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abril 01, 2012

A minha livraria preferida e... um Soufflé de Arroz

Adoro livros. Enquanto vivi em Lisboa trabalhava no centro da cidade, o que me permitia passar as horas de almoço enfiada nas livrarias... Picoas Plaza, Galerias Saldanha, livraria Buchholz, Monumental... a oferta era grande.
Agora, a viver qui no interior, continuo na mesma, com a diferença de o passeio pelas livrarias ser quase sempre virtual... 
A minha livraria on-line preferida é, sem dúvida, a Wook

Conheço-a há anos, desde que as minhas filhas entraram no secundário, pois passei a comprar através do site os manuais escolares (com desconto!).  Já lá vão uns anos, as meninas já são jovens universitárias.
O serviço da  Wook é exemplar: rápido e eficiente, com entrega em mão. Nunca tive qualquer problema com uma encomenda que tenha feito, para além de ter sempre descontos, nunca inferiores a 10%, às vezes portes grátis, e vales de desconto. A minha alegria quando vejo chegar o senhor das entregas é infantil!...

Foi pois num dos mais humildes dos meus livros de culinária, comprado na minha livraria preferida, que encontrei esta receita, num dia em que fui à procura de inspiração para uma refeição simples e saborosa, como são todas as lá apresentadas :

Encontrei um "soufflé de arroz", mesmo a propósito, pois tinha um resto de arroz da véspera guardado no frigorífico. 
Tão simples, tão rápido, servido com uma saladinha verde!

Então, cá vai:

200g de sobras de arroz já cozinhado
4 ovos
50g de queijo da ilha ralado
sal e pimenta q.b.

Mistura-se o arroz com as gemas e junta-se o queijo ralado. Tempera-se com sal e pimenta e, por fim, juntam-se as claras em castelo, envolvendo com cuidado. Leva-se ao forno pré-aquecido, em pirex untado com manteiga. No final aumenta-se um pouco o calor, para terminar a cozedura e dourar ligeiramente.

Simples, não é? Eu, gulosa, polvilhei também um pouco mais de queijo por cima, antes de levar ao forno. E usei emental ralado, que era o que tinha em casa. Afinal tratava-se de aproveitar sobras...

Desta vez não há foto porque, quando me lembrei, já tínhamos acabado o soufflé!


novembro 12, 2011

Cozinhar Sem Gastar...

... de Anabela Almeida.


Pessoalmente considero que os objectivos a que se propôs a autora forma plenamente conseguidos:
As receitas apresentadas são equilibradas e económicas, sem pretensões e confeccionadas com ingredientes simples, daqueles que habitualmente todos temos em casa.

É também excelente inspiração para as refeições do dia-a-dia, pois consultando o índice, num instante descobrimos algo que nos agrada e pode ser preparado em pouco tempo, quer para o almoço, quer para o jantar.

Gostei !

outubro 24, 2011

Livro Novo!

Não consegui esperar pela versão portuguesa, que tarda em chegar, e adquiri mais este:


Durante uns dias não estranhem a minha ausência...
Depois de ter passado horas no youtube a admirar a performance do rapaz, agora vou embrenhar-me na leitura da coisa ;)

Adoro tanto ler como cozinhar... Então quando se podem fazer as duas coisas em simultâneo, a vida é bela!

setembro 24, 2011

Bolinhos de Aveia Irlandeses

Do mesmo livro do post anterior: uns bolinhos de aveia que já foram feitos e refeitos cá em casa, e que ganharam o estatuto de snack preferido da Joana... Ela gosta deles por serem nutritivos, terem muitas fibras e não serem doces, ou seja, pelas suas boas qualidades. Eu gosto especialmente deles ainda mornos, cheios de manteiga! Pecaminoso, vá... É por estas e por outras que eu engordo e ela não.

Os restantes membros da família não os apreciam... Também se passará o mesmo com os meus leitores? Uma parte da família é ultra-tradicional a comer, e a outra parte gosta de inovações? Como resolvem o dilema?... Aceitam-se (e agradecem-se) sugestões ;)


Podem fazer bolinhos ou uma broa grande.
Comecem por pré-aquecer o forno a 200ºC e revestir um tabuleiro com papel vegetal.

Os ingredientes:

400g de farinha integral
100g de flocos de aveia (não instantâneos)
+ 2 colheres de chá para salpicar os bolinhos
1 colher de chá de sal fino
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
300ml de cerveja sem alcool (ou "morta"*, se não tiverem sem alcool)
150ml de soro de leite ou iogurte natural (usei o segundo)
4 colheres de sopa de oléo de amendoim ou outro óleo vegetal
4 colheres de sopa de mel (usei apenas duas, por ter em casa um mel de sabor muito acentuado)

* abrir a cerveja e deixá-la perder todo o gás antes de a utilizar na receita.

Numa taça misturar todos os ingredientes secos; numa caneca misturar todos os ingredientes líquidos.
Se medir primeiro o óleo e usar a mesma colher para medir o mel, este deslizará com facilidade...

Junte os ingredientes líquidos aos secos e misture com uma colher de pau. A princípio parecerá mole demais, mas com o bicarbonato a actuar tornar-se-á como areia molhada.

A receita diz para se moldarem 12 bolinhos, mas nós fazêmo-los mais pequenos, obtendo assim uns 18. Polvilham-se com as duas colheres de chá de aveia e levam-se a cozer durante cerca de 15 minutos (não ganham crosta).

Se os não congelarem metam-nos alguns minutos a aquecer no forno, nos dois dias seguintes, ou então tostem-nos!


setembro 19, 2010

Dias... felizes

Esta minha ausência ficou a dever-se a uns dias de férias. Entre outras coisas aproveitei para pôr a leitura "culinaresca" em dia.
Eis as minhas duas últimas aquisições:




"Dias Com Mafalda" e "Cozinha Para Quem Não Tem Tempo", que adorei, e dos quais já adaptei  algumas receitas. Eu e muitos mais na blogosfera, porque as recitas da Mafalda Pinto Leite começam a pulular por aí...

A minha primeira experiência foi uma esparguete com bacon e cogumelos, simples, rápida e muito saborosa.


Deixo as quantidades por vossa conta...
Comecem por cozinhar a massa como habitualmente. Entretanto, numa frigideira, aqueçam um pouco de azeite e juntem-lhe o bacon cortado aos cubinhos e o alho esmagado, e a mistura de cogumelos. Eu usei pleurotos e cogumelos de Paris frescos, era o que havia em casa.
Escorram a massa e devolvam-na à panela. Juntem-lhe os ovos batidos e a mistura de cogumelos. Temperam com pimenta, sal e salsa picada. Aqueçam bem antes de servir, deixando o ovo cremoso. Polvilhem com queijo parmesão, melhor se ralado na hora.


Delícia!

abril 26, 2009

Favas de azeite à alentejana

Estas favas, que pelo menos uma vez por ano visitam a minha cozinha, começaram a ser feitas cá em casa depois de ter descoberto a receita no livro encantador de Maria Lurdes Modesto de que já por aqui falei: "Palavra Puxa Receita"., e que é uma compilação de artigos publicados no Diário de Notícias.

Eu sou fã desta simpática senhora, e quando ela diz que alguma coisa vale a pena, eu experimento...Segundo ela a receita foi-lhe transmitida por uma amiga alentejana, Catarina Murcho de seu nome.


Eu sei que nem todos gostam de favas; acho mesmo que enquanto crianças a maior parte as detesta! Comigo também foi assim, mas fui mudando de ideias com o tempo. Comecei por inclui-las na sopa e gostei... Depois atrevi-me com as clássicas favas à portuguesa (com enchidos) e não me dei mal, mas estas favinhas de azeite... são o máximo!

Para quem ainda não a conhece, cá vai a receita:

Deitar azeite num tacho, deixar aquecer bem e juntar coentros (espigados, diz a receita), hortelã e folhas de alho, se tiverem. Sabem o que eu faço? Quando não há as folhas de alho junto um pouco de rama de alho francês, que retiro depois, antes de servir. Deixar refogar e juntar as favas ao tacho. Saltear durante uns minutos e deixar cozer brandamente, juntando uns pinguinhos de água quando for necessário. Temperam-se com sal e colorau.

No alentejo as favas acompanham-se com salada de alface, cortada como o caldo verde, bem temperada.

Aqui têm um companhamento simples e delicioso para um peixinho frito.

Quando descobri esta receita sabem o que lembrou? Que a minha mãe faz desde sempre umas batatinhas miúdas novas, no tempo delas, com ervilhas de quebrar, ou de cavaca como lhe chamamos aqui, da mesma maneira!

Nota: foto a incluir um destes dias, pois vou fazê-las em breve.

junho 23, 2007

ABC dos Sabores Portugueses e Mais Alguns


O livro de José de Roby Amorim:





Belíssimas fotografias e muitas receitas tradicionais recriadas pelo chefe Miguel Castro e Silva.




A última aquisição para a minha biblioteca culinária...

fevereiro 14, 2007

Culinária e bom humor...

De Isabel Stilwell, em Como Dei Com O Meu Psiquiatra Em Louco :

"Já há muito que Hermenegilda se andava a estranhar. Curiosamente, desde que conhecera Segismundo que até sonhava com polvo assado, pezinhos de coentrada e mesmo com feijoada à transmontana. Chegara a entrar em pânico, soccorrendo-se do psiquiatra que há muito a acompanhava, procurando desesperadamente um diagnóstico para os sintomas nos anais da medicina. No dia em que, incitada por Segismundo, lançou o garfo a uma orelhinha de porco, temperada com alho, decidiu que talvez necessitasse de internamento e tudo isto não passasse de uma tal bulimia de que tinha ouvido falar.
(...)Os amigos estranharam. Escondia deles a sua ida à lota e escapulia-se pela porta dos fundos do talho, para que não a vissem por lá. Mas gostava de exibir a Segismundo os seus progressos: "meu amor", dizia ela embevecida, "queres ver que já distingo um camarão de uma ostra?" Ou, noutra ocasião: "Querido, agora é que nunca mais me esqueço. Costoletas são aqueles bifes com osso, não são?"
Segismundo comovia-se. Hermenegilda ganhava carnes, as bochechas já rosadas, como devem ser as de uma moça com saúde. E decidiu que tinha a obrigação moral de fazer qualquer coisa pelos meninos, tão delgadinhos que metia pena.
(...)E no momento em que, por estranha coincidência, o padrasto lhes disse que a primeira lição seriam panquecas, limitaram-se a encolher os ombros. Hermenegilda até lhes tirou uma polaróide. Ah, como valia a pena seguir os manuais de psicologia. Afinal, não eram muito diferentes dos de cozinha: bastava juntar os ingredientes, tal e qual lá vinha escrito."

agosto 08, 2006

Carrot Cake (EUA)


A Pascale Weeks, autora de um dos blogs de culinária franceses de que mais gosto, publicou este livrinho, que fizeram o favor de me oferecer.

É pequenino, cabe na palma da mão, e tem receitas fantásticas. Não tem fotografias, mas a Pascale vai compondo o "making-off" do livro com as que lhe enviam todos aqueles que as experimentam.

As receitas são todas inglesas e americanas, pois o objectivo do livrinho é mesmo esse: dar a conhecer as guloseimas do lado de lá do Atlântico.

Já o li todo, e já fiz o bolo de cenoura (carrot cake), que ficou uma delícia.

A receita, com pequenas alterações feitas por mim:

280 g de farinha c/ fermento
300 grs de açucar
1 colher de chá de fermento em pó
200 ml de óleo de girassol (a receita diz 250 mas eu cortei um bocadinho)
280 grs de cenoura ralada, crua
4 ovos
1 pitada de sal (omitida na receita)
1 colher de café de canela
1 colher de café de gengibre em pó
1 pacote de açucar baunilhado

Numa tigela grande mistura-se o açucar, a farinha, o fermento, o sal e as especiarias. Junta-se o óleo e envolve-se bem, junta-se a cenoura ralada e os ovos, um a um, mexendo bem entre cada adição. Coze em forno aquecido a 280ºC, durante cerca de 45 minutos. Desenforma-se depois de morno.

O bolo fica húmido e fofinho, e mantém-se assim por vários dias.

Para uma ocasião mais especial, cubram com queijo creme batido com açucar em pó a gosto e uma gotas de sumo de limão.



A foto é a da Pascale, porque deixei o telemóvel com que tiro as minhas fotos às minhas filhotas, que continuam de férias. Por sinal tenho lá algumas guardadas que vou partilhar convosco logo que elas regressem...

maio 06, 2006

A Cozinha Grega

Esta semana, ao ler a receita da moussaka que a Elvira publicou, veio-me à memória um livro bem divertido, de Andreas Staïkos, que li há já algum tempo atrás e que vou partilhar convosco.
O que tem a ver com a culinária grega? Tudo.
Trata-se da história de dois vizinhos, exímios cozinheiros, que, sem o saberem, nutrem uma paixão assolapada pela mesma mulher: Naná. Ela convence-os de que está perdidamente apaixonada por eles, tornando-os absolutamente dependentes dela, mesmo após descobrirem o seu jogo duplo: vivem para agradar-lhe e preparam-lhe os mais suculentos manjares.
Ora acontece que, para além de hilariante, o livro tem as receitas de todas as iguarias que os infelizes preparam para a sua amante!

Um excerto, para vos abrir o apetite:

"Dâmocles, pela primeira vez, após a horrorosa descoberta do jogo duplo que Naná fazia, estava felicíssimo, e mostrava, na prática, a sua felicidade. Com movimentos ostensivos e delicados, esvaziou o interior da courgette e do tomate, produzindo o espaço adequado para o seu recheio. Imediatamente a seguir, com uma colher de sobremesa, presenteou os buracos dos vegetais com um novo conteúdo. Esse conteúdo era constituído por uma chávena de arroz, trezentos e cinquenta gramas de carne picada, três cebolas bem picadas, quatro dentes de alho, também bem picados, três colheres de sopa de salsa picada, duas colheres de funcho picado, duas colheres de hortelã também bem picada, bem como umas colheradas, em igual número, do entusiasmo de Dâmocles..."

Aproveitem a sugestão e recheiem uns vegetais ... ;)

O Livro: As Ligações Culinárias

Bom fim de semana!