Deixei de lamentar a expulsão de Adão e Eva do Paraíso quando descobri que eles não tinham presunto nem ovos mexidos! (Dorothy Sayers)
setembro 11, 2006
Há falta de novidades...
As minhas espreitadelas têm sido breves e feitas através de "soluções alternativas", visto que ainda não há net em casa, e mais: ainda não estou em casa!
Ficou por contar a história de uma cabidela feita nas férias, com 3 polhos da quinta de dois simpáticos primos, e que foi um sucesso.
Há também fotografias não publicadas da dita quinta, e de toda a criação que por lá há, desde cabras, porcos, patos, pombos... Ou seja, para os que me seguem, acho que descobri como fazer a tal chanfana de que aqui falei, lembram-se? ;)
Especialmente para a Elvira, que me desafiou:
CINCO COISAS PARA COMER ANTES DE MORRER
1- Uma bela lagosta suada num jantar romântico, vendo o mar como fundo e o céu estrelado. Acompanhada com um belo branco verde que a merecesse.
2 - Codornizes bravas estufadas a preceito com couve lombarda.
3 - Empanturrar-me de percebes e ameijoas pretas enormes, regadas a imperial.
4 - Comer um belo cabrito estonado à moda da Beira, de preferência preparado pela minha mãe.
5 - Um grande "pijama" de doces conventuais a transbordar de açucar e gemas de ovos, de todas as qualidades e feitios, porque quam vai morrer deixou de ter preocupações dietéticas!
Passo a batata quente à Mónica, ao Kuka, ao Chalabi e à Cristina, se quiserem responder, claro!
agosto 29, 2006
A minha cozinha está um caos... E uma sopa de garoupa

Quem costumava passar por cá diariamente à procura de novas experiências culinárias anda desiludido... dá com o mesmo "post" durante dias.
Ora isto tem uma explicação: estou em mudanças.
A minha cozinha já não é a minha cozinha, a maior parte dos equipamentos já viajou, e estou limitada ao estritamente necessário para sobreviver na "selva".
Por outro lado, o equipamento informático também está prestes a ser embalado...
Mas mesmo assim deu para fazer uma sopinha de garoupa, descomplicada e deliciosa!
Cá vai:
Utilizei uma cabeça da dita, que limpei e salguei.
Passada uma hora, cozi-a em água temperada com sal, cebola em pedaços, louro, alguns grãos de pimenta preta, cenoura e tomilho. Dez minutos em lume brando foram suficientes. Retirei-a da panela e coei o caldinho.
Fiz um refogado com cebola, azeite, alho e louro, a que juntei tomate pelado e picado, pimento cortado em pedacinhos, umas hastes de coentros e piripiri.
Apurou bem, e quando ficou no ponto, juntei o caldo do peixe.
Retirei as hastes de coentros e, quando levantou fervura, juntei uma mão-cheia de massa de cotovelinho. Provei, juntei um pouco de sal e pimenta e deixei a massa cozer em lume brando. Quando ficou macia juntei a carne do peixe, desfiada e limpa de espinhas.
Ao servir juntei uma folhinha de hortelã à tigela.
Depois do que, reconfortada, voltei às caixas e caixotes!...
agosto 25, 2006
Quiche de pimentos

Pimentinhos bons são o que não falta nesta época do ano, e eu que gosto tanto deles!
Os do quintal paterno que me vão chegando são gordos e carnudos, mesmo como eu gosto. Há que comê-los, e como não se fazem sardinhadas todos os dias, procurar novas formas de os utilizar. Esta receita saiu-me bem simpática!
Massa:
200 g de farinha
1 ovo
5 colheres de sopa de leite
80 g de manteiga fria
sal e pimenta
Recheio:
3 pimentos, se possível de cores diferentes
1 boa cebola
2 ou 3 dentes de alho
250 g de bom chouriço
3 colheres de sopa de azeite
temperos: cominhos, sal, pimenta preta acabada de moer
Creme:
200 g de natas
4 ovos
queijinho ralado
se tiverem, 1 ramo de cebolinho
pimenta, sal, noz moscada
Preparar a massa da forma habitual, deixar descansar no frio 1 quarto de hora e forrar com ela uma forma redonda. Picar a massa com um garfo e conservar no frio.
Alourar a cebola e o alho no azeite, juntar os pimentos cortados aos cubinhos e temperar. Deixar apurar tudo.
Misturar as natas com os ovos e o queijo, temperar, juntar o preparado de pimentos e o chouriço às rodelas.
Ditribuir o recheio sobre a massa e levar a forno bem quente durante cerca de quarenta minutos.
São mais as vozes que as nozes, é muito fácil de fazer. Boa quiche!
agosto 22, 2006
Tarte de manteiga e canela

Esta tarte dá um belo tabuleiro de bolo leve e macio...
Prepara-se a massa com:
400 grs de farinha
1.25dl de leite
40 grs de fermento de padeiro
100grs de açucar
150grs de manteiga
sal q.b.
raspa de limão
Numa tigela misturam-se os elementos secos. Dissolve-se o fermento no leite morno e junta-se à tigela. Amassa-se bem e junta-se a manteiga amolecida. Continua a amassar-se até incorporar bem toda a manteiga.
Forma-se uma bola com a massa e deixa-se levedar até duplicar de volume.
Depois, volta a amassar-se ligeiramente e estende-se sobre um tabuleiro previamente forrado com papel vegetal. Levanta-se ligeiramente a massa a toda a volta do tabuleiro, pica-se com um garfo fazem-se-lhe pequenas depressões com o dedo.
Pincela-se com 125 grs de mateiga derretida e cobre-se com uma mistura de 150 grs de açucar e uma colher de chá de canela.
Deixa-se repousar mais 15 minutos e leva-se ao forno bem quente. Se alourar muito antes de ficar cozida, cobrir com folha de alumínio.
Fantástica para o pequeno almoço!
agosto 17, 2006
Boas Notícias!
"Café Império volta a abrir portas na quarta-feira
Três meses depois de ter encerrado portas, por ordem da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), proprietária do imóvel, o Café Império foi devolvido, na última quarta-feira, aos lisboetas, com a promessa de abertura ao público já na próxima quarta-feira.
A notícia surge na edição desta quinta-feira do jornal Diário de Notícias, que recorda o edifício foi, entretanto, alvo de profundas obras de renovação, orçadas em 1,1 milhões de euros.
Aberto desde 1955 e um dos ex libris de Lisboa, o Café Império foi encerrado, pela IURD, numa medida que levou ao despedimento de 18 funcionários e provocou grande contestação popular, pelo receio que o histórico estabelecimento desse lugar a mais uma sala de culto daquela confissão religiosa, dona das instalações do antigo Cinema Império.
Um mês mais tarde, a IURD avançou com obras, entretanto embargadas pela Câmara de Lisboa, levando o proprietário a mudar de planos e a trespassar o café.
Desde Maio sob a gestão de Paulo Ribeiro, o espaço promete redinamizar a capital, atrair os turistas e promover o entrosamento das várias gerações.
Segundo o novo gerente do Café Império, o novo espaço vai ter um horário de funcionamento entre as 07.00 e as 2.00, o almoço será económico e servido num ambiente carregado de história, com o célebre bife à Império a manter-se na ementa.
O jantar, por sua vez, terá como acompanhamento música ambiente ou ao vivo, sendo que, a partir das 23.00, o restaurante transforma-se num bar nocturno, com uma tela de cinema.
O Café Império terá ainda um espaço reservado às crianças, outro para os mais jovens, com acesso à Internet, e um salão para casamentos e conferências."
agosto 10, 2006
Crepes de batata moscovitas

São uma maneira de usar as batatas de forma diferente.
Primeiro convidamos os amigos, depois para os fazer usamos:
1 batata cozida com pele
1 cebola
1 ovo
2 colheres de sobremesa de natas
sal q.b.; pimenta (facultativo)
750 g de batatas (de preferência farinhentas)
Descascar a batata cozida e reduzi-la a puré. Juntar a cebola moída, misturar o ovo, as natas e o sal.
Descascar as batatas restantes e ralá-las. Misturar com o puré.
Colocar uma frigideira ao lume com duas colheres de sopa de óleo e deixar aquecer moderadamente, para não fazer fumo... Deitar 3 porções de massa na frigideira de cada vez e achatar (ficam + ou- com o tamanho da palma da mão). Deixar cozer em lume brando durante 3 a 4 minutos e virar os crepes. Repetir até esgotar a massa.
Servem-se quentes com fatias finas de salmão fumado ou marinado, e vão bem com um bom espumante português.
agosto 09, 2006
Bifes

É raro, mas de vez em quando dão-me umas súbitas vontades de comer um bom bife.
E digo que é raro porque eu gosto mesmo muito é de peixinho, e porque se a carne não for de muito boa qualidade os bifes acabam tipo sola-de-sapato, por mais caros que se comprem, e isso irrita-me muito.
Quando me dão estes apetites e apanho uns bifinhos a jeito, normalmente "trato-os" segundo a tradição da Ilha de São Miguel, simples e deliciosa. Experimentem!
Esmagam-se uns dentes de alho com um pouco de massa de malagueta e barram-se os bifes, que depois se deixam a descansar por meia a uma horita.
Derrete-se a manteiga necessária para cobrir o fundo da frigideira (usar mesmo manteiga!) e juntar-lhe uma folhinha de louro. Fritar os bifes em lume não muito forte, virando-os, e temperar de sal e pimenta moída na altura. Eu gosto (e acho que ficam muito bem) meio-passados.
Retirá-los para o prato de serviço e juntar um pouco de vinho branco aos sucos da frigideira. Deixar apurar e verter o molho por cima dos bifes.
Regalar-se com eles e um bom prato de batatas fritas, que é só de vez em quando!...
Outra forma de satisfazer a gulodice era ir até ao "Império", ali ao pé da Alameda... mas fechou, e é pena!
Sobra-nos o Tico-Tico, menos mal.
agosto 08, 2006
Carrot Cake (EUA)

A Pascale Weeks, autora de um dos blogs de culinária franceses de que mais gosto, publicou este livrinho, que fizeram o favor de me oferecer.
É pequenino, cabe na palma da mão, e tem receitas fantásticas. Não tem fotografias, mas a Pascale vai compondo o "making-off" do livro com as que lhe enviam todos aqueles que as experimentam.
As receitas são todas inglesas e americanas, pois o objectivo do livrinho é mesmo esse: dar a conhecer as guloseimas do lado de lá do Atlântico.
Já o li todo, e já fiz o bolo de cenoura (carrot cake), que ficou uma delícia.
A receita, com pequenas alterações feitas por mim:
280 g de farinha c/ fermento
300 grs de açucar
1 colher de chá de fermento em pó
200 ml de óleo de girassol (a receita diz 250 mas eu cortei um bocadinho)
280 grs de cenoura ralada, crua
4 ovos
1 pitada de sal (omitida na receita)
1 colher de café de canela
1 colher de café de gengibre em pó
1 pacote de açucar baunilhado
Numa tigela grande mistura-se o açucar, a farinha, o fermento, o sal e as especiarias. Junta-se o óleo e envolve-se bem, junta-se a cenoura ralada e os ovos, um a um, mexendo bem entre cada adição. Coze em forno aquecido a 280ºC, durante cerca de 45 minutos. Desenforma-se depois de morno.
O bolo fica húmido e fofinho, e mantém-se assim por vários dias.
Para uma ocasião mais especial, cubram com queijo creme batido com açucar em pó a gosto e uma gotas de sumo de limão.

A foto é a da Pascale, porque deixei o telemóvel com que tiro as minhas fotos às minhas filhotas, que continuam de férias. Por sinal tenho lá algumas guardadas que vou partilhar convosco logo que elas regressem...
agosto 07, 2006
De volta
Obrigada pelos votos de boas férias que aqui deixaram, eu também já tinha muitas saudades da blogosfera.
Ainda não me meti a sério com os tachos, tenho estado a pôr a leitura dos vossos blogs em dia, mas em breve haverá novidades...
julho 14, 2006
Polvo à moda de São Miguel

Há quem o coza com uma rolha de cortiça, quem o bata com um maço de madeira... Para mim a melhor forma de amaciar o polvo é congelá-lo antes de o cozinhar. Não perde nada.
Para um polvo com 2 quilos:
Cortar o bicho em pedaços pequenos e fazer um refogado com 3 cebolas, 3 dentes de alho, 1,5 dl de azeite, uma folha de louro, um ramo de salsa (inteiro), um pouco de massa de malagueta, sal, pimenta preta e cravinho. Pode-se juntar o polvo logo no início ou um pouco depois, com a cebola já loura.
Deixar reduzir um pouco a água que o polvo larga e cobrir com vinho de cheiro açoreano, se tiverem (é o chamado morangueiro). Se não, o mais apropriado será um vinho verde tinto. Deixar apurar bem, juntando um pouco de água se necessário.
Vigiem o fogo, porque muitas vezes o que torna o polvo duro é o excesso de cozedura. 45 minutos devem bastar para o cozer. Se acharem que este tempo é insuficiente para apurar o molho, retirem o polvo e deixem apurar, voltando a juntá-lo no final.
Há quem junte batatas aos cubos e a guise no molho, mas pessoalmente acho que fica muito melhor com as batatas cozidas à parte.
Faz sempre sucesso este prato, que também pode ser servido como entrada.
*Mais uma excelente receita do prof. João vasconcelos Costa
julho 11, 2006
Maroilles
De queijos franceses muito se fala do camembert, do brie, do roquefort... Deixem-me dizer que gosto de todos.
Mas há um... não lhes digo nem lhes conto. Este tem um poder mágico: metam um num saco de mão, entrem numa carruagem cheia de gente sem lugar para se sentarem e vão ver: a carruagem esvazia completamente! Ficam com ela toda só para vocês! Percebem o que quero dizer? Ainda chamam ao nosso inocente queijo picante o "queijo chulé"! Um anjo de candura, ao pé deste! Tem ainda a particularidade de ser quadrado.
Bom, brincadeiras à parte, o maroilles, assim se chama, é delicioso para quem goste de queijo.

A foto é daqui.
Se tiverem a sorte de apanhar um, ou que alguém vo-lo traga de França, experimentem fazer assim uma tarte:
Preparem uma simples massa quebrada e forrem com ela uma tarteira. Cubram-na com fatias do queijo pecaminoso. Vertam por cima uma mistura feita com:
2.5 dl de leite
2.5 dl de natas
1 ovo
sal e pimenta
Levem ao forno até ficar douradinha e regalem-se.
Se não conseguirem o maroilles não faz mal: arranjem um amarelo da Beira Baixa, ainda amanteigado e preparem a tarte da mesma forma.
Em Portugal, tão pequenino, em termos de queijo havemos sempre de achar um que substitua qualquer outro, estrangeiro, numa boa receita.
Aceito outras sugestões...
Fruta em geleia de chá

Deixo hoje a sugestão de uma sobremesa fresquinha, que se pode tornar light - boas notícias para os adeptos das dietas!
A mim este facto interessa-me sobretudo porque tenho um maninho diabético para o qual muitas vezes "invento" ou "recrio" as sobremesas, eliminando o açucar.
Precisam de :
5 folhas de gelatina
3 colheres de sopa de chá preto (eu gosto do Earl Grey)
100 g de açucar ou 1 colher de sopa de hermesetas líquidas
4 colheres de sopa de sumo de limão
350 g de fruta variada a gosto (banana, uvas, morangos, manga, ananás em calda...)
2 raminhos de erva cidreira, se tiverem
natas e açucar baunilhado
Façam primeiro o chá, colocando-o no bule e juntando 7,5 dl de água a ferver. Deixar em infusão durante alguns minutos, coar, juntar-lhe a gelatina demolhada e escorrida, o açucar (ou as hermesetas líquidas) e o sumo de limão. Mexer bem e deixar arrefecer.
Preparem a fruta, lavando, descascando e cortando, como se fosse para salada de frutas, e piquem as folhinhas de cidreira. Distribuam por quatro tigelas de sobremesa e reguem com o chá. Levem ao frigorífico para endurecer.
Sirvam com natas batidas em chantilly com o açucar baunilhado.
Nota:
Não se esqueçam que o ananás fresco fresco impede a gelatina de solidificar, por isso é proibido usá-lo nesta receita, a menos que o cozam previamente numa calda leve de açucar. Em alternativa usar ananás de conserva, como indiquei.
julho 10, 2006
Costeletas de borrego com molho de hortelã

Há dias andava por aí uma leitora à procura de um molho de hortelã para as costeletas de borrego.
Hortelã e borrego definitivamente combinam!
Tinha esta receita, que resolvi experimentar. É fácil e ficou deliciosa, por isso, se passar por aí já sabe...
Põem-se as costeletas de borrego a temperar, com: alho pisado, sal, pimenta preta e cravinho.
Ao fim de duas horitas fritam-se em azeite e reservam-se ao quentinho.
Faz-se entretanto uma redução (quer dizer, juntar tudo, levar ao lume e deixar reduzir até metade...) com um copo de vinho branco, 3 colheres de sopa de vinagre e um ramo de hortelã picada.
Leva-se ao lume o azeite de fritar as costeletas, polvilha-se com meia colher de sopa de farinha, vai-se juntando a redução (coada) e deixa-se engrossar o molho, juntando eventualmente um pouco de água, se necessário. Rectificar os temperos.
Cobrem-se as costeletas com o molho e servem-se com batatinhas.
julho 06, 2006
Coisas simples
julho 05, 2006
Caviar... de beringelas
Escolham-nas lisas e brilhantes, maduras, e não muito grandes, porque podem ser esponjosas.
Lavem-nas, piquem-nas (coitadinhas!) com um garfo ou um palito e levem-nas a assar no forno.
Depois de assadas cortem-nas ao meio e retirem toda a polpa com uma colher.
No copo misturador ou no robot juntem-nas a alhos descascados, azeitinho bom, sumo de limão e coentros picados. Temperem com sal e pimenta e reduzam tudo a puré.
Sirvam fresquinho com tostas e bolachinhas salgadas...
Se o tempo escassear, assem-nas num pirex no microondas; o resultado é idêntico, e muito mais rápido.
Se assarem também uns tomatinhos com orégãos e azeite, têm as cores da bandeira nacional na mesa!
Aparte:
Quero saudar a postura humilde e dedicada dos nossos jogadores da selecção. Estarei a torcer por eles hoje, como todos os portugueses. Não são favoritos, não faz mal; nunca foram e chegaram até aqui.
Quer ganhem quer percam (ouxalá que não, para nossa maior alegria) terão sempre a minha simpatia.
julho 04, 2006
Mini-pizzas de courgette e camarão

Gosto de fazer massas levedadas e por isso costumo preparar eu mesma as pizas cá em casa.
Gostei desta receita, que associa dois ingredientes que não é muito comum ver juntos.
Podem fazê-las para petiscar durante o jogo Portugal - França, para comemorar a vitória!...
Em vez das pequeninas também podem fazer uma grande, evidentemente.
Para a massa:
250 g de farinha
10 g de fermento de padeiro
1 pitada de açucar (o fermeno alimenta-se dele por isso junto sempre um bocadinho)
1, 25 dl de água morna
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de azeite
Para o recheio:
250 g de courgette
1 cebola pequena
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de natas
sal, pimenta, noz moscada
tomilho ou orégãos a gosto
1 fio de sumo de limão
150 g de camarões descascados
100 g de queijo emmental ralado
Coloca-se a farinha numa tigela e abre-se uma cova; desfaz-se o fermento num pouco de água morna e junta-se a pitada de açucar. Verte-se na cova da farinha. Deixa-se repousar durante uns 15 minutos até o fermento começar a borbular. Nessa altura junta-se o resto da água, o sal e o azeite e amassa-se até descolar da tigela. Polvilha-se com farinha e deixa-se levedar, coberta, até duplicar de volume.
Enquanto isso, raspem 2/3 das courgettes e cortem a restante às rodelas.
Alourem a cebola na manteiga e juntem a courgette raspada; deixem cozer 3 minutinhos.
Misturar as natas e temperar com o sal, pimenta, noz moscada e tomilho ou orégãos, e umas gotas de sumo de limão.
Estende-se a massa, deixa-se o rebordo um pouco mais grosso, cobre-se com o recheio e algumas rodelas de courgette, e dispõem-se por cima os camarões e o queijo.
Levam-se a forno médio durante uns 15 minutos, e comem-se quentinhas, acabadas de sair de lá!
julho 03, 2006
Carne em vinha-de-alhos, guisada
Fica com um gostinho bem português, ainda que não seja uma receita requintada para servir numa festa, mas daquelas domésticas, do dia a dia...
Para a vinha-de-alhos uso: alho esmagado, louro, sal e pimenta (em grão), um pouco de piri-piri, vinho branco, um pouco de vinagre e um gole de água, um ramo de cheiros.
Põe-se a marinar a carne cortada aos cubos (pode ser de vaca ou porco) de véspera.
No dia seguinte escorre-se e aloura-se num pouco de banha ou margarina, e retira-se do tacho.
Na gordura refoga-se cebola picada, polvilha-se com um pouco de farinha e vai-se juntando o líquido da marinada e caldo de carne aos poucos, para fazer molho.
Junta-se a carne, e deixa-se cozer suavemente em lume brando, até ficar macia.
Servir com acompanhamentos simples, como batatas salteadas ou em puré, ou arroz branco.
junho 30, 2006
Bom Bocado

Foi uma das minhas meninas que o fez, e ficou muito bom!
Compram uma base de massa folhada, daquelas prontas a desenrolar sobre a tarteira, e fazem assim o creme:
5 dl de leite
275 g de açúcar
35 g farinha sem fermento
sal q.b.
1 colher sobremesa de margarina
5 gemas + 1 ovo
Colocar o leite ao lume com a margarina; misturar a farinha com o açúcar e sal. Quando o leite levantar fervura adicionar a mistura mexendo muito bem. Retirar do lume e deixar arrefecer um pouco. Adicionar o ovo e gemas, batendo. Aromatizar com baunilha ou limão.
Verter na tarteira e levar a cozer em forno bem quente até ficar lourinho (o nosso podia ter ficado um bocadinho mais queimadinho...)
Também podem fazer os pastelinhos pequeninos, claro, ou usar massa quebrada em vez de folhada.

