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maio 11, 2011

Esquecidos



Andavam esquecidos há anos cá em casa, este bolinhos que fiz na Páscoa, e é assim mesmo que se chamam.
De uma simplicidade desconcertante, podem também ser utilizados na preparação de sobremesas, como tiramisú e trifle... Um dia destes deixo cá um exemplo.

Por agora anotem a simplicíssima receita dos esquecidos:

3 ovos
200g de açucar
250g de farinha

Batem-se os ovos com o açucar muito bem batidos, até obter uma massa esbranquiçada; junta-se gradualmente a farinha, sem bater.

Dispõem-se colheradas da massa num tabuleiro forrado com papel vegetal, como eu fiz, ou untado com manteiga e polvilhado com farinha (mas depois tem que se lavar o tabuleiro... bahh).

Cozem muito rapidamente, em forno pré-aquecido a 200ºC. Vigiem, porque torrados não são bons.

Nota: Colocar as colheradas de massa bem espaçadas umas das outras, porque alastra bastante.

Também fiz o tradicional pão de ló, à minha maneira :



Mas será que ainda alguém quer a receita deste?...


dezembro 21, 2010

Sonhos...


Divirto-me imenso a fritar sonhos! Uma colherzinha de chá de massa no óleo quente e é vê-los inchar, rebolar, crescer a olhos vistos! É verdade que é precisa alguma paciência, porque o óleo não pode estar muito quente, de contrário fritam depressa demais e ficam crús por dentro.

Com a mesma massa com que fiz estes fiz também uma dúzia de profiteroles no forno. Ficaram perfeitas, por isso, a partir de agora, sempre que fizer sonhos vou aproveitar para cozer uma parte da massa no forno.

Obtenho assim "material" para uma sobremesa extra: congelo-as, e no dia é só bater o creme chantilly e fazer o molho de chocolate para as regar :).

Mas voltando aos sonhos:

Levam-se  2 chávenas de água e 1 de leite ao lume com 80g de manteiga ou margarina e uma pitada generosa de sal. Depois de levantar fervura, logo que a gordura esteja derretida juntam-se 250g de farinha (podem utilizar uma mistura de 200g de farinha normal e 50g de maisena) e mexe-se muito bem com a colher de pau, até obter uma bola de massa que se descola das paredes do tacho.

Transfere-se a massa para outro recipiente, deixa-se amornar, e vão-se juntando 6 ovos, um a um, até a massa formar um pico que se sustenta, ao levantar a colher (ou a batedeira). Os primeiros ovos são os mais difíceis de incorporar. Se forem ovos pequenos pode haver necessidade de acrescentar mais um, a massa deve ficar assim:

(fotos do site do Chef Simon, onde, quem dominar o francês, poderá aprender a técnica)

Depois é só fritar em pequenas porções (eu uso uma colher de chá) e escorrem-se sobre papel absorvente.

Como disse antes, com a mesma massa podem fazer-se choux, profiteroles, etc, cozendo-a no forno.

Quanto aos sonhos podem comer-se envoltos em açucar e canela, recheados com creme, ou mergulhados em calda de açucar aromatizada com casca de limão e pau de canela, regados com chocolate quente... ai , ai...




agosto 17, 2010

Semi-frio de queijo ou cheesecake, se quiserem...


No Rap'ó Tacho podem encontrar uma outra receita de cheesecake, na versão "cozido no forno" de que gosto muito.
Mas agora, durante o Verão, para evitar o forno, podemos sempre recorrer à versão fria, com a cobertura de que gostarmos mais ou que esteja mais à mão...


A base é a clássica: 200g biscoitos triturados (podem ser bolachas digestivas, de amêndoa, de chocolate...), 125g de manteiga. Há quem junte um ovo para dar liga, eu não costumo pôr.


Forra-se o fundo de uma tarteira com esta massa e leva-se ao frigorífico enquanto se prepara o recheio com:


2 pacotes de natas para bater
5 folhas de gelatina incolor
1/2 lata de leite condensado
1 colher de café de essência de baunilha
200 grs. de queijo fresco ou mascarpone


Eu vou pelo fresco, mais barato e tão bom quanto o outro... faço isto em quase todos os doces, com óptimo resultado. Não vejo porque não valorizamos mais os nossos próprios produtos, tantas vezes tão bons ou melhores que os estrangeiros.


Bate-se o queijo com o leite condensado, até não apresentar grumos. O truque é começar a bater o queijo e ir juntando o leite condensado aos poucos. 
Junta-se a gelatina previamente demolhada em água fria e dissolvida em duas colheres de sopa de água a ferver, e a essência de baunilha.
Batem-se as natas, que devem estar bem frias, em chantilly e juntam-se ao preparado de queijo.


Verte-se tudo sobre a massa que já está na forma e coloca-se novamente no frigorífico para prender bem.


Para a cobertura pode usar-se compota a gosto, de morango ou framboesa, por exemplo, gelatina de qualquer sabor (foi o que usámos no doce da foto, a nossa era de morango), ou uma calda de frutos vermelhos, para maior requinte... enfim, o que gostarem mais.


Se usarem gelatina tenham o cuidado de roubar um pouco na quantidade de água necessária à preparação, e deixem arrefecer bem, até começar a prender, antes de cobrirem o cheesecake, senão tem tendência a afundar...


Sirvam bem frio!



março 31, 2010

Uma receita angelical...




...para a Páscoa que se avizinha.

Já os fiz muitas vezes, mas nunca os tinha publicado aqui no Rap'Ó Tacho.
Adoro Papos de Anjo, fofos, doces, rechonchudos, embebebidos na calda! Uma gulodice...

Estes eram apenas oito. Usei formas de queques untadas com manteiga e polvilhadas com farinha.

Bati 4 gemas com um ovo inteiro, uma pitada de sal e outra de açucar baunilhado. Nada mais. O segredo está no bater: a massa tem de ficar esbranquiçada e volumosa, a fazer fita.

Reparti-a pelas oito forminhas e levei ao forno já quente, a 180ºC. Não sei durante quanto tempo, não lhes tirei os olhos de cima, mas a cozedura é muito rápida e não podem deixá-los tostar!

Crescem bastante, mas evidentemente depois baixam um pouco, já que não levam farinha nenhuma. Recuperam o volume quando absorvem a calda.

Antes tinha feito a calda, com 250g de açucar que pûs num tachinho e cobri com água. Juntei uma casca de limão (só o vidrado amarelo, para vitar o amargor) e deixei ferver durante três a quatro minutos, depois de o açucar se ter dissolvido todo.

Quando os papitos sairam do forno foi só colocá-los numa taça larga de sobremesa, picá-los com um palito (os pobres...) e regá-los com a calda quente.

Ficaram assim até arrefecerem por completo, após o que foram servidos à sobremesa.

A repetir, em maior quantidade, já no próximo Domingo de Páscoa!

outubro 09, 2009

Migas de couve com bacalhau e borrego grelhado nas brasas



Folgosinho, vista do castelo









No dia em que almoçámos em Linhares da Beira na verdade tínhamos saído de casa para almoçar em Folgosinho, n' "O Albertino"...

Estávamos preparados para aquele rodízio de pratos deliciosos: o queijo da serra e o chouriço no couvert, a cabidela, o arroz de coelho, o cabrito e o leitão assados, enfim... Devo ter esquecido qualquer coisa...


Uma das atracções de Folgosinho são as inúmeras e bonitas fontes, decoradas com azulejos onde se podem ler alguns versos, às vezes profundos, às vezes brejeiros...



















Pormenor do castelo de Folgosinho








Chegados lá, descobrimos que o Albertino estava de férias e abria no dia seguinte! Com a barriga a dar horas, já preparada para tão saborosas iguarias, rumámos a Linhares da Beira, onde chegámos a desoras e sem saber onde podíamos almoçar.





Linhares da Beira, janela manuelina








Um simpático casal de velhinhos informou-nos que podíamos almoçar na "Taberna do Alcaide", para onde nos dirigimos, segundo as indicações recebidas.
Dado o adiantado da hora, e sendo a Taberna pequenina, não tivemos outro remédio senão esperar que vagasse uma mesa.

















Uma porta do castelo de Linhares e vista geral sobre a vila

Quando finalmente nos acomodámos, pudemos apreciar o sítio com vagar: a Taberna é pequena, tem um número de mesas reduzido, uma grande lareira antiga onde não falta a panela de ferro e a vara para secar o enchido ao fumeiro. Em vez de cadeiras sentámo--nos em banquinhos de madeira; na mesa, os pratos, enormes, têm o logotipo da Taberna gravado.

O serviço é agradável e despretensioso.

Há na lista pratos que têm que ser encomendados com antecedência, como a chanfana e outros; nós tínhamos à nossa disposição: migas de couve com bacalhau, borrego grelhado na brasa com batatinhas salteadas, aba e naco de vitela igualmente grelhados e acompanhados com as famosas migas de couve, que são o objecto deste post.

Para sobremesa há simplesmente leite creme, arroz doce, e o inevitável e delicioso doce de abóbora com requeijão. Ou melhor havia, porque à hora a que chegámos só restava o doce com requeijão, e nós não tivemos pena nenhuma que não houvesse mais nada...
Toda a comida é saborosíssima, de uma grande simplicidade, e foi isso que mais me agradou.

No "couvert" foram-nos servidas salada de feijão frade e grão de bico, e azeitonas.

Seguiram-se as migas de couve com bacalhau, onde sobressaía o sabor do bom azeite e a couve, cozida no ponto, ainda estaladiça... Consistência perfeita.

O borrego era tenro e suculento, e não lhe achei outro tempero que não fosse sal, e umas pinceladas de azeite... estava dourado e apetitoso.

Nota 10 para o maravilhoso requeijão de ovelha que nos foi servido com o doce de abóbora, à sobremesa!

Regressada a casa, resolvi que aquelas migas de couve com bacalhau passariam a fazer parte das ementas cá de casa. O pior é que não tinha outra receita delas que não fosse a memória dos sabores...
Mas fi-las, e ficaram deliciosas. Receita já a seguir, para quem quiser experimentar...

outubro 04, 2009

Ainda o bolo de canela...



Este bolo é um clássico cá em casa. Grande, económico e perfeito para acompanhar uma chávena de café, que é com o que me sabe melhor.

Mas desta vez cozi-o na mfp... Ficou lindo, a cozinha não aqueceu como acontece inevitavelmente quando ligamos o forno, e não tive que me preocupar com o tempo de cozedura: o pré-estabelecido na máquina revelou-se perfeito para o cozer.

Um pormenor: como o bolo tem tendência a pegar-se à forma, deve untar-se o fundo da cuba da máquina com um pouco de margarina ou azeite antes de verter a massa, apesar de esta ser anti-aderente.













Nestes últimos dias passeámos pela linda Serra da Estrela: Estivemos em Manteigas, Covão da Ponte, Folgosinho, Videmonte, Linhares da Beira... A propósito desta última vila tenho uma história gulosa para contar no próximo post. Até lá!

julho 04, 2009

Bolo broa de milho
















Este bolo foi feito seguindo à risca a receita do blog O que Fazer pró Jantar? que há muito faz parte dos meus favoritos.





Ficou fabuloso, e por isso aqui venho prestar a minha homenagem (porque eu bem sei que nos dá um prazer especial ver as nossas receitas testadas pelos amigos)!

Obrigada pela receitinha, que também aqui deixo, tal como lá está publicada:


1 chávena de óleo
2 chávenas de açúcar
4 ovos
1 chávena de leite a ferver
1 chávena de farinha de trigo
1 chávena de fubá (farinha fina de milho)
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de erva doce


Bater bem no liquidificador o óleo, o açúcar e os ovos;
Adicionar o leite quente e voltar a bater;
Adicionar, aos poucos, a farinha, o fubá e o fermento, batendo até que fique uma massa homogénea.
Misturar por fim a erva doce, sem bater.
Colocar em forma untada e enfarinhada e levar a assar em forno médio (±180º). Fazer o "teste do palito", estando pronto quando este sair limpo.

junho 12, 2009

O bolo de iogurte reinventado...





Este bolo de iogurte foi feito sem receita certa, com o que havia no frigorífico e no armário no momento... E sabem que mais? Ficou uma delícia.
Um daqueles acasos que seguramente não se repete, porque à segunda nunca fica igual. Sabem como é, não sabem?



Só tinha dois ovos... O último iogurte era de aroma de frutos silvestres... Na fruteira havia uma última maçã starking... O miolo de amêndoa moído resumia-se a duas colheres de sopa. E queria bolo, mas estava com muita preguiça!

















Ok. Numa tigela misturei: os 2 ovos, o iogurte, meio copo de leite, meio copo de óleo, uma pitada de açucar baunilhado, uma pitada de canela, uma pitada de sal.
Misturei tudo batendo com a vara de arames.

Na outra tigela deitei dois copos (mal cheios) de açucar, dois copos de farinha, a maçã descascada e cortada em cubinhos e o miolo de amêndoa. Misturei os ingredientes secos e juntei a mistura líquida, envolvendo apenas com a vara de arames.

* o copo usado como medida foi o do iogurte.
















Verti a massa numa forma redonda de silicone (para não ter que untar e barrar uma de metal), polvilhei a superfície com um resto de amêndoas palitadas e levei ao forno, que já estava quente.


Espetei-lhe um palito quando ficou com aquele tom dourado e estava pronto. Teria levado uma meia hora, quarenta minutos.

Depois defrio polvilhei-o com açucar em pó.

Também se metem nestas aventuras quando chega a hora de ir às compras e já pouco há em casa?...

junho 05, 2009

Muffins de laranja


















Esta receita fui buscá-la ao simpático blog Les Gourmands Disent...

São perfeitos para o meu gosto este bolinhos: fáceis de fazer, como todos os muffins, e deliciosos!

Merci Allullou!

Em vez de os regar com a calda de laranja, injectei-os com uma seringa... Um regalo.

Cá vai a receita:

Pré-aquecer o forno a 185ºC.

Misturar primeiro todos os ingredientes secos:

(Chávena com capacidade 250ml)

1 3/4 chávenas de de farinha
1/2 chávena de miolo de amêndoa moído
1/2 chávena de açucar
1 1/2 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato
1/2 colher de chá de sal
1 colher de sopa de raspa de laranja

Misturar os ingredientes líquidos:

1 ovo
1/2 chávena de óleo
1/2 chávena de iogurte grego
(ou um iogurte natural bem escorrido num filtro de café durante algumas horas)
1/2 chávena de sumo de laranja

A calda:
Ferver o sumo de duas laranjas com meia chávena de açucar e reservar.

Misturar o preparado líquido nos ingredientes secos e misturar rapidamente com uma colher de pau.
Dividir a massa pelas forminhas (podem ser de papel) e cozer durante 15 a 20 minutos.

Retirar os bolinhos do forno e regá-los com uma colher de sopa de xarope, ou, se quiserem fazer como eu, injectar cada um com uma seringa, enquanto quentes.

Fácil, fácil.


abril 30, 2009

Fiz os sablées da Leonor...



















Conhecem a Leonor, não conhecem?!

Fiz os sablées de vinho branco e óleo que ela publicou há dias, para nosso gáudio.

Não tinha açucar em pó, moí açucar vulgar no moinho do café... Não ficaram tão branquinhos como os dela, mas eram deliciosos!

Digo "eram" porque já não há nenhum...

abril 20, 2009

Enfarinhados de chocolate



















Estes bolinhos conservam-se muito bem durante vários dias, e mais, ganham em sabor com o passar do tempo! Óptimos para acompanhar uma chávena de café, não são excessivamente doces.

São lindos e fáceis de confeccionar.
A receita foi publicada na revista "Vaqueiro" nº 62, de 1999.

Para os fazer precisam de:

200g de chocolate para culinária
100g de margarina
100g de açucar amarelo
3 ovos
200g de farinha
20g de cacau em pó
1 colher sobremesa de fermento em pó
açucar em pó q.b.

Num tachinho derrete-se o chocolate com a manteiga em lume brando. Retira-se o tacho do lume e junta-se o açucar, mexendo até dissolver.

Transfere-se o preparado para uma tigela e juntam-se os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.

Finalmente envolve-se com uma colher de pau a farinha, previamente peneirada com o cacau e o fermento. Cobre-se a tigela e leva-se ao frigorífico durante 2 horas.

Se quiserem abreviar o tempo de espera guardem no congelador durante meia hora.
Aproveitem para pré-aquecer o forno a 170ºC.

Passado o tempo de repouso moldam-se bolinhas do tamanho de nozes, que se envolvem muito bem em açucar em pó.

Levam-se a cozer num tabuleiro de forno previamente untado, durante 10 1 15 minutos.
Atenção! Perdem muito se os deixarem cozer excessivamente...

Depois de frios, guardar em caixa hermética.

abril 08, 2009

O bolo de laranja e azeite de Mme Mahjoub


















Esta receita fez parte da lista (interminável) de receitas a testar dos meus blogs preferidos. Adorámos este bolo macio, húmido e de intenso sabor a laranja, do blog "Le Pétrin".


Se lá forem espreitar, vão ver as fotos maravilhosas que a Sandra tirou ao bolo dela, e vão ficar cheios de vontade de experimentar, como eu fiquei.




















Aqui fica a receita (em tradução livre da minha autoria):

2 laranjas de pele fina, biológicas ou não tratadas
70g de azeite
300g de farinha tipo 55
1 cc de fermento em pó
½ cc de bicarbonato de sódio
½ cc de sal
4 ovos
250g de açucar
1 cc de extracto de baunilha
½ cc de aroma de amêndoa


Pré-aquecer o forno a 180°C. Untar e enfarinhar uma forma de mola de 23 cm de diâmetro e retirar o excesso de farinha.

Lavar e escovar bem as laranjas sob água corrente, secá-las e cortar as extremidades mais espessas. Cortar as laranjas em oito partes, sem as descascar, eliminar as sementes, se as houver e triturá-las no robot de cozinha, até obter um puré grumoso. Juntar o azeite em fio, continuando a triturar até que a consistência se torne espessa e cremosa. Reservar.

Peneirar a farinha com o bicarbonato, o fermento e o sal.

Bater os ovos e juntar o açucar aos poucos: a massa deverá ficar espessa e esbranquiçada. Juntar os extractos de baunilha e amêndoa e misturar.
Juntar a farinha por 3 vezes, alternadamente com o puré de laranja, mexendo com uma colher de pau.
A massa apresentar-se-á um pouco rugosa, devido à casca e polpa de laranja, mas sem traços de farinha.

Deitar na forma, colocar no centro do forno e cozer durante aproximadamente 45 minutos. Verificar a cozedura com um palito.

Cá em casa fizemos-lhe uma cobertura muito simples de chocolate derretido com um pouco de natas.

março 21, 2009

Biscoitos Húngaros


















Quem fez estes biscoitinhos foi a minha filha Joana!
A receita é do Gastronomias.

Os ingredientes:

150 grs de farinha de trigo
125 grs de manteiga
50 grs de açúcar em pó
1 pitada de sal, que não estava indicada
100 grs de chocolate de culinária

Confecção:

Bater muito bem a manteiga com o açúcar até obter um preparado fofo.
Adicionar a farinha e misturar bem. Colocar o preparado num saco de pasteleiro (a receita diz para se usar um bico largo e canelado, mas ela resolveu inventar uns húngaros à portuguesa!) e, com a massa, desenhar os biscoitos sobre tabuleiros untados com manteiga. Em casa usámos um tapete de silicone.



Levam-se a cozer em forno quente por cerca de 10 a 15 minutos, até as bolachas ficarem lourinhas.

Entretanto, derrete-se o chocolate em banho-maria.

Depois de prontos mergulha-se uma das extremidades dos biscoitos no chocolate e deixam-se arrefecer sobre uma rede.



A receita original indica um creme de manteiga para unir os biscoitinhos dois a dois. Nesse caso devem desenhar apenas traços de cerca de 5 cm. Um pouco de geleia fará também o mesmo efeito.

Embora não o tenhamos usado, aqui fica a receita do creme, para quem quiser experimentar:

Bater 40 grs de manteiga com 60 grs de açúcar em pó e 2 gotas de baunilha. Unir os biscoitinhos dois a dois com um pouco de creme antes de os mergulhar no chocolate.

março 12, 2009

Bolo Danadinho



Este é um daqueles bolos que é só "atar e pôr ao fumeiro"!
Prepara-se em cinco minutos, nem dá tempo de aquecer o forno...


Estive a trabalhar no domingo, mas fui almoçar a casa. Preparei-o e deixei-o a cozer, ao cuidado das minhas meninas, para o lanche domingueiro, de que não participei. Comi-o à sobremesa, ao jantar, e estava muito bom!

A receita é uma revista brasileira, vê-se logo pelo nome do bolo, que o nome da revista agora não me lembro...

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Colocar no recipiente da batedeira:

2 chávenas de farinha
1 colher de chá fermento em pó
1 chávena de açucar
1 chávena de chocolate em pó (usei um pacote de chocolate Pingo Doce de 125g)
2 colheres de sopa bem cheias de manteiga amolecida
3 ovos
acrescentei uma pitada de sal e de açucar baunilhado

* 1 chávena = 200ml

Misturar tudo em velocidade média, sem bater excessivamente.
Colocar em forma untada e polvilhada com farinha e levar a forno médio até que um palito inserido no centro do bolo saia limpo.

Depois de cozido as meninas regaram-no com uma calda simples de leite com chocolate, ainda na forma, e depois polvilharam-no com granulado de chocolate. Boa ideia, não foi? ;)

janeiro 25, 2009

Mini-cakes de laranja



As últimas postagens têm sido muito doces...
Obviamente tenho cozinhado muita sopa, muitos pratos salgados, triviais, que não fotografo. Nos fins de semana saem os bolinhos, e como há mais tempo, as fotografias.

Esta receita é um clássico cá em casa. Há anos que a faço, mas já não me lembro de onde veio... Normalmente cozo o bolo numa forma normal, redonda ou de bolo inglês, mas há dias comprei uma de alvéolos, para mini-cakes, e resolvi cozer lá a massa.

O bolo é leve e macio, com um óptimo sabor a laranja, apreciado por todos.

Faço assim:

Bato 120g de manteiga com 200g de açucar até obter um creme. Junto 3 gemas, uma a uma, sumo e raspa de uma laranja, e 150g de farinha peneirada com uma colher de chá de fermento em pó, alternada com as 3 claras, batidas em castelo. Junto 3 colheres de sopa de leite e uma pitada de sal e temos a massa pronta.

Levo-a a cozer em forno médio até que um palito inserido no meio do bolo saia enxuto.

Depois de desenformar costumo polvilhar com côco ou açucar em pó, como na fotografia.


janeiro 12, 2009

Brownie

Este brownie tornou-se o bolo de chocolate preferido da minha filha Margarida!
Encontrei a receita no site do açucar RAR, e fiz-lhe algumas (pequenas) alterações, de que dou conta.

















Ingredientes

320g de açúcar branco granulado (depois de o ter feito a 1ª vez passei a pôr só 250g)
1 chávena de chá de farinha de trigo (a que eu uso leva 250ml)
80 g de manteiga
5 colheres de sopa de chocolate em pó
4 ovos médios
1/2 chávena de nozes picadas
1 pitada de sal (não indicado na receita)

Derrete-se, em banho-maria ou no microondas, a manteiga com o chocolate em pó. Reserva-se. Numa vasilha, colocam-se os ovos, o açúcar, a farinha de trigo, as nozes e o sal. Depois, mistura-se a calda derretida, feita com o chocolate e manteiga, até a massa ficar homogénea. Não se bate a massa.
Coze-se num tabuleiro durante 30 minutos em temperatura de 200°C, e corta-se em quadrados. É importante verificar o tempo de cozedura consoante os fornos; deve ficar ligeiramente mal cozido, ou não será um brownie...

É delicioso ainda quente, acompanhado de calda de chocolate.
Pode também servir-se com uma bola de gelado e / ou chantilly.

Notas:
A foto é do primeiro brownie que fiz; a quantidade de açucar indicada na receita era excessiva, e deu origem à crosta crocante que se vê na imagem. No entanto foi precisamente dessa crosta que a Margarida mais gostou!...


Passei também a fazê-lo com 100g de chocolate negro para culinária, que derreto com a manteiga, e gosto mais assim.

novembro 22, 2008

Tarte de Limão Merengada


À tarde, quando chego a casa, normalmente por volta das 19H30, sou muitas vezes saudada com a pergunta: "Mãe, o que é hoje o jantar?" Ufff...

Recorro, como a grande maioria das mães trabalhadoras, acho eu, a receitas simples e rápidas. Só nas folgas posso dedicar um pouco mais de tempo à cozinha, como eu gosto.


Há muito que tinha vontade de pôr em prática a receita desta tarte de limão, um verdadeiro clássico da cozinha.

Pode usar-se uma base de massa areada de compra, mas esta fi-la eu mesma, e devo dizer que valeu muito a pena! Derretia-se na boca...

A receita é do Chef Simon, e não mudei uma vírgula. Chef é chef... Ficou deliciosa.

Aqui, já pronta, antes de passar sob o grill do forno, para dourar o merengue:


















Vamos então à receita:

Para a massa
250 g de farinha
125 g de manteiga
70 g de açucar
2 gemas de ovo
5 cl de água ou leite
1 pitada de sal

Bater as gemas com o açucar e distender a mistura com a água.
Misturar a farinha com a manteiga em pedacinhos e misturar até obter massa areada.
Juntar a mistura de ovos e misturar rapidamente para obter uma bola de massa. Pode eventualmente ser necessário juntar um pouco de água. No meu caso não foi necessário.
Esta massa não deve ser excessivamente trabalhada.
Deixar em descanso no frigorífico por 1/2 hora.

Enquanto a massa descansa, prepara-se

O recheio

80 g de manteiga sem sal
3 ovos + 3 gemas
25 cl de água
25 cl de sumo de limão
200 g de açucar
50 g de maizena

Juntar todos os ingredientes numa caçarola e levar a lume brando durante 7 a 10 minutos, mexendo constantemente. Atenção, vigiar cuidadosamente, pois tem tendência a pegar...

Estender a massa reservada numa tarteira de 30 cm de diâmetro e levar ao forno até ficar dourada.

Verter, sobre a base de massa já cozida, o recheio.

O merengue

4 claras de ovo
225 g de açucar
1 fio de sumo de limão

Bater as claras com o sumo de limão (algumas gotas); quando começarem a prender juntar o açucar. Bater bem.
O merengue está pronto quando as claras apresentarem um aspecto firme e brilhante.

Colocar o merengue sobre a tarte com a ajuda de um saco de pasteleiro. Na falta, vertê-lo dentro de um saco plástico vulgar, cortar um canto e usá-lo como se fosse um saco de pasteleiro. Foi o que fiz! ;)
Levar ao forno, posição grill, até que o merengue apresente um lindo tom dourado.

Et voilá! :)

PS:
Sei que as fotos andam a perder qualidade...
Isso deve-se ao facto de não poder contar presentemente com a colaboração da minha filha Margarida, a estudar na capital, e cujo nome consta neste blog como minha colaboradora, com todo o mérito. Sempre que por aqui viram uma foto espectacular, foi ela certamente que a tirou... É um dom que não tenho!
Fazes-me falta, filhinha! :)

outubro 19, 2008

O Crumble



Ao que parece este prato foi criado pelos nossos fleumáticos amigos ingleses no tempo da 2ª Grande Guerra, dado que a preparação das tartes exigia maior quantidade de ingredientes, que eram escassos nessa altura...

Certo é que a minha primeira experiência com o crumble de pêras me deixou encantada e até já fiz outro, desta feita de maçã. Igualmente delicioso!

Como não podia deixar de ser alterei um pouco a receita base...

Foi assim:

Descasquei as pêras (eram 6, não muito grandes), retirei-lhes o caroço e cortei-as em pedaços; coloquei-os numa caçarola com um pouco de açucar (as pêras eram doces) e uma colher de sobremesa de manteiga. Deixei-as suar um pouco, mexendo de vez em quando. Atenção! O objectivo não é cozer a fruta até obter puré... Deve-se deixar rijinha, pois ainda vai ao forno. Quem gostar pode ainda juntar um pouco de canela.

A fruta ficou a arrefecer num pirex enquanto preparei as "migalhas" com:

150g de farinha
75 g de manteiga (a recita indicava 150g)
100 g de açucar amarelo (a receita indicava 150g)
4 nozes picadinhas (esta adição foi da minha autoria)
1 ovo (o crumble tradicional não leva, mas eu juntei e acho que ficou muito bem)
1 pitada de sal

A manteiga corta-se em cubinhos e mistura-se numa tigela com os restantes ingredientes. Desfaz-se tudo com a ponta dos dedos e esfregando a massa entre as mãos, de forma a obter uma areia grossa. E é só. Esta mistura espalha-se por cima da fruta e leva-se o pirex ao forno(previamente aquecido), até a cobertura ficar douradinha, coisa de uns 20 minutos...


Faz-se em menos tempo do que se diz, e vale muito a pena! O aspecto final desta sobremesa não faz justiça ao seu excelente sabor, e à combinação do sabor da fruta com o crocante da massa... hummm!
É bem verdade que quem vê caras não vê corações :D

Já estou a pensar em juntar ao próximo algumas passas previamente demolhadas, mnisturar a pêra e a maçã, juntar nozes ... ...

outubro 08, 2008

Invenções...



No dia em que o fiz cheguei a casa cheia de vontade de comer uma fatia de bolo caseiro e não havia...

Podia ter comido uma das três maçãs que estavam na fruteira, mas optei por confeccionar este muffin gigante com elas, sem recorrer a nenhuma receita...

Foi assim:

Liguei o forno, descasquei as três maças e cortei-as em pedaços.
Numa tigela grande misturei duas chávenas de açucar com duas de farinha com fermento, uma pitada de sal e 1/2 colher de café de canela.

Abri uma cova e juntei 4 ovos inteiros, 1 chávena de leite morno, 1/2 chávena de óleo e umas gotas de essência de baunilha. Misturei tudo com a colher de pau e juntei os pedaços de maçã.

O modo de proceder, idêntico ao que utilizamos para confeccionar os muffins, aconselhava que a massa fosse cozida nas forminhas individuais destinadas aqueles bolinhos, mas a preguiça falou mais alto: barrei uma forma de buraco com manteiga, polvilhei com farinha e verti lá dentro a massa toda! Levei ao forno já quente, regulei para temperatura média e esperei impacientemente que o bolo cozesse...

Ficou lindo, húmido, delicioso!

Será que se repetir o feito fica outra vez assim?...


junho 30, 2008

Mais uma tarte de maçã





Descobri esta receita no site Marmiton.

A massa quebrada fi-la eu mesma, mas pode optar-se por comprá-la já pronta. Da próxima vez vou experimentar com massa folhada de compra.

A tarte tem uma textura diferente, o que advém do facto de as maçãs se utilizarem raladas e não às fatias, como é habitual. É também bastante húmida, mas do meu (guloso) ponto de vista, pouco doce, por isso se quiserem a tarte bem doce podem ir até aos 200g de açucar...

A receita do recheio:

Descascar e ralar 3 maças para dentro de uma tigela e misturar-lhes, rapidamente para que não escureçam, o sumo e raspa de 2 limões. Juntar à mistura 2 ovos inteiros, 150g de açucar e 80 g de manteiga derretida; mexer tudo muito bem.

Como é meu costume, fiz uma pequena alteração: lembrei-me de juntar 50g de côco ralado...

Estender a massa na tarteira, verter-lhe dentro a mistura e levar a forno bem quente durante cerca de 40 minutos. A superfície deve ficar dourada.