cerca de 3 kg de farinha
60 g de fermento de padeiro
2,5 dl de leite
2 dl de azeite
1 cálice de aguardente
1/2 colher de sobremesa de erva-doce (facultativo)
sal q.b.
1 ovo batido e açucar para dourar.

Dilui-se o fermento num pouco de água morna; batem-se os ovos com o açucar e junta-se o azeite, o leite, a aguardente, o sal necessário e a erva-doce. Junta-se o fermento diluído. Aquece-se ligeiramente esta mistura em lume muito brando e depois vai-se juntando a farinha, até obter massa com consistência semelhante à massa de pão. Pode não ser necessário adicionar a farinha toda, depende muito do tamanho dos ovos e do grau de humidade.

Amassa-se muito bem, até formar bolhas. Deixa-se fintar durante cerca de 5 horas, abafada com um pano branco, longe de correntes de ar.
Quando finta (lembrem-se que a massa deve duplicar de volume e o tempo é indicativo, porque depende muito da temperatura ambiente), divide-se em 3 parte iguais e formam-se os bolos. Deixam-se crescer novamente, bem separados uns dos outros, sobre o tabuleiro onde vão cozer. Depois pincelam-se com ovo batido e polvilham-se com açucar.

O ideal é cozê-los em forno de lenha (acho que o Kuka tem um, que sorte!), mas na falta usamos o forno doméstico, com temperatura moderada.

Como vêem, é preciso um pouco de paciência, mas valem bem a pena!

Se quiserem experimentar podem sempre dividir as quantidades da receita ao meio, o que facilitará bastante a tarefa.

outubro 24, 2006

Esquecidos



"Esquecidos" é o nome que se dá aos bolos secos achatados, ao cimo, à esquerda na imagem. É uma foto de um "tabuleiro de noiva" beirão, mas todos os bolos que lá se vêem se comem durante o ano inteiro por estas bandas, tendo desaparecido o costume de oferecê-los aos vizinhos e amigos quando há casamento.

Os esquecidos são macios e leves, muito simples e fáceis de fazer.
Podem ser utilizados na preparação de sobremesas, em substituição dos biscoitos "la reine".

Precisamos de:
3 ovos
200 g de açucar
250 g de farinha com fermento
1 pitada de sal

Os ovos batem-se com o açucar, sem dó nem piedade, até a mistura ficar esbranquiçada e ter aumentado de volume. Nessa altura junta-se a farinha peneirada com o sal, aos poucos, sem bater excessivamente.

A massa dispõe-se às colheradas num tabuleiro forrado com papel vegetal, untado com manteiga e polvilhado com farinha.
Deve-se ter o cuidado de espaçar os bolos, porque têm tendência a alastrar, como se vê pela sua forma.
Vigiar, porque a cozedura é rápida!

Na foto há ainda:
- cavacas (reconhecem-se por estarem cobertas de açucar)
- um bolo finto (o maior, em baixo), que é uma espécie de pão doce muito fofo
- biscoitos de azeite, também chamados de de 3 pernas (em cima, à direita)
- bolos de soda, assim chamados por levarem bicarbonato de soda em vez de fermento
(vê-se apenas um, na imagem, a seguir ao bolo finto).

Esta receita é dedicada à minha leitora ou leitor da Idanha, que está longe da sua terra, e que me dá o prazer de ler este modesto blog...

outubro 09, 2006

Coisas de cá...

Obrigada a todos pelos comentários simpáticos que por cá têm deixado.
Não tenho dado muitas notícias, mas penso que a partir da próxima semana retome o ritmo normal; afinal parece que sempre é possível instalar o ADSL na minha nova casinha - cruzes, canhoto, não vá o diabo tecê-las!!...

Bom, isto é um blog de culinária, mas vou mostrar os nossos dois novos amiguinhos:




São o Faustino e o Fugêncio (este último chama-se assim porque foge por tudo e por nada... Parecem duas tartaruguinhas, mas não são: são dois cágados bébés que não deviam ter sido retirados do seu habitat e que eu e as minhas meninas tomámos ao nosso cuidado.

Não são giros? Adoram apanhar sol.





Agora coisas sérias: proponho-me dar-vos algumas receitas de biscoitos e bolinhos típicos desta região. Que acham?
A maior parte das receitas faz parte dos cadernos de culinária da família há anos.

Vamos começar pelos biscoitos de azeite.



São pouco doces, e têm uma textura semelhante à das cavacas. Vendem-se em quase todas as padarias e pastelarias de cá. Os da imagem são grandes, mas podem fazer-se mais maneirinhos, que é como eu gosto deles para servir com o cafézinho.

A receita base leva:

5 ovos inteiros e 3 gemas ;
1 chávena de açúcar ;
1/4 l de azeite ;
meio cálice de aguardente ;
farinha que baste, como se explica abaixo;
ovo para pincelar, e açucar para polvilhar

Batem-se os ovos inteiros com as gemas e o açúcar até duplicar de volume e não se sentir o açucar. Aquece-se um pouco o azeite em banho-maria e junta-se aos ovos; bate-se um pouco mais.

Em seguida vai-se adicionando a farinha (cerca de 500 g) à mão, e amassa-se bem. Junta-se a aguardente e, se for necessário, um pouco mais de farinha. A massa deve ficar macia mas permitir que se moldem os biscoitos, como explico a seguir, por isso a quantidade de farinha deve ser rectificada segundo diversos factores, como o tamanho dos ovos, ou o teor de humidade da própria farinha...
Deixa-se descansar um pouco a massa, e depois estende-se numa superfície enfarinhada.

Os biscoitos tendem-se formando 1º um pequeno rolo grosso, que se corta em dois sítios, separando a massa de modo a obter-se um biscoito com três pernas. Esta é a forma mais típica, mas também se podem moldar em S ou de qualquer outra forma.
Pincelam-se com ovo batido, e quem gostar pode também polvilhar com açucar, como se faz na Idanha. Levam-se a cozer em forno bem quente, até ficarem lourinhos.

Se experimentarem, dêem notícias!

setembro 28, 2006

A cabidela

Pois é, às vezes as coisas não saem bem como as planeamos, já todos sabemos.
De facto inaugurei a minha cozinha nova na data prevista, mas Internet que é bom, nada…
Mudar da capital para o interior é assim, tem vantagens e inconvenientes. O problema ainda não está resolvido, mas pelo menos já posso dar notícias!

Bom, na cozinha tenho-me dedicado a experimentar algumas das receitas dos vossos blogs que se encontravam em stand-by, mas hoje vou dar a receita da minha cabidela de frango.
Foi feita numa quinta de familiares onde me cruzei com alguns bichinhos simpáticos ( e que servem para se fazerem outros petiscos...) :












E digam lá se este não é mesmo fotogénico?










Passemos então à cabidela:

Fica melhor com franguinho ou galinha caseiros, mas pode usar-se um bom frango do campo, que já se vende acompanhado com a saqueta de sangue respectiva. As almas sensíveis que me perdoem!... De qualquer forma deixem-me dizer-lhes que cozinho e como a cabidela na maior, mas só desde que outro mate o bicho!
Depois de cortada a ave em pedaços, esfrega-se com vinagre, vinho verde branco e sal.
Fazer um refogado puxadinho de azeite e banha, juntar uma pitada de colorau, pimenta branca e salsa picada. Juntar e deixar estufar o(s) franganote(s). No caso eram três, porque éramos muitos a almoçar!
Quando estiver no ponto, se houver gordura a mais, tira-se o excesso e deixa-se apenas a que for conveniente para a calda do arroz. Isto dependerá um pouco do gosto pessoal de cada um...
Junta-se chouriço de carne e bocadinhos de presunto, se for bom.
Medir a quantidade de água necessária e juntar igualmente o sangue (1), de forma a que o arroz não venha a ficar excessivamente aguado. Eu uso normalmente 3 medidas de água para uma de arroz (carolino, neste tipo de receitas). Quando a calda levantar fervura, juntar o arroz e deixá-lo abrir sem empapar; rectificar os temperos e servir assim que ficar no ponto.

(1) O sangue aproveita-se aquando do abate da ave; para o conservar líquido junta-se-lhe um pouco de vinagre.

setembro 11, 2006

Há falta de novidades...

A nova cozinha vai ser estreada na semana que vem.
As minhas espreitadelas têm sido breves e feitas através de "soluções alternativas", visto que ainda não há net em casa, e mais: ainda não estou em casa!
Ficou por contar a história de uma cabidela feita nas férias, com 3 polhos da quinta de dois simpáticos primos, e que foi um sucesso.
Há também fotografias não publicadas da dita quinta, e de toda a criação que por lá há, desde cabras, porcos, patos, pombos... Ou seja, para os que me seguem, acho que descobri como fazer a tal chanfana de que aqui falei, lembram-se? ;)

Especialmente para a Elvira, que me desafiou:

CINCO COISAS PARA COMER ANTES DE MORRER

1- Uma bela lagosta suada num jantar romântico, vendo o mar como fundo e o céu estrelado. Acompanhada com um belo branco verde que a merecesse.

2 - Codornizes bravas estufadas a preceito com couve lombarda.

3 - Empanturrar-me de percebes e ameijoas pretas enormes, regadas a imperial.

4 - Comer um belo cabrito estonado à moda da Beira, de preferência preparado pela minha mãe.


5 - Um grande "pijama" de doces conventuais a transbordar de açucar e gemas de ovos, de todas as qualidades e feitios, porque quam vai morrer deixou de ter preocupações dietéticas!

Passo a batata quente à Mónica, ao Kuka, ao Chalabi e à Cristina, se quiserem responder, claro!

agosto 29, 2006

A minha cozinha está um caos... E uma sopa de garoupa


Quem costumava passar por cá diariamente à procura de novas experiências culinárias anda desiludido... dá com o mesmo "post" durante dias.
Ora isto tem uma explicação: estou em mudanças.
A minha cozinha já não é a minha cozinha, a maior parte dos equipamentos já viajou, e estou limitada ao estritamente necessário para sobreviver na "selva".
Por outro lado, o equipamento informático também está prestes a ser embalado...

Mas mesmo assim deu para fazer uma sopinha de garoupa, descomplicada e deliciosa!
Cá vai:

Utilizei uma cabeça da dita, que limpei e salguei.
Passada uma hora, cozi-a em água temperada com sal, cebola em pedaços, louro, alguns grãos de pimenta preta, cenoura e tomilho. Dez minutos em lume brando foram suficientes. Retirei-a da panela e coei o caldinho.

Fiz um refogado com cebola, azeite, alho e louro, a que juntei tomate pelado e picado, pimento cortado em pedacinhos, umas hastes de coentros e piripiri.
Apurou bem, e quando ficou no ponto, juntei o caldo do peixe.

Retirei as hastes de coentros e, quando levantou fervura, juntei uma mão-cheia de massa de cotovelinho. Provei, juntei um pouco de sal e pimenta e deixei a massa cozer em lume brando. Quando ficou macia juntei a carne do peixe, desfiada e limpa de espinhas.

Ao servir juntei uma folhinha de hortelã à tigela.
Depois do que, reconfortada, voltei às caixas e caixotes!...

agosto 25, 2006

Quiche de pimentos




Pimentinhos bons são o que não falta nesta época do ano, e eu que gosto tanto deles!
Os do quintal paterno que me vão chegando são gordos e carnudos, mesmo como eu gosto. Há que comê-los, e como não se fazem sardinhadas todos os dias, procurar novas formas de os utilizar. Esta receita saiu-me bem simpática!

Massa:
200 g de farinha
1 ovo
5 colheres de sopa de leite
80 g de manteiga fria
sal e pimenta

Recheio:
3 pimentos, se possível de cores diferentes
1 boa cebola
2 ou 3 dentes de alho
250 g de bom chouriço
3 colheres de sopa de azeite
temperos: cominhos, sal, pimenta preta acabada de moer

Creme:
200 g de natas
4 ovos
queijinho ralado
se tiverem, 1 ramo de cebolinho
pimenta, sal, noz moscada

Preparar a massa da forma habitual, deixar descansar no frio 1 quarto de hora e forrar com ela uma forma redonda. Picar a massa com um garfo e conservar no frio.

Alourar a cebola e o alho no azeite, juntar os pimentos cortados aos cubinhos e temperar. Deixar apurar tudo.
Misturar as natas com os ovos e o queijo, temperar, juntar o preparado de pimentos e o chouriço às rodelas.
Ditribuir o recheio sobre a massa e levar a forno bem quente durante cerca de quarenta minutos.

São mais as vozes que as nozes, é muito fácil de fazer. Boa quiche!

agosto 22, 2006

Tarte de manteiga e canela



Esta tarte dá um belo tabuleiro de bolo leve e macio...

Prepara-se a massa com:
400 grs de farinha
1.25dl de leite
40 grs de fermento de padeiro
100grs de açucar
150grs de manteiga
sal q.b.
raspa de limão

Numa tigela misturam-se os elementos secos. Dissolve-se o fermento no leite morno e junta-se à tigela. Amassa-se bem e junta-se a manteiga amolecida. Continua a amassar-se até incorporar bem toda a manteiga.
Forma-se uma bola com a massa e deixa-se levedar até duplicar de volume.
Depois, volta a amassar-se ligeiramente e estende-se sobre um tabuleiro previamente forrado com papel vegetal. Levanta-se ligeiramente a massa a toda a volta do tabuleiro, pica-se com um garfo fazem-se-lhe pequenas depressões com o dedo.

Pincela-se com 125 grs de mateiga derretida e cobre-se com uma mistura de 150 grs de açucar e uma colher de chá de canela.

Deixa-se repousar mais 15 minutos e leva-se ao forno bem quente. Se alourar muito antes de ficar cozida, cobrir com folha de alumínio.

Fantástica para o pequeno almoço!

agosto 17, 2006

Boas Notícias!

Do Diário Digital Sapo :

"Café Império volta a abrir portas na quarta-feira

Três meses depois de ter encerrado portas, por ordem da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), proprietária do imóvel, o Café Império foi devolvido, na última quarta-feira, aos lisboetas, com a promessa de abertura ao público já na próxima quarta-feira.
A notícia surge na edição desta quinta-feira do jornal Diário de Notícias, que recorda o edifício foi, entretanto, alvo de profundas obras de renovação, orçadas em 1,1 milhões de euros.

Aberto desde 1955 e um dos ex libris de Lisboa, o Café Império foi encerrado, pela IURD, numa medida que levou ao despedimento de 18 funcionários e provocou grande contestação popular, pelo receio que o histórico estabelecimento desse lugar a mais uma sala de culto daquela confissão religiosa, dona das instalações do antigo Cinema Império.

Um mês mais tarde, a IURD avançou com obras, entretanto embargadas pela Câmara de Lisboa, levando o proprietário a mudar de planos e a trespassar o café.

Desde Maio sob a gestão de Paulo Ribeiro, o espaço promete redinamizar a capital, atrair os turistas e promover o entrosamento das várias gerações.

Segundo o novo gerente do Café Império, o novo espaço vai ter um horário de funcionamento entre as 07.00 e as 2.00, o almoço será económico e servido num ambiente carregado de história, com o célebre bife à Império a manter-se na ementa.

O jantar, por sua vez, terá como acompanhamento música ambiente ou ao vivo, sendo que, a partir das 23.00, o restaurante transforma-se num bar nocturno, com uma tela de cinema.

O Café Império terá ainda um espaço reservado às crianças, outro para os mais jovens, com acesso à Internet, e um salão para casamentos e conferências."

agosto 10, 2006

Crepes de batata moscovitas



São uma maneira de usar as batatas de forma diferente.

Primeiro convidamos os amigos, depois para os fazer usamos:

1 batata cozida com pele
1 cebola
1 ovo
2 colheres de sobremesa de natas
sal q.b.; pimenta (facultativo)
750 g de batatas (de preferência farinhentas)

Descascar a batata cozida e reduzi-la a puré. Juntar a cebola moída, misturar o ovo, as natas e o sal.
Descascar as batatas restantes e ralá-las. Misturar com o puré.

Colocar uma frigideira ao lume com duas colheres de sopa de óleo e deixar aquecer moderadamente, para não fazer fumo... Deitar 3 porções de massa na frigideira de cada vez e achatar (ficam + ou- com o tamanho da palma da mão). Deixar cozer em lume brando durante 3 a 4 minutos e virar os crepes. Repetir até esgotar a massa.

Servem-se quentes com fatias finas de salmão fumado ou marinado, e vão bem com um bom espumante português.

agosto 09, 2006

Bifes


É raro, mas de vez em quando dão-me umas súbitas vontades de comer um bom bife.
E digo que é raro porque eu gosto mesmo muito é de peixinho, e porque se a carne não for de muito boa qualidade os bifes acabam tipo sola-de-sapato, por mais caros que se comprem, e isso irrita-me muito.

Quando me dão estes apetites e apanho uns bifinhos a jeito, normalmente "trato-os" segundo a tradição da Ilha de São Miguel, simples e deliciosa. Experimentem!

Esmagam-se uns dentes de alho com um pouco de massa de malagueta e barram-se os bifes, que depois se deixam a descansar por meia a uma horita.

Derrete-se a manteiga necessária para cobrir o fundo da frigideira (usar mesmo manteiga!) e juntar-lhe uma folhinha de louro. Fritar os bifes em lume não muito forte, virando-os, e temperar de sal e pimenta moída na altura. Eu gosto (e acho que ficam muito bem) meio-passados.

Retirá-los para o prato de serviço e juntar um pouco de vinho branco aos sucos da frigideira. Deixar apurar e verter o molho por cima dos bifes.

Regalar-se com eles e um bom prato de batatas fritas, que é só de vez em quando!...

Outra forma de satisfazer a gulodice era ir até ao "Império", ali ao pé da Alameda... mas fechou, e é pena!
Sobra-nos o Tico-Tico, menos mal.

agosto 08, 2006

Carrot Cake (EUA)


A Pascale Weeks, autora de um dos blogs de culinária franceses de que mais gosto, publicou este livrinho, que fizeram o favor de me oferecer.

É pequenino, cabe na palma da mão, e tem receitas fantásticas. Não tem fotografias, mas a Pascale vai compondo o "making-off" do livro com as que lhe enviam todos aqueles que as experimentam.

As receitas são todas inglesas e americanas, pois o objectivo do livrinho é mesmo esse: dar a conhecer as guloseimas do lado de lá do Atlântico.

Já o li todo, e já fiz o bolo de cenoura (carrot cake), que ficou uma delícia.

A receita, com pequenas alterações feitas por mim:

280 g de farinha c/ fermento
300 grs de açucar
1 colher de chá de fermento em pó
200 ml de óleo de girassol (a receita diz 250 mas eu cortei um bocadinho)
280 grs de cenoura ralada, crua
4 ovos
1 pitada de sal (omitida na receita)
1 colher de café de canela
1 colher de café de gengibre em pó
1 pacote de açucar baunilhado

Numa tigela grande mistura-se o açucar, a farinha, o fermento, o sal e as especiarias. Junta-se o óleo e envolve-se bem, junta-se a cenoura ralada e os ovos, um a um, mexendo bem entre cada adição. Coze em forno aquecido a 280ºC, durante cerca de 45 minutos. Desenforma-se depois de morno.

O bolo fica húmido e fofinho, e mantém-se assim por vários dias.

Para uma ocasião mais especial, cubram com queijo creme batido com açucar em pó a gosto e uma gotas de sumo de limão.



A foto é a da Pascale, porque deixei o telemóvel com que tiro as minhas fotos às minhas filhotas, que continuam de férias. Por sinal tenho lá algumas guardadas que vou partilhar convosco logo que elas regressem...

agosto 07, 2006

De volta

Olá a todos! Estou de regresso.
Obrigada pelos votos de boas férias que aqui deixaram, eu também já tinha muitas saudades da blogosfera.
Ainda não me meti a sério com os tachos, tenho estado a pôr a leitura dos vossos blogs em dia, mas em breve haverá novidades...

julho 14, 2006

Enfim... Férias!!



Vai haver um interregno no bloguito por motivo de férias...
A todos, bons cozinhados!

Polvo à moda de São Miguel


Há quem o coza com uma rolha de cortiça, quem o bata com um maço de madeira... Para mim a melhor forma de amaciar o polvo é congelá-lo antes de o cozinhar. Não perde nada.
Para um polvo com 2 quilos:

Cortar o bicho em pedaços pequenos e fazer um refogado com 3 cebolas, 3 dentes de alho, 1,5 dl de azeite, uma folha de louro, um ramo de salsa (inteiro), um pouco de massa de malagueta, sal, pimenta preta e cravinho. Pode-se juntar o polvo logo no início ou um pouco depois, com a cebola já loura.

Deixar reduzir um pouco a água que o polvo larga e cobrir com vinho de cheiro açoreano, se tiverem (é o chamado morangueiro). Se não, o mais apropriado será um vinho verde tinto. Deixar apurar bem, juntando um pouco de água se necessário.

Vigiem o fogo, porque muitas vezes o que torna o polvo duro é o excesso de cozedura. 45 minutos devem bastar para o cozer. Se acharem que este tempo é insuficiente para apurar o molho, retirem o polvo e deixem apurar, voltando a juntá-lo no final.

Há quem junte batatas aos cubos e a guise no molho, mas pessoalmente acho que fica muito melhor com as batatas cozidas à parte.
Faz sempre sucesso este prato, que também pode ser servido como entrada.

*Mais uma excelente receita do prof. João vasconcelos Costa

julho 11, 2006

Maroilles

Este post é só para quem realmente gosta de queijo...

De queijos franceses muito se fala do camembert, do brie, do roquefort... Deixem-me dizer que gosto de todos.

Mas há um... não lhes digo nem lhes conto. Este tem um poder mágico: metam um num saco de mão, entrem numa carruagem cheia de gente sem lugar para se sentarem e vão ver: a carruagem esvazia completamente! Ficam com ela toda só para vocês! Percebem o que quero dizer? Ainda chamam ao nosso inocente queijo picante o "queijo chulé"! Um anjo de candura, ao pé deste! Tem ainda a particularidade de ser quadrado.

Bom, brincadeiras à parte, o maroilles, assim se chama, é delicioso para quem goste de queijo.



A foto é daqui.

Se tiverem a sorte de apanhar um, ou que alguém vo-lo traga de França, experimentem fazer assim uma tarte:

Preparem uma simples massa quebrada e forrem com ela uma tarteira. Cubram-na com fatias do queijo pecaminoso. Vertam por cima uma mistura feita com:

2.5 dl de leite
2.5 dl de natas
1 ovo
sal e pimenta

Levem ao forno até ficar douradinha e regalem-se.

Se não conseguirem o maroilles não faz mal: arranjem um amarelo da Beira Baixa, ainda amanteigado e preparem a tarte da mesma forma.

Em Portugal, tão pequenino, em termos de queijo havemos sempre de achar um que substitua qualquer outro, estrangeiro, numa boa receita.

Aceito outras sugestões...

Fruta em geleia de chá



Deixo hoje a sugestão de uma sobremesa fresquinha, que se pode tornar light - boas notícias para os adeptos das dietas!
A mim este facto interessa-me sobretudo porque tenho um maninho diabético para o qual muitas vezes "invento" ou "recrio" as sobremesas, eliminando o açucar.

Precisam de :

5 folhas de gelatina
3 colheres de sopa de chá preto (eu gosto do Earl Grey)
100 g de açucar ou 1 colher de sopa de hermesetas líquidas
4 colheres de sopa de sumo de limão
350 g de fruta variada a gosto (banana, uvas, morangos, manga, ananás em calda...)
2 raminhos de erva cidreira, se tiverem
natas e açucar baunilhado

Façam primeiro o chá, colocando-o no bule e juntando 7,5 dl de água a ferver. Deixar em infusão durante alguns minutos, coar, juntar-lhe a gelatina demolhada e escorrida, o açucar (ou as hermesetas líquidas) e o sumo de limão. Mexer bem e deixar arrefecer.

Preparem a fruta, lavando, descascando e cortando, como se fosse para salada de frutas, e piquem as folhinhas de cidreira. Distribuam por quatro tigelas de sobremesa e reguem com o chá. Levem ao frigorífico para endurecer.
Sirvam com natas batidas em chantilly com o açucar baunilhado.

Nota:
Não se esqueçam que o ananás fresco fresco impede a gelatina de solidificar, por isso é proibido usá-lo nesta receita, a menos que o cozam previamente numa calda leve de açucar. Em alternativa usar ananás de conserva, como indiquei.

julho 10, 2006

Costeletas de borrego com molho de hortelã



Há dias andava por aí uma leitora à procura de um molho de hortelã para as costeletas de borrego.
Hortelã e borrego definitivamente combinam!
Tinha esta receita, que resolvi experimentar. É fácil e ficou deliciosa, por isso, se passar por aí já sabe...

Põem-se as costeletas de borrego a temperar, com: alho pisado, sal, pimenta preta e cravinho.
Ao fim de duas horitas fritam-se em azeite e reservam-se ao quentinho.
Faz-se entretanto uma redução (quer dizer, juntar tudo, levar ao lume e deixar reduzir até metade...) com um copo de vinho branco, 3 colheres de sopa de vinagre e um ramo de hortelã picada.
Leva-se ao lume o azeite de fritar as costeletas, polvilha-se com meia colher de sopa de farinha, vai-se juntando a redução (coada) e deixa-se engrossar o molho, juntando eventualmente um pouco de água, se necessário. Rectificar os temperos.
Cobrem-se as costeletas com o molho e servem-se com batatinhas.