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janeiro 16, 2007

Profiteroles

Profiteroles, choux, éclairs, duchesses ... são todos feitos com o mesmo tipo de massa.

Quando se trata de bolinhos pequenos, como estes, o que requer mais paciência não é preparar a massa, é cozê-los, porque a massa rende muito, e depois de cozidos devem arrefecer dentro do forno com a porta entreaberta.

Quando ela me falta, preparo um enorme "paris-brest", e assim coze toda de uma só vez!


Levam-se ao lume:

1,5 dl de água


1 pitada de sal


75 g de manteiga


1 casca de limão

Quando a mistura levantar fervura, juntam-se de uma só vez 75 g de farinha e mexe-se com uma colher de pau até se formar uma bola.

Retira-se o tacho do lume e juntam-se 3 ovos, de um a um, batendo muito bem a massa, até o ovo ser completamente absorvido. A massa fica brilhante.


O truque que uso para verificar se está no ponto é tocá-la com o dedo; se formar um pico seguro, a quantidade de ovos é a necessária. Se pelo contrário não se formar, bato mais um ovo e adiciono aos poucos, até conseguir a consistência certa. Isto porque o tamanho dos ovos é sempre relativo. Bater o último ovo à parte permite que se adicione só a quantidade necessária, que pode não ser o ovo inteiro...


Para as profiteroles basta deitar pequenas colheradas de massa no tabuleiro bem untado e polvilhado de farinha, como na imagem; se fizerem éclairs ou outros, convém deitar a massa num saco de pasteleiro com boquilha e desenhar com ele os bolinhos no tabuleiro.



Devem espaçar-se bem, porque crescem muito, e cozê-los em forno moderado (190ºC) até se apresentarem lourinhos. Não abrir a porta do forno durante a cozedura, que leva cerca de 20 minutos.

Depois de cozidos abrem-se com uma tesoura e recheiam-se com creme à escolha.

Recheei as profiteroles com creme chantilly e cobri com chocolate de leite derretido.

Também cobri algumas com chocolate branco, por ser o preferido de uma das minhas meninas...






















outubro 31, 2006

Bolos de Soda



A despeito do nome, que pode parecer pouco apetitoso, são muito bons, estes bolinhos!
Com eles, fecho por agora esta série de bolos tradicionais. Gosto deles ao pequeno almoço, com uma caneca de café com leite quentinho...

As quantidades desta receita dão para 4 dúzias de bolinhos.
São muito fáceis de fazer.

Levam:
1 chávena de chá de açucar
1 chávena de chávena de chá de azeite
1 chávena de chá de leite
2 colheres de chá de fermento
1 colher de café de bicarbonato
1 colher de chá de aguardente
4 ovos
sal q.b.
farinha (cerca de 1 Kg)

Batem-se muito bem os ovos com o açucar até obter uma mistura espumosa; acrescentam-se os líquidos: azeite, leite e aguardente. Junta-se a farinha peneirada com o fermento, o sal e o bicarbonato, até a massa adquirir uma textura que permita tendê-la em pequenos bolinhos(eu usei 850 g).

Untam-se dois tabuleiros com azeite e polvilham-se com farinha. Dispõe-se a massa em montinhos alternados, com uma colher, para não se colarem uns aos outros.

Pincelam-se com gema de ovo e polvilham-se com açucar.

Cozem em forno esperto, durante cerca de 10 a 15 minutos.

Com a experiência, constatei que os últimos bolinhos a cozer são os que crescem mais... Por isso acho que a massa só tem a ganhar se a deixarem descansar uns 15 minutos antes de começarem a tender os bolinhos.

outubro 24, 2006

Esquecidos



"Esquecidos" é o nome que se dá aos bolos secos achatados, ao cimo, à esquerda na imagem. É uma foto de um "tabuleiro de noiva" beirão, mas todos os bolos que lá se vêem se comem durante o ano inteiro por estas bandas, tendo desaparecido o costume de oferecê-los aos vizinhos e amigos quando há casamento.

Os esquecidos são macios e leves, muito simples e fáceis de fazer.
Podem ser utilizados na preparação de sobremesas, em substituição dos biscoitos "la reine".

Precisamos de:
3 ovos
200 g de açucar
250 g de farinha com fermento
1 pitada de sal

Os ovos batem-se com o açucar, sem dó nem piedade, até a mistura ficar esbranquiçada e ter aumentado de volume. Nessa altura junta-se a farinha peneirada com o sal, aos poucos, sem bater excessivamente.

A massa dispõe-se às colheradas num tabuleiro forrado com papel vegetal, untado com manteiga e polvilhado com farinha.
Deve-se ter o cuidado de espaçar os bolos, porque têm tendência a alastrar, como se vê pela sua forma.
Vigiar, porque a cozedura é rápida!

Na foto há ainda:
- cavacas (reconhecem-se por estarem cobertas de açucar)
- um bolo finto (o maior, em baixo), que é uma espécie de pão doce muito fofo
- biscoitos de azeite, também chamados de de 3 pernas (em cima, à direita)
- bolos de soda, assim chamados por levarem bicarbonato de soda em vez de fermento
(vê-se apenas um, na imagem, a seguir ao bolo finto).

Esta receita é dedicada à minha leitora ou leitor da Idanha, que está longe da sua terra, e que me dá o prazer de ler este modesto blog...

junho 28, 2006

Biscoitos de Côco



Esta receita é dedicada à Mónica.

É uma boa receita para aproveitar as claras de ovos que sobram de outras preparações e dá uns simpáticos biscoitinhos, muito apreciados cá em casa. Faço-os muitas vezes.

A base a respeitar é a seguinte:

Por cada clara de ovo, utilizar 50 g de açucar e outro tanto de côco ralado, e um nada de farinha: 1 colher de chá.

Deste modo, se lhes sobraram por exemplo

4 claras
200 grs de açucar
200 a 250 g de côco ralado
1 colher de sopa de farinha
1 pitada de sal


Batem-se as claras a meio castelo, com uma pitada de sal, e junta-se o açucar. Continua a bater-se a mistura até se obter um merengue espesso e brilhante. Junta-se o côco misturado com a farinha e envolve-se bem, com as mãos ou com a colher de pau. A mistura deve permitir que se moldem bolinhas com o preparado, e que elas se sustentem, por isso a quantidade de côco pode ser um pouco variável consoante seja mais ou menos húmido, etc.

Dispõem-se as bolinhas num tabuleiro revestido com papel vegetal, a espaços. Não alastram muito. Sobre cada bolinha coloca-se meia cereja em calda e achata-se ligeiramente. Levam-se ao forno quente durante uns 15 minutos (até ficarem lourinhos).

Não há mais fácil, e vão ver que valem muito a pena. Às vezes moldo-os com duas colheres de sobremesa, como se faz para os pastéis de bacalhau!...

junho 24, 2006

Talassas



Quando as minhas filhas eram pequeninas, tinha um aparelho eléctrico para as fazer em forma de corações. Para além de adorarem comê-las, achavam graça à forma com que ficavam. Depois aquele aparelho rendeu a alma e acabaram-se os corações...

Para miúdos e graúdos gulosos, ao pequeno almoço ou ao lanche:

Peneirar 250 grs de farinha, com uma colher de sobremesa de fermento em pó, 25 grs de açucar e uma pitada de sal, para dentro de uma tigela grande. Abrir uma cova e juntar 3 ovos ligeiramente batidos. Misturar, do centro para o bordo, incorporando lentamente a farinha.
Este procedimento evita a formação de grumos.
Ir adicionando 4 dl de leite, aos poucos, até obter massa fluida e lisa. Juntar 75grs de manteiga derretida, fria.
Deixar repousar a massa no frigorífico durante 1 a 2 horas.

Passado esse tempo, aquecer o aparelho eléctrico,pincelar com manteiga derretida e verter um pouco de massa em cada alvéolo, de forma a cobri-lo. Deixar inchar ligeiramente a massa antes de fechar o aparelho. Fechar, e ir controlando a cozedura a olho. Quando estiverem douradas, estão prontas.

A minha mãe, que me ensinou a fazê-las, tem um acessório que se coloca em cima da chama do fogão, e com o qual, nas primeiras vezes que o utilizei, fiz sujeiradas medonhas! Ela ia-se embora para não ver o estado do seu rico fogão e eu prometia e limpava tudo no final... Mas com a evolução da tecnologia acabaram-se esses problemas!

Podem servir-se ao natural, polvilhadas com açucar em pó ou cobertas com doce ou chocolate e... adeus linha!

junho 16, 2006

Churros



Do que eu gosto mesmo é de farturas, mas o meu saco de pasteleiro só me permite fazer churros. Mesmo assim fizeram a nossa felicidade.

O ideal é ter uma máquina própria para os fazer, que até nem é cara e também serve para outras utilizações "pasteleiras". A minha mãe tem uma que não usa; da próxima vez que a for visitar acho que lha vou pedir...

Há receitas com muitas versões, com manteiga ou margarina, com ovos...
Mas as farturas e churros são um doce de feira e, genuínas, só levam farinha, água e sal.

Fazem-se assim:

Enche-se uma tigela bem cheia de farinha e deita-se no recipiente onde se vai preparar a massa;
Enche-se a mesma tigela de água e leva-se a ferver, com uma pitada de sal.

Quando a água atingir o ponto de ebulição, verte-se por cima da farinha, mexendo energicamente com a colher de pau. A massa deve ficar homogénea e sem grumos.

Enche-se o saco de pasteleiro ou a máquina própria com a massa e formam-se os churros para dentro da frigideira, com o óleo já quente. Pode fazer-se uma espiral que se corta depois de frita ou ir cortando os churros à medida que se vão formando. Eu prefiro a 1ª versão.

O óleo tem que permitir que os churros cozam por dentro sem se queimarem, por isso têm que ir vigiando a temperatura.

Saídos da frigideira envolvem-se em açucar misturado com canela.

Nota: não tenham a tentação de juntar mais água à massa por parecer muito consistente, senão ao fritar vão-se desmanchar. Nesse caso mais vale juntar um ovo à massa e incorporá-lo bem.

junho 03, 2006

Biscoitos da Saxónia


Para os fazer são precisos:

250 g de farinha
1 ovo
125 g de manteiga fria
80 g de açucar
1 pacote de açucar baunilhado
1 pitada de sal
1 colher de chá de raspa de limão
2 colheres de sopa de cacau
2 colheres de sopa de leite
1 clara

Colocar a farinha em monte, abrir uma cova e juntar o ovo, o sal, o açucar, o açucar baunilhado, a manteiga aos pedaços e a raspa de limão. A massa deve preparar-se rapidamente, amassando com as mãos, durante pouco tempo. Divide-se ao meio, e a uma das metades junta-se o cacau dissolvido no leite (eu não tinha cacau e usei achocolatado para o leite; com o cacau o contraste de cores ficará mais acentuado) e amassa-se até a cor ficar uniforme.
Estendem-se as duas massas em rectângulo com 3 mm de espessura.
Pincela-se a metade da massa mais clara com a clara de ovo batida. Cobre-se com a massa mais escura e pressiona-se para fazer aderir; forma-se um rolo, que se envolve com película aderente e leva-se ao frigorífico durante 1 hora (eu meti-a no congelador por 1/2 hora...).
Passado o tempo de repouso corta-se o rolo em fatias de meio centímetro, que se dispõem no tabuleiro. Leva-se ao forno, aquecido a 180 ºC, durante 15 a 20 minutos.

maio 11, 2006

Delícias de cerveja



Têm uma consistência entre o bolo e a queijada, e um sabor... diferente!

2 ovos
300 g de açucar (eu pûs só 250...)
100 g de margarina derretida
100 g de farinha
1 cerveja branca
raspa de um limão pequeno
1 cerveja branca
1 pitada de sal

Batem-se muito bem os ovos com o açucar até se obter um creme; junta-se a margarina derretida, morna, a raspa do limão, e depois a farinha, alternada com a cerveja, e o sal.
A massa fica líquida.
Deitar em formas de queques, bem untadas, até 3/4 da altura (para não verterem enquanto cozem).
Levam-se ao forno bem quente durante 20 (?) minutos.
Tenho sempre alguma dificuldade em indicar os tempos de cozedura porque o meu forno é muito maroto, e estou sempre em cima dele...


Com estas quantidades fiz 15 delícias.

A receita foi publicada numa "teleculinária" dos anos 80, e diz para se envolverem as delícias em açucar granulado depois de prontas, mas eu não o fiz.

maio 05, 2006

Beijinhos de Côco



Estes "beijinhos" são deliciosos e, melhor de tudo, muito fáceis de fazer e de belo efeito. Os escurinhos que se vêem na foto são as trufas de chocolate que a Lígia publicou há tempos no blog dela. Igualmente deliciosas...

Os beijinhos :

1 lata de leite condensado
2 pacotes pequenos de côco ralado
açucar para polvilhar
cravinhos da índia ou drageias prateadas

Deite o conteúdo de uma lata de leite condensado numa tijela grande e misture-lhe o côco aos poucos, até a consistência permitir moldar o preparado em pequenas bolinhas.
Passe por açucar, espete-lhes um cravinho ou uma drageia prateada e coloque em caixinhas de papel frisado. Guarde no frigorífico.
Ficam melhores de forem feitos de véspera e conseguir esperar para os provar.
Fácil, não é? E nem precisa de usar o fogão!...
A receita é do Mário Silva, que a publicou aqui.