junho 30, 2006

Bom Bocado



Foi uma das minhas meninas que o fez, e ficou muito bom!

Compram uma base de massa folhada, daquelas prontas a desenrolar sobre a tarteira, e fazem assim o creme:

5 dl de leite

275 g de açúcar

35 g farinha sem fermento

sal q.b.

1 colher sobremesa de margarina

5 gemas + 1 ovo

Colocar o leite ao lume com a margarina; misturar a farinha com o açúcar e sal. Quando o leite levantar fervura adicionar a mistura mexendo muito bem. Retirar do lume e deixar arrefecer um pouco. Adicionar o ovo e gemas, batendo. Aromatizar com baunilha ou limão.

Verter na tarteira e levar a cozer em forno bem quente até ficar lourinho (o nosso podia ter ficado um bocadinho mais queimadinho...)

Também podem fazer os pastelinhos pequeninos, claro, ou usar massa quebrada em vez de folhada.

Uma receita fora de moda


Ovos à la tripe

Já por cá falei de ovos e citei esta receita, sem a postar.
É uma receita clássica.
Deixo-a aqui, para quem quiser experimentar. Eu gosto muito.

Então, primeiro cozem 6 os ovos em água a que juntaram um pouco de sal grosso ou vinagre. Eu uso sempre água fria à partida, para não rebentarem. Se estalarem, o sal ou o vinagre evita que se esvaziem, porque aceleram a coagulação.
Quando começarem a ferver, contem 7 a 10 minutos e passem-nos por água fria, para os descascar.

Cortem duas cebolas macias às rodelas finas e estufem suavemente em manteiga, em lume brando, com o tacho tapado. Não se pretende que corem nem refoguem; só que cozam.
Quando estiverem translúcidas, polvilhem com uma colher de sopa de farinha e deixem cozer um bocadinho. Reguem com 6 dl de leite quente e deixem cozer o creme em lume brando durante pelo menos 1/4 de hora.

A meio desse tempo temperem com sal, pimenta, noz moscada. Quando retirarem do lume juntem uma colher de sobremesa de boa mostarda e um fio de sumo de limão.

Cortam-se os ovos em gomos e introduzem-se no molho (na foto deixei-os à superfície). Servem-se com triângulos de pão torrado.

Podem polvilhar-se com queijo gruyère ou parmigiano e levar a gratinar em forno quente.

Eu guardo esta última versão para o inverno; no Verão sirvo-os com uma salada verde (alface, rúcula, agrião...).

Espero que gostem.


Receita de Mª Lurdes Modesto

junho 29, 2006

Grande petisco!

Uma receita do João vasconcelos Costa, de se lamber os dedos!

Refoga-se alho francês às rodelas (a parte branca) e dentes de alho pisados e picados; juntam-se duas colheres de coentros picados, vinho branco e mostarda, 1,5 Kg de mexilhão bem limpo, e tempera-se tudo com sal, pimenta e colorau. Deixa-se cozer e retiram-se os mexilhões.
Coa-se o molho, espremendo bem os resíduos, deixa-se engrossar em lume brando com duas gemas de ovo diluídas em sumo de limão, mexendo sempre e deixando ferver suavemente durante 1 minuto ou 2.

Colocar os mexilhões no molho e polvilhar com mais coentros picados.

Quem é amiga, quem é?

Pode fazer-se também com amêijoas.

junho 28, 2006

Biscoitos de Côco



Esta receita é dedicada à Mónica.

É uma boa receita para aproveitar as claras de ovos que sobram de outras preparações e dá uns simpáticos biscoitinhos, muito apreciados cá em casa. Faço-os muitas vezes.

A base a respeitar é a seguinte:

Por cada clara de ovo, utilizar 50 g de açucar e outro tanto de côco ralado, e um nada de farinha: 1 colher de chá.

Deste modo, se lhes sobraram por exemplo

4 claras
200 grs de açucar
200 a 250 g de côco ralado
1 colher de sopa de farinha
1 pitada de sal


Batem-se as claras a meio castelo, com uma pitada de sal, e junta-se o açucar. Continua a bater-se a mistura até se obter um merengue espesso e brilhante. Junta-se o côco misturado com a farinha e envolve-se bem, com as mãos ou com a colher de pau. A mistura deve permitir que se moldem bolinhas com o preparado, e que elas se sustentem, por isso a quantidade de côco pode ser um pouco variável consoante seja mais ou menos húmido, etc.

Dispõem-se as bolinhas num tabuleiro revestido com papel vegetal, a espaços. Não alastram muito. Sobre cada bolinha coloca-se meia cereja em calda e achata-se ligeiramente. Levam-se ao forno quente durante uns 15 minutos (até ficarem lourinhos).

Não há mais fácil, e vão ver que valem muito a pena. Às vezes moldo-os com duas colheres de sobremesa, como se faz para os pastéis de bacalhau!...

junho 27, 2006

Pastéis de Vinho



A receita de hoje é uma das minhas jóias da coroa...
E é... da tia Irene, que já aqui apresentei!
Quando faz uma visitinha a alguém, a tia traz sempre com ela uma qualquer delícia e depois dá-nos a receita. Sim, que ela nunca seguiu aquela regra antipática de se fazer rogada com as receitas ou esconder o truquezinho que faz a diferença, tão irritante. E depois, lá diz o provérbio, quem tem unhas é que toca guitarra...

Tenho outras receitas de pastéis de forno, também dela, mas esta é a minha preferida, para além de ser a mais fácil, porque dispensa longos processos de amassar.
Também gosto muito de pastéis de massa tenra, mas por causa da trabalheira com a massa e por serem fritos, faço-os menos vezes.

Ora então :

Primeiro fazem uma carne estufada a preceito, com nem muito nem pouco molho; picam no robot ou na máquina de passar carne e obtêm um preparado untuoso, não deixem seco demais.
Eu prefiro cozinhar a carne aos quadradinhos e passá-la depois; comprar carne já picada para esta receita não gosto.
Se vos sobrou carne de um qualquer guisado, também serve.

Coloquem numa tijela grande duas chávenas de chá de farinha,
meia chávena de óleo ou azeite
meia chávena de vinho branco bom
sal (uma colher de chá cheia) e pimenta preta moída.

Misturem tudo com a colher de pau; forma rapidamente uma bola. Dêem 2 ou 3 amassadelas com a mão e atirem a massa ao fundo da tigela 2 ou 3 vezes. Já está. Se estavam irritados, atirar a massa descarregou a fúria!

Ponham no frigorífico enquanto preparam a superfície de trabalho: polvilham com farinha, vão buscar o rolo e o corta-massas.

Esta massa não se pega às mãos mas é relativamente mole, por isso não se estende muito fina, 3 ou 4mm de espessura. Não é muito fácil de trabalhar, mas é só dar-lhe o jeito. Eu perdoo-lhe do coração, porque depois de cozida fica estaladiça e friável, para além de se manter muito bem por muito tempo (o que quase nunca acontece, porque estes pastéis voam num instante!)

Estendem, colocam uma boa colher de sobremesa de recheio a intervalos certos, dobram e cortam os pastéis do feitio que quiserem (rectangulares, redondos...)










Coloquem num tabuleiro forrado com papel vegetal e pincelem com ovo batido.










Levem a forno quente até ficarem lourinhos e deliciem-se!

junho 26, 2006

Creme Inglês



O creme inglês, muito semelhante a um bom leite creme português, pode servir de base a inúmeras receitas : gelados, bavaroises, charlottes...

A última vez que o fiz utilizei-o para fazer gelado.
Como não tenho sorveteira, tive que bater o gelado por 3 ou 4 vezes, de hora a hora, enquanto ia prendendo no congelador.
Pode parecer um pouco maçador, mas é só não nos esquecermos, e utilizar a vara de arames durante alguns minutos.

Para o fazer:

Coze-se uma vagem de baunilha num litro de leite. Tira-se a baunilha e reserva-se.
Batemos 200 a 250 g de açucar com 10 gemas de ovos (!) e juntamos um pouco de leite. Mexemos bem e juntamos a mistura no tacho, ao resto do leite. Leva-se a lume brando mexendo constantemente até espessar. É preciso ter cuidado com a temperatura e o tempo de cozedura; quando o creme envolver a colher a colher está pronto. Se o deixarem cozer demais ainda têm a hipótese de o passar com a varinha...

Bom, feito isto, têm inúmeras hipóteses:

Vertem em tacinhas, deixam arrefecer, polvilham com açucar e queimam com ferro próprio - obtêm um fantástico leite creme;

Deixam arrefecer, juntam 2 pacotes de natas bem batidas e levam ao congelador ou colocam na sorveteira - fazem gelado (se não tiverem sorveteira têm que ir batendo o gelado à medida que vai cristalizando);

Juntam ao creme bem quente 4 folhas de gelatina demolhada, esperam arrefecer e juntam natas batidas, 2 ou 3 pêras cozidas em xarope de açucar ou de conserva cortadas aos pedacinhos, forram uma forma de charlotte com palitos la reine , e vertem-lhe dentro a mistura - depois de algumas horas no frigorífico desenformam e têm uma estupenda charlotte.

Espero que tenham sido boas sugestões!

junho 24, 2006

Talassas



Quando as minhas filhas eram pequeninas, tinha um aparelho eléctrico para as fazer em forma de corações. Para além de adorarem comê-las, achavam graça à forma com que ficavam. Depois aquele aparelho rendeu a alma e acabaram-se os corações...

Para miúdos e graúdos gulosos, ao pequeno almoço ou ao lanche:

Peneirar 250 grs de farinha, com uma colher de sobremesa de fermento em pó, 25 grs de açucar e uma pitada de sal, para dentro de uma tigela grande. Abrir uma cova e juntar 3 ovos ligeiramente batidos. Misturar, do centro para o bordo, incorporando lentamente a farinha.
Este procedimento evita a formação de grumos.
Ir adicionando 4 dl de leite, aos poucos, até obter massa fluida e lisa. Juntar 75grs de manteiga derretida, fria.
Deixar repousar a massa no frigorífico durante 1 a 2 horas.

Passado esse tempo, aquecer o aparelho eléctrico,pincelar com manteiga derretida e verter um pouco de massa em cada alvéolo, de forma a cobri-lo. Deixar inchar ligeiramente a massa antes de fechar o aparelho. Fechar, e ir controlando a cozedura a olho. Quando estiverem douradas, estão prontas.

A minha mãe, que me ensinou a fazê-las, tem um acessório que se coloca em cima da chama do fogão, e com o qual, nas primeiras vezes que o utilizei, fiz sujeiradas medonhas! Ela ia-se embora para não ver o estado do seu rico fogão e eu prometia e limpava tudo no final... Mas com a evolução da tecnologia acabaram-se esses problemas!

Podem servir-se ao natural, polvilhadas com açucar em pó ou cobertas com doce ou chocolate e... adeus linha!

junho 23, 2006

Feijocas

Está muito calor para comidas pesadas, mas não resisto a mostra-vos o feijão gigante a que na Covilhã chamamos feijocas, e que se calhar nem todos conhecem.
Por acaso não é difícil encontrá-lo por cá. Será que já se cruzaram com ele e por não fazer parte do vosso "imaginário" culinário nunca o compraram?
Se foi o caso, da próxima vez experimentem. Trata-se da mesma forma que outro feijão seco qualquer: põe-se de molho de um dia para o outro e coze-se com sal, azeite, uma cebola, eventualmente uma cenoura...

Aqui, acabado de cozer (vejam o tamanho em relação à concha da sopa...):















E aqui, "tratado" numa tomatada, a que juntei um chouriço beirão:


junho 22, 2006

Bolo de limão



Deveria ter sido uma tarte, mas como a quantidade de massa é apreciável, para ficar uma tarte devia ter usado um tabuleiro maior, de forma a espalhar mais a massa de manteiga e o bolo ficar mais baixinho. É pois uma super-tarte, rende muitos quadradinhos...

A receita:

1 placa de massa folhada de compra
3 limões
200g de farinha para bolos
200g de maisena (acho que com apenas 150g, ficará bem, da próxima vez experimento)
340g de manteiga amolecida
300g de açucar em pó
1 pitada de sal
5 ovos
1 colher de sobremesa de fermento

Para a glace:
1 limão
200g de açucar em pó (usei só metade...)
1 colher de sobremesa de clara de ovo (que roubam aos 5 ovos da receita)

Primeiro estende-se a massa folhada e coloca-se no tabuleiro, previamente forrado com papel vegetal.
Calca-se bem e pica-se com um garfo, para não enfolar durante a cozedura. Reserva-se o tabuleiro no frigorífico.

Numa tijela misturam-se as farinhas e o fermento.
Tira-se a raspa a dois limões (bem lavados) e espreme-se o sumo.
Noutra tijela coloca-se a manteiga, o açucar, o sal e os ovos (não esquecer de "roubar" uma colherita de clara de ovo).
(Pôr o forno a aquecer)
Misturar tudo com a batedeira até fazer espuma.

Juntar a mistura das duas tigelas e cobrir a massa folhada do tabuleiro com este preparado. Cozer durante 30 minutos e verificar se o bolo está pronto, espetando-lhe um palito.

Para a glace, tirar a raspa e espremer o 3º limão. Misturar com açucar em pó e com a clara de ovo reservada. Bater bem e pincelar sobre o bolo, depois de frio.

Quem gostar muito de limão, vai adorar!

junho 21, 2006

Crepes de camarão

Costumo fazer crepes, quer doces quer salgados. Estes podem ser servidos como entrada, ou como refeição ligeira.

Com a prática deixei de utilizar qualquer receita para os fazer, faço a massa "a olho". Aliás, quase só sigo receitas cuidadosamente quanto se trata de bolos e doces, porque aí é importante manter as proporções!

Para as outras, leio, concentro-me na técnica, e ponho em prática sem ligar muito a pesos e medidas. Já são alguns anos de experiência!

Mas compreendo que por vezes este meu "modus operandi" pode ser embaraçante para quem começa nestas lides, por isso :

Para os crepes:
200g de farinha
4 ovos
1 colher de sopa de azeite, óleo ou margarina derretida
1/4 L de leite
sal q.b.

Numa tigela misturar muito bem com a vara de arames a farinha de trigo com os ovos e uma pitada de sal.
Em seguida, juntar o leite aos poucos, mexendo bem para não deixar grumos.
Mexendo sempre, adicionar o azeite, ou o óleo, ou a margarina derretida (escolher a gordura que combine melhor com o recheio...). Deixar repousar um pouco a massa.

Aquecer uma frigideira para crepes, levemente untada com óleo.
Deitar nela uma pequena quantidade de massa a cobrir o fundo e espalhar rapidamente para ficar uma camada fina. Quando estiver cozido desse lado, virar o crepe ao contrário.
Proceder da mesma forma até esgotar a massa.

O recheio:
Cozer e descascar os camarões. Não esquecer que os camarões cozem muito rapidamente (cerca de 3 minutos depois de levantarem fervura) e devem ser arrefecidos de imediato, senão ficam secos e/ou moles!
Pisar as cascas e as cabeças e levar a refogar com 1 cebola e um pouco de margarina.
Cobrem-se com água e deixa-se ferver, para apurar bem.

Entretanto pica-se a cebola muito fina e leva-se a alourar com margarina.
Polvilha-se com farinha, deixa-se cozer um pouco e rega-se com leite e o caldo obtido da cozedura dos camarões, coado (até obter cerca de 2 dl de molho).
Deixa-se cozer o creme, para espessar e cozer bem a farinha.
Tempera-se com sal, pimenta e sumo de limão e adicionam-se 2 gemas.
Junta-se um pouco de salsa picada, e deixa-se arrefecer antes de utilizar.

Quando frio, misturam-se os camarões descascados no creme, coloca-se um pouco sobre cada crepe, dobram-se as pontas dos lados e enrolam-se.

Passam-se por ovo e pão ralado e levam-se a fritar.


Ei-los, prontos a panar e fritar:


junho 19, 2006

Millasson


Uma sobremesa rústica francesa, da região do Languedoc, muito fácil de preparar.
Fez-me lembrar um pouco as nossas queijadas de leite.

Usamos:
3 ovos
125 g de açucar
125 g de farinha para bolos
1/2 l de leite
uma pitada sal
aroma a gosto (baunilha, flor de laranjeira, raspa de limão...)

É só bater muito bem os ovos com o açucar, até duplicarem de volume, juntar a farinha peneirada, o sal, o aroma escolhido, e distender a massa com o leite.

Verter numa tarteira bem untada com manteiga e levar ao forno até ficar lourinho. Não deixar cozer demais!










Receita de Tuyau de Poêle!

Batatas

Uma coisa boa que têm os blogs é que nos dão muitas ideias!
Quando chega a hora do jantar e não há nada definido para preparar, basta relembrar as visitas do dia à blogolândia que logo nos ocorre qualquer coisa.

Foi o que fiz um dia destes, lembrei-me das receitas de batatas publicadas em Ardeu a Padaria, e eis o que saiu:



Croquetes de batata com queijo e "hamburgueres" de batata com atum.
Ficaram todos bons, e ainda não decidi de quais gosto mais.

Quanto ao tamanho das bolinhas com queijo, acho que fui um pouco generosa ...

As minha filhas gostaram muito e ficaram felizes por o jantar não incluir carne, porque andam assim "meio" vegetarianas!

Obrigado por ter partilhado estas receitas.

Filetes de peixe

Vou deixar aqui duas receitas de filetes de peixe muito simples, porque as coisas simples são as melhores...

A primeira é grega e utiliza filetes de cavala, um peixe relativamente barato e muitas vezes injustamente menosprezado.



Mais simples não pode haver:

Com uma faca apropriada cortar as cavalas e recuperar os filetes. Deixá-los a marinar em azeite e bom vinagre durante algumas horas, e depois grelhar no carvão, com uma pitada de sal, regando de vez em quando com a marinada. Mais nada!...

Agora uma receita italiana, filetes de peixe com beringelas, que fica muito bem com filetes de peixe de água doce, mas que pode ser feita com quaisquer outros:

Cortar as beringelas em fatias, no sentido do comprimento, envolvê-las em farinha e ovo batido e fritá-las em azeite até ficarem douradinhas.



Fritar igualmente os filetes, depois de terem marinado pelo menos uma hora em azeite, sumo de limão, sal e pimenta. Deixá-los cozer sem tostar.

Colocar os filetes sobre as fatias de beringela e cobrir com o seguinte molho:

Ferver alguns alhos pisados durante minutos em pouca água, desfazê-los em puré e incorporar em manteiga amolecida.

Espero que tenham sido duas boas sugestões para servir peixinho, tão bom para a saúde!

junho 16, 2006

Churros



Do que eu gosto mesmo é de farturas, mas o meu saco de pasteleiro só me permite fazer churros. Mesmo assim fizeram a nossa felicidade.

O ideal é ter uma máquina própria para os fazer, que até nem é cara e também serve para outras utilizações "pasteleiras". A minha mãe tem uma que não usa; da próxima vez que a for visitar acho que lha vou pedir...

Há receitas com muitas versões, com manteiga ou margarina, com ovos...
Mas as farturas e churros são um doce de feira e, genuínas, só levam farinha, água e sal.

Fazem-se assim:

Enche-se uma tigela bem cheia de farinha e deita-se no recipiente onde se vai preparar a massa;
Enche-se a mesma tigela de água e leva-se a ferver, com uma pitada de sal.

Quando a água atingir o ponto de ebulição, verte-se por cima da farinha, mexendo energicamente com a colher de pau. A massa deve ficar homogénea e sem grumos.

Enche-se o saco de pasteleiro ou a máquina própria com a massa e formam-se os churros para dentro da frigideira, com o óleo já quente. Pode fazer-se uma espiral que se corta depois de frita ou ir cortando os churros à medida que se vão formando. Eu prefiro a 1ª versão.

O óleo tem que permitir que os churros cozam por dentro sem se queimarem, por isso têm que ir vigiando a temperatura.

Saídos da frigideira envolvem-se em açucar misturado com canela.

Nota: não tenham a tentação de juntar mais água à massa por parecer muito consistente, senão ao fritar vão-se desmanchar. Nesse caso mais vale juntar um ovo à massa e incorporá-lo bem.

Arroz de Pimentos



Como já disse por aqui, adoro arroz, o que equivale a dizer que o cozinho muitas vezes. Por isso, procuro variar muito os "arrozes".
Provavelmente vão achar que não valia a pena postar esta receita, mas faço-o porque às vezes há coisas tão simples e boas, e esquecemo-nos delas, não é?

Para o arroz de pimentos:

Fazer um refogado com cebola, alho e azeite. Juntar os pimentos cortados às tirinhas e deixá-los estufar um pouco. Quando estiverem macios, juntar caldo de legumes (no dobro da quantidade do arroz que se vai usar)e deixar levantar fervura. Juntar o arroz lavado e escorrido e rectificar de sal e pimenta. Quando recomeçar a borbulhar, tapar o tacho e deixar cozer em lume brando. Para o meu tachinho, 5 minutos, mais cinco minutos de repouso com o lume já apagado e o tacho tapado.
Antes de servir, soltar o arroz com um garfo, porque entretanto os pimentinhos vieram todos ao de cima...
A este juntei uma pitada de açafrão das índias, para dar cor.

Há agora à venda pimentos verdes, vermelhos, amarelos e laranja: imaginam a combinação num mesmo arroz?!

Ainda por arroz: na Beira é costume juntar ao arroz de grelos, enquanto coze, uma farinheira picada com um garfo. Pormenores regionais... Se gostarem de farinheira, experimentem. Juntem-na antes de tapar o tacho para o arroz cozer e não se esqueçam de a picar, senão rebenta...

junho 14, 2006

Bolo de Laranja... com casca!



Não acreditam?
Cá vai:

1 laranja inteira, bem lavada, com casca
2 chávenas de açucar
2 chávenas de farinha
4 ovos
1 colher de sobremesa de fermento
1 colher de sopa de licor de laranja
1 pacote de natas
1/2 chávena de óleo
1 pitada de sal

Para o glacé:
1 laranja
açucar em pó q.b.

Misturem numa tigela todos os ingredientes secos.
No copo misturador ou no robot de cozinha juntem:
a laranja cortada aos pedaços (eliminar as sementes, se as tiver, claro), os ovos, as natas e o óleo. Façam bzzzzzzzzzzz até estar tudo bem misturado e a laranja completamente desfeita. Juntem o licor.

Vertam a mistura líquida sobre a mistura seca e mexam com a colher de pau misturando bem.

Levem ao forno, em forma untada e polvilhada com farinha, cerca de 40 minutos. Verifiquem a cozedura, inserindo um palito no centro do bolo. Quando sair limpo, está cozido.

O glacé:
Raspa e sumo de uma laranja. Misturar com açucar de confeiteiro (em pó) até dar ponto de cobertura. Espalhar sobre o bolo com uma espátula.

Este bolo é macio, húmido, fofinho... tudo de bom!

Da próxima vez vou fazê-lo com limão...

Mais saladas...

Deixo aqui os comentários da Patrícia e da Elvira, por serem mais duas saladinhas apetitosas!

Dizem elas:


"Já agora, deixa-me contribuir com uma combinação muito improvável mas que dá uma salada deliciosa (a sério!).Serviram-me isto num restaurante na Bulgária: alface cortada às tirinhas, ananás aos pedaçoes e corn flakes ligeiramente partidos (isso mesmo, Corn Flakes da Kellogg's!)O molho eram natas ligeiramente batidas.Muito fora do vulgar, muito saborosa, muito leve, fresca e nutritiva! "

Patrícia


"Cá em casa, também somos muito apreciadores de saladinhas. Sobretudo a de bacalhau assado na brasa, com batatas, ovos cozidos e pimentos. Era um dos pratos favoritos do meu avô materno."

Elvira


E não se esqueçam das portuguesíssimas salada de ovas e de polvo, dois acepipes que eu adoro!



salada de pepino, brie e nozes

Bifinhos com cogumelos



Estes bifinhos que eu faço são muito simples, e devem ser uma mistura de várias receitas que li e fui adaptando até darem nisto... Faço-os há tanto tempo que já não me lembro da origem.

São muito rápidos de preparar e normalmente sirvo-os com massa cozida (espirais, esparguete...), e tenho a refeição pronta em minutos.
Faço-os com bifinhos de perú, que corto às tirinhas ou aos quadradinhos. Acho que esta forma de preparar os bifes de perú os favorece, porque de outra forma são um pouco insípidos...

Numa frigideira salteio primeiro os cogumelos, cortados às fatias, em manteiga ou azeite. Retiro e ponho os bifinhos a alourar com dentes de alho à rodelas (pelo menos uns 4 bons dentes de alho). Deixo fritar a carne, o que no caso dos bifes de perú é muito rápido, e para esta receita não é importante deixá-los ganhar muita cor. Tempero com sal e pimenta.

Numa tigelinha misturo um pacote de natas com uma boa colher de sopa de mostarda e duas de ketchup ou uma colher de chá de colorau, para dar uma corzinha, e junto à frigideira juntamente com os cogumelos salteados. Se as natas forem muito espessas, junto um pouco de leite, o que também é um bom truque para reduzir calorias. Deixa-se ferver suavemente durante alguns minutos, mexendo sempre, para apurar o molho.

junho 13, 2006

Hoje é dia de Santo António!


Santo António casamenteiro
Que tanto gostas de ajudar,
Que não me falte o dinheiro
Para poder cozinhar!

Se a tua luz me iluminar
Prometo que, com inspiração,
Continuarei a cozinhar
Os pratos da nossa tradição!

Salame de Chocolate na forma



Gosto muito de salame de chocolate, mas às vezes tenho preguiça de o enrolar no papel de alumínio... empurra daqui, enrola dali... bah.

Resolvi metê-lo na forma do bolo inglês, e não me dei mal!

À receita base fiz algumas alterações: achei que levava manteiga a mais e, como está calor e não queria usar ovos em cru, substituí os dois ovos indicados por 4 colheres de sopa de leite condensado e não pûs açucar.

Foi assim:
Desfiz 2 pacotes de bolacha maria para uma tijela, deixando alguns pedaços de bolacha inteiros, como habitualmente. Derreti 100g de chocolate em tablette com 100 g de manteiga (a receita dizia 250g!!) e misturei nas bolachas. Pûs uma pitada de canela e o leite condensado. Misturei tudo muito bem até ficar homogéneo e o chocolate ter sido absorvido pela bolacha.

Transferi o preparado para a forma, untada com manteiga, e calquei bem com as mãos, para não deixar espaços vazios; levei ao frigorífico. Ao fim de alguma horas foi possível cortá-lo às fatias, como vêem na foto.
Acho que forrando a forma com papel vegetal, filme ou alumínio, será mais fácil desmoldá-lo. Da próxima vez experimento.

No salame podemos sempre usar outras bolachas: de manteiga, petit lu, de chocolate...
É bom para aproveitar os "fundos de pacote" e quanto maior a variedade mais rico o sabor.