maio 22, 2006

Pasta de queijo fresco com cebolinho

Um queijinho fresco sabe sempre bem como entrada, mas, se o quisermos incrementar um pouco, batêmo-lo em creme, juntamos uma colher de sopa de cebolinho picado, um golo de vinho branco, temperamos com sal e pimenta e uma colher de chá de mostarda forte.
Servimos sobre fatias finas de pão centeio torrado.

Ou então:

Utilizamos esta pasta para barrar umas tirinhas de salmão fumado, enrolamos e colocamos por cima de uma salada de folhas bem temperada com vinaigrette e acompanhamos com o pão torrado.

Simpática a entradinha, não é?



O pãozinho de centeio feito em casa, com farinha integral de produção biológica...

maio 19, 2006

Cinnamon Rolls



Que é como quem diz, caracóis com canela e nozes.
Post a pedido da minha filha, que os adora.

Para a massa :
20 cl de leite
50 g de manteiga
400 g de farinha 55
60 g de açucar
1 pacote de fermipan ou 12 g de fermento de padeiro fresco
1 ovo

Para rechear:
50 g de margarina ou manteiga derretida
115 g de açucar amarelo
2 c de café de canela
150 g de nozes partidas

Glace:
115 g de açucar de pasteleiro (em pó)
1/2 c café de aroma de baunilha ou açucar baunilhado
um pouco de leite
20 g de manteiga derretida

Massa:
Aquecer o leite com a manteiga; misturar com 145 g de farinha, o açucar, o sal, a levedura e o ovo.
Bater bem a massa para misturar todos os ingredientes
Ir juntando a farinha até que a massa não cole às mãos.
Colocar a massa numa tijela untada com manteiga.
Deixar levedar durante cerca de 1 hora.
Estender a massa sobre uma superfície enfarinhada, em rectângulo, com a ajuda do rolo. O lado maior virado para a fente.

Barrar com a manteiga, deixando uma tira livre de manteiga lá atrás; misturar o açucar amarelo e a canela e espalhar sobre a manteiga. Espalhar em seguida as nozes.

Enrolar a massa da frente para trás até à tira livre de manteiga (onde acaba o rolo, assim a massa adere e cola). Virar o rolo de forma a que a abertura fique para baixo. Cortar o rolo em 12 fatias grossas, colocá-las no tabuleiro sobre papel vegetal untado, deixando um pouco de espaço entre elas (vão inchar e colar-se umas às outras).
Deixar levedar cerca de 1/2 hora.

Aquecer o forno a 180°.
Cozer entre 20 et 25 mn.
Deixar arrefecer.

Glace:
Misturar todos os ingredientes até obter um preparado relativamente espesso, mas que escorra. Verter com uma colher sobre os caracóis mornos, em fio.
Podem fazê-lo de forma mais artística que eu...

Dá um bocadinho de trabalho, mas é mais o palavreado que outra coisa...




Receita da Céline

Entrecosto com arroz, à minhota



Quando fiz férias no Minho não houve vila ou aldeia onde não tivesse encontrado uma "venda" com os tabuleiros do entrecosto no sal, já temperado, pronto para preparar este prato.

Chegada a casa, resolvi experimentar fazê-lo, com bons resultados.
Não imaginam como gosto de arroz, de todas as maneiras! Mais um bocadinho e fico com os olhos em bico...

Ora então, cá vai:

Começo por dizer que os minhotos juntam ao arroz o seu chouriço de cebola, coisa que não tinha, e portanto servi-me de um belo chouriço de carne da minha terra.

Outra coisa: quem estiver à dieta, abstenha-se...

Cortei o entrecosto e duas fatias de entremeada em pedaços, temperei com colorau, alho picado, uma ceboal picada, sal, cominhos, uma folha de louro partida, sem o veio, uma colher de vinagre e pimenta moída na altura. Reguei com vinho tinto da safra paterna (devia ter sido com um vinho verde tinto... ), tapei a tigela e deixei-a no frigorífico.

No dia seguinte pûs o tacho ao lume com azeite, juntei o conteúdo da tigela (sem o líquido, que reservei) e deixei alourar bem a cebola e a carne.
Juntei o líquido da marinada e meio chouriço, e quando achei que o alcool do vinho já tinha evaporado, juntei parte do caldo onde tinha cozido feijão manteiga (na proporção de 3 vezes o volume de arroz que ia cozinhar)e uma concha dos próprios feijões cozidos.
Deixei cozer as carnes, retirei o chouriço e juntei o arroz. Rectifiquei os temperos (sou parcimoniosa com o sal, detesto comida salgada), mexi e tapei o tacho, com o lume no mínimo até o arroz estar cozido (fica malandrinho). Fui deitando umas olhadelas e ainda juntei um bocadinho de caldo do feijão .
Polvilhei com salsa picada e cortei por cima o chouriço em rodelas.
Comemos logo em seguida, como é regra com este tipo de arroz.

maio 18, 2006

Polme para fritar

Para fritar legumes e fruta (as maças fritas às rodelas fininhas neste polme e cobertas com açucar e canela são deliciosas...) faz-se assim o polme:

Colocam-se 250 grs de farinha numa tigela, abre-se um poço, junta-se sal, 3 ovos inteiros, 0,5 dl de óleo ou azeite e incorpora-se tudo com a vara de arames juntando a pouco e pouco 2,5 dl de cerveja branca, leite ou água (consoante o fim a que se destina, questão de gosto...). Cobre-se a tigela e leva-se ao frio por cerca de duas horas.
Findo este tempo, juntam-se 3 claras em castelo.
No caso de se destinar a fritar maçã ou outros frutos, pode juntar-se às claras um pouco de açucar. *
A quantidade de polme que se obtém é considerável.

Pronto, já podem fazer tempura na panela da fondue (os alimentos a fritar têm que ser frescos, de pequenas dimensões e bem cortados) ou beignets de maçã para a sobremesa...



* receita do Chef Simon

Cherovias

Pois é, áqueles legumes brancos, em forma de cenoura, chama-se na Beira Baixa cherovias...
O Chalabi Red acertou, e agora já as conhece... de vista.
O Kuka, como cozinheiro que é, também acertou, porque o nome delas é mesmo pastinaga. Mas já sabem: cada terra com seu uso, e os beirões arranjaram-lhe uma alcunha...
A Elvira também as identificou, pois os franceses chamam-lhe "panais".

As cherovias são desconhecidas porque são um bocadinho mal-amadas, na minha opinião, sem razões para isso.

Com elas e com as beringelas, faz-se na Beira Baixa uma espécie de tempura gigante.

Porque quem ensinou os japoneses a fazer fritos foram os jesuítas portugueses. Era um método de cozedura desconhecido para eles até então.
A palavra tempura deriva da palavra portuguesa Têmpora, quer dizer da época das Têmporas (por alturas da Páscoa), designação que para nós caiu em desuso. Contudo continuamos a chamar aos primeiros frutos da estação "frutos temporãos"...
Se repararem, na tempura entram apenas vegetais e peixes ou mariscos, nunca carne. Isto deriva do facto de na Páscoa os jesuítas fazerem abstinência de carne, costume que ainda se mantém em muitas regiões do interior do país.

Tudo isto para explicar que as cherovias se descascam, cozem-se às fatias (cortadas no sentido do comprimento) em água e sal, passam-se por um polme, como o que se faz para os peixinhos-da-horta, e fritam-se em azeite.

O mesmo fazem os beirões com as beringelas, cortadas às rodelas, salpicadas com sal, sem as cozer previamente.

As cherovias devem ser sempre muito frescas e tenras, caso contrário o gosto delas altera-se, amolecem e ficam francamente desagradáveis, e as beringelas maduras, de pele bem esticada e firmes, sem sementes formadas; se forem demasiado grandes tornam-se esponjosas.

O gosto delas: um pouco como a cenoura, mas mais acentuado, também são adocicadas como as cenouras, e eu diria que há ali também qualquer coisa que nos faz lembrar o nabo... Enfim, só provando!

Quando tenho muitas saudades delas, escolho cenouras grandes e tenras e preparo-as da mesma maneira, coisa que também podem fazer.

Obrigado a todos os que participaram na brincadeira :)

Como Maria de Lurdes Modesto apetece-me dizer :

Será que depois disto não mereço que um agricultor beirão cultive e faça chegar a todo o país as cherovias da minha paixão?

maio 17, 2006

Adivinha...


Alguém me sabe dizer de que legume se trata? Se adivinharem posto a receita... amanhã.

Sopa de Salsa


Aqui em casa há sempre sopa, não passo sem ela, tenho que comer sopa pelo menos uma vez ao dia, senão falta-me qualquer coisa!
(Uma piscadela de olho à Laranja com Canela, que tem sempre umas sopinhas deliciosas!)
Além disso, quando temos sopa nunca estamos desprevenidos...
E se estivermos desprevenidos com os ingredientes para a fazer?
Se tiverem os poucos que vou mencionar, e com os quais os covilhanenses preparam uma saborosa sopa de salsa, têm o problema resolvido!

Quanto às quantidades, cada um conhece o tamanho da sua panela, por isso adaptem à vontade... Estas são as quantidades para a minha panela mais pequena.

Precisam de :
7 batatas médias
2 cebolas
2 dentes de alho
1 ramo de salsa
4 colheres de sopa de azeite
2 ovos
quadrados de pão frito q.b. (facultativo)

Cozem-se as batatas, a cebola e os alhos numa panela com água e sal. Cinco minutos antes do final da cozedura, junta-se o azeite. Passa-se a sopa com a varinha mágica. Junta-se um ramo de salsa muito picadinha, e deixa-se levantar fervura.
Por fim misturam-se na sopa os ovos batidos ou, como eu prefiro, cozidos e cortados às rodelas.
Pode ainda servir-se com quadradinhos de pão frito, mas é facultativo.

Hão-de aparecer por aqui mais receitas da minha terra.

Entretanto, sempre vos digo que a salsa é rica em vitaminas A e C e oligo-elementos, e tem propriedades depurativas e diuréticas. Para além do papel que habitualmente desempenha no clássico ramo de cheiros, dá cor e enriquece saladas e omeletes.

maio 16, 2006

Pãezinhos para o lanche

Eu gosto de fazer pão para o lanche das minhas filhotas... Vou experimentando coisas novas e não me tenho dado nada mal. Essas experiências vão aparecer por aqui.
Tenho sempre fermento de padeiro congelado no frigorífico (às porções para 1/2 kg de farinha) e, quando chego a casa stressada, bato na massa...

Esta receita foi adaptada de um bolo salgado publicado numa teleculinária. Originalmente a massa divide-se em duas partes; metade cobre o fundo da forma ou tabuleiro, põe-se por cima o recheio (chouriço, queijo e fiambre ou outros) e cobre-se com a outra metade.

Eu resolvi fazer com ela estes pãezinhos, uma espécie de merendinhas individuais.



25 g de fermento de padeiro
2 dl de leite
1 colher sopa de açucar
1/2 kg de farinha
2 ovos
2 colheres sopa de manteiga
1 colher de sobremesa rasa de sal
queijo e fiambre ou chouriço
1 gema de ovo misturada com um pouco de leite, para pincelar

Amornar o leite.
Dissolver o fermento num pouco de leite morno; bater ligeiramente os ovos.
Juntar a manteiga amolecida ao leite restante (vai derreter).

Colocar a farinha dentro de uma tigela, misturada com o açucar, abrir uma cova ao centro e deitar aí os liquidos, incluindo os ovos. Amassar ligeiramente e polvilhar com o sal.
Amassar muito bem * e deixar levedar até duplicar de volume, em local temperado.
Estender a massa com o rolo sobre uma superfície enfarinhada, em rectângulo.
Cobrir metade com o recheio, dobrar por cima a parte que ficou livre e cortar as merendinhas.
Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal ligeiramente untado. Deixar crescer de novo (+ ou - meia hora, agora que o tempo está quente). Pincelar com a gema de ovo misturada com o leite e levar a forno já quente durante cerca de 20 minutos (verificar).

* Esta coisa das massas tem muito de empírico; vão-se fazendo e vai-se aprendendo.
Amassa-se até a massa se descolar das mãos, e a sentirmos ganhar "corpo" e força.
Nunca pôr o fermento em contacto directo com o sal, porque perde o efeito.

Mousse de Ananás

Esta mousse de ananás que eu faço não tem receita... quer dizer, é a compilação de várias receitas lidas e adaptadas à minha maneira. Quem conta um conto...



1 lata pequena de ananás em calda
1 lata de leite condensado
1 pacote de natas para bater
4 ovos
1 pacote de gelatina de ananás

Ponho 2,5 dl da calda de ananás a aquecer e dissolvo lá a gelatina. Junto as 4 gemas desfeitas a este preparado e levo novamente a lume brando até obter um creme, mexendo sempre (não mais que 1 minuto...). Junto o leite condensado e deixo arrefecer.
(Já expliquei como se faz para as gemas não talharem: primeiro mistura-se um pouco do preparado quente nas gemas e depois é que se adicionam ao restante...)
Bato as natas em chantilly e as claras em castelo, misturo tudo e adiciono ao preparado de gemas e gelatina, já frio, com 4 rodelas de ananás cortadas aos cubinhos.
Levo ao frio, e antes de servir decoro com pedacinhos de ananás e rosetas de chantilly.
Bem geladinha é uma delícia! E uma bombinha calórica também...

maio 15, 2006

Cerejas dos meus amores

Cada qual puxa a brasa à sua sardinha...
Portanto, não se esqueçam:

Festa da Cereja do Fundão - 15 a 18 de Junho (Alcongosta)

Momentos culturais, animação de rua, tasquinhas com petiscos, venda de cereja, passeios pedestres pela Serra da Gardunha - Rota da Cereja, passeios de jipe pela Serra da Gardunha.

Já que eu não vou poder ir lá... Sniff...

Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.


Eugénio de Andrade (Natural do Fundão)

Bolo salgado de bacon e cebola



É um cake muito simpático para entrada, para um piquenique ou lanche, ou como refeição ligeira, acompanhado com uma salada.

3 ovos
150 g de farinha
120 ml de leite
1 dl de óleo
1 colher de sopa de natas
100 g de cebola
200 g de bacon
100 g de queijo gruyère ralado
1 colher chá de fermento em pó
sal e pimenta q.b.

Cortar as cebolas em rodelas finas e levar a alourar numa colher de sopa de óleo; juntar o bacon cortado em tirinhas e deixar alourar alguns minutos. Retirar do lume e misturar as natas.
Numa tigela juntar a farinha e o fermento, abrir uma cavidade ao centro e deitar aí os ovos, o óleo restante e o leite e misturar tudo.
Adicionar o queijo ralado e a mistura de cebola e bacon, mexendo com cuidado.
Temperar com sal e pimenta.
Deitar a massa numa forma untada e levar a cozer durante 45 minutos, em forno pré-aquecido a 180ºC. Verificar se o bolo está cozido espetando-lhe um palito no centro; quando sair seco, está pronto. Desenformar e servir morno.

Uma das receitas que encontrei na minha última aquisição.... Sou uma compradora compulsiva de livros de culinária!...

maio 13, 2006

Pézinhos de Coentrada



Faço assim:
Cozo 3 pézinhos de porco bem limpinhos, na panela de pressão, durante 1 hota.
Deixo arrefecer e desosso-os.
Esmago 3 dentes de alho no almofariz, juntamente com um raminho de coentros.
Deito duas colheres de sopa de azeite num tacho, junto a "papinha" de coentros e deixo fritar ligeiramente,. Polvilho com um pouco de farinha, mexo bem, e junto um pouco do caldo da cozedura (vai-se vendo a consistência do molho, a gosto). Junto a carne e deixo apurar.
Podem juntar-se 2 gemas de ovo, previamente desfeitas num pouco de molho quente, retirado do tacho. Juntar o quente ao frio e não o contrário é o truque para as gemas nunca talharem...

E aí têm o petisco pronto.

Molho Mousseline... à la minute!

Hoje vou deixar aqui a receita de um molho delicioso para acompanhar uns espargos cozidos a vapor ou um peixinho grelhado ou mesmo cozido... O molho faz a diferença. E ainda por cima prepara-se em... 2 minutos, no microondas!

A receita é da Maria de Lurdes Modesto, por isso podem confiar!

Precisam de:
2 gemas de ovo
1/2 dl de natas
1/2 limão
sal
50 g de manteiga
1/2 colher de chá de mostarda

Misturam-se as duas gemas com as natas, o sumo de meio limão e sal. Junta-se a este preparado a manteiga, derretida.
Leva-se ao microondas durante 1 minuto, interrompendo a cozedura por três vezes, para mexer (o único perigo é deixar aquecer demais, por isso respeitem mesmo as interrupções).
Adicionar a mostarda e levar ao microondas mais 25 segundos. Mexer, e está pronto!

Fácil não é?

maio 12, 2006

Lasanha de Legumes

A lasanha de que mais gostei até hoje. E não sou vegetariana nem nada (embora goste mais de peixe do que de carne). Se gostam muito de legumes, como eu, aconselho vivamente a experimentarem, vão ficar surpreendidos.
Um truque importante nesta receita é prepará-la de um dia para o outro ou de manhã para o jantar. O tempo de repouso amolece as folhas de massa, e o resultado é francamente bom.

Folhas de lasanha
400 g de cenouras em rodelas
2 pimentos (1 verde e um vermelho)
3 dentes de alho esmagados
2 cebolas às rodelas
3 courgettes às rodelas
Molho de tomate (utilizei tomates maduros, pelados)
1 litre de béchamel clássico ou de compra (eu prefiro fazê-lo em casa).
Não vou explicar como se faz, porque presumo que todos sabem fazê-lo, mas se não for o caso, digam...
Temperos a gosto: Orégãos, cominhos e paprika para as cenouras, gengibre e sumo de limão para as courgettes, tomilho e louro para as cebolas.
Sal, azeite, queijo ralado.

Fazer suar os legumes cortados num pouco de azeite(eu corto-os no robot de cozinha, para ficarem fininhos, e é muito mais rápido), sem os deixar cozer demais (muito importante!) Fazer o mesmo com todos os legumes: cenouras, courgettes, pimentos...
Temperar cada um com os temperos indicados.

Realizar o molho de tomate: estufar as rodelas de cebola no azeite, juntar os alhos esmagados , o tomilho, o louro e os tomates pelados e desfeitos. Temperar de sal. Se necessário, juntar um pouco de água ou caldo de legumes.

Montagem:
Untar bem uma travessa que vá ao forno, cobri-la com folhas de lasanha.
Cobrir com um pouco de molho de tomate e dispor por cima as cenouras suadas. regar com um pouco de béchamel.
Cobrir com folhas de lasanha e dispor por cima as courgettes suadas. Cobrir com molho béchamel.
Colocar nova camada de folhas de lasanha, e dispor por cima o resto do molho de tomate e os pimentos suados.
Cobir com o béchamel restante e polvilhar com o queijo ralado.

A quantidade de molho deve ser grande, tendo em conta que parte vai ser absorvido pelas placas de lasanha e durante a cozedura no forno.
Deixar assim de um dia para o outro.

Cozer em forno médio durante uma hora. Verificar.

Esta delícia é uma receita do Chef Simon . Encontram no site dele o passo a passo da receita, com muito melhores fotos que as do meu portátil, e já têm a tradução feita...

Boa lasanha!

maio 11, 2006

Uma certa publicidade...

Uma rapariga está a beber um sumo à beira de um passadiço, na praia. Um rapaz olha intensamente para ela... A moça cai do passadiço abaixo e o rapaz vai logo....apanhar o sumo, que bebe, regalado.

Um rapaz está em casa, abre uma garrafa de cerveja e coemça a bebê-la em êxtase... Toca a campainha, abre a porta, vê uma “brasa” loura... Decepcionado, fecha-lhe a porta na cara e dedica-se novamente à cerveja.

Um casal passeia na praia. O cão acompanha-os, e para se ver livre dele, a rapariga atira para longe a lata de cerveja que leva na mão, para que o animal a vá apanhar. Quem sai a correr é o rapaz, que apanha e bebe a cerveja regalado...

Um casal passeia de bicicleta... O rapaz tem um chocolate que lhe apetece comer sem partilhar e por isso arranja maneira de fazer cair e deixar para trás a companheira.


Que há de comum entre os quatro anúncios?... Preterir e inferiorizar a mulher em relação ao produto.

Senhores publicitários, inventem outra... este gag já deu o que tinha a dar e, na minha opinião, é de mau gosto.

Delícias de cerveja



Têm uma consistência entre o bolo e a queijada, e um sabor... diferente!

2 ovos
300 g de açucar (eu pûs só 250...)
100 g de margarina derretida
100 g de farinha
1 cerveja branca
raspa de um limão pequeno
1 cerveja branca
1 pitada de sal

Batem-se muito bem os ovos com o açucar até se obter um creme; junta-se a margarina derretida, morna, a raspa do limão, e depois a farinha, alternada com a cerveja, e o sal.
A massa fica líquida.
Deitar em formas de queques, bem untadas, até 3/4 da altura (para não verterem enquanto cozem).
Levam-se ao forno bem quente durante 20 (?) minutos.
Tenho sempre alguma dificuldade em indicar os tempos de cozedura porque o meu forno é muito maroto, e estou sempre em cima dele...


Com estas quantidades fiz 15 delícias.

A receita foi publicada numa "teleculinária" dos anos 80, e diz para se envolverem as delícias em açucar granulado depois de prontas, mas eu não o fiz.

A propósito do bacalhau

Diz Eça de Queirós :

A julgar por estes traços exteriores, poderiam considerar-se retratados no Alencar, e vibrarem sátiras contra mim, todos os homens que em Portugal têm bigodes, cometem versos, gesticulam largo, e sabem modos de cozinhar o bacalhau - isto é, uma farta metade dos habitantes do reino.

(em Notas Contemporâneas)

maio 10, 2006

Soufflé de Bacalhau



O soufflé é económico, rápido de fazer e acompanha muito bem as saladinhas. Este é de bacalhau, mas pode fazer-se com pescada, queijo, fiambre...


Precisa de :


50 g de manteiga ou margarina
250 g de bacalhau cozido e desfiado (como para pastéis)
2,5 dl de leite
4 ovos (claras em castelo)
50 g de farinha
Sal, pimenta e noz moscada
queijo ralado a gosto

Derrete-se a manteiga e junta-se-lhe a farinha; envolve-se bem e junta-se o leite frio, mexendo sempre com a colher de pau, para não ganhar grumos. O preparado engrossa. Tira-se a caçarola do lume e junta-se o bacalhau desfiado,as gemas, e parte do queijo. Tempera-se com sal, pimenta e noz moscada.
Misturam-se as claras cuidadosamente: primeiro uma ou duas colheradas para distender , e depois as restantes, evitando parti-las.
Verte-se para uma forma de soufflé bem untada com margarina, polvilha-se com o queijo restante e leva-se ao forno (pré-aquecido) durante 15 minutos. Findo este tempo, aumenta-se a temperatura do forno e deixa-se cozer por mais 10 minutos (verificar).
Serve-se assim que sai do forno.

Buchteln

Em Portugal temos excelentes bolas e folares, quer doces, quer salgados.
Mas hei-de recordar para sempre o gosto da primeira brioche francesa que provei.
Era leve e adocicada, com um sabor subtil a manteiga... uma delícia.
Até hoje persigo aquela recordação, e hei-de publicar aqui algumas das minhas experiências nesta matéria.

Começamos já:

Apresento-vos a Buchteln (que por acaso é alemã...)



30 g de fermento de padeiro
250ml de leite morno
1 ovo batido
75g de açucar
500g de farinha
7 g de sal.
100g de manteiga amolecida
nutella

Para regar a brioche:
1,5 dl de leite
1 colher de sobremesa de manteiga
1 colher de sobremesa de açucar

Desfaz-se o fermento no leite morno.
Coloca-se a farinha numa tijela grande, mistura-se com o açucar e o sal, abre-se uma cova no meio e deita-se aí o leite com o fermento dissolvido, e o ovo batido. Amassa-se ligeiramente, até formar uma bola; junta-se a manteiga amolecida, aos poucos.
Esta é talvez a fase mais difícil,: é preciso amassar muito bem, de forma a incorporar toda a manteiga na massa e conseguir uma textura lisa e que se despegue facilmente das mãos.
Depois de bem amassada, cobre-se, e deixa-se levedar até duplicar de volume.

Depois de lêveda, separa-se a massa em 16 pedaços, a que se dá a forma de pequenas bolas. Colocar dentro de cada bola uma colher de chá de nutella.
Vão-se dispondo as bolinhas umas ao lado das outras num tabuleiro ou forma polvilhada com farinha, formando um círculo ou um rectângulo. Deixar levedar por mais ¾ de hora e regar com um pouco de leite morno, a que se juntou uma colher de sobremesa de manteiga derretida e uma colher de sobremesa de açucar. Levar a forno pré-aquecido por cerca de 30 minutos (verificar, em função do forno).

Deixar arrefecer um pouco e polvilhar com açucar em pó.


A receita, ligeiramente adaptada por mim, encontra-se em vários blogs de culinária franceses, por exemplo, aqui.

Dá um bocadinho de trabalho, mas vale a pena, sobretudo pelos sorrisos com que nos brindam logo ao pequeno almoço!

maio 09, 2006

A estrela da salada



Pensavam que não ia dar a receita? Claro que sim.
Após vários anos a cozinhar para quatro há certas medidas que são intuitivas... Eu fiz assim:

Misturei 1 chávena de chá de sêmola de trigo de grão médio com duas colheres de sopa de azeite, sal, pimenta e 1 colher de chá de cominhos moídos (quem não gostar pode temperar com noz moscada). Cobri com água a ferver até 1/2 cm acima da sêmola. Deixei inchar os grãos, mexi bem com um garfo para os soltar, levei ao microondas 2 minutos, coberto com tampa. Mais uma mexidela com o garfo e deixei a arrefecer (o microondas às vezes pode ser muito útil; no caso do couscous aqui tratado é fantástico e poupa-nos o dissabor de ver os grãos moles e intragáveis, ficam no ponto!).

Numa saladeira juntei: 1 boa cebola nova picada, 2 tomates maduros aos cubinhos, 1/2 pimento verde também aos cubos, 1 colher de sopa de salsa picada, 1 colher de sopa de coentros picados, 1 folha de hortelã picada, 1 pepino pequeno, sem as sementes, aos cubos. Ficou lindo e colorido, comia-se mesmo assim!
Temperei com a minha vinagrette de sempre (está sempre pronta no frigorífico) e rectifiquei o sal. Se não tiverem a vinagrette (já digo como a faço), temperem com azeite, sal e vinagre ou sumo de limão.

Com a sêmola já fria, misturei os dois preparados e levei ao frigorífico para ficar fresquinho. Simples, não é? E prático, para "donas de casa desesperadas"!

Muito bom com carne grelhada, um estufado de borrego... enfim, usem a imaginação!

A vinagrette:

2 terços de bom azeite
1 terço de vinagre
1 colher de mostarda
pimenta do moinho
sal
Tudo junto num frasco com tampa, agita-se, prova-se, rectifica-se de sal, e já está...