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fevereiro 08, 2007

Ainda o Bolo de Azeite...

Fiz finalmente o meu bolo de azeite. Foi um sucesso! Muito graças à colaboração que aqui obtive. Agrada-me saber que os bons garfos continuam a perservar a memória das coisas boas da nossa gastronomia, e espero que esta pequena discussão faça com que, assim como nós temos ainda a memória das receitas das nossas avós, também os nossos netos se venham a lembrar das nossas...

A história do bolito já foi toda contada pelo Avental, que para além de nos preparar deliciosas iguarias, tem esse dom de saber contar, como outros bloggers cujos links se encontram aí ao lado ou nos meus favoritos, e que tanto gosto de ler.

Todas as receitas que me deram foram ciosamente guardadas e vão ser postas em prática, ainda que leve algum tempo!

Aí o têm:


Ficou grande e fofinho. O processo de preparação foi semelhante ao usado pelo Avental.

Na ausência de quantidades exactas, servi-me da minha experiência com outros bolos lêvedos e procedi assim:

Primeiro diluí o fermento de padeiro (umas 30 g) numa chávena almoçadeira de água morna. Juntei à mistura umas 3 colheres de sopa de farinha e deixei levedar a mistura.

Numa tigela funda coloquei 4 ovos inteiros e 1 gema, ligeiramente batidos. Os ovos eram caseiros, e estavam à temperatura ambiente. Juntei 1 dl de azeite virgem e a mistura de fermento, em plena actividade. Fui juntando farinha e amassando; juntei 1 colher de sobremesa de sal fino, e quando a massa atingiu a consistência de massa de pão sovei-a até sentir que tinha adquirido corpo e se descolava das mãos. Ao todo terei usado á volta de 600g de farinha.

Nessa altura formei com ela uma bola, cobri-a com um pano e deixei levedar para o dobro.

Depois, dei-lhe uma amassadela ligeira, só para tirar o ar, estendi-a em círculo e dobrei-a ao meio, para dar ao bolo o formato típico. Ao sair do forno estava assim:



Tal como aconteceu com o Avental, o bolo saiu muito mais encorpado do que aqueles que compramos na padaria, já que juntam melhorantes à farinha que fazem com que o miolo dos pães se assemelhe às vezes a algodão doce...

Estava excelente, só têm que fazer um para o comprovar!

Tirei esta foto para terem uma ideia da consistência do miolo:

janeiro 22, 2007

Bolo de Azeite



Este bolo de azeite é na realidade uma espécie de folar, e não é doce. O miolo é fofinho e muito leve.

Típico da Páscoa e dos Santos por estas bandas, actualmente é possível encontrá-lo à venda durante todo o ano. É delicioso com manteiga, marmelada e geleia de marmelo.

Apesar de todos os meus esforços não consigo encontrar a receita... Será que algum dos meus leitores a tem?...

outubro 25, 2006

Bolo Finto



A vida por aqui é um sossego... Esta é a igreja matriz da vila. Há outra, nova, mas menos pitoresca, embora bonita também.

Viram o bolo grande na foto do último post? Chama-se bolo finto ou sequilho, e é uma espécie de folar, óptimo para pequenos almoços ou lanches; eu gosto de comê-lo com manteiga ou geleia de marmelo.

A receita que tenho dá para 3 bolos:

14 ovos
700 g de açucar
cerca de 3 kg de farinha
60 g de fermento de padeiro
2,5 dl de leite
2 dl de azeite
1 cálice de aguardente
1/2 colher de sobremesa de erva-doce (facultativo)
sal q.b.
1 ovo batido e açucar para dourar.

Dilui-se o fermento num pouco de água morna; batem-se os ovos com o açucar e junta-se o azeite, o leite, a aguardente, o sal necessário e a erva-doce. Junta-se o fermento diluído. Aquece-se ligeiramente esta mistura em lume muito brando e depois vai-se juntando a farinha, até obter massa com consistência semelhante à massa de pão. Pode não ser necessário adicionar a farinha toda, depende muito do tamanho dos ovos e do grau de humidade.

Amassa-se muito bem, até formar bolhas. Deixa-se fintar durante cerca de 5 horas, abafada com um pano branco, longe de correntes de ar.
Quando finta (lembrem-se que a massa deve duplicar de volume e o tempo é indicativo, porque depende muito da temperatura ambiente), divide-se em 3 parte iguais e formam-se os bolos. Deixam-se crescer novamente, bem separados uns dos outros, sobre o tabuleiro onde vão cozer. Depois pincelam-se com ovo batido e polvilham-se com açucar.

O ideal é cozê-los em forno de lenha (acho que o Kuka tem um, que sorte!), mas na falta usamos o forno doméstico, com temperatura moderada.

Como vêem, é preciso um pouco de paciência, mas valem bem a pena!

Se quiserem experimentar podem sempre dividir as quantidades da receita ao meio, o que facilitará bastante a tarefa.

maio 29, 2006

Pão de Centeio

(Receita dedicada à Anabela , que o viu num dos meus “posts” de 22/5.

Não se trata aqui de um pão de centeio tradicional, mas de um pão tipo “forma”...

Ingredientes:

280 ml de água morna ou leite
15 g de fermento de padeiro fresco
1 colher de sobremesa de açucar
2 colher de sopa de azeite
1 colher de sobremesa de sal
450 g de farinha (2/3 de farinha de trigo sem fermento tipo 65 e 1/3 de farinha de centeio integral)


Na tigela onde vai ser preparada a massa, dissolver o fermento na água ou no leite e juntar o açucar (favorece o desenvolvimento do fermento). Juntar o azeite e as farinhas. Formar uma bola de massa e deixar repousar 5 minutos. Polvilhar o sal ( o sal inibe a acção do fermento, por isso não se adiciona logo. Amassar muito bem até a massa ficar lisa e se descolar das paredes da tigela ;se puderem usem uma batedeira.
Cobrir com um pano limpo e deixar levedar até dobrar de volume, em local quente, sem correntes de ar. Dado estar calor, basta evitar as correntes de ar, que são fatais para as leveduras... O tempo de levedura é variável, consoante a temperatura.

Untar uma forma (ou duas pequenas) com manteiga e farinha ou forrá-la(s) de papel vegetal.

Dar uma amassadela rápida à massa e colocá-la na(s) forma(s). Cobrir e deixar levedar de novo. Introduzir no forno, bem quente, onde se deverá ter colocado um recipiente com água, para favorecer a formação da crosta. Cozer durante cerca de 35 minutos, verificar em função do forno.

É possível cozer o pão sem pré-aquecimento se dispuserem de um recipiente com tampa que possa ir ao forno e que utilizem como forma. Tem é que ser suficientemente grande para o pão se desenvolver sem se agarrar à tampa, claro...Colocam a massa lá dentro, deixam levedar, tampam, levam ao forno e só retiram a tampa quando o pão estiver cozido. Tenho um tacho em pirex transparente que me serve para este efeito, e tem a vantagem de se poder ver quando o pão está lourinho.

Nota:
A farinha de centeio, dado o seu fraco teor em gluten, tem que ser misturada com farinha de trigo, para permitir que o pão levede correctamente. Quanto maior for a percentagem de centeio, mais compacto será o pão.

maio 26, 2006

Torricado

Gosto muito de aprender coisas novas e, há dois dias atrás, recebi uma informação preciosa. Sabem o que é um torricado? Pois eu não sabia, mas fiquei a saber.Devo a informação a uma amiga, que me autorizou a publicá-la aqui, o que vou já fazer!

Vejam só que petisco, mesmo a calhar para pôr em prática este Verão (melhor: este fim de semana)!

Usam-se bons pães saloios, pequenos, para serem mais fáceis de comer. Abrem-se ao meio, dão-se uns golpes no miolo de forma a fazer um quadriculado, regam-se com azeite, alho e sal grosso e levam-se às brasas. Depois, segundo a minha amiga, "pranta-se-lhe" em cima o que quisermos: febras, lascas de bacalhau, sardinhas... igualmente cozinhados no braseiro.
Diz ela que quase ninguém conhece, e que os torricados que fazem com os amigos lá em Valadas são sempre um enorme sucesso; mesmo os "esquisitinhos" que não gostam de nada adoram o petisco... Pudera!

Ah, e usem alhos a sério, não destes muito bonitos que não sabem a nada... O conselho é do pai dela, a quem aproveito para desejar uma rápida recuperação e muitos torricados, já nos próximos tempos!

Obrigada, Carmo! Isto é que é ser amiga! ;)

maio 19, 2006

Cinnamon Rolls



Que é como quem diz, caracóis com canela e nozes.
Post a pedido da minha filha, que os adora.

Para a massa :
20 cl de leite
50 g de manteiga
400 g de farinha 55
60 g de açucar
1 pacote de fermipan ou 12 g de fermento de padeiro fresco
1 ovo

Para rechear:
50 g de margarina ou manteiga derretida
115 g de açucar amarelo
2 c de café de canela
150 g de nozes partidas

Glace:
115 g de açucar de pasteleiro (em pó)
1/2 c café de aroma de baunilha ou açucar baunilhado
um pouco de leite
20 g de manteiga derretida

Massa:
Aquecer o leite com a manteiga; misturar com 145 g de farinha, o açucar, o sal, a levedura e o ovo.
Bater bem a massa para misturar todos os ingredientes
Ir juntando a farinha até que a massa não cole às mãos.
Colocar a massa numa tijela untada com manteiga.
Deixar levedar durante cerca de 1 hora.
Estender a massa sobre uma superfície enfarinhada, em rectângulo, com a ajuda do rolo. O lado maior virado para a fente.

Barrar com a manteiga, deixando uma tira livre de manteiga lá atrás; misturar o açucar amarelo e a canela e espalhar sobre a manteiga. Espalhar em seguida as nozes.

Enrolar a massa da frente para trás até à tira livre de manteiga (onde acaba o rolo, assim a massa adere e cola). Virar o rolo de forma a que a abertura fique para baixo. Cortar o rolo em 12 fatias grossas, colocá-las no tabuleiro sobre papel vegetal untado, deixando um pouco de espaço entre elas (vão inchar e colar-se umas às outras).
Deixar levedar cerca de 1/2 hora.

Aquecer o forno a 180°.
Cozer entre 20 et 25 mn.
Deixar arrefecer.

Glace:
Misturar todos os ingredientes até obter um preparado relativamente espesso, mas que escorra. Verter com uma colher sobre os caracóis mornos, em fio.
Podem fazê-lo de forma mais artística que eu...

Dá um bocadinho de trabalho, mas é mais o palavreado que outra coisa...




Receita da Céline

maio 16, 2006

Pãezinhos para o lanche

Eu gosto de fazer pão para o lanche das minhas filhotas... Vou experimentando coisas novas e não me tenho dado nada mal. Essas experiências vão aparecer por aqui.
Tenho sempre fermento de padeiro congelado no frigorífico (às porções para 1/2 kg de farinha) e, quando chego a casa stressada, bato na massa...

Esta receita foi adaptada de um bolo salgado publicado numa teleculinária. Originalmente a massa divide-se em duas partes; metade cobre o fundo da forma ou tabuleiro, põe-se por cima o recheio (chouriço, queijo e fiambre ou outros) e cobre-se com a outra metade.

Eu resolvi fazer com ela estes pãezinhos, uma espécie de merendinhas individuais.



25 g de fermento de padeiro
2 dl de leite
1 colher sopa de açucar
1/2 kg de farinha
2 ovos
2 colheres sopa de manteiga
1 colher de sobremesa rasa de sal
queijo e fiambre ou chouriço
1 gema de ovo misturada com um pouco de leite, para pincelar

Amornar o leite.
Dissolver o fermento num pouco de leite morno; bater ligeiramente os ovos.
Juntar a manteiga amolecida ao leite restante (vai derreter).

Colocar a farinha dentro de uma tigela, misturada com o açucar, abrir uma cova ao centro e deitar aí os liquidos, incluindo os ovos. Amassar ligeiramente e polvilhar com o sal.
Amassar muito bem * e deixar levedar até duplicar de volume, em local temperado.
Estender a massa com o rolo sobre uma superfície enfarinhada, em rectângulo.
Cobrir metade com o recheio, dobrar por cima a parte que ficou livre e cortar as merendinhas.
Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal ligeiramente untado. Deixar crescer de novo (+ ou - meia hora, agora que o tempo está quente). Pincelar com a gema de ovo misturada com o leite e levar a forno já quente durante cerca de 20 minutos (verificar).

* Esta coisa das massas tem muito de empírico; vão-se fazendo e vai-se aprendendo.
Amassa-se até a massa se descolar das mãos, e a sentirmos ganhar "corpo" e força.
Nunca pôr o fermento em contacto directo com o sal, porque perde o efeito.

maio 10, 2006

Buchteln

Em Portugal temos excelentes bolas e folares, quer doces, quer salgados.
Mas hei-de recordar para sempre o gosto da primeira brioche francesa que provei.
Era leve e adocicada, com um sabor subtil a manteiga... uma delícia.
Até hoje persigo aquela recordação, e hei-de publicar aqui algumas das minhas experiências nesta matéria.

Começamos já:

Apresento-vos a Buchteln (que por acaso é alemã...)



30 g de fermento de padeiro
250ml de leite morno
1 ovo batido
75g de açucar
500g de farinha
7 g de sal.
100g de manteiga amolecida
nutella

Para regar a brioche:
1,5 dl de leite
1 colher de sobremesa de manteiga
1 colher de sobremesa de açucar

Desfaz-se o fermento no leite morno.
Coloca-se a farinha numa tijela grande, mistura-se com o açucar e o sal, abre-se uma cova no meio e deita-se aí o leite com o fermento dissolvido, e o ovo batido. Amassa-se ligeiramente, até formar uma bola; junta-se a manteiga amolecida, aos poucos.
Esta é talvez a fase mais difícil,: é preciso amassar muito bem, de forma a incorporar toda a manteiga na massa e conseguir uma textura lisa e que se despegue facilmente das mãos.
Depois de bem amassada, cobre-se, e deixa-se levedar até duplicar de volume.

Depois de lêveda, separa-se a massa em 16 pedaços, a que se dá a forma de pequenas bolas. Colocar dentro de cada bola uma colher de chá de nutella.
Vão-se dispondo as bolinhas umas ao lado das outras num tabuleiro ou forma polvilhada com farinha, formando um círculo ou um rectângulo. Deixar levedar por mais ¾ de hora e regar com um pouco de leite morno, a que se juntou uma colher de sobremesa de manteiga derretida e uma colher de sobremesa de açucar. Levar a forno pré-aquecido por cerca de 30 minutos (verificar, em função do forno).

Deixar arrefecer um pouco e polvilhar com açucar em pó.


A receita, ligeiramente adaptada por mim, encontra-se em vários blogs de culinária franceses, por exemplo, aqui.

Dá um bocadinho de trabalho, mas vale a pena, sobretudo pelos sorrisos com que nos brindam logo ao pequeno almoço!