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outubro 09, 2009

Migas de couve com bacalhau e borrego grelhado nas brasas



Folgosinho, vista do castelo









No dia em que almoçámos em Linhares da Beira na verdade tínhamos saído de casa para almoçar em Folgosinho, n' "O Albertino"...

Estávamos preparados para aquele rodízio de pratos deliciosos: o queijo da serra e o chouriço no couvert, a cabidela, o arroz de coelho, o cabrito e o leitão assados, enfim... Devo ter esquecido qualquer coisa...


Uma das atracções de Folgosinho são as inúmeras e bonitas fontes, decoradas com azulejos onde se podem ler alguns versos, às vezes profundos, às vezes brejeiros...



















Pormenor do castelo de Folgosinho








Chegados lá, descobrimos que o Albertino estava de férias e abria no dia seguinte! Com a barriga a dar horas, já preparada para tão saborosas iguarias, rumámos a Linhares da Beira, onde chegámos a desoras e sem saber onde podíamos almoçar.





Linhares da Beira, janela manuelina








Um simpático casal de velhinhos informou-nos que podíamos almoçar na "Taberna do Alcaide", para onde nos dirigimos, segundo as indicações recebidas.
Dado o adiantado da hora, e sendo a Taberna pequenina, não tivemos outro remédio senão esperar que vagasse uma mesa.

















Uma porta do castelo de Linhares e vista geral sobre a vila

Quando finalmente nos acomodámos, pudemos apreciar o sítio com vagar: a Taberna é pequena, tem um número de mesas reduzido, uma grande lareira antiga onde não falta a panela de ferro e a vara para secar o enchido ao fumeiro. Em vez de cadeiras sentámo--nos em banquinhos de madeira; na mesa, os pratos, enormes, têm o logotipo da Taberna gravado.

O serviço é agradável e despretensioso.

Há na lista pratos que têm que ser encomendados com antecedência, como a chanfana e outros; nós tínhamos à nossa disposição: migas de couve com bacalhau, borrego grelhado na brasa com batatinhas salteadas, aba e naco de vitela igualmente grelhados e acompanhados com as famosas migas de couve, que são o objecto deste post.

Para sobremesa há simplesmente leite creme, arroz doce, e o inevitável e delicioso doce de abóbora com requeijão. Ou melhor havia, porque à hora a que chegámos só restava o doce com requeijão, e nós não tivemos pena nenhuma que não houvesse mais nada...
Toda a comida é saborosíssima, de uma grande simplicidade, e foi isso que mais me agradou.

No "couvert" foram-nos servidas salada de feijão frade e grão de bico, e azeitonas.

Seguiram-se as migas de couve com bacalhau, onde sobressaía o sabor do bom azeite e a couve, cozida no ponto, ainda estaladiça... Consistência perfeita.

O borrego era tenro e suculento, e não lhe achei outro tempero que não fosse sal, e umas pinceladas de azeite... estava dourado e apetitoso.

Nota 10 para o maravilhoso requeijão de ovelha que nos foi servido com o doce de abóbora, à sobremesa!

Regressada a casa, resolvi que aquelas migas de couve com bacalhau passariam a fazer parte das ementas cá de casa. O pior é que não tinha outra receita delas que não fosse a memória dos sabores...
Mas fi-las, e ficaram deliciosas. Receita já a seguir, para quem quiser experimentar...

outubro 04, 2009

Ainda o bolo de canela...



Este bolo é um clássico cá em casa. Grande, económico e perfeito para acompanhar uma chávena de café, que é com o que me sabe melhor.

Mas desta vez cozi-o na mfp... Ficou lindo, a cozinha não aqueceu como acontece inevitavelmente quando ligamos o forno, e não tive que me preocupar com o tempo de cozedura: o pré-estabelecido na máquina revelou-se perfeito para o cozer.

Um pormenor: como o bolo tem tendência a pegar-se à forma, deve untar-se o fundo da cuba da máquina com um pouco de margarina ou azeite antes de verter a massa, apesar de esta ser anti-aderente.













Nestes últimos dias passeámos pela linda Serra da Estrela: Estivemos em Manteigas, Covão da Ponte, Folgosinho, Videmonte, Linhares da Beira... A propósito desta última vila tenho uma história gulosa para contar no próximo post. Até lá!

setembro 05, 2009

Ando com falta de tempo...
Tenho comentários simpáticos de pessoas novas a quem ainda não respondi, pelo que venho aqui agradecê-los: são muito apreciados, podem crer.

Também gasto o pouco tempo livre que tenho a espreitar os vossos blogues, para não perder pitada!

Prometo novidades assim que passar a "borrasca" :)

julho 13, 2009

Lembram-se?...

Apesar do calor, queria relembrar este antigo post, e informar quem como eu não sabia, que já há belíssimas feijocas cozidas à venda! (a Ferbar é que não me paga pela publicidade...). Enquanto morei em Lisboa nem sempre foi fácil encontrá-las.















Pessoalmente considero que o feijão posto a demolhar e cozido em lume brando em nossas casa é incomparavelmente mais saboroso, mas,com a correria do dia-a-dia, recorro muitas vezes a este tipo de facilidades.

Posto isto deixo-vos com um grande plano deste "feijão gigante", e vou de férias por alguns dias.

Até breve!

maio 23, 2009

As vossas receitas...

Resolvi promover a post as receitas que me deixaram nos comentários às "migas" :


Do Alfredo Caiano Silvestre:

Um caldito pobre com alho, salsa ou hortelã, uma folhita de louro ou, em alternativa, um caldito knorr.

Corto o pão em cubitos pequenos e ponho-o de molho no caldo. Deixo estar, em cozinhês é "reserve".

Faço uma base de tomate, com um bocado de alho, um pedaço de cebola finamente picada, uma folhita de louro e um pouco de bom azeite e, obviamente, tomate, finamente picado, e em "cozinhês" sem peles. Quando estiver apuradinho, tiro do lume e passo pelo passe-vite, deve haver uma palavra em "cozinhês" mas não me lembro. Ao purézito acrescento o pão e deixo ferver até ter consistência mais dura que a expectável, isto para depois de juntar um ovito bem batido que lhe vai dar a cremosidade.

Pois! É assim e sei que sem 100 grs disto e 200 gr daquilo é pouca ajuda.

Tentativa e erro.

Umas posta de solha bem fritas ou umas petingas no forno acompanha divinamente.



Da Piteca:

Amiga eu faço a açorda bem simples. Primeiro que tudo desfaço o pão em água. Depois faço um refogado com alho e cebola picados e azeite e deito o pão bem escorrido. Tempero com um pouco de sal fino e deito ovos (o número de ovos depende da quantidade de açorda que fizeres) misturados com um pouco de leite. Deixo cozer um pouco até ficar cremosa e sirvo. Se quiseres podes juntar marisco no refogado ou mesmo tomate, também fica muito bom! E no fim de pronta, caso gostes podes juntar também coentros picados. :)


da Sónia Alexandra:

Amiga eu fiz uma açrda de camarão e ovas este fim de semana que passou...nunca tinha feito, mas resultou bem...Desfiz o miolo de um pão, daqueles que faço na mpf, demolhei ligeiramente na água quente de cozer as ovas, fiz um refogado com bastante alho, pus lá o miolo de camarão, deixei fritar ligeiramente...coloquei o pão e as ovas desfeitas(sem a pele exterior...fui-lhe dando umas voltas com a colher de pão, acrescentei um pouco de sopa de marisco diluída na água de cozer as ditas ovas...fui acrescentando a água necessária de modo a não ficar a çorda seca...polvilhei com um bom punhado de coentros...naõ sei se te ajudei e se me fiz entender.


Da Patanisca:

Aqueça o azeite e junte os alhos e a cebola picada. Junte as ameijoas, o camarão e o vinho branco. Salpique com o creme de marisco (em pó). Quando começar a ferver acrescente o miolo de pão previamente amolecido em água morna e envolva tudo. Rectifique os temperos e acrescente por fim os coentros e as delícias do mar partidas em pedaços. No final envolva as gemas na açorda.


Do José Feijão:

Na minha zona, o Redondo, colocam-se os coentros ou poejos picados, conforme o gosto do cozinheiro, o alho picado e sal grosso e pisa-se com um pisador até ficar bem moído. Depois disso junta-se uma gema de ovo e tiras de pimento verde e reserva-se na tijela da açorda. Entretanto cozem-se os ovos e postas de bacalhau ou pescada em água e depois de cozerem retiram-se os ovos e a pescada ou o bacalhau para um recepiente e junta-se a água da cozedura ao tempero preparado anteriormente e prova-se para ver se está bom de sal. Depois é só juntar as sopas de pão cortadas finas e está pronto a comer junto com o ovo e o peixe.
Peço desculpa se os terms que usei não são os mais correctos mas sou um cozinheiro amador.
Mas este prato foi o primeiro que fiz questão de aprender e tem feito muito sucesso fora da minha região.



E uma das minhas:

Açorda de Feijão à Moda do Avô


Pão de véspera, de preferência de 2ª, mais escurinho
1/2 l de feijão manteiga ou encarnado
1 cebola grande 1 batata grande
azeite q.b.
cominhos q.b.
3 bons dentes de alho
1 folha de louro
sal

De véspera pôr o feijão de molho, e no dia, cozê-lo juntamente com a cebola e a batata, um fio de azeite e sal a gosto.
Depois de cozido, passar tudo pelo passe-vite e juntar água se necessário, para rectificar a consistência do puré (esta açorda deve ficar tipo sopa, não muito grossa).
Levar novamente ao lume e, quando começar a ferver, juntar os dentes de alho picados e a folha de louro.
Cortar o pão em fatias fininhas e juntar à panela.
Deixar ferver suavemente até o pão se desfazer.
Por último juntar os cominhos, a gosto.
Deixar ainda um minuto ao lume.
Está pronta.

* Esta sopa, muito simples, é muito agradável nos dias frios de inverno.

Receita da Beira Baixa.
Antigamente era costume prepará-la pelo Natal; os cominhos dávam-lhe o toque de festa... O meu avô João não a dispensava.

maio 17, 2009

Pois a açordita da foto abaixo foi feita mais ou menos segundo o processo do Alfredo C. Silvestre... e também a olhómetro. Cá em casa também costuma acompanhar o peixe frito, e é a preferida da minha filha Joana.

Adorei ler TODAS as vossa receitas! Obrigada por revelarem os vossos segredos...

Aqui na Beira Baixa fazem-se migas de tomate, no tempo deles (a receita já a publiquei por aqui), açorda com ovos batidos, que antigamente eram muito servidas aos bébés (não vou aqui discutir a qualidade nutricional destas refeições...), açorda de feijão com cominhos, que é deliciosa e era a preferida do meu avô João, e uma migas secas com rodelas de ovo cozido que, muitas vezes, constituem refeição completa.

Também não desconheço as migas de espargos com entrecosto, e também já por aqui deixei a receitas delas, segundo Maria de Lurdes Modesto.

Fui dar uma espreitadela nas migas gatas da Patanisca, que não conhecia, e gostei da ideia! A fazer brevemente.

Obrigada a todos pela participação, adoro estas pequenas discussões culinárias! :)

abril 26, 2009

Favas de azeite à alentejana

Estas favas, que pelo menos uma vez por ano visitam a minha cozinha, começaram a ser feitas cá em casa depois de ter descoberto a receita no livro encantador de Maria Lurdes Modesto de que já por aqui falei: "Palavra Puxa Receita"., e que é uma compilação de artigos publicados no Diário de Notícias.

Eu sou fã desta simpática senhora, e quando ela diz que alguma coisa vale a pena, eu experimento...Segundo ela a receita foi-lhe transmitida por uma amiga alentejana, Catarina Murcho de seu nome.


Eu sei que nem todos gostam de favas; acho mesmo que enquanto crianças a maior parte as detesta! Comigo também foi assim, mas fui mudando de ideias com o tempo. Comecei por inclui-las na sopa e gostei... Depois atrevi-me com as clássicas favas à portuguesa (com enchidos) e não me dei mal, mas estas favinhas de azeite... são o máximo!

Para quem ainda não a conhece, cá vai a receita:

Deitar azeite num tacho, deixar aquecer bem e juntar coentros (espigados, diz a receita), hortelã e folhas de alho, se tiverem. Sabem o que eu faço? Quando não há as folhas de alho junto um pouco de rama de alho francês, que retiro depois, antes de servir. Deixar refogar e juntar as favas ao tacho. Saltear durante uns minutos e deixar cozer brandamente, juntando uns pinguinhos de água quando for necessário. Temperam-se com sal e colorau.

No alentejo as favas acompanham-se com salada de alface, cortada como o caldo verde, bem temperada.

Aqui têm um companhamento simples e delicioso para um peixinho frito.

Quando descobri esta receita sabem o que lembrou? Que a minha mãe faz desde sempre umas batatinhas miúdas novas, no tempo delas, com ervilhas de quebrar, ou de cavaca como lhe chamamos aqui, da mesma maneira!

Nota: foto a incluir um destes dias, pois vou fazê-las em breve.

abril 17, 2009

Próxima colheita num quintal perto de mim...



Adivinhem... de que legume se trata?

Esta é fácil :)

março 20, 2009

100.000

O Rap'ó Tacho atingiu as 100.000 visitas, agora que está quase a fazer três anos de vida!
Lembro-me de quando o criei, num período algo conturbado da minha vida, e do quanto contribuiu para que o ultrapassasse, bem como das pessoas que me permitiu conhecer, ainda que apenas virtualmente.
Obrigado a todos os que o visitam :)

março 14, 2009

Tortilha



Outro dia sobraram-me umas (poucas) batatas cozidas e uns raminhos de bróculos, que guardei no frigorífico, porque não gosto nada de deitar comida fora... Além disso fazer alguma coisa de jeito com os restos é um desafio para mim.

Chegada a hora do jantar, deu-me para fazer uma tortilha...

Pûs uma frigideira ao lume, juntei-lhe azeite, um dente de alho esmagado e uma cebola cortada às rodelas finas.
Deixei amolecer a cebola, juntei uma rodelas de chouriço de carne beirão e um pimento morrone em tiras.

Cortei as batatas às rodelas e os bróculos em pedacinhos e juntei à mistura anterior. Bati 5 ovos, temperei com sal e pimenta e juntei à mistura de legumes e chouriço. (Os bróculos deixaram um "sarapintado" engraçado na tortilha).

Tendo antecipado que me seria difícil virar uma tortilha daquele tamanho (virar omeletes é uma tarefa que me não costuma correr bem,nem recorrendo ao truque do "passa para o prato, devolve à frigideira") já tinha o forno ligado e quente.

Untei ligeiramente uma forma pequena de tarte com manteiga e deitei lá dentro o preparado da frigideira. Coloquei por cima mais umas tiritas de morrone e levei ao forno para acabar de cozer, sem deixar secar demasiado os ovos.

Comêmo-la com uma salada mista, e soube muito bem!


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setembro 14, 2008

Os bolinhos de arroz da Eliana



Tinha esta receita da Eliana na manga, e como me tinha sobrado uma certa quantidade de arroz branco, e achei a ocasião perfeita para experimentar.


São uns simpáticos e saborosos bolinhos de arroz.

Na minha cozinha desperdiçar as sobras está fora de questão, e estas receitinhas vêm mesmo a calhar!

Transcrevo a receita da Eliana, que fiz tal qual, mas da próxima vez vou retirar uma das farinhas indicadas: ou o amido, ou a farinha de trigo, pois pela consistência dos bolinhos parece-me desnecessário usar ambas...

3 xícaras (chá) de sobras de arroz cozido
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colherinha de fermento em pó,
1 ovo
salsinha (bastante), pimenta de cheiro, sal

Passar tudo pelo processador (aqui reside a principal diferença em relação aos meus bolinhos de arroz habituais, onde a mistura é feita manualmente e o arroz se mantém inteirinho), moldar os bolinhos e fritar em óleo quente.

Outros bolinhos de arroz que postei.

agosto 06, 2008

Reciclagem de óleos alimentares


Recebi de uma amiga um mail com a informação que passo a transcrever e que me parece importante.

Já ninguém se lembra de despejar o óleo usado para a pia, pois não?!




"Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados. A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.


A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.


Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site www.ami.org.pt.


Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300."


Por favor, divulguem esta informação.

julho 06, 2008

Em tempo de piqueniques...

Para quem for apreciador dos piqueniques ao ar livre (ou não...), aqui fica a receita base de um bolo salgado, para dar asas à imaginação :

Fiambre, queijo, chouriço, salsichas, azeitonas, atum, salmão fumado, pinhões, nozes, tomate seco... Combinem e inventem!



Muito prosaico, ao meu juntei bacon em pedaços, previamente alourados na frigideira na própria gordura, cogumelos e cebola (salteados na quantidade de azeite indicada na receita), duas colheres de sopa de natas e um umas colheradas de gruyère...



Bom também como refeição ligeira, acompanhado de uma salada.

A receita:
200 g de farinha
- 3 ovos
- 10 cl de leite
- 5 cl de bom azeite
- 1 colher de sobremesa de fermento em pó
- Sal e pimenta a gosto
- ervas aromáticas(o funcho combina com o salmão fumado, os orégãos com o tomate, o estragão com o frango...)

Misturar todos os ingredientes da receita base, sem bater excessivamente, e juntar os restantes ingredientes, a gosto.

Cozer numa forma de bolo inglês previamente untada com manteiga e polvilhada de farinha, durante cerca de 40 minutos, forno a 200ºC.



Viram o que uns ovos caseiros podem fazer pela cor (e sabor) de um bolo?...

abril 26, 2008

Pequeno Almoço

Tenho o (bom) hábito de não sair de casa de manhã sem tomar o pequeno almoço, coisa corrente nos nossos dias. Mas confesso que muitas vezes o engulo já à pressa, de pé, com a tigela dos cereais ou a caneca do leite na mão.
Mas, como pela manhã não me falta o apetite, o que eu gostava mesmo era de tomar uns pequenos almoços como este :

Serviram sumo espremido das laranjas de Vila Viçosa - as melhores do mundo, na opinião geral - chá, torradas com manteiga, queijo de ovelha curado, compota de pêssego, e ovos mexidos com presunto.

Miguel Sousa Tavares, Equador


E o indispensável cafézinho para rematar! ;)

outubro 09, 2007

Notícias do Tobias...


Lembram-se do Tobias?

Continua a fazer-nos companhia e muitas travessuras. É muito independente, passa o dia a vadiar pelo quintal e, apesar de bem alimentado - a despensa está cheia de latas Friskies - é exímio caçador de roedores, gafanhotos, borboletas, e outros bicharocos!

Não é mesmo nada lamechas, mas de vez em quando pede festinhas, como no dia em que, tendo começado chover lá fora, veio anichar-se no meu colo. Todo molhado, o maroto!...

setembro 18, 2007

Este blog nasceu motivado pelas possibilidades de intercâmbio e convívio, e pela vontade de aprender, mais do que para mostrar grandes realizações ou criações.
Tem-me dado prazer actualizá-lo (nos últimos tempos com maior dificuldade, dada a escassez de tempo) e, apesar de não ser recordista em número de comentários recebidos, tem sido gratificante interagir com os meus leitores e com alguns autores, cujas receitas experimento com verdadeiro agrado. Quantas vezes o almoço ou o jantar não foram inspirados nessas leituras!
Sempre que postei receitas vistas noutros blogs procurei indicar a respectiva origem, pois no fundo é a esta troca que acho graça, para além de me parecer uma atitude de elementar honestidade.
Ora encontrei recentemente algumas receitas já publicadas por mim num blog relativamente recente, cuja "técnica" consiste em copiá-las trocando um dos ingredientes, e publicá-las como se da primeira vez se tratasse, sem qualquer referência à fonte. Esta consta sempre nos meus posts e consiste numa hiperligação ao blog de origem da receita.
Não sabia que os brandos costumes portugueses tinham chegado à esfera culinária, mas devia ter desconfiado...
Resta-me um consolo: a fazer fé na frase de Beethoven que publiquei anteriormente, a autora do dito blog por certo não faz uma boa sopa!...

setembro 16, 2007

Frases célebres

"Só quem tem um coração puro
pode fazer uma boa sopa"


Ludwig van Beethoven

junho 23, 2007

ABC dos Sabores Portugueses e Mais Alguns


O livro de José de Roby Amorim:





Belíssimas fotografias e muitas receitas tradicionais recriadas pelo chefe Miguel Castro e Silva.




A última aquisição para a minha biblioteca culinária...

junho 15, 2007

Pizzas de sábado à noite...



Cá em casa o sábado à noite é o momento ideal para a pizza familiar, sobretudo se houver um bom filme para ver...

Esta é a receita da massa que nunca deixa ficar mal:

350g de farinha (reservar 150 a 200g para levar a massa ao "ponto")
10g de sal
10g de levedura desidratada ou fermento de padeiro
1 colher de sopa de azeite
250g de água

Misturam-se 200g de farinha com o sal, a levedura e a água morna (a + ou- 20ºC). Junta-se o azeite e amassa-se bem (nesta fase a massa fica mole).

Deixa-se levedar e depois trabalha-se de novo a massa, juntando a farinha reservada, para obter a consistência certa.

Deixar levedar de novo e voltar a amassar é o segredo para obter uma massa macia e não quebradiça. Deixar levedar ainda mais uma vez, voltar a amassar e dividir a massa em três partes (ou seja, três futuras pizzas...)sobre um plano de trabalho enfarinhado.

Deixar repousar as três bolas de massa durante um quarto de hora antes de as estender.

Espalmar as bolas com a mão até obter discos; prosseguir com o rolo da massa, voltando os discos de massa 1/4 de volta para que fiquem bem regulares. Fazer rebordo ou não depende do gosto de cada um...

Colocar a massa sobre o tabuleiro e guarnecer segundo o recheio do frigorífico e a imaginação: o belo molho de tomate, cebola às rodelas, pimentos marinados, azeitonas, chourição e cogumelos foram a minha escolha... Sobre estes ingredientes não podia faltar o queijo mozzarella (fui generosa...), um fio de azeite e orégãos, claro!

Noutra ocasião anchovas ou gambas, ou o salmão fumado e as natas serão as vedetas...

abril 17, 2007

Batatas recheadas

Tenho um livrinho pequeno da Anne Wilson, dedicado às batatas. Chama-se "Receitas Populares de Batata" e é bem simpático.

Há dias dei-lhe uma vista de olhos e fiz as batatas assadas recheadas que se vêem na foto abaixo.

A autora dá várias sugestões de recheios: cogumelos e alho, espinafres e feta, camarões picantes...

Fiquei-me pelo soufflé de batata:

Primeiro aquece-se o forno a 210ºC. Espetam-se as batatas várias vezes com um garfo e levam-se ao forno, até que estejam cozidas (se as batatas forem grandes, cerca de uma hora). Para reduzirem o tempo de cozedura, podem introduzi-las um espeto de metal; como o metal é um bom condutor de calor, assam mais depressa...

Depois de assadas, dá-se-lhe um golpe em cruz, extrai-se a polpa com uma colher (com cuidado, para deixar a "caixa" intacta) e mistura-se numa tigela com queijo, sal, noz moscada, pimenta, e uma gema de ovo por cada batata assada.
Batem-se as claras dos ovos em castelo e acrescenta-se a mistura anterior.

Introduz-se a mistura nas cascas e levam-se as batatas ao forno, até que fiquem inchadas e alouradas. Decoram-se com salsa.

As próximas serão de cogumelos e alho...

Nota 1: as minhas não parecem muito louras, porque tive a ideia peregrina de as cobrir com mais queijo mesmo antes de as retirar para servir...

Nota 2: diz a Anne Wilson que para cozer as batatas com casca no microondas, se furam com o garfo, embrulham-se em papel de cozinha e levam-se a cozer durante 10 minutos na potência máxima. Deixam-se repousar durante 2 minutos, antes de abrir o forno. Uma grande poupança de tempo!